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Antonio Hélio Cabral

Antonio Hélio Cabral

OBRAS DO ARTISTA

Antonio Hélio Cabral - Mulher Sentada

Mulher Sentada

óleo sobre Tela
1995
110 x 130 cm
ass. inf. dir.

Preço: Sob Consulta
Antonio Hélio Cabral - Abstrato

Abstrato

óleo sobre tela
70 x 60 cm
ass. no verso


Preço: Sob Consulta
Antonio Hélio Cabral - Figuras com Papel

Figuras com Papel

óleo e têmpera sobre tela
2005
200 x 200 cm
ass. no verso


Preço: Sob Consulta

BIOGRAFIA

Antonio Hélio Cabral (Marília SP 1948)

Pintor.

No início da década de 1960, freqüenta a oficina de Fausto Boghi, com quem aprende técnicas de cinzel, realiza relevos em cobre, em São Paulo. Cursa arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, entre 1970 e 1974. Em 1973, leciona desenho no Arstudium, em São Paulo. A partir da metade da década de 1970, freqüenta sessões de modelo vivo no ateliê de Antônio Carelli (1926) e estuda modelagem e fundição em gesso no ateliê de Raphael Galvez (1907-1998). Entre 1974 e 1984, atua como professor e coordenador dos ateliês de arte do Museu Lasar Segall e, de 1981 a 1984, leciona desenho e pintura na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp. É curador da exposição Raphael Galvez: A Cidade à Sombra dos 40 - Pinturas, realizada na Pesp, em 1994. Em 1995, a Editora da Universidade de São Paulo lança o livro Hélio Cabral, sobre sua trajetória artística, de autoria de Leon Kossovitch. Cabral dedica-se principalmente à pintura, mas trabalha também com desenho, gravura e escultura.

Comentário Crítico

Com formação em arquitetura, na década de 1970, Antonio Cabral estuda com os artistas Antônio Carelli (1926) e Raphael Galvez (1907-1998). Entre 1974 e 1984, atua como professor e coordenador do ateliê de arte do Museu Lasar Segall e, de 1981 a 1984, leciona na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp. Em sua produção, busca ampliar questões levantadas pelo expressionismo e também pelas obras dos pintores Francis Bacon (1909-1992) e Willem de Kooning (1904-1997). Realiza um jogo de construção e desconstrução da figura, criada com base em traços coloridos, como em Figura Vermelha (1986). Em telas de 1988 apresenta figuras femininas sensuais, realizadas por meio de traços irregulares e manchas de cor. Os planos de fundo apresentam grande vibração cromática, dada pelo ritmo das pinceladas, como ocorre em Violeta ou em Figuras Horizontais. Utiliza freqüentemente cores mescladas e cambiantes.

Em quadros expostos em 1999, como Retrato 7, Antonio Cabral constrói a imagem a partir do manuseio da matéria oleosa: os volumes do rosto são percebidos na mudança da direção das pinceladas. Nessa série, elimina a oposição entre figura e fundo em obras de grande vibração cromática.

Críticas

"Antonio Hélio Cabral tem um raro e manifesto prazer em pintar. Ele diverte-se em alterar as cores do tubo de tinta, em destruir e reconstruir a imagem, e em embaralhar a visualidade convencional. Ele inventa a sua palheta e organiza uma escala de tons aparentemente sujos. Faz parte de sua diversão. É o solitário fazer de um alegre e discreto artista. Mas sua pintura tem súbitas iluminações, revelações cromáticas, e discute a idéia da forma e das suas possibilidades na arte contemporânea. Ele é dotado de uma luz própria e estes trabalhos, um pouco noturnos banhados pela luz fria e prateada da lua, são pictóricos até a medula. Cerne e vida de pintor. Artista vivencial, ele experimentou com sucesso a invenção de objetos a partir de restos urbanos, o desenho, a gravura, a escultura e a cerâmica. A sua pintura, também, quando olhada com atenção, nos revela a reconstrução da imagem a partir de detritos visuais. E o artista, com a paciência que o ofício requer, organiza as imagens e nos propõe o jogo de observá-las em um fundo pulsante de vida".
Jacob Klintowitz
KLINTOWITZ, Jacob. O Ofício da arte: a pintura. 2. ed. São Paulo: Sesc, 1987.

"Em Cabral, a figura surge e desaparece, brota e fana derivando na pulsão. Trópica, é na matéria que ela se configura e se desfigura; evitando o óbvio do figurado e o excluído do antifigurativo. Cabral destina a figura à matéria, seu fim e sua fonte. Rala na litografia, espessa no óleo, a matéria é imperecível pois sorve e expele a figura, a esta preexistindo: por isso, potência, mas também ato, a matéria é virtualidade, assim, em derivação etimológica, virtude; no laço, a própria figura se exalça, uma vez que faz conhecer a matéria no ressalto de sua eclosão e seu eclipse. Ostentação e ocultamento entrelaçam, assim, a matéria e a figura, sendo a noite de uma o dia da outra, entrecuzamento que explicita uma como apoio da outra, ou ainda, o conhecimento de uma como o obscurecimento da outra".
Leon Kossovitch (1999)
KOSSOVITCH, Leon. [Sem Título]. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, p. 156.

Exposições Individuais

1973 - São Paulo SP - Individual, na Foca Galeria
1975 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Atelier
1976 - São Paulo SP - Individual, no Masp
1977 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
1978 - São Paulo SP - Kit Caras, na Lacio Galeria de Arte
1980 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Seta
1981 - Marília SP - Individual, na Galeria Flexor
1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Seta
1985 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Espaço 1030
1986 - São Paulo SP - Cabral. Pinturas e Esculturas, na Galeria Millan
1988 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Millan
1988 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Seta
1991 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Paulo Vasconcellos
1993 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete 144
1995 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP
1996 - Uberlândia MG - Cabral/Antônio Hélio Cabral, na Galeria Elizabeth Nasser
1998 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Casa das Artes
1999 - São Paulo SP - Antônio Hélio Cabral: pinturas recentes, na Pinacoteca do Estado
2002 - São Paulo SP - Individual, na Casa das Artes Galeria
2003 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte Aplicada

Exposições Coletivas

1970 - São Paulo SP - 1ª Exposição de Artes Plásticas de Alunos e Estudantes da FAU/USP
1972 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp
1972 - São Paulo SP - 6ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1973 - Santos SP - 2ª Bienal de Artes Plásticas
1973 - São Paulo SP - 2ª Exposição de Artes Plásticas de Alunos e Estudantes da FAU/USP, no Museu Lasar Segall
1973 - São Paulo SP - Coletiva, no MAM/SP
1974 - São Paulo SP - 3ª Exposição de Artes Plásticas de Alunos e Estudantes da FAU/USP, no Museu Lasar Segall
1976 - São Paulo SP - Bienal Nacional 76, na Fundação Bienal
1978 - São Paulo SP - Uma Amizade e Um Ateliê, no Museu Lasar Segall 
1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1987 - Brasília DF - Paulistas em Brasília, no MAB/DF
1987 - Caraguatatuba SP - Arte Litoral Norte: 9 artistas contemporâneos, no Espaço Setur
1987 - São Paulo SP - 18 Contemporâneos, na Dan Galeria
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc
1988 - São Paulo SP - Ação, no MAM/SP
1990 - Atami (Japão) - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1990 - Brasília DF - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1990 - Rio de Janeiro RJ - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1990 - São Paulo SP - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea, na Fundação Brasil-Japão
1990 - Sapporo (Japão) - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1990 - Tóquio (Japão) - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1992 - Tóquio (Japão) - Coletiva, no Museu Central de Tóquio
1994 - São Paulo SP - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, no MAC/USP 
1994 - São Paulo SP - Os Novos Viajantes, no Sesc Pompéia
1994 - São Paulo SP - Senses: um olhar sensível sobre a arte atual, no Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte
1996 - São Paulo SP - Bandeiras, na Galeria de Arte do Sesi
1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista
2000 - Porto Alegre RS - Entre Séculos, na Galeria Tina Zapolli
2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Carta de Pero Vaz de Caminha, no Museu Histórico Nacional
2000 - São Paulo SP - Almeida Júnior: um artista revisitado, na Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Os Anjos Estão de Volta, na Pinacoteca do Estado
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2002 - São Paulo SP - Genius Loci: o espírito do lugar, nas ruas do bairro de Vila Buarque 
2003 - Porto Alegre RS - Humanidades, na Galeria Tina Zappoli
2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Brazilianart, na  Almacén Galeria de Arte

Fonte: Itaú Cultural

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