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Avatar Moraes

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BIOGRAFIA

Avatar Moraes (Bagé RS 1933 - Rio de Janeiro RJ 2011)

Gravador, pintor, desenhista, escultor e professor.

Avatar da Silva Moraes frequentou cursos de desenho, xilogravura e linoleogravura no Clube de Gravura de Porto Alegre. Estuda gravura em metal com Iberê Camargo (1914-1994) e litografia com Marcelo Grassmann (1925). Em 1963, forma-se pela Escola de Arte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ingressa, em 1968, no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB) e leciona disciplinas ligadas à forma tridimensional. É afastado do cargo por motivos políticos no início dos anos 1970 e reintegrado 15 anos depois com o processo de redemocratização do país. Em 1967, é premiado na 9ª Bienal Internacional de São Paulo e na 5ª Bienal de Paris. Em 1973, recebe bolsa da Fundação Guggenheim. Viaja para os Estados Unidos e leciona no Center for Advanced Visual Studies of the Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambrige, Massachusetts.  De volta ao Brasil, Avatar Moraes leciona na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Rio de Janeiro. Em 1990, volta a participar do circuito artístico, expõe no Museu de Arte de São Paulo (Masp), no Museu de Arte de Brasília (MAB), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). Em 2004, dedica-se apenas a organização e a redação e de seus estudos e pesquisas, que dão origem ao livro O Sagrado Moderno, publicado pela Editora Tiro-de-Letra.

Comentário crítico

Avatar Moraes dedica-se inicialmente à gravura e à pintura. Porém, na década de 1960, seguindo a tendência de superação dos suportes tradicionais (pintura, escultura) em proveito de estruturas ambientais e objetos, realiza trabalhos na forma de caixas, como Fuga (1967) ou Caixa 5 (1966). Nessas obras, em que apresenta afinidade com a arte pop, há ainda uma conotação de crítica social, como aponta a estudiosa Daisy Valle Machado Peccinini Alvarado. Em 1967, Moraes participa da exposição Nova Objetividade Brasileira realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), sendo um dos poucos artistas vindos de fora do eixo Rio-São Paulo a participar dessa mostra, que pretende ser a confluência de diferentes tendências artísticas nacionais do período. No final da década de 1960, além de lecionar na Universidade de Brasília (UnB), Moraes inicia pesquisa da forma, baseada em combinações modulares. No início da década seguinte, realiza obras em que trabalha a geometrização das formas físicas, como os diversos desenhos e maquetes que integram o projeto O Solo Criado (1977), em que o artista procura explorar formalmente a topografia de alguns lugares, acentuando os declives do terreno ou o formato de pequenos morros. Desenvolve ainda trabalhos tridimensionais que têm como suporte o laminado semirrígido, que resultam na série Volutas (1977). Em 1995, apresenta no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) desenhos e esboços a grafite, objetos em madeira e fórmica e também desenhos em lápis de cera sobre tecido, produzidos após seu afastamento do circuito artístico devido a motivos políticos no início dos anos 70.

Críticas

"Com a Nova Objetividade Brasileira, outra vez entre nós, o retorno cíclico ao espírito barroco tão conforme à nossa índole mestiça. Ela pôs lado a lado, irmãs de corpo e de alma, a explosão e a disciplina, a fantasia e a litania, a ruptura e a regra, a estranheza e a ordem, o gesto e a geometria. Era o que se via nas obras dos artistas ali presentes, um resumo do melhor da vanguarda atuante no Rio e em São Paulo: Vergara, Dias, Gerchman, Magalhães, Leirner, Marcelo Nietsche, Glauco Rodrigues, Maiolino, Avatar Morais, Secco, Império, Gastão Manoel Henrique, Carlos Zilio, Raymundo Collares e Walter Smetack, na companhia de Gullar, Serpa, Cordeiro, Carvão, Lygia Clark, Oiticica, Lygia Pape, Alberto Aliberti e Geraldo de Barros. Não que essas obras somassem necessariamente, a qualquer custo, os dois pólos do conflito de mundos e de formas. O que acontecia de importante é que, mesmo desconexos e se contradizendo, elas compareciam ao palco de um encontro, conviviam em proveito mútuo sob um teto único".
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987.

Acervos

Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP - São Paulo SP
Museu de Arte de São Paulo - Masp - São Paulo SP
Pinacoteca Aldo Locatelli - Porto Alegre RS
Pinacoteca Rubem Berta - Porto Alegre RS

Exposições Individuais

1964 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Portinari
1965 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Portinari
1966 - Porto Alegre RS - Individual, no Margs
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Arte Global
1977 - Brasília DF - Individual, na Galeria de Arte da Fundação Cultural do Distrito Federal
1977 - São Paulo SP - Solo Criado: projetos de Avatar Moraes, na Galeria Arte Global
1991 - São Paulo SP - Individual, no Masp
1992 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1993 - São Paulo SP Individual, no MAB/Faap

Exposições Coletivas

1962 - Belo Horizonte MG - 17º Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte
1962 - Porto Alegre RS - Salão do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre - medalha de bronze
1963 - Belo Horizonte MG - 18º Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte
1963 - Porto Alegre RS - Salão Cidade de Porto Alegre - 2º prêmio
1964 - Belo Horizonte MG - 19º Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte
1964 - Curitiba PR - 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1965 - Belo Horizonte MG - 20º Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte
1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ
1965 - São Paulo SP - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAC/USP
1966 - Curitiba PR - 23º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1966 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão de Abril, no MAM/RJ - prêmio aquisição
1966 - São Paulo SP - 13 Artistas Gaúchos, no MAC/USP
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1967 - Paris (França) - 5ª Bienal de Paris
1967 - Rio de Janeiro RJ - Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ
1967 - Rio de Janeiro RJ - Salão das Caixas, na Petite Galerie
1967 - São Paulo SP - 1ª Exposição Jovem Arte Contemporânea
1967 - São Paulo SP - 1ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1978 - Rio de Janeiro RJ - 3º Arte Agora: América Latina, geometria sensível, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - O Objeto na Arte: Brasil anos 60, no MAB/Faap
1978 - São Paulo SP - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1981 - Porto Alegre RS - Artistas Brasileiros dos Anos 60 e 70 na Coleção Rubem Knijnik, no Espaço NO Galeria Chaves
1983 - São Paulo SP - Arte na Rua, em Outdoors espalhados pela cidade
1986 - Porto Alegre RS - Coleção Rubem Knijnik: arte brasileira anos 60/70/80, no Margs
1988 - Rio de Janeiro RJ - O Eterno é Efêmero, na Petite Galerie
1990 - Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no MAB
1991 - Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas 1991/12º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAB 
1992 - Rio de Janeiro RJ - Brazilian Contemporary Art, na EAV/Parque Lage
1992 - Rio de Janeiro RJ - Prêmio Brasília de Artes Plásticas 1991/12º Salão Nacional de Artes Plásticas, na Funarte. Centro de Artes
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1993 - São Paulo SP - Masp no Morumbi Shopping, no Shopping Morumbi
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1996 - Brasília DF - Arte e Espaço Urbano: quinze propostas, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP
1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói
2000 - São Paulo SP - Coleção Pirelli no Acervo do MAM: a arte brasileira nos anos 60, no MAM/SP
2001 - Porto Alegre RS - Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs
2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: 50 anos da arte brasileira Coleção Sattamini, no  Instituto Tomie Ohtake
2003 - São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural
2008 - São Paulo SP - Panorama dos Panoramas, no MAM/SP
2008 - Passo Fundo RS - Expressividade na Arte Brasileira, no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider

Fonte: Itaú Cultural

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