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Thereza Miranda

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BIOGRAFIA

Thereza Miranda (Rio de Janeiro RJ 1928)

Gravadora, pintora e desenhista.

Thereza Miranda Alves estudou filosofia na Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) em 1947. Nesse mesmo ano, inicia sua aprendizagem em artes nas aulas de pintura do ateliê de Carlos Chambelland (1884-1950), no Rio de Janeiro. Sua incursão no campo da gravura começa quando, a partir de 1963, freqüenta o ateliê de gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde aprende as técnicas da gravura em metal com Walter Marques. No final da década de 1960, sua obra começa a figurar nas principais bienais e exposições internacionais, tais como: Bienal Pan-americana de Gravura, no Chile; Bienal de Gravura em Cracóvia, Polônia; Bienal de Gravura de Branford, Inglaterra. Em 1974, com Bolsa da British Council, estuda fotogravura com Denis Mazi no Croydon College of Art de Londres. Desde de 1974, leciona gravura e ilustração na PUC/RJ. No MAM/RJ, no período de 1983 a 1986, leciona gravura. De 1990 a 1992, ministra aulas de fotogravura no Ateliê Livre em Porto Alegre. Paralelamente as atividades de gravadora, pintora e professora, Thereza Miranda assume o cargo de diretora do Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no Rio de Janeiro, de 1993 a 2000.O ano de 1994 marca seu retorno a pintura expondo na Galeria Candido Mendes no Rio de Janeiro. O resgate e a valorização do patrimônio histórico e das paisagens são temas recorrentes em sua obra.

Críticas

"Servindo-se da fotografia e da gravura, a artista revê uma paisagem onde se estabeleceu o diálogo entre a obra do homem e a da natureza, uma paisagem que está viva graças à mão que a trabalha e ao olho que a observa. É no espaço entre as duas técnicas unidas na fotogravura que se estabelece um discurso que acorda o nosso olho e a nossa mente, nos alerta sobre o perigo que correm essas arquiteturas, essas grades, essas pedras. Um discurso que nos fala dos restos de um passado que é necessário conservar, que tem de ser preservado, que estamos obrigados a salvar porque é nosso e é parte determinante de nosso ser. Thereza aprisiona um instante e os séculos na sua câmara fotográfica. Depois transporta essas fotografias para a chapa sobre a qual grava e regrava, marca incisões, corta, recorta, muda as imagens de lugar, coloca os acentos sobre o que quer assinalar. Selecionando e superpondo detalhes, combinando, desfazendo e refazendo imagens, desenhando lembranças vê, e nos faz ver com a nova luz, nossos espaços e nossa história. Cria uma iconografia própria, soma de construções históricas, paisagens paradisíacas e experiências afetivas, onde, como afirma Carlos Drummond de Andrade, '...as casas/meditam no tempo e no espaço./ ...as ruas/ são roteiros de solitude./ Nelas vão ocultar-se, nuas,/ memórias que o progresso elude' ".
Irma Arestizábal
MIRANDA, Thereza. Paisagens. Curadoria Irma Arestizábal. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1998, p. 10.

Depoimentos

"Comecei a fazer formas vegetativas, fazia muitas coisas ligadas a vegetal. Depois, passei para uma parte toda celular e me impressionava muito o que saía da minha cabeça. Era engraçado. (...) Fiz a opção de ir a Londres, onde aprendi a fotogravura. Há um período da minha vida que é uma mistura de fotogravura com minha gravura antiga, é uma passagem. (...) estive em Ouro Preto com Scliar e observamos o quanto se destrói em termos urbanos. Em São Luís, não é diferente. Tiram durante a noite os azulejos antigos para vender e substituir por outros. Isso é lamentável. Hoje em dia, meu trabalho é mais um registro de nossa arquitetura, como uma forma de luta pela nossa memória. Fiz uma exposição sobre o Rio de janeiro e agora outra, sobre Minas. (...) No meu trabalho não existe a figura humana. Faço de propósito, porque acho que o homem procede muito mal. Assim, escolho 'aquela' paisagem, criando impacto".
Thereza Miranda
FERREIRA, Heloisa Pires (org.). Gravura brasileira hoje: depoimentos: II volume. Entrevista Adir Botelho, Anna Carolina Albernaz, Darel, Isa Aderne, José Altino; entrevistado José Lima; entrevista Newton Cavalcanti; entrevistado Orlando Dasilva, Thereza Miranda. Rio de Janeiro: Oficina de gravura SESC-Tijuca, 1995, pp. 145-147.

Acervos

Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ
Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP
Cervo da Fundação Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro, RJ)
Museu Nacional de Belas-Artes - MNBA
Bando Lar Brasileiro/Chase - Rio de Janeiro/RJ
Banco do Brasil - Rio de Janeiro/RJ
Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ
Kustalle - Bremen/Alemanha
José E. Mindlin - São Paulo/SP
George Kornis - Rio de Janeiro/RJ

Exposições Individuais

1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Goeldi
1969 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria IAB
1970 - Milão (Itália) - Individual, no Studio D'Arte Grafica
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Contorno
1979 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Graphus
1980 - São Luís MA - Individual, na Caixa Econômica
1981 - Vitória ES - Individual, na Universidade Federal do Espírito Santo
1982 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1982 - Lisboa (Portugal) - Individual, no Museu Gulbenkian
1983 - Assunção (Paraguai) - Individual, no Centros de Estudos Brasileiros
1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1994 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Cândido Mendes
1997 - Buenos Aires (Argentina) - Individual, no Centros de Estudos Brasileiros
1998 - Rio de Janeiro RJ - Paisagens, no Centro Cultural Banco do Brasil
1999 - Porto Alegre RS - Paisagens, na Galeria Iberê Camargo
1999 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Casa de Cultura Laura Alvim
2000 - Rio de Janeiro RJ - Individual, nos Museus Castro Maya. Museu da Chácara do Céu

Exposições Coletivas

1966 - Buenos Aires (Argentina) - Coletiva, na Galeria El Labirinto
1966 - Cordoba (Argentina) - Salão Universitário de Gravura
1966 - Curitiba PR - 23º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1968 - Cracóvia (Polônia) - Bienal de Gravura
1968 - Curitiba PR - 25º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná
1968 - Rio de Janeiro RJ - 17º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1968 - Santiago (Chile) - Bienal Panamericana de Gravura
1968 - São Paulo SP - 17º Salão Paulista de Arte Moderna
1969 - Amsterdã (Holanda) - Bols Tavern Galley
1969 - Curitiba PR - 26º Salão Paranaense, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná
1969 - Lima (Peru) - Gravura Brasileira
1970 - Barcelona (Espanha) - Arte Contemporânea Brasileira
1970 - Bradford (Inglaterra) - Bienal de Gravura
1970 - Brescia (Itália) - Arte Contemporânea Brasileira
1970 - Cracóvia (Polônia) - Bienal de Gravura
1970 - Florença (Itália) - Bienal de Gravura
1970 - Genebra (Suíça) - Arte Contemporânea Brasileira
1970 - Haia (Holanda) - Arte Contemporânea Brasileira
1970 - Milão (Itália) - Arte Contemporânea Brasileira
1970 - Rio de Janeiro RJ - 19º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - Prêmio Latt Mayer
1970 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de Porto Rico
1970 - Santiago (Chile) - Bienal Panamericana de Gravura
1970 - São Paulo SP - A Gravura Brasileira, no Paço das Artes
1971 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - Bradford (Inglaterra) - Bienal de Gravura
1972 - Copenhague (Dinamarca) - Gravura Brasileira
1972 - Helsinki (Finlândia) - Gravura Brasileira
1972 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao país
1972 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de Porto Rico
1972 - Washington (Estados Unidos) - Gravura Brasileira
1973 - Rio de Janeiro RJ - 22º Salão Nacional de Arte Moderna
1973 - Roma (Itália) - Gravura Brasileira de Hoje
1974 - Londres (Inglaterra) - Croydon Prints at The Grabowski Galery
1974 - Madrid (Espanha) - Gravura Brasileira
1974 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de Porto Rico
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1975 - Bogotá (Colômbia) - 28 Artistas del Brasil, no Museu de Arte Moderna de Bogotá
1975 - Bremen (Alemanha) - Gravura Brasileira
1975 - Cáli (Colômbia) - 28 Artistas del Brasil, no Museu de La Tertulia de Cáli
1975 - Caracas (Venezuela) - 28 Artistas del Brasil, no Museu de Belas Artes de Caracas
1975 - Lima (Peru) - 28 Artistas del Brasil, no Museu de Arte de Lima
1975 - Lisboa (Portugal) - Gravura Brasileira, no Museu Gulbenkian
1975 - Mannhein (Alemanha) - Gravura Brasileira
1975 - Medellin (Colômbia) -28 Artistas del Brasil, no Museu Zea de Medellin
1975 - Paris (França) - Arte Gráfica do Brasil, no Musée Galliera
1975 - Quito (Equador) - 28 Artistas del Brasil, no Banco Central do Equador
1976 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao exterior
1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Curitiba PR - 1ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Centro de Criatividade
1979 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de Porto Rico
1979 - Tóquio (Japão) - Bienal de Tóquio
1979 - Washington (Estados Unidos) - Gravura Brasileira
1980 - Cidade do México (México) - Bienal Ibero-Americana
1981 - Nova York (Estados Unidos) - Gravura Brasileira, no First Women Bank
1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1984 - Rio de Janeiro RJ - Doações Recentes 82-84, no MNBA
1989 - Porto Alegre RS - 2ª Mostra Gaúcha de Gravura, no Centro Municipal de Cultura e Lazer Lupicínio Rodrigues
1989 - São José (Costa Rica) - El Grabado Brasileño
1990 - Curitiba PR - 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura
1991 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil, no CCBB
1992 - Curitiba, PR - 12 Anos do Museu da Gravura, no Museu da Gravura
1992 - Curitiba, PR - Mostra América
1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB
1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi
1999 - Rio de Janeiro RJ - Acervo do Solar Grandjean de Montigny, no Solar Grandjean de Montigny
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
2001 - Rio de Janeiro RJ - Mulheres de Laura, na Casa de Cultura Laura Alvim/Funarj
2002 - Passo Fundo RS - Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider
2002 - Porto Alegre RS - Aquisições 1999-2002, Margs/Ado Malagoli
2002 - Porto Alegre RS - Gravuras: Coleção Paulo Dalacorte, no Museu do Trabalho
2002 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som do Rock Pop Brasil, no Paço Imperial
2003 - Rio de Janeiro RJ - Mais de Um, no Atelier Rio Comprido
2003 - São Paulo SP - Entre Aberto, na Gravura Brasileira
2005 - Campos dos Goytacazes RJ - Imagem Sitiada, no Sesc
2005 - Petrópolis RJ - Imagem Sitiada, na Galeria Sesc Petrópolis
2005 - Rio de Janeiro RJ - Imagem Sitiada, na Galeria Sesc Copacabana
2006 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Zona Oculta: entre o público e privado, na Associação de Amigos do Espaço Cultural do CEDIM

Fonte: Itaú Cultural

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