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Guita Charifker

OBRAS DO ARTISTA

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BIOGRAFIA

Guita Charifker (Recife PE 1936)

Pintora, desenhista, gravadora e escultora.

Em 1953, estuda desenho e escultura no Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna, no Recife, ao lado do gravador Gilvan Samico (1928) e do pintor José Cláudio (1932), entre outros, sob orientação de Abelardo da Hora (1924).  Colabora, em 1964, na fundação do Atelier da Ribeira, em Olinda, Pernambuco, do qual participa também o pintor João Câmara (1944). Em 1966, cria e dirige a Galeria do Teatro Popular do Nordeste. Desde a década de 1970, realiza pesquisas em gravura em metal na Oficina do Ingá, Niterói, sob orientação da gravadora Anna Letycia (1929). Em 1974, recebe o prêmio de viagem ao México no Salão Global de Pernambuco. Depois, trabalha no ateliê de João Câmara e freqüenta por algum tempo o ateliê do escultor Frans Krajcberg (1921). Organiza o Ateliê Coletivo, em Olinda, com pintor Gil Vicente (1958), José Cláudio e Gilvan Samico, entre outros, em 1985. Em 2001, é publicado o livro Viva a Vida! Guita Charifker: aquarelas, desenhos, pinturas, pela Secretaria de Educação e Cultura do Recife, e em 2003 são apresentadas exposições retrospectivas no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, Rio de Janeiro, e na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp.

Comentário Crítico

Desde o fim da década de 1960, Guita Charifker produz desenhos de inspiração surrealista, associando formas humanas a animais e vegetais, realizados com precisão de detalhes, em obras de forte erotismo. Trabalha de forma quase monocrômica, com traços tênues e manchas a bico-de-pena e aguada, revelando um universo onírico de formas simbólicas.

Passando por técnicas como a gravura em metal, encontra seu principal meio de expressão na aquarela. Realiza naturezas-mortas com plantas e frutos regionais, explorando padrões decorativos obtidos a partir de folhagens e ramos de árvores, ou de objetos presentes na cena, como tapetes ou tecidos. Em sua obra, revela o interesse pela produção de Matisse (1869 - 1954).

Nas aquarelas são freqüentes também as paisagens, inspiradas muitas vezes na exuberante vegetação do quintal de sua residência em Olinda ou nas localidades do litoral pernambucano. São constantes as cenas com naturezas-mortas, em que a paisagem está presente, vista através de uma janela ou em uma pintura na parede. O artista, utiliza uma gama cromática surpreendente e luminosa.

Como nota o crítico Casimiro Xavier de Mendonça, a partir de uma viagem realizada ao México na década de 1980, e de uma estada no atelier de Frans Krajcberg (1921), a produção de Guita Charifker se transforma. As aquarelas tornam-se ampliações de detalhes da natureza, e folhas e troncos, pretexto para áreas de cor. Entre as pinturas a óleo destacam-se também as paisagens nordestinas, realizadas com grande simplificação formal, com pinceladas amplas e uma paleta que busca a luminosidade da aquarela, como em Rio Capiberibe (1984), ou em Taíba, Ceará (1986).

Exposições Individuais

1962 - Recife PE - Individual, na Galeria de Arte do Recife
1963 - Recife PE - Individual, na Galeria de Arte do Recife
1965 - Recife PE - Individual, no Ateliê de Arte Sacra  
1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Goeldi
1977 - Recife PE - Exposição Permanente, na Galeria Nega Fulô
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual
1984 - Rio de Janeiro RJ - Individual
1991 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço
1991 - São PauloSP - Individual, na Galeria Nara Roesler
1994 - Piedade SP - Individual, no Aria Espaço de Dança e Arte
1995 - Recife PE - Aquarelas, no Aria Espaço de Dança e Arte
2001 - Recife PE - Individual, no Mamam
2003 - Rio de Janeiro RJ - Viva a Vida!, no MNBA
2003 - São Paulo SP - Viva a Vida, na Pinacoteca do Estado

Exposições Coletivas

1954 - Recife PE - 12º Salão de Arte de Pernambuco - prêmio em escultura
1963 - Salvador BA - Civilização do Nordeste, no Museu de Arte Popular
1964 - Olinda PE - Exposição do Atelier da Ribeira, no Atelier da Ribeira
1965 - Recife PE - Artistas do Recife, no Ateliê de Arte Sacra da Igreja do Rosário
1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1968 - Salvador BA - 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas - prêmio aquisição
1968 - São Paulo SP - 2ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1968 - Florianópolis SC - 2ª Exposição Jovem Arte Contemporânea, no MAM/SC
1969 - Porto Alegre RS - 2ª Exposição Jovem Arte Contemporânea, no Margs
1970 - Rio de Janeiro RJ - 19º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - prêmio aquisição
1971 - Belo Horizonte MG - 2º Salão Nacional de Arte Contemporânea - prêmio aquisição
1971 - Cali (Colômbia) - 1ª Bienal Americana de Artes Gráficas
1971 - Curitiba PR - 28º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná - prêmio aquisição
1971 - Recife PE - 7 Artistas do Recife
1971 - Rio de Janeiro RJ - 50 Anos de Arte Brasileira, no MAM/RJ
1972 - Rio de Janeiro RJ - 21º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio aquisição
1972 - São Paulo SP - Arte Brasil Hoje: 50 Anos Depois, na Galeria da Collectio
1973 - Rio de Janeiro RJ - 22º Salão Nacional de Arte Moderna
1974 - Recife PE - 1º Salão Global de Pernambuco - prêmio viagem ao exterior
1975 - Olinda PE - 1º Salão Global de Pernambuco
1976 - São Paulo SP - O Desenho em Pernambuco, na Galeria Nara Roesler
1977 - Madri (Espanha) - Arte Actual de Ibero-America
1978 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MNBA
1979 - Curitiba PR - 2ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Centro de Criatividade
1980 - México - 2ª Bienal Ibero-Americana
1984 - Paris (França) - Dez Artistas do Recife, no Espaçe Latino-Américain
1986 - Brasília DF - Pernambucanos em Brasília, na ECT Galeria de Arte
1988 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Artes Plásticas, no MAM/BA
1989 - Olinda PE - Viva Olinda Viva, no Atelier Coletivo
1989 - Recife PE - Natureza da Pintura, no Centro Cultural Adalgisa Falcão
1990 - Olinda PE - Permanência da Pintura, no Atelier Coletivo
1992 - Rio de Janeiro RJ - Ateliê Coletivo, no Centro Cultural Candido Mendes
1993 - Hamburgo (Alemanha) - Atelier Coletivo, na Km Wolff
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light

Fonte: Itaú Cultural

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