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Hilde Weber

OBRAS DO ARTISTA

Hilde Weber - Banhista

Banhista

técnica mista sobre papel
s.d.
49 x 35,5 c
ass. inf. dir.

Preço: Sob Consulta
Hilde Weber - Bailarina

Bailarina

técnica mista sobre papel
s.d.
48 x 35,5 c
ass. sup. dir.

Preço: Sob Consulta

Leilão de Artes Online

BIOGRAFIA

Hilde Weber (Waldau, Alemanha 1913 - São Paulo SP 1994)

Hilde Weber Abramo.

Chargista, ilustradora, desenhista, pintora, ceramista.

Em 1932, conclui os estudos na Escola de Artes Gráficas de Hamburgo. Nesse mesmo período, inicia cursos de desenho e de pintura e trabalha como ilustradora em jornais e revistas em Altona, na Alemanha. Em 1933, chega ao Brasil para reencontrar-se com o pai, que viera para cá em 1918, após o término da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Hilde Weber permanece no país e, no Rio de Janeiro, atua ao lado de Rubem Braga (1913 - 1990), realizando ilustrações para os Diários Associados, de Assis Chateaubriand (1892 - 1968). Entre 1943 e 1950, vive em São Paulo e passa a criar ilustrações para os periódicos Folha de S. Paulo, Noite Ilustrada, O Cruzeiro e Manchete. Estuda pintura com Bruno Giorgi (1905 - 1993) e,  com Alfredo Volpi (1896 - 1988) e Mario Zanini (1907 - 1971), dedica-se à cerâmica e à pintura de azulejos na Osirarte, de Rossi Osir (1890 - 1959). Em 1949, desenha o cenário para a peça teatral Baile dos Ladrões, de Jean Anouilh (1910 - 1987). Em 1950, transfere-se para o Rio de Janeiro e trabalha na Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda (1914 - 1977). Torna-se conhecida pelas charges políticas e caricaturas do presidente Getúlio Vargas (1882 - 1954). Em 1962, muda-se em definitivo para São Paulo e atua como colaboradora no jornal O Estado de S. Paulo. Em 1960, recebe o prêmio Seção América Latina do Concurso de Caricaturas do World Newspaper Forum, pelas melhores charges internacionais. Participa da 1ª a 4ª e 6ª edições da Bienal Internacional de São Paulo. Publica Brasil em Charges 1950-1985, pela Circo Editorial, em 1986.

Comentário Crítico

Hilde Weber figura entre os principais chargistas políticos da imprensa brasileira. Entre seus trabalhos, destacam-se, sobretudo, os realizados na década de 1950 e publicados diariamente na primeira página da Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda (1914 - 1977). Ferrenho opositor do governo de Getúlio Vargas (1882 - 1954), Lacerda utiliza-se do jornal para exigir a renúncia do presidente. As caricaturas criadas por Weber tornam-se, então, emblemáticas dessa campanha política.

Talvez tenha sido Hilde Weber quem melhor retrata o momento de crise da Era Vargas. A exemplo da charge Daqui Não Saio, publicada em 13 de agosto de 1954, em que Vargas aparece pequenino, sentado na cadeira da presidência da República, praticamente em chamas, numa atitude de resistência à renúncia.

Por meio da ilustração diária dos acontecimentos políticos e cotidianos do Brasil, Weber torna-se uma cronista a narrar, de maneira bem-humorada, situações tensas e dramáticas. Sem deter-se nos detalhes, trabalha com traços rápidos, inacabados, que parecem dialogar com a própria velocidade dos fatos. A economia nos traços e a constante preocupação em comunicar dão a precisão dos comentários críticos, ela define o desenho como a técnica ideal para "dizer tudo com pouco".

Com a publicação do livro Brasil em Charges 1950-1985, em 1986, Hilde Weber organiza a parte da história política brasileira, comentada por seus desenhos nas páginas dos jornais.

Acervos

Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo. Palácio Boa Vista - Campos do Jordão SP
Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP - São Paulo SP
Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP - São Paulo SP

Críticas

"Hilde realiza seus mapas do Brasil, um país que adotou, que é sua terra, como um todo conquistado e escolhido e onde se vale da riqueza de sua linha ágil para aprofundar as diferenças regionais, a ponto de cada centímetro sintetizar uma maneira de pensar e sentir, como só uma desenhista de seu gabarito pode idealizar. Promove uma incisão na terra e nos claros do verde. Despontam os costumes, os trajes, a postura característica do homem e de sua produção, além do cenário e dos animais, enraizados em suas entranhas. Só o mergulho de quem escolheu esta terra como sua pode ser tão expressivo com poucos elementos, nascidos pelo movimento hábil de mão a manejar os pelos de um pincel, sem possibilidade de hesitar e refazer, já que a técnica registra todos os toques de contato do artista, uma vez que o ´biscoito´ é bastante suscetível. Há um visível tratamento simplificado e um interesse em comentar, e não simplesmente em transcrever, mantendo desta forma sua veia de caricaturista, capaz de um discurso crítico, irônico e bem-humorado sobre as várias realidades brasileiras. Permanecendo na Osirarte de 1941 a 1950, teve oportunidade de amadurecer e individualizar sua expressão".
Maria Cecília França Lourenço
OSIRARTE: pinturas sobre azulejo de Volpi, Zanini, Hilde Weber e Gerda Brentani. Apresentação de Jorge da Cunha Lima. Textos de Ciça França Lourenço e Ruth Sprung Tarasantchi. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1985.

Exposições Individuais

1948 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Itapetininga
1955 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Ibeu

Exposições Coletivas

1941 - São Paulo SP - 1º Salão Osirarte, na Rua Barão de Itapetininga, 124. 
1942 - São Paulo SP - Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1943 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Azulejos da Osirarte, no Mnba
1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no Edíficio Mariana
1944 - São Paulo SP - Anita Malfati, Clóvis Graciano, Hilde Weber, Nelson Nóbrega, Francisco Rebolo, na Galeria Jaraguá
1944 - São Paulo SP - Exposição de Pintura Moderna Brasileira-Norte-Americana, na Galeria Prestes Maia
1944 - São Paulo SP - Mario Zanini, Bruno Giorgi e Hilde Weber, na Livraria Brasiliense
1944 - São Paulo SP - Nelson Nóbrega, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Clóvis Graciano, Hilde Weber e Francisco Rebolo, na Galeria Alerida
1944 - São Paulo SP - 9º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia - Prêmio Matarazzo
1946 - Buenos Aires (Argentina) - Osirarte, no Salón Peuser
1946 - São Paulo SP - Osirarte, na Galeria Benedetti
1946 - São Paulo SP - Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia - Prêmio Matarazzo
1947 - Mendoza (Argentina) - Osirarte, na Galeria Gimenez
1947 - São Paulo SP - Aquarelas e Guaches, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Oficial de Arte Moderna - medalha de prata
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna - isenção de júri
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados - prêmio aquisição
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas, no MAM/SP
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho - isenção de júri
1961 - São Paulo SP - Humoristas, com Jaguar, Fortuna, Ziraldo, Borjalo e Claudius, na Galeria Ambiente
1962 - Rio de Janeiro RJ - Salão dos Jornalistas Liberais - medalha de ouro (Caricatura)
1971 - São Paulo SP - Coletiva, no Paço das Artes
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1976 - São Paulo SP - O Desenho Jovem dos Anos 40, na Pesp
1979 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Realidade
1985 - São Paulo SP - Osirarte: pinturas sobre azulejo de Volpi, Zanini, Hilde Weber e Gerda Brantani, na Pesp
1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1990 - São Paulo SP - Coletiva, na Pinacoteca do Estado
1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

Eventos Póstumos

1997 - São Paulo SP - O Humor Gráfico nos Anos 30, 40 e 50, no Itaú Cultural
1997 - Belo Horizonte MG - O Humor Gráfico nos Anos 30, 40 e 50, no Itaú Cultural
1998 - Brasília DF - O Humor Gráfico nos Anos 30, 40 e 50, na Itaugaleria
1998 - Penápolis SP - O Humor Gráfico nos Anos 30, 40 e 50, no Itaú Cultural
2002 - São Paulo SP - A Linha Como Estrutura da Forma, no Espaço MAM - Villa-Lobos
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pesp

Fonte: Itaú Cultural

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