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Elizabeth Jobim

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BIOGRAFIA

Elizabeth Jobim (Rio de Janeiro RJ 1957)

Desenhista, pintora, gravadora.

Realiza estudos de desenho e pintura com Anna Bella Geiger (1933), Aluísio Carvão (1920 - 2001) e Eduardo Sued (1925), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, entre 1981 e 1985. Cursa comunicação visual na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ, a partir de 1981. Nessa universidade, entre 1988 e 1989, faz curso de especialização em História da Arte e da Arquitetura no Brasil. Entre 1990 e 1992, faz mestrado em Belas Artes na School of Visual Arts, em Nova York, nos Estados Unidos. A partir de 1994, leciona no Ateliê de Desenho e Pintura da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro.

Comentário Crítico

No fim da década de 1990, Elizabeth Jobim expõe desenhos realizados, em sua maior parte, em óleo sobre papel, nos quais retoma o gênero da natureza-morta. Seu ponto de partida são arranjos feitos com pedras, que em seus desenhos são representadas por linhas fluídas, que muitas vezes chegam a escorrer. Os traços largos e irregulares estabelecem contornos e sugerem volumes.

Na opinião do crítico de arte Rodrigo Naves, Elizabeth Jobim, com base na estrita bidimensionalidade de seus desenhos, produz impressões distantes tanto da impressão de profundidade dada pela perspectiva quanto da pura planaridade moderna. Configurados por linhas fluídas e espessas, os corpos parecem adquirir uma consistência esponjosa, um volume ambíguo e frágil.

Para Naves, destaca-se em seus trabalhos a forma original com que a artista utiliza a linha, de largura pouco comum no desenho. Jobim não cria, entretanto, maior definição dos objetos desenhados, não contribui para sua solidificação, mas torna excessivamente presentes as arestas que compõem essas pedras, rebaixando sua solidez. Confere assim certa maleabilidade às pedras, tornando aparentemente orgânicas coisas que se resumiriam a uma exterioridade plena e mineral. Fazendo referência ao cubismo, a artista não procura oferecer, simultaneamente, a visão de todas as faces de um sólido, mas cria uma tridimensionalidade interna. Segundo alguns críticos, sua obra faz referências à produção de Philip Guston (1913 - 1980) e Claes Oldenburg (1929), apresentando também afinidade com os desenhos de Tunga (1952).

Em trabalhos realizados em 2002, Elizabeth Jobim combina várias folhas desenhadas tanto ao acaso quanto as desenhadas numa relação de continuidade entre as formas. Utilizando-as como fragmentos permutáveis, por meio da montagem, a artista intervém criando relações entre as formas, que mudam cada vez que esses trabalhos são expostos. Assim explora relações da parte com o todo e de continuidade e descontinuidade.

Elizabeth Jobim, ainda no fim da década de 1990, realiza pinturas de pequenas dimensões, com base em obras do italiano Giorgio Morandi (1890 - 1964). O universo de Morandi, com seu equilíbrio, silêncio e convite à introspeção, é recriado com pinceladas gestuais e certa ironia. As naturezas-mortas recriadas pela artista tendem a uma instabilidade, não revelando a quietude e a estabilidade tradicionais desse gênero de pintura. Ao partir da natureza-morta, tanto em seus desenhos quanto nas telas, ela retoma uma tradição um tanto esquecida e depreciada em alguns períodos da história da arte. Na opinião do crítico Paulo Venancio Filho, as obras de Elizabeth Jobim são a afirmação da irrevogabilidade e também do desabamento dessa tradição.

Exposições Individuais

1983 - Rio de Janeiro RJ - Pastéis, na Galeria de Arte do Centro Cultural Cândido Mendes
1985 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na GB Arte
1988 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Paulo Klabin
1988 - Rio de Janeiro RJ - na Galeria Rodrigo M. Franco de Andrade
1990 - São Paulo SP - Individual, no CCSP
1993 - Rio de Janeiro RJ - Elizabeth Jobim: Aquarelas e Óleos, no Museu da República
1997 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte Raquel Arnaud
1998 - Rio de Janeiro RJ - Elizabeth Jobim: Desenhos e Pinturas, no Paço Imperial
2001 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caixa de Pedras, no Silvia Cintra Galeria de Arte
2002 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Espaço Cultural Sérgio Porto 
2002 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Espaço Cultural Sérgio Porto 
2003 - São Paulo SP - Individual, no CCSP
2004 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Silvia Cintra Galeria de Arte
2005 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

Exposições Coletivas

1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1984 - Niterói RJ - Arte Brasileira Atual, na Galeria de Arte UFF - prêmio aquisição
1984 - Rio de Janeiro RJ -  Como Vai Você, Geração 80?, na EAV/Parque Lage
1985 - Rio de Janeiro RJ - Artes Plásticas 85, no Espaço Cultural da Petrobrás
1985 - Rio de Janeiro RJ - Velha Mania, na EAV/Parque Lage
1986 - Belo Horizonte MG - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas - Sudeste, no Palácio das Artes
1986 - Rio de Janeiro RJ - A Conquista do Espaço, no Rio Design Center
1987 - Nova York (Estados Unidos) - Connections Project/Conexus, no The Museum of Contemporary Hispanic Art
1988 - Paris (França) - 13 Femmes de Rio, na Maison de L'Amerique Latine
1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
1989 - São Paulo SP - Mostra, no CCSP
1990 - Niterói RJ - Acervo Contemporâneo, na Galeria de Arte UFF
1990 - São Paulo SP - 21º Panorama de Arte Atual Brasileira. no MAM/SP
1990 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no CCSP
1992 - Nova York (Estados Unidos) - Range, na Visual Arts Gallery
1992 - Nova York (Estados Unidos) - Selections from the MFA Program, na Visual Arts Gallery
1996 - Belo Horizonte MG - Influências Poéticas: Dez Desenhistas Contemporâneos, Amilcar de Castro e Mira Schendel, no Palácio das Artes
1996 - Rio de Janeiro RJ - Influências Poéticas: Dez Desenhistas Contemporâneos, Amilcar de Castro e Mira Schendel, no Paço Imperial
1998 - São Paulo SP - Formas Transitivas: Arte Brasileira Construção e Invenção 1970/1998, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Plano Marcado, no CCCM. Grande Galeria
1999 - Rio de Janeiro RJ - Plano Marcado - Mostra Rio Gravura, na Grande Galeria/Centro Cultural Cândido Mendes
2001 - Barra Mansa RJ - 5º Traço Contemporâneo, no Centro Universitário de Barra Mansa
2001 - Belo Horizonte MG - Célia Euvaldo, Elizabeth Jobim, Rodrigo de Castro, na Manoel Macedo Galeria de Arte
2001 - Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no Museu de Arte Moderna
2001 - São Paulo SP - A Idade das Pedras, no Centro Universitário Maria Antônia
2001 - São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no Museu de Arte Moderna
2001 - São Paulo SP - Sérgio Guerra, Sérgio Romagnolo e Elizabeth Jobim, no Centro Universitário Maria Antonia
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2003 - Madri (Espanha) - Arco/2003, no Parque Ferial Juan Carlos I
2003 - São Paulo SP - Arco 2003, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
2004 - São Paulo SP - Arte Contemporânea no Acervo Municipal, no CCSP
2004 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: uma história em aberto, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

Fonte: Itaú Cultural

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