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Geraldo Freire de Castro

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BIOGRAFIA

Geraldo Freire de Castro (Rio de Janeiro RJ 1914 - idem 1992)

Pintor, desenhista, publicitário.

Filho de Francisco Freire de Castro, gravador e desenhista da Casa da Moeda. Trabalha como publicitário por volta de 1950, cria e desenha anúncios para campanhas das agências McCann-Erickson e Grant respectivamente, durante cerca de doze anos. Autodidata em estudos de desenho e pintura, participa desde 1948 de salões do Rio de Janeiro, destacando-se no Salão Nacional de Belas Artes, no qual recebe diversas medalhas e menções honrosas. Na década de 1960, é orientado por Armando Vianna e Ado Malagoli, este atuante no Núcleo Bernardelli. Com os artistas Henrique Cavalleiro, Marques Júnior e Jordão de Oliveira, freqüenta a Sociedade Brasileira de Belas Artes. Em 1962, recebe o Prêmio Viagem ao Exterior, partindo em seguida para a Europa, onde toma contato com a pintura abstracionista da época. Retorna ao Rio de Janeiro, e decide abandonar a publicidade, dedicando-se inteiramente à pintura. No final da década de 1970, participa do 1º Salão Nacional de Artes Plásticas da Aeronáutica como membro da comissão julgadora. Em meados de 1985, passa a residir em São Paulo.

Críticas

"[...] Os grandes centros europeus que visitou nos dois últimos anos exaltaram-lhe o esclarecimento sobre os pensamentos melhores da Arte Moderna. A pintura abstrata marca uma etapa importante nessa mudança de sua concepção formal, que amplia o terreno novo em que Geraldo foi corajosamente penetrando [...]. Geraldo reconstitui a figuração nas telas feitas após a volta ao Brasil, mas agora com a experiência ganha, o sentimento liberto e toda uma outra atitude em face do respeito artístico."
Quirino Campofiorito
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação de Antônio Houaiss. Textos de Mário Barata et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.

"Castro teve lá pelos anos 60, uma fase de influência abstrata, devido principalmente à onda que dominava a pintura européia por ocasião de seu prêmio de viagem; mas na volta retomou seus temas de sempre : naturezas-mortas, uma bailarina, um nu, um estaleiro, um palhaço, uma ruela espanhola ou italiana, uma freira, um espantalho, uma paisagem, uns negros a bailar, um jovem a tocar violino.....Claro que a aventura abstrata deve lhe haver mudado de algum modo a concepção formal, sua pintura ficou mais solta...Ele gosta de pintar estaleiros, daquelas construções, o jogo das linhas e das formas, em que há algo de árido e ao mesmo tempo romântico. O exemplo de trabalho e o apelo das viagens; o dia-a-dia da beira do mar e a fascinação das distâncias. A própria desarrumação inevitável desses canteiros parece mobilizar no artista o seus senso de construção...'Deve ser bom, saber fazer um barco', diz ele. Eu faço notar que toda obra de arte é uma espécie de barco"
Rubem Braga
BRAGA, Rubem. In: CASTRO, Geraldo. Geraldo Castro: pinturas. São Paulo : Ranulpho Galeria de Arte, 1985. Não paginado

Exposições Individuais

1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montmartre-Jorge
1985 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ranulpho

Exposições Coletivas

1947 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - menção honrosa
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - menção honrosa em pintura e desenho - medalha de bronze em desenho
1949 - Rio de Janeiro RJ - Salão Fluminense de Belas Artes - menção honrosa
1949 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes - medalha de bronze
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - medalha de bronze
1949 - São Paulo SP - Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1950 - Rio de Janeiro RJ - Salão Fluminense de Belas Artes - medalha de bronze
1950 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de prata - medalha de prata em desenho
1951 - Rio de Janeiro RJ - Salão Fluminense de Belas Artes - medalha de prata
1951 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Fluminense de Belas Artes - medalha de prata
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes - Menção com Louvor em Desenho - menção de primeiro grau
1959 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes - medalha de ouro - Prêmio A. Guinle
1960 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de ouro
1962 - Rio de Janeiro RJ - Academia Brasileira de Belas Artes - Prêmio Guignard
1962 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - prêmio viagem ao estrangeiro - prêmio viagem ao país
1969 - São Paulo SP - Salão Paulista de Belas Artes - medalha de prata
1973 - Rio de Janeiro RJ - Academia Brasileira de Belas Artes - medalha de ouro
1985 - São Paulo SP - As Mães e a Flor na Visão de 33 Pintores, na Ranulpho Galeria de Arte
1986 - São Paulo SP - Tempo de Madureza, na Ranulpho Galeria de Arte
1991 - São Paulo SP - A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte

Exposições Póstumas

1998 - Porto Alegre RS - Acervo: Instituto de Artes 90 Anos, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Artes

Fonte: Itaú Cultural

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