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Flávio Gadêlha

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BIOGRAFIA

Flávio Gadêlha (Recife PE 1957)

Pintor, gravador, escultor, arte-educador.

Flávio Augusto Viana Gadêlha inicia sua formação artística na Universidade Federal da Paraíba - UFPB, em João Pessoa, entre 1966 e 1974. Muda-se para Recife e estuda na Escolinha de Arte, de 1975 a 1977, e, em 1982, licencia-se em artes plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Entre 1985 e 1987, faz curso de restauração em obras de arte, no Centro de Restauração de Obras de Arte da Catalunha, em Barcelona, Espanha. Torna-se restaurador do Museu do Estado de Pernambuco - MEPE em 1987.

Críticas

"Flávio Gadêlha chega ao Brasil, depois de um período de estágio em Barcelona, onde conviveu com a arquitetura-escultórica de Gaudí, notadamente os mitos do grande gênio catalão. Gadêlha, porém, não se esqueceu dos mitos nordestinos, da secura, da luminosidade, do ardor de pedra nordestino. Assim como a poesia de João Cabral, enxuta e exata, seca e ardilosa, as esculturas de Gadêlha compõem sempre veios de rios secos na planura nordestinos, são macrocosmos e microcosmos a um só tempo, e, além do mais, são totens do viver e do sentir do Nordeste. Aquele barroquismo das formas centrífugas, o caos criativo da expressividade, mas regrada pela construção atávica que nos legaram nossos índios, com sua ordenação matemática e estética. A pedra, seja jaspe, seja granito, se recompõe no uso e abuso de Gadêlha, que a toma como algo vivo, e, assim, a doma para ser paisagem enxuta e exata. Um totem matemático como o binômio de Newton. A pintura de Gadêlha é sobre tecido, verdadeiros lençóis coloridos, cheios da luz que cega para o enxergar melhor aqueles trópicos do longe nordestino, nessa mistura entre as colas animal e industrial, a primeira a realizar transparências nítidas, como a luz da Paraíba, a segunda criando ranhuras, desvãos, texturas carnais, sensualidade fêmea que se toca".
Alberto Beuttenmuller
BEUTTENMULLER, Alberto. [Texto de apresentação]. In: GADÊLHA, Flávio. Flávio Gadêlha. São Paulo: Museu de Arte Brasileira, 1989.

"Uma obra nascida sob o signo de uma necessidade tão profunda tem que ser forçosamente visceral. Tem um nível objetivo de leitura, do qual o autor pode estar consciente; tem outro, simbólico, que provavelmente lha escapa. Assim, a camada visível das gravuras revela insetos ampliados, repetindo-se ritmicamente no espaço, em composições e recortes até elegantes; mas desde logo essas formigas e lacraias não apontam para um significado, por exemplo, ecológico. Há algo por detrás. Nas pinturas, armas indígenas perfuram as telas, sugerindo uma violência silenciosa e inexorável; ou então, como na tela Ouriço Branco, gestos e pontiagudos convergem vertiginosamente para o centro, que não sabemos se nos atrai, nos traga, ou nos repele. As ambigüidades são muitas em Gadelha. Uma litografia com duas grandes formigas repete, até no título, a dúvida pictórica de Ouriço; chama-se Atração e/ou Repulsão. De fato, não sabemos, de novo, se os insetos estão em posição de pré-cópula ou pré-ataque. E duas litografias anunciam, enfim, a natureza do terreno simbólico abrangido; chamam-se Armadilha e Iminência do Fim. Nesse momento, nossos olhos se abrem para rever e reler o conjunto de Gadelha e pinçar a camada invisível; ele está falando, sim, de situações limites, de vida e morte; daí a inquietude disseminada e difusa que sua obra nos passa. E há até signos explícitos, afinal: corpos de animais fundidos em resina, agarrando-se aos quadros".
Olívio Tavares de Araújo
ARAÚJO, Olívio Tavares de. In: GADÊLHA, Flávio. Flávio Gadêlha: interdependência transitória. Olinda: Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, 1992.

"Sua arte é visceral. Ainda que seja arte figurativa, as formas criadas irradiam um resplendor mágico e fantástico. Acredito que Olívio Tavares de Araújo fez uma observação de muita agudeza, quando ao escrever sobre a pintura de Flávio Gadelha, disse que 'uma obra nascida sob o signo de uma necessidade tem que ser forçosamente visceral'. E acrescenta - aliás com preciso juízo crítico - que há dois níveis em sua pintura a serem considerados: 'um nível objetivo de leitura', e outro simbólico. Para o primeiro nível - o de leitura - o pintor possivelmente teria consciência dele. Mas é possível que para o segundo nível - o simbólico - ele não haja ainda percebido essa força que traz dentro de si. Parece-me, não estou bem certo, que o crítico paulista desejaria um pragmatismo mais forte que levasse o pintor a defender valores culturais capazes de ajudar o homem a preservar a Natureza e suas formas de vida. Contudo, ao pintar animais em seu meio ambiente, ele está fazendo a defesa da nova ordem ecológica".
César Leal
LEAL, César. In: GADÊLHA, Flávio. Una vision sobre el descobrimiento: anotaciones de viaje. Buenos Aires: Museo Nacional del Grabado, 1999.

Exposições Individuais

1973 - João Pessoa PB - Individual, na Galeria Pedro Américo
1974 - Olinda PE - Individual, no MAC/PE
1976 - Campina Grande PB - Flávio Gadêlha: 10 anos de pintura, no Museu de Arte da Universidade Regional do Nordeste
1976 - João Pessoa PB - Flávio Gadêlha: 10 anos de pintura, na Galeria Pedro Américo
1976 - Recife PE - Flávio Gadêlha: 10 anos de pintura, na Casa de Cultura
1979 - Recife PE - Flávio Gadêlha. Litografias e Pinturas, na Aliança Francesa
1980 - Olinda PE - Cinética Humana, no MAC/PE
1982 - Olinda PE - Litografias, na Oficina Guaianases de Gravura
1983 - Rio de Janeiro RJ - Flávio Gadêlha. Pavilhão de Alienados, na Funarte. Galeria Rodrigo Mello Franco de Andrade
1984 - Recife PE - Litografias, na Galeria Lula Cardoso Ayres
1985 - Recife PE - Individual, na Galeria Oficina
1986 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Sala de Exposição da Convergência Democrática da Catalunha
1986 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Sala Pau Claris
1986 - Barcelona (Espanha) - Individual, no Centro de Estudos Brasileiros
1986 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Sala de Arte Del Centre Agrícol Vilafranca Del Penédes
1987 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Galeria Art Ginesta Sitges
1988 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço
1988 - Recife PE - Flávio Gadêlha. Estruturas: esculturas e painéis, no Museu do Estado de Pernambuco
1989 - São Paulo SP - Centripetação. Pinturas e Esculturas, no MAB-FAAP
1990 - Recife PE - Centripetação. Pinturas e Esculturas, no Espaço Cultural Hera Sagitário
1992 - Olinda PE - Flávio Gadêlha. Interdependência Transitória, no MAC/PE
1993 - São Paulo SP - Individual, na Fundação Cásper Líbero
1995 - Recife PE - Intimismo, na Rodrigues Galeria de Arte
1995 - Recife PE - Passando Passado do Recife, na Rodrigues Galeria de Arte
1995 - Recife PE - Uma Noite com Flávio Gadêlha, na Rodrigues Galeria de Arte
1997 - Recife PE - Individual, no Atelier Flávio Gadêlha
1998 - Maceió AL - Anotações de Viagem: uma visão sobre o descobrimento, na Galeria Karandash
1998 - Porto Alegre RS - Anotações de Viagem: uma visão sobre o descobrimento, no Museu do Trabalho
1999 - Buenos Aires (Argentina) - Anotaciones de Viaje: una vision sobre el descobrimiento, no Museo Nacional del Grabado
1999 - Recife PE - Anotações de Viagem: uma visão sobre o descobrimento, na Fundaj. Galeria Vicente do Rego Monteiro
1999 - Recife PE - Anotações de Viagem: uma visão sobre o descobrimento, na Dere Sul e Dere Norte, Secretaria de Educação
2000 - Recife PE - Homenagem 500 Anos Brasil, no Aeroporto Internacional dos Guararapes
2001 - Recife PE - Flávio Gadêlha, Aspectos de Sua Arte: pinturas, gravuras, esculturas, na Biblioteca Pública Estadual
2003 - Recife PE - Ontem e Hoje, no Salão Nobre da Assembléia Legislativa de Pernambuco
2005 - Recife PE - Imagens, Retratos e Celebridades, no Espaço Cultural

Exposições Coletivas

1968 - João Pessoa PB - Coletiva de Artes Plásticas da UFPB
1968 - Recife PE - Prêmio Jornal do Comércio - 1º prêmio em desenho
1971 - João Pessoa PB - 10ª Exposição de Artes Plásticas da UFPB, na UFPB
1972 - João Pessoa PB - 11ª Exposição de Artes Plásticas da UFPB
1972 - João Pessoa PB - 1ª Exposição de Cerâmica da UFPB, na UFPB
1973 - João Pessoa PB - Exposição Coletiva da Universidade Autônoma da Paraíba
1973 - João Pessoa PB - Exposição de Xilogravura, na UFPB, na UFPB
1974 - Belo Horizonte MG - 5º Salão de Artes Universitária da UFMG
1974 - Olinda PE - 1º Salão de Arte Global de Pernambuco, no MAC/PE
1974 - São Paulo SP - Bienal Nacional 74, na Fundação Bienal
1974 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte Universitária da UFMG, na UFMG. Escola de Belas Artes
1975 - Atlanta (Estados Unidos) - Artistas Pernambucanos
1975 - João Pessoa PB - 12 Anos de Artes Plásticas Paraibanas, na UFPB
1975 - Natal RN - 3º Festival de Artes do Rio Grande do Norte
1975 - Olinda PE - 1º Salão das Madonas de Arte Contemporânea
1975 - Olinda PE - Exposição de Nus Artísticos, no MAC/PE
1975 - Recife PE - 2º Salão de Arte Global, na Casa de Cultura de Pernambuco - Prêmio Rede Globo
1975 - Recife PE - Artistas Pernambucanos, no Museu do Açúcar
1976 - Olinda PE - 2º Salão das Madonas de Arte Contemporânea, no MAC/PE
1976 - Olinda PE - 2º Salão de Nus, no MAC/PE
1976 - Olinda PE - 3ª Natalina, no MAC/PE
1976 - Recife PE - 29º Salão Oficial de Arte, no Museu do Estado de Pernambuco
1976 - Recife PE - Liceu 140 Anos, no Liceu de Arte e Ofício do Recife
1976 - Recife PE - Panorâmica de Natal, na Abelardo Rodrigues Galeria de Artes
1977 - Brasília DF - Salão Pernambucano de Artes Plásticas
1977 - Brasília DF - Artistas Nordestinos. Comemorativa da Troca da Bandeira Nacional
1977 - João Pessoa PB - 2º Salão Nacional Universitário - prêmio em pintura
1977 - João Pessoa PB - 2º Salão de Artes Plásticas da UFPB
1977 - Olinda PE - 3º Salão das Madonas de Arte Contemporânea, no MAC/PE
1977 - Olinda PE - Salão de Nus
1977 - Recife PE - 30º Salão Salão Oficial de Arte, no Museu do Estado de Pernambuco
1977 - Recife PE - Coletiva, na Galeria Abelardo Rodrigues
1977 - Recife PE - Três Artistas Pernambucanos, na Abelardo Rodrigues Galeria de Artes
1978 - Olinda PE - 4º Salão das Madonas de Arte Contemporânea, no MAC/PE
1978 - Olinda PE - Natalina, no MAC/PE
1978 - Recife PE - 31º Salão Oficial de Arte, no Museu do Estado de Pernambuco
1979 - Belo Horizonte MG - Aspectos da Gravura Brasileira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
1979 - Curitiba PR - 2ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Centro de Criatividade
1979 - Curitiba PR - 36º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra
1979 - João Pessoa PB - Artistas Plásticos Paraibanos. Década de 70
1979 - João Pessoa PB - Salão de Arte Universitária, no Centro de Cultura da UFPB
1979 - Olinda PE - 5º Salão das Madonas
1980 - Curitiba PR - 3ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, na Casa da Gravura Solar do Barão - prêmio litografias
1980 - Porto (Portugal) - Artistas Plásticos de Pernambuco em Portugal
1981 - Areias PB - Artistas Pernambucanos da Década de 70
1981 - Curitiba PR - 4ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, na Casa da Gravura Solar do Barão
1981 - Recife PE - 1ª Exposição Internacional de Art-Door
1981 - Recife PE - 34º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado de Pernambuco - prêmio aquisição
1982 - Georgia (Estados Unidos) - 2ª Exposição Internacional de Art Door, no Dekalb North Art Center Tun Wood
1982 - Recife PE - 35º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco - Prêmio Nominal João de Deus Sepúlveda - prêmio artista mais promissor do Estado
1982 - Recife PE - Panorâmica da Arte Atual
1982 - Recife PE - 2ª Exposição Internacional de Art-Door
1982 - São Paulo SP - Museus, no MAB-FAAP
1983 - Curitiba PR - 5ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Teatro Guaíra
1986 - Palma de Mallorca (Espanha) - Coletiva, na Galeria S'Atell
1987 - Barcelona (Espanha) - 6ª Esposició d'Obres d'Art
1987 - Barcelona (Espanha) - Antoni Camarasa e Flávio Gadêlha, na Art Ginesta Galeria Taller Art Contemporani
1987 - Barcelona (Espanha) - Coletiva, na Galeria L'Aixa Racó D'Art
1987 - Recife PE - 40º Salão de Arte Contemporânea de Pernambuco, na Galeria Metropolitana Aloísio Magalhães
1989 - Curitiba PR - Artistas Premiados na Mostra Anual de Gravura
1990 - Curitiba PR - 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba. Artistas Convidados: litografias, na Casa Romário Martins
1991 - Barcelona (Espanha) - Leilão na Subasta Brok, na Galeria Brok
1992 - Olinda PE - Fernando de Noronha: 3 visões, no MAC/PE
1994 - João Pessoa PB - 5th International Mail Art Exhibition - Fenart
1995 - Olinda PE - Projeto Revisão, no MAC/PE
1995 - Recife PE - Morte e Vida Severina, no Museu do Estado de Pernambuco
1995 - Recife PE - Na Era do Cinema Pernambucano, na Rodrigues Galeria de Arte
1995 - Recife PE - Passando Passado do Recife, na Rodrigues Galeria de Arte
1996 - Recife PE - A Recife Litografias, no Citibank
1996 - Recife PE - Arte Literatura 50 Anos de Aliança Francesa, na Rodrigues Galeria de Arte

Fonte: Itaú Cultural

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