Escritoriodearte.com > Artistas > Lygia Pape

Lygia Pape

Lygia Pape

OBRAS DO ARTISTA

Este artista não possui obras em nosso acervo.

Você possui uma obra deste artista e quer vender?

Após logar no site, clique em 'Avaliações' e envie sua obra.

BIOGRAFIA

Lygia Pape (Nova Friburgo RJ 1927 - Rio de Janeiro RJ 2004)

Escultora, gravadora e cineasta. Estuda com Fayga Ostrower (1920 - 2001), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Aproxima-se do concretismo e, em 1957, depois de integrar-se ao Grupo Frente, é uma das signatárias do Manifesto Neoconcreto. No ano seguinte, concebe com o poeta Reynaldo Jardim (1926) o Ballet Neoconcreto I, apresentado no Teatro Copacabana, e, dois anos mais tarde, participa da Konkrete Kunst [Exposição Internacional de Arte Concreta], em Zurique. No fim da década de 1950, inicia a trilogia de livros de artista composta por Livro da Criação, Livro da Arquitetura e Livro do Tempo. A partir dos anos 1960, trabalha com roteiro, montagem e direção cinematográficos e faz a programação visual de filmes do cinema novo. Ainda nos anos 1960, produz esculturas em madeira e realiza o Livro-Poema, composto de xilogravuras e poemas concretos. Em 1971, realiza o curta-metragem O Guarda-Chuva Vermelho, sobre Oswaldo Goeldi (1895 - 1961). Em 1980 vai para Nova York com bolsa de estudo da Fundação Guggenheim. Sua obra é pautada pela liberdade com que experimenta e manipula as diversas linguagens e formatos e por incorporar o espectador como agente. Dessa forma, suas experimentações seguem paralelas às de Hélio Oiticica (1937 - 1980) e Lygia Clark (1920 - 1988). Após a morte de Hélio Oiticica, organiza, com o artista gráfico Luciano Figueiredo (1948) e o poeta Waly Salomão (1943 - 2003), o Projeto Hélio Oiticica, destinado a preservar e divulgar a obra do artista. Em 1990, com bolsa da Fundação Vitae, realiza o projeto Tteias, no qual combina luz e movimento. Em 2004, é fundada a Associação Cultural Projeto Lygia Pape, idealizada pela própria artista e dirigida por sua filha Paula Pape.

Comentário Crítico

Na década de 1950, Lygia Pape estuda com Fayga Ostrower (1920-2001), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, onde entra em contato com Hélio Oiticica (1937-1980), Aluísio Carvão (1920-2001), Décio Vieira (1922-1988), entre outros, com os quais integra o Grupo Frente, em 1954. Dedica-se à xilogravura e realiza, entre 1955 e 1959, Tecelares, série de obras abstrato-geométricas, nas quais usa formas muito simplificadas e explora a textura e os veios característicos da madeira, utilizados como valores gravados preexistentes.

Em 1958, idealiza, com Reinaldo Jardim, o Balé Neoconcreto I, no qual o espaço cênico é preenchido por figuras em forma de cilindro e paralelepípedo, com bailarinos em seu interior, que se deslocam em um palco negro. Em 1959, é uma das signatárias do Manifesto Neoconcreto. No mesmo ano, realiza o Livro da Criação, composto por 118 unidades de várias formas e cores, que devem ser manuseadas pelo leitor. O título alude à criação do mundo e à postura criativa do participante. Nesse período, acentua-se a participação do público em seu trabalho. Em Ovo (1967), cubos de madeira são envolvidos em papel ou plástico colorido, muito fino, que deve ser rompido pelas pessoas, para que tenham a sensação de nascimento. Já em Divisor (1968), uma multidão preenche um pano de 30 por 30 metros, colocando a cabeça nas várias aberturas existentes.

Produz objetos e instalações marcados pela ironia, pelo humor negro e por críticas à situação política. Em Caixa de Formigas (1967), coloca em um recipiente de madeira enormes saúvas vivas que andam sobre um fundo com a inscrição: a gula ou a luxúria. No centro, há uma espiral e um pedaço de carne crua, o que faz com que as formigas se concentrem ali. Em Caixas de Baratas (1967), a artista agrupa em uma caixa de acrílico translúcido, com um espelho ao fundo, uma série de baratas, como se estivessem organizadas em uma coleção científica. A primeira sensação que o trabalho provoca é de aversão, pois o espectador se vê refletido junto àqueles insetos. Já a Caixa Brasil (1968) contém a palavra "Brasil", escrita em letras prateadas no fundo da tampa e em seu interior estão colocados fios de cabelos das três raças: o índio, o branco e o negro.

Em 1976, realiza exposições na Galeria de Arte Global e no MAM/RJ, denominadas Eat Me: a gula ou a luxúria?, nas quais trabalha com a imagem da mulher como objeto de consumo. Agrupa, em vitrines e saquinhos de papel, diversos objetos como calendários de mulher nua, cabelos, loções afrodisíacas, batons, maçãs, seios postiços e textos feministas (como se fosse uma contradição a este universo). Os saquinhos eram vendidos por preços populares, como uma forma de contestação ao mercado de arte. Em 1979, no trabalho Ovos de Vento ou Ar de Pulmões - Windbow, cria com sacos de plástico e bolas de borrachas uma espécie de trincheira, com efeitos de luz, cor e transparência. Para a artista, a obra, constituída por materiais frágeis, era forte enquanto idéia, como homenagem aos sandinistas. Apresentada no Hotel Meridien, no Rio de Janeiro, é denominada "Gávea de Tocaia". Lygia Pape apresenta preocupação social em vários trabalhos, como, por exemplo, em Narizes e Línguas (1995) ou Não Pise na Grana (1996). No primeiro, explora a dicotomia entre o que o olho vê ou o nariz cheira e o que o corpo sente. É uma instalação que se refere às campanhas contra a fome em todo o mundo. Propõe, em 1999, releituras sobre o Manto Tupinambá: transforma-o em uma bola antropófaga de plumas, da qual saem restos humanos e, em montagem fotográfica, coloca pairando sobre a cidade do Rio de Janeiro uma gigantesca nuvem de fumaça vermelha, como se os tupinambás reivindicassem seus direitos à terra. Em 2002, realiza a instalação Carandiru, em uma referência ao evento ocorrido em 1991. Cria uma cachoeira vermelha, cuja base, para onde o líquido escorre, tem a forma do Manto Tupinambá. Associa, desta forma, a imagem dos presos à do povo indígena dizimado.

Para o crítico inglês Guy Brett, a semente da criatividade desabrocha nos trabalhos da artista com sensibilidade e humor. Eles não foram criados para serem consumidos apressadamente, sem reflexão: o modo como são vivenciados pelo espectador é que constitui a obra. A artista não se prende aos mesmos suportes ou procedimentos, seu trabalho é sempre inovador e enfrenta inúmeras questões. Na década de 1950, o Balé Neoconcreto possibilita uma experiência pioneira: o corpo é utilizado como motor para que formas e cores se desloquem no espaço. Já em o Livro da Criação, o manuseio e principalmente a criatividade são necessários para que a obra se concretize. Em outros trabalhos, sua proposta é permitir que qualquer pessoa possa repetir a obra em casa, como em Roda dos Prazeres (1968), na qual são oferecidos ao público líquidos com sabores diversos relacionados a cores diferentes.

Críticas

"Dentre os artistas em circulação por aí nenhum é mais rico em idéias do que Lygia Pape. As idéias não são nela conceitos ou preconceitos, mas antes fragmentações de sensações que conduzem Pape de um espaço a outro evento e deste a um estado em que bruxuleiam cores e espaços que se devoram, entre o interior e o exterior. Cubos e ovos delimitam suas áreas e criam estados de perspectiva que se cortam para casar este e outro plano, vazios e plenos, enquanto os espaços ou átimos de espaço surgem na esquina pelo camelô que tem o dom de chamar com seu apito os seres-senões que de repente se aglomeram em torno dele. 
Dos ovos do vento se erguem muros que acabam evocando uma trincheira de guerrilheiros sandinistas em ação; dando o toque de contemporaneidade ao estado-estrutura, em que tudo volta a ser o que não era, e as pós-e-pré-imagens recomeçam o ciclo de criatividade, desde o Livro da Criação ao Balé Neoconcreto, dos saquinhos dos Objetos de Sedução ao Eat Me, da Roda dos Prazeres aos Espaços Imantados, que se aquecem nas improvisações do acaso e da poesia. Lá dentro de toda a trama, que representa a artista-motriz, é a pequenina partícula, o sopro vital a que se une tudo, arte e não-arte, forma e parte, cor e espaço, num circuito que se inicia aqui e não termina acolá, mas mantém sempre aberta a brecha, onde a idéia rebrota, e faz tudo recomeçar, desde o viço para as sensações, o calor para a forma e a vitalidade por onde a vida se engalana, e o prosseguimento das coisas indica que arte e idéia nunca param, traspassadas pela inspiração coriácea de Lygia Pape".
Mário Pedrosa
LYGIA Pape. Comentário Luís Pimentel, Lygia Pape, Mário Pedrosa. Rio de Janeiro: Funarte, 1983. 48p. il. (Arte brasileira contemporânea).

"Quem é Lygia Pape? É a artista neoconcreta? É a artista que rompe com o neoconcreto e estabelece nova possibilidade discursiva entre artista-obra e público? É a artista que se volta à produção de objetos? Lygia Pape é esse despistar-múltiplo: é a vontade de fazer o tempo interceder no espaço (gravuras e esculturas neoconcretas/livro da criação); é a vontade de desfazer, questionando o sistema tradicional de percurso da obra (divisor/roda dos prazeres/objetos de sedução); é a aguda percepção da dimensão política (ovos ao vento); é a vontade de fazer o plano dialogar com o espaço (olho do guará/cruzes de latão e borracha/série de telas sertão carioca); é a vontade, atual, de provocar, através do humor irreverente das histórias em quadrinhos e da precariedade, o esteticismo da forma e o bom-mocismo dos artistas que absorvem a lógica do mercado (amazoninos). 
Lygia Pape é a corporificação, enquanto artista, dessa prática corajosamente mutante que não se deixa capturar por sentido algum. 
Sua identidade artística é constituída de mudança e construída na mudança; é em processo. Inventa novas formas para cada nova experiência ou situação. Executa exercício radical de poética, que é o de descobrir nos limites das coisas (do material e do não-material) sua contundência expressiva. Lygia Pape é pré-socrática. É heraclitiana. É puro devir".
Márcio Doctors
DOCTORS, Márcio. Lygia Pape. Galeria: Revista de Arte, São Paulo, n. 16, 1989, p. 137-138.

"Em 1967 apresenta suas Caixas de Humor Negro, como a Caixa de Formigas e a Caixa de Baratas, num período em que essas estruturas atraíram muitos artistas no Brasil. Lygia Pape organiza numa caixa de acrílico translúcido - qual tesouro de um entomólogo - uma série de baratas em ordem, como se indiciassem um discurso científico, isto é, como se tivessem sido instrumentalizadas pela razão. (...) O sentido aparentemente anárquico do projeto da Caixa de Barata já trazia inclusa uma estratégia política. Em tempos de ditadura os museus, enquanto instituições oficiais, passam a ser pequenos espaços alegóricos e diagramas do próprio sistema de poder, que no Brasil significava então a escalada da repressão da ditadura de 1964. Os artistas montavam processos traumáticos de desnudamento das instituições do Estado autoritário, revelando esse braço repressivo ou construtor de opacidade sobre a cultura da consciência crítica. Nessa estratégia, a Caixa de Baratas pertence ao ciclo de embate artista/instituição no qual se encontram obras como O Porco Empalhado (1967c. ), de Nelson Leirner, ou a performance de Antonio Manuel no Salão Nacional de Arte Moderna de 1970, quando inscreve seu corpo como uma obra e à revelia das autoridades culturais apresenta-se nu no evento. Dilemas e estratégias de resistência numa ditadura. Abjeção e escatologia são armas que ocupam o espaço das promessas utópicas do construtivismo russo ou da Bauhaus, idealizações renovadas no concretismo".
Paulo Herkenhoff
HERKENHOFF, Paulo. Lygia Pape: fragmentos.  In: PAPE, Lygia. Lygia Pape. São Paulo: Galeria Camargo Vilaça, 1995.

"Considerando a gravura como forma de conhecimento, Lygia Pape a utiliza para resolver questões de natureza gráfica ligadas ao pensamento do espaço. Nos anos em que participa no Grupo Frente e no neoclassicismo, Lygia efetivamente problematiza o espaço, questionado por artes nas quais se inclui a gravura. Distante de uma visão fruidora, Lygia constrói formas que interagem com o espaço circundante. Em Tecelares, as formas geométricas que se repetem alternadamente efetuam ritmo, que, contínuo, lança o olhar do vedor da gravura para o espaço. Sendo o problema do espaço, a gravura também se pensa quanto a sua inscrição espacial; Tecelares é dos ares, não das paredes, pois as formas, dada a transparência do papel, também se vêem no verso, não no reverso, pois, frente do mesmo verso. A qualidade do papel, a porosidade da madeira, a espessura dos cortes articulam-se em Lygia, que impede o acaso. O controle do material e das técnicas significa controle da forma: por isso, Lygia Pape opta pela xilogravura, não pelo metal, no qual o ácido é, como diz agudamente, co-autor. Neste sentido, o artista que incorpora os acasos do processo na obra é espectador que atua somente no plano da seleção, atitude que opera, para Lygia, como negação da responsabilidade artística e como proposição de obra alusiva. O questionamento espaço leva Lygia a elaborar livros: no Livro da Criação, livro-objeto, livro que se arma, Lygia invade o espaço; no Livro-Poema, feito de xilogravuras e poemas concretos, o espaço interrogado é o do próprio livro: em folha dupla, o poema, impresso em uma delas e a xilo na outra, é feito de imagens pensadas como contíguas, a formar uma única imagem que, claro está, nada ilustra".
Leon Kossovitch e Mayra Laudanna
KOSSOVITCH, Leon & LAUDANNA, Mayra.  Gravura no Século XX. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural : Cosac & Naify, 2000. p. 20.

"O desenvolvimento de Lygia Pape dentro e além do movimento neoconcreto do fim dos anos 50 e início dos anos 60 proporciona um exemplo rico desta reorientação do modernismo europeu sob condições brasileiras. O seu ludismo e a sua liberdade particulares podiam ser vistos pelo modo com que ela estava disposta, desde o início, a experimentar com uma ampla gama de linguagens e formatos - desde o balé até o livro! Ela flutuava acima dos limites das disciplinas institucionalizadas, fazendo suas próprias recombinações. No seu Ballet Neoconcreto (1958), parece que o espaço teatral foi esvaziado da figura humana e os bailarinos foram substituídos por sólidos geométricos de cor. Estes, por sua vez, eram invisivelmente movidos por dançarinos ocultos no seu interior, criando uma coreografia lenta e retilínea de avançar-recuar, entrecruzar, separar e fundir. Em outras palavras, as convenções da 'arte viva' foram usadas para dramatizar a dicotomia entre a geometria e o orgânico".
Guy Brett
BRETT, Guy. A lógica da teia. In: PAPE, Lygia. Gávea de Tocaia. São Paulo: Cosac & Naify, 2000. p. 306.

Depoimentos

"Não há nada mais sofisticado, intelectualmente falando, do que a cultura dita não-erudita. A proximidade com as manifestações populares diz respeito à percepção de mundo que eu tenho como artista. Com relação ao meu trabalho pessoal, posso me emocionar com as invenções populares, achá-las interessantes e criativas. Tudo o que observo pode me alimentar e até servir de subsídio para uma manifestação ou invenção que eu vá fazer, mas não no sentido idealista de achar que a arte é algo vago, simplesmente belo. Acho que é mais incisiva, é uma linguagem. É a minha forma de conhecimento do mundo. (...)

Muitos dos artistas do grupo [neoconcreto] fizeram trabalhos onde a participação do espectador fazia parte da expressão da obra. Esse conceito está sendo difícil de ser assimilado na Europa e nos Estados Unidos. Haja vista a Documenta de Kassel.

Eu realizei alguns trabalhos desse tipo em 1968, mas os meus têm um outro caráter. Quando fiz o Ovo, um cubo coberto com uma superfície macia onde a pessoa entra, rompe e 'nasce', estava interessada na possibilidade de uma obra sem autor. O Divisor, uma grande superfície de 20 x 30 m, com fendas onde as pessoas enfiam suas cabeças, também foi um trabalho bastante feliz nesse aspecto. O que eu queria fazer naquele momento era um trabalho que fosse coletivo, e que as pessoas pudessem repetir sem que eu estivesse presente. O Ovo e o Divisor são estruturas tão simples que qualquer pessoa pode repetir. Ideologicamente este tipo de proposta seria uma coisa muito generosa, uma arte pública da qual as pessoas poderiam participar. Atualmente, são chamadas de performances.

Hoje, já não tenho trabalho algum no qual a participação do público seja importante. Os dados de invenção, de criação de novas linguagens, de mistura das categorias, tudo isso foi muito produtivo como fonte de energia geradora de outros possíveis trabalhos. Apresentam questões amplas e importantes.

Acho muito perigoso classificar a produção artística em gerações. No entanto, é muito comum tentar manter o artista dentro de determinado período, quase que congelado ali. E não é assim. Você surge num determinado momento, já que cada um tem o seu prazo de surgimento no mundo, mas o processo só pode ser realmente definido quando o artista desaparecer. Porque esse processo compreende momentos diversos onde questões podem aparentemente sumir para ressurgirem mais adiante. Acho empobrecedor demais classificar o artista dentro de uma geração e condicionar a visão crítica sobre sua obra dentro daquele universo. (...)

Eu trabalho de forma circular, passo de uma obra para outra. Isso pode parecer estranho mas, para mim, é uma forma de meditação de um trabalho em relação ao outro; uma questão alimenta e ajuda a resolver a problemática da outra. Chego, às vezes, até a mudar de técnica: das artes plásticas, passo para o cinema ou escrevo. Isso tudo faz parte de um todo e funciona organicamente. (...)

Eu sou intrinsecamente anarquista. Isto não significa que seja desestruturada. Mas tenho uma vontade terrível de não respeitar as estruturas rígidas. Não suporto poder e hierarquias. Tanto é que minhas aulas são antiaulas. O processo de aprendizado é uma elaboração perene e individual, porque cada um tem um tempo próprio de crescimento. Tento passar para os alunos um conceito de liberdade. Isso fica muito marcado. Na aula de desenho, por exemplo, muitas vezes começo trabalhando com jornais. O aluno já inicia encarando uma página de jornal como um desenho, sentindo as tonalidades dos cinzas, as manchas, e tendo de interferir nas imagens fotográficas. Desse modo, vai recriando as imagens e começando a ter um outro olhar em relação às coisas, aprendendo a perder o sentido de discriminação do que é arte e do que não é".
Lygia Pape
PAPE, Lygia. Lygia Pape. Entrevista Lúcia Carneiro, Ileana Pradilla. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998. p. 21-22, 44-46, 53 e 74-75 (Palavra do artista).

"Ao contrário do que se supõe, não é indiferente no concretismo fazer gravura, pintura ou desenho. Se o artista se propõe um problema gráfico, ele vai fazê-lo em gravura (...). Quanto às formas simples da gravura concreta, creio que na feitura de um trabalho uma pergunta sempre deve ser feita: isso é necessário? Poderia realizar por meios mais simples? Daí o despojamento".
Lygia Pape
PAPE, Lygia. Debate sobre a gravura afirma Pape: "Os jovens devem abrir o seu próprio caminho". Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 15/12/1957. Apud GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural : Cosac & Naify, 2000.  p. 128.

Acervos

Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ - Rio de Janeiro RJ

Exposições Individuais

1968 - Rio de Janeiro RJ - Divisor, no MAM/RJ
1968 - Rio de Janeiro RJ - O Ovo, no MAM/RJ
1968 - Vargem Grande RJ - Roda dos Prazeres, no Ateliê da artista
1971 - Vargem Grande RJ - O Homem e sua Bainha
1975 - Rio de Janeiro RJ - 40 Gravuras Neoconcretas, na Galeria Maison de France
1975 - Rio de Janeiro RJ - Facas de Luz, na Universidade Santa Úrsula
1976 - São Paulo SP - Eat Me: a gula ou a luxúria?, na Escritório de Arte São Paulo
1976 - Rio de Janeiro RJ - Eat Me: a gula ou a luxúria?, no MAM/RJ
1977 - Rio de Janeiro RJ - Espaços Poéticos - Tteias, na EAV/Parque Lage
1980 - Vitória ES - Ovos ao Vento ou Ar de Pulmão, na Universidade Federal do Espírito Santo
1984 - Rio de Janeiro RJ - O Olho do Guará, na Galeria do Centro Empresarial Rio
1984 - São Paulo SP - O Olho do Guará, na Arco Arte Contemporânea, na Galeria Bruno Musatti
1985 - Rio de Janeiro RJ - Esculturas, no Artespaço Escritório de Arte
1988 - Rio de Janeiro RJ - Lygia Pape Neoconcreta, na Thomas Cohn Arte Contemporânea
1990 - Rio de Janeiro RJ - Amazoninos, na Thomas Cohn Arte Contemporânea
1991 - Rio de Janeiro RJ - Tteia nº 7, na Galeria Ibeu Copacabana - prêmio Ibeu de melhor exposição
1992 - Niterói RJ - Individual, na Universidade Federal Fluminense. Núcleo de Documentação
1992 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Camargo Vilaça
1993 - Milão (Itália) - Incizione, na L´Originale Galeria
1994 - Rio de Janeiro RJ - Branco sobre Branco, no MNBA
1995 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian
1995 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Camargo Vilaça
1995 - São Paulo SP - Narizes e Línguas, no CCSP
1996 - Rio de Janeiro RJ - Garrafas e Espuma, no Jardim Botânico - Projeto Brahma Reciclarte
1996 - São Paulo SP - Individual, no CCSP
1997 - Recife PE - Alva de Prata, na Fundação Joaquim Nabuco. Instituto de Cultura
1998 - Cidade do México (México) - Individual, no Museo de Arte Carrillo Gil
1999 - Porto (Portugal) - Individual, na Galeria Canvas
1999 - Rio de Janeiro RJ - Gravura, nos Museus Castro Maya. Museu da Chácara do Céu
1999 - Rio de Janeiro RJ - Sedução II - Vai/Vem, no Paço Imperial
1999 - Rio de Janeiro RJ - Toys, na Casa Amarela
2001 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro de Artes Hélio Oiticica
2002 - Rio de Janeiro RJ - Tteia 1/C, no Paço Imperial
2003 - São Paulo SP - Noite e Dia, na Galeria André Millan

Exposições Coletivas

1953 - Petrópolis RJ - 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Hotel Quitandinha
1953 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão de Natureza-Morta - prêmio Sul América
1953 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão de Naturezas Mortas, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
1954 - Rio de Janeiro RJ - 1º Grupo Frente, na Galeria Ibeu Copacabana
1955 - Rio de Janeiro RJ - 2º Grupo Frente, no MAM/RJ
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4ª Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1956 - Resende RJ - 3º Grupo Frente, no Itatiaia Country Club
1956 - São Paulo SP - 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/SP
1956 - Zurique (Suíça) - Exposição Concreta, na Kunsthause
1957 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/RJ
1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio aquisição/gravura
1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1958 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - prêmio isenção de júri e medalha de prata
1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, no Kunsthaus.
1959 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no MAM/RJ
1959 - Salvador BA - Exposição de Arte Neoconcreta, na Galeria Belvedere da Sé
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição de Arte Neoconcreta, no Ministério da Educação e Cultura
1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Zurique (Suíça) - Konkrete Kunst, no Helmhaus
1961 - Rio de Janeiro RJ - Prêmio Formiplac, no MAM/RJ
1961 - São Paulo SP - 3ª Exposição de Arte Neoconcreta, no MAM/SP
1967 - Rio de Janeiro RJ - Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ
1968 - Rio de Janeiro RJ - Apocalipopótese, no Pavilhão Japonês - Aterro do Flamengo
1968 - Rio de Janeiro RJ - Arte no Aterro: um mês de arte pública, no Aterro do Flamengo e Pavilhão Japonês
1968 - Rio de Janeiro RJ - O Artista Brasileiro e a Iconografia de Massa, na Escola Superior de Desenho Industrial
1968 - Rio de Janeiro RJ - O Artista e a Iconografia de Massas, na Esdi
1973 - São Paulo SP - Expo-Projeção 73, no Espaço Grife
1975 - Rio de Janeiro RJ - Mostra de Arte Experimental de Filmes Super-8, Audiovisual e Videotape, na Galeria Maison de France
1977 - São Paulo SP - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado
1977 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - O Objeto na Arte: Brasil anos 60, no MAB/Faap
1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici
1982 - Rio de Janeiro RJ - Contemporaneidade: homenagem a Mário Pedrosa, no MAM/RJ
1982 - Rio de Janeiro RJ - Que Casa é essa da Arte Brasileira
1984 - Curitiba PR - 6ª A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Casa Romário Martins
1984 - Curitiba PR - 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura
1984 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata - Hotel Quitandinha 1953, na Galeria de Arte Banerj
1984 - Rio de Janeiro RJ - A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
1984 - Rio de Janeiro RJ - Grupo Frente: 1954-1956, na Galeria de Arte Banerj
1984 - Rio de Janeiro RJ - Madeira, Matéria de Arte, no MAM/RJ
1984 - Rio de Janeiro RJ - Neoconcretismo 1959-1961, na Galeria de Arte Banerj
1984 - Volta Redonda RJ - Grupo Frente 1954-1956
1985 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construção: 21 artistas contemporâneos, na Galeria do Centro Empresarial Rio
1985 - São Paulo SP - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1985 - São Paulo SP - Tendências do Livro de Artista no Brasil, no CCSP
1986 - Niterói RJ - 1083 º , na Universidade Federal Fluminense. Núcleo de Documentação
1986 - Resende RJ - Grupo Frente 1954-1956
1987 - Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1987 - Rio de Janeiro RJ - Algumas Mulheres, na Galeria de Arte Ipanema
1987 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, na Fundação Nacional de Arte. Centro de Artes
1987 - São Paulo SP - Palavra Imágica, no MAC/USP
1987 - São Paulo SP - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, no MAB/Faap
1989 - Estocolmo (Suécia) - Art in Latin America: the modern era 1820 - 1980 (1989 : Estocolmo, Suécia) - Moderna Museet (Estocolmo, Suécia)
1989 - Londres (Inglaterra) - Art in Latin America: the modern era 1820-1980, na Hayward Gallery
1989 - Rio de Janeiro RJ - Pequenas Grandezas dos Anos 50, no Gabinete de Arte Cleide Wanderley
1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1990 - Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no MAB/DF
1990 - Curitiba PR - 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura
1990 - Estocolmo (Suécia) - Art in Latin America: the modern era 1820-1980, no Nationalmuseum and Moderna Museet
1990 - Madri (Espanha) - Art in Latin America: the modern era 1820 - 1980, no Palacio de Velázquez
1990 - Rio de Janeiro RJ - Projetos Arqueos, na Fundição Progresso
1990 - São Paulo SP - Coerência - Transformação, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1991 - Rio de Janeiro RJ - Imagem sobre Imagem, no Espaço Cultural Sérgio Porto
1991 - Rio de Janeiro RJ - Rio de Janeiro 1959/1960: experiência neoconcreta, no MAM/RJ
1991 - São Paulo SP - Construtivismo: arte cartaz 40/50/60, no MAC/USP
1992 - Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura
1992 - Niterói RJ - Galeria de Arte UFF: 10 anos, na Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense
1992 - Rio de Janeiro RJ - A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - Rio de Janeiro RJ - Brazilian Contemporary Art, na EAV/Parque Lage
1992 - Rio de Janeiro RJ - Escultura 92: sete expressões, no Espaço RB1
1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB
1992 - Zurique (Suíça) - Livro do Tempo, na Kunsthaus Zürich
1993 - Brasília DF - Novamente Papel, no Museu Vivo da Memória Candanga
1993 - Curitiba PR - Brasil Contemporâneo, na Galeria Casa da Imagem
1993 - Florença (Itália) - Brasil: Segni d'Art, na Biblioteca Nationale Centrale di Firenze
1993 - Fortaleza CE - Esculturas Efêmeras, no Parque do Socó
1993 - Fortaleza CE - Livro de Artista, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela
1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba
1993 - Milão (Itália) - Brasil: Segni d'Arte, na Biblioteca Nazionale Braidense
1993 - São Paulo SP - A Presença do Ready-Made: 80 Anos, no MAC/USP
1993 - Veneza (Itália) - Brasil: Segni d'Arte, na Fondazione Scientífica Querini Stampalia
1993 - Washington D. C. (Estados Unidos) - Ultramodern: the art of contemporary Brazil, no National Museum of Women in the Arts
1993 - Florença (Itália) - Brasil: Segni d'Arte, na Querini Stanpalia, no Centro de Estudos Brasileiros
1993 - Milão (Itália) - Brasil: Segni d'Arte, na Querini Stanpalia, na Biblioteca Nationale
1993 - Roma (Itália) - Brasil: Segni d'Arte, na Querini Stanpalia
1994 - Belo Horizonte MG - O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70
1994 - Fortaleza CE - Livro de Artista, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela
1994 - Niterói RJ - A Extensão da Arte, na Universidade Federal Fluminense. Núcleo de Documentação
1994 - Penápolis SP - O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70
1994 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Comemorativa dos 40 Anos de Fundação do Grupo Frente, na Galeria Ibeu Copacabana
1994 - Rio de Janeiro RJ - Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no CCBB
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70, no Itaú Cultural
1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, na Companhia do Metropolitano de São Paulo
1995 - Rio de Janeiro RJ - Libertinos/Libertários
1995 - Santos SP - 5ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão
1995 - São Paulo SP - Entre o Desenho e a Escultura, no MAM/SP
1995 - São Paulo SP - Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no MAM/SP
1996 - Belo Horizonte MG - Impressões Itinerantes, no Palácio das Artes
1996 - Brasília DF - O Efêmero na Arte Brasileira: anos 60/70, na Itaú Galeria
1996 - Rio de Janeiro RJ - Tendências Construtivas no acervo do MAC/USP: construção, medida e proporção, no CCBB
1996 - Rio de Janeiro RJ - Transparências, no MAM/RJ
1996 - São Paulo SP - Desexp(l)os(ign)ição, na Casa das Rosas
1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes
1997 - Belo Horizonte MG - 25º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte
1997 - Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba
1997 - São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural
1998 - Barcelona (Espanha) - Out of Actions Between Performance and the Object: 1949-1979, no Museu d'Art Contemporani
1998 - Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX 
1998 - Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Itaú Galeria
1998 - Los Angeles (Estados Unidos) - Out of Actions Between Performance and the Object: 1949-1979, no The Museum of Contemporary Art
1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói
1998 - Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX
1998 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1998 - Rio de Janeiro RJ - Poéticas da Cor, no Centro Cultural Light
1998 - Rio de Janeiro RJ - Trinta Anos de 68, no CCBB
1998 - São Paulo SP - 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - Fronteiras, no Itaú Cultural
1998 - São Paulo SP - Teoria dos Valores, no MAM/SP
1998 - Viena (Áustria) - Out of Actions Between Performance and the Object: 1949-1979, no Austrian Museum of Applied Arts
1998 - Barcelona (Espanha) - Out of Actions Between Performance and the Object: 1949-1979, no Museo de Arte Contemporáneo
1999 - Belém PA - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Rua Boaventura da Silva x Av. Doca de Souza Franco
1999 - Belo Horizonte MG - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Contorno x Av. Amazonas
1999 - Brasília DF - LHL: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, na Galeria da Caixa Econômica Federal
1999 - Campinas SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual
1999 - Campo Grande MS - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Afonso Pena x R. Treze de Maio
1999 - Cuiabá MT - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Fernando Correia da Costa, s/n
1999 - Jundiaí SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Nove de Julho, 1400
1999 - Manaus AM - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Paraíba x Rua Efigênio Sales
1999 - Osasco SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. dos Autonomistas, altura do nº 2973
1999 - Porto (Portugal) - Circa 1968, no Museu Serralves
1999 - Porto Alegre RS - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Goethe x Rua Mostardeiro e Rua Vinte e Quatro de Outubro x Rua Bordini
1999 - Recife PE - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual
1999 - Ribeirão Preto SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Presidente Vargas, 915
1999 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Venceslau Brás x R. General Severiano; Praça da Bandeira - Radial Oeste, próximo à Praça da Bandeira; Humaitá - Largo do Humaitá
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ
1999 - Rio de Janeiro RJ - Campo Randômico, no Museu do Telephone
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Impressões Contemporâneas, no Paço Imperial
1999 - Salvador BA - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Tancredo Neves, 805
1999 - Santo André SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na R. Dom Pedro II x R. Catequese
1999 - Santos SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual
1999 - São Paulo SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Cidade Jardim x Av. Brig. Faria Lima Faria Lima; Av. Brig. Faria Lima x Av. Rebouças; Av. Eng. Luís Carlos Berrini x Av. Águas Espraiadas;Rua Vergueiro x Av. Paulista; Av. Juscelino Kubitschek x Av. Brig. Faria Lima; Av. Paulista x Al. Campinas
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte.  A Técnica - Máquinas de Arte, no Itaú Cultural
1999 - São Vicente SP - 3ª Eletromidia de Arte: exposição virtual, na Av. Presidente Wilson x Av. Antônio Emmerich
1999 - Tóquio (Japão) - Out of Actions Between Performance and the Object: 1949-1979, no Hara Museum of Contemporary Art
2000 - Lisboa (Portugal) - Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
2000 - Rio de Janeiro RJ - Quando o Brasil Era Moderno: artes plásticas no Rio de Janeiro de 1905 a 1960, no Paço Imperial
2000 - Rio de Janeiro RJ - Situações: arte brasileira anos 70, na Fundação Casa França-Brasil
2000 - São Paulo SP - 2ª Território Expandido, no Sesc Pompéia
2000 - São Paulo SP - Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Nova York (Estados Unidos) - Brazil: body and soul, no Solomon R. Guggenheim Museum
2001 - Oxford (Reino Unido) - Experiment Experiência: art in Brazil 1958-2000, no Museum of Modern Art
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Porto Alegre RS - Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea,  o Margs
2001 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Antônio Carlos Jobim, no Paço Imperial
2001 - Rio de Janeiro RJ - A Trajetória: o experimento do artista, a trajetória e o processo, na Funarte
2001 - Rio de Janeiro RJ - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Paço Imperial
2001 - São Paulo SP - Anos 70. Trajetórias, no Itaú Cultural
2001 - São Paulo SP - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - Lygia Pape e Nicola Tyson, na Galeria Camargo Vilaça
2001 - São Paulo SP - Rotativa Fase 1, na Galeria Fortes Vilaça
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Washington D. C. (Estados Unidos) - Virgin Territory: women, gender, and history in contemporary brazilian art, no National Museum of Women in the Arts
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2002 - Brasília DF - Fragmentos a Seu Ímã, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio
2002 - Fortaleza CE - Ceará Redescobre o Brasil, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
2002 - Liverpool (Reino Unido) - Pot
2002 - Londres (Reino Unido) - Vivências: dialogues between the works of Brazilian artists from the 1960s to 2002, na New Art Gallery Walsall
2002 - Passo Fundo RS - Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider
2002 - Porto Alegre RS - Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu do Trabalho
2002 - Rio de Janeiro RJ - Arquipélagos: o universo plural do MAM, no MAM/RJ
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - Rio de Janeiro RJ - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ
2002 - São Paulo SP - A Forma e a Imagem Técnica na Arte do Rio de Janeiro: 1950-1975, no Paço das Artes
2002 - São Paulo SP - Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado
2002 - São Paulo SP - Geométricos e Cinéticos, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
2002 - São Paulo SP - Nefelibatas, no MAM/SP
2002 - São Paulo SP - Ópera Aberta: celebração, na Casa das Rosas
2002 - São Paulo SP - Paralela, em Galpão localizado na Avenida Matarazzo, 530
2002 - São Paulo SP - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Colección Cisneros, no MAM/SP
2002 - São Paulo SP - Pot, na Galeria Fortes Vilaça
2003 - Campos dos Goytacazes RJ - Poema Planar-Espacial, no Sesc
2003 - Cidade do México (México) - Cuasi Corpus: arte concreto y neoconcreto de Brasil: una selección del acervo del Museo de Arte Moderna de São Paulo y la Colección Adolpho Leirner, no Museo Rufino Tamayo
2003 - Nova Friburgo RJ - Poema Planar-Espacial, na Galeria Sesc Nova Friburgo
2003 - Porto Alegre RS - 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Cais do Porto
2003 - Rio de Janeiro RJ - Fiat Lux: a luz na arte, no Centro Cultural da Justiça Federal
2003 - Rio de Janeiro RJ - Múltiplos Inéditos, na H.A.P Galeria
2003 - Rio de Janeiro RJ - Ordem x Liberdade, no MAM/RJ
2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto em Preto e Branco, na Silvia Cintra Galeria de Arte
2003 - São Paulo SP - A Subversão dos Meios, no Itaú Cultural
2003 - São Paulo SP - Escultores - Esculturas, na Pnakotheke
2003 - Veneza (Itália) - 50ª Bienal de Veneza, no Arsenale e Giardini della Biennale
2003 - Vila Velha ES - O Sal da Terra, no Museu Vale do Rio Doce
2004 - Rio de Janeiro RJ - 30 Artistas, no Mercedes Viegas Escritório de Arte
2004 - São Paulo SP - O Preço da Sedução: do espartilho ao silicone, no Itaú Cultural

Exposições Póstumas

2004 - São Paulo SP - Pintura Reencarnada, no Paço das Artes
2004 - Rio de Janeiro RJ - Tudo é Brasil, no Paço Imperial
2004 - São Paulo SP - Arte Contemporânea no Acervo Municipal, no CCSP
2004 - São Paulo SP - Tudo é Brasil, no Itaú Cultural
2005 - Rio de Janeiro RJ - Soto: a construção da imaterialidade, no CCBB
2005 - Petrópolis RJ - Expresso Abstrato, no Museu Imperial

Fonte: Itaú Cultural

Vídeo

VEJA TAMBÉM

Alfredo Volpi - Composição Geométrica
Composição Geométrica
Orlando Teruz - Cavalos e Cachorro
Cavalos e Cachorro
Aldo Bonadei - Vaso de Flores
Vaso de Flores