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Joaquim da Rocha Fragoso

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BIOGRAFIA

Joaquim da Rocha Fragoso (Petrópolis1, RJ, 1830 - Roma, Itália, 1893)

Pintor.

Frequenta a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) entre a segunda metade da década de 1840 e década de 1850. É colega dos pintores Victor Meirelles (1832-1903) e Antônio Candido de Menezes (1828-1908). Participa das Exposições Gerais de Belas Artes de 1860 (menção honrosa), 1864, 1866 (medalha de ouro), 1867, 1868, 1871 (recebe a condecoração de Cavaleiro da Ordem de Cristo) e 1872.

Em 1851, disputa concurso para professor substituto de pintura histórica da Academia com Maximiano Mafra (1823-1908), vencedor, Victor Meirelles, Francisco Nery (1828-1866), Francisco Souza Lobo (ca.1800-ca.1855), Poluceno Pereira da Silva Manoel e Antonio Pereira de Aguiar. Em 1852, disputa o prêmio de viagem ao exterior na 7ª Exposição Geral de Belas Artes, realizada pela Aiba, com Victor Meirelles e Antônio Candido. Fica em terceiro lugar.

Entre as décadas de 1850 e 1860, em data ainda não aferida, requer ao diretor da Academia solicitação para ser nomeado professor de desenho figurado. Visita a Europa entre as décadas de 1850 e 1866, conforme atestam alguns trabalhos realizados no exterior e apresentados na Exposição de 1866. A partir de 1867, torna-se retratista do Conde d'Eu. Em 1882, muda-se para Petrópolis e instala seu ateliê. Entre esse ano e início dos anos 1890, muda-se para a Europa. Morre em 1893, em Roma. 

Comentário Crítico

Rocha Fragoso é um pintor de retratos bem-sucedido no Rio de Janeiro entre as décadas de 1860 e 1870. Embora tenha se tornado um dos retratistas oficiais do Conde d'Eu, genro de D. Pedro II, e de outras personalidades famosas do seu tempo, seu nome é praticamente esquecido na história da arte brasileira do século XIX. Isso, entretanto, não se deve a má qualidade de seus trabalhos, mas ao gênero de pintura ao qual, no período ativo de sua carreira, se dedica exclusivamente.

De fato, grande parte dos pintores do seu período ganham o sustento diário com a venda de retratos. Contudo, entre as décadas de 1860 e 1880, sob a demanda do Segundo Império, é a pintura histórica a responsável pelo reconhecimento dos artistas. Mesmo recentemente, foi a pintura histórica de Victor Meirelles, famoso colega da geração de Fragoso, que garantiu o relativo interesse pelo resgate de obras deste.

Fragoso permaneceu ativo no país pintando retratos, todavia posicionado à sombra de artistas mais famosos por sua pintura histórica. Merece importância, entretanto, a extensa iconografia de retratos que realiza de heróis da Guerra do Paraguai (1864-1870), alguns também envolvidos futuramente com os episódios da Proclamação da República, em 1889.

No fim da sua vida, talvez em decorrência de críticas severas a ele direcionadas, como as do crítico Gonzaga Duque (1863-1911), que acreditava que sua produção tinha caído muito em qualidade ao ponto de ser melhor largar a pintura, muda-se para a Europa, lá falecendo.

Nota
1 Nasce na Fazenda Itamarati, atualmente um bairro da cidade de Petrópolis

Críticas

"Merece destaque especial a exposição de 1866, assim julgada pelo Diretor da Academia, na solenidade da distribuição dos prêmios: ... Um RETRATO DO SR. DE PÁDUA, executado pelo sr. Joaquim da Rocha Fragoso, obteve igual prêmio: toda esta obra foi bem estudada; a semelhança física do rosto é perfeita; porém, o que mais impressiona é a gravidade digna, e a viva inteligência que caracterizam a fisionomia do ilustre escultor, fielmente transladada na tela. O sr. Fragoso expôs mais cinco retratos e uma cópia; são estes trabalhos dignos de estima".
Laudelino Freire
FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.

Acervos

Acervo do Museu Imperial/IPHAN/MinC - Petrópolis RJ

Exposições Coletivas

1860 - Rio de Janeiro RJ - 14ª Exposição Geral de Belas Arte, na Aiba - menção honrosa 
1864 - Rio de Janeiro RJ - 16ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba 
1866 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba - medalha de ouro
1867 - Rio de Janeiro RJ - 19ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba 
1868 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba 
1870 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba 
1872 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba

Fonte: Itaú Cultural

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