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Augusto Bracet

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BIOGRAFIA

Augusto Bracet (Rio de Janeiro, RJ 1881 - Rio de Janeiro, RJ 1960)

Pintor e professor.

Filho de Trajano Bracet, frequentador da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, deve ao pai os primeiros incentivos ao estudo artístico. Em 1902, participa como aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa nessa mesma instituição, onde estuda até 1911, sendo aluno dos pintores Daniel Bérard (1846-1910), Rodolfo Amoedo (1857-1941) e Zeferino da Costa (1840-1915).

Recebe medalhas nos cursos em que participa e, em 1911, é contemplado com o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Permanece na Europa entre 1912 e 1917, onde estuda com os pintores franceses Louis-François Biloul (1874-1947), Marcel Baschet (1862-1941) e Paul-Jean Gervais (1859-1936) na Académie Julian, em Paris, seguindo depois para Roma.

De volta ao Rio de Janeiro, realiza sua primeira exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios, em 1918. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1920. Entre 1926 e 1951, é professor de pintura na Enba. É nomeado diretor interino da instituição, entre 1938 a 1945, sendo efetivado de 1945 até 1948. Durante sua gestão, obras de tendências modernas produzidas por alguns alunos são proibidas de integrar a mostra anual da escola de 1942, o que origina o grupo Os Dissidentes, composto por alunos vetados na exposição. Leciona desenho e pintura também no Instituto de Educação e no Colégio Batista, ambos no Rio de Janeiro.

Comentário Crítico

Augusto Bracet destaca-se nos gêneros pictóricos tradicionais, principalmente a pintura histórica, o retrato e o nu. Segundo o pintor, crítico e historiador da arte Quirino Campofiorito (1902 - 1993), o nu feminino representa em sua obra "a expressão maior de sua envergadura artística", o que pode ser notado em Nu Feminino Sentado, apresentado no Concurso de Magistério da Enba, em 1927. O trabalho mostra-se afinado com a tendência, em curso desde o século XIX, à absorção pela academia de um tipo de representação realista, em contraposição às vertentes idealizantes.

A modelo é apresentada não mais como personagem ligada a temas da Antiguidade clássica e, portanto, idealizada, mas em sua condição de modelo, mulher ambientada num espaço de ateliê. O tratamento formal, apesar do recurso ao fundo escuro e difuso, evita uma luminosidade dramática, concentrando-se na descrição naturalista da anatomia. As pinceladas mais soltas fogem à textura lisa, também geralmente associada a obras acadêmicas.

Esse tipo de tratamento ocorre também em seus retratos e, de forma mais contida, em pinturas históricas como Primeiros Sons do Hino da Independência (1922), encomendada ao artista por ocasião do centenário da independência. A liberdade da pincelada, além de sintoma das modificações e da convivência com tendências estéticas na Enba, pode estar ligada às convicções do artista, que, em entrevista concedida a Angyone Costa em 1927, já professor da Enba, dizia acreditar na arte como "expressão de temperamento individual", como harmonia entre maneiras de pintar e sentir.

Exposições Coletivas

1907 - Rio de Janeiro RJ - 14ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1908 - Rio de Janeiro RJ - 15ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de prata
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Carioca de Gravura e Água-Forte
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de ouro
1920 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de ouro
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1929 - Rosário (Argentina) - Salão de Rosário
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1936 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes
1939 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de ouro
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal
1941 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

Exposições Póstumas

1981 - Rio de Janeiro RJ - 100 Anos de Augusto Bracet, no MNBA
1985 - Porto Alegre RS - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Margs
1986 - São Paulo SP - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp
1986 - Rio de Janeiro RJ - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no MAM/RJ
1986 - Brasília DF - Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1987 - Curitiba PR - Visão de Camões e Madalena, no Museu Paranaense

Fonte: Itaú Cultural

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