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Jefim Golyscheff

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BIOGRAFIA

Jefim Golyscheff (Kherson Ucrânia 1897 - Paris França 1970)

Pintor, músico e químico.

Durante a primeira década do século XX, é violinista solista da Orquestra Sinfônica de Odessa, Ucrânia, e cursa pintura na Escola de Belas Artes da mesma cidade, com Sokoloff e Pferfekon. Em 1909, estuda teoria musical e composição em Berlim, Alemanha. Em 1914, compõe Trio para Cordas, sob o princípio dodecafonista. Entre 1914 a 1919, estuda química. Integra o Clube Dadá de Berlim, participando da organização da 1ª Exposição do grupo, em 1919, na Galeria J. B. Neumann. No mesmo ano, Walter Gropius (1883-1969) convida-o a lecionar na Bauhaus, mas ele recusa o convite. Toma parte no Novembergruppe em 1920. Em 1922, expõe em mostras individuais em Dusseldorf e Hamburgo. Com o surgimento do nazismo nos anos 1930, foge para a Espanha em 1933. Devido à Guerra Civil Espanhola (1936 - 1939), busca refúgio na França em 1938, onde posteriormente é enviado a um campo de concentração. Entre 1945 e 1956, trabalha como químico em Paris. Transfere-se para São Paulo em 1957. Integra o Grupo Phases em 1965, ano em que expõe no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP). Em 1966, participa da Exposição Comemorativa do Cinquentenário do Movimento Dadá, em Berlim e Paris. Retorna à França em 1966, estabelecendo-se em Paris. Após sua morte, o MAC/USP realiza uma retrospectiva de sua obra em 1975.

Comentário crítico

Por volta de 1965, depois de alguns anos em São Paulo, Jef Golyscheff revela ter participado do Clube Dadá e do Novembergruppe, de Berlim, ao historiador e crítico da arte Walter Zanini, à época diretor do MAC/USP. Entendendo a importância da obra dispersa do artista devido a inúmeras perseguições antissemitas, Zanini realiza grande esforço para reabilitar o nome de Golyscheff na cena artística internacional, estabelecendo contato com críticos e museus. Propõe ainda que se alie ao movimento Phases, cuja representação local conta com o apoio do diretor do MAC/USP.

Naquele período, Golyscheff produz pinturas, em geral, de referência surrealista, frequentemente no limite entre a figuração e a abstração. Essas obras participam de uma exposição organizada por Zanini em 1965, no MAC. Durante a abertura, a Orquestra de Câmara de São Paulo, sob a regência de Olivier Toni, apresenta a peça dodecafônica Trio para Cordas (1914), de autoria do artista.

Devido ao contato intenso entre Zanini e Golyscheff, a coleção do museu conta com várias obras do artista produzidas na década de 1960. Em Interplanetário (1964), observa-se uma justaposição de estampas abstratas em tons rebaixados, enquanto nas posteriores Composição n° 3 e Paisagem, ambas de 1966, surgem figuras espectrais de fundos indefinidos.

Críticas

"A formação de Jef Golyscheff se fez quando tiveram curso todas as fases que constituem os fundamentos da arte do século XX. Depois de um contato com o fauvismo ainda na Rússia (antes de 1909, data de sua mudança para Berlim), ele assimilara a lição do cubismo e do futurismo. O dinamismo destas telas comprova a influência futurista - a exemplo do que ocorreu aos seus colegas raionistas - ou de um cubo-futurismo que se funde ao profundo lirismo de seu caráter russo. Mas, evidentemente, este pintor importante deve muito à cultura plástica germânica. Ele conviveu praticamente com todos os maiores artistas da Alemanha, ou ali fixados, antes da derrocada dos anos 30. Sua obra revela a presença de um fermento expressionista, que recebe das gerações já bem maduras de seu tempo e mesmo de James Ensor, em certos aspectos da figuração humana. Da mesma forma é imprescindível considerar que ele foi membro ativo do movimento Dadá berlinense e que participou do ´Novembergruppe´. O surrealismo também não o deixou de marcar. Mas houve anteriormente a tudo um breve período geométrico no ano de 1914 cujas reconstituições recentes, realizadas no Brasil, demonstraram um espírito contrário ao absolutismo de seus compatriotas Malevitch e Lissitzky".
Walter Zanini
GOLYSCHEFF/Tondeur/Wong: pinturas, esculturas, desenhos. Apresentação de Frederico Morais e Walter Zanini. Belo Horizonte: Museu de Arte, 1966.

Exposições Individuais

1922 - Dusseldorf (Alemanha) - Individual, na Rheinische Sezession
1922 - Hamburgo (Alemanha) - Individual, no Kunsthalle 
1964 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP
1965 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1966 - Belo Horizonte MG - Individual, no Museu de Arte de Belo Horizonte
1970 - Milão (Itália) - Individual, na Galeria Schwarz

Exposições Coletivas

1920 - Berlim (Alemanha) - Novembergruppe - Kunstausstellung
1966 - Zurique (Alemanha) - Exposição Comemorativa do Cinquentenário do Movimento Dadá, na Kunsthaus
1967 - Paris (França) - Exposição Comemorativa do Cinquentenário do Movimento Dadá, no Musée National d'Art Moderne
1967 - Berlim (Alemanha) - Avantgarde 1910 - 1930 Osteuropas, na Akademie der Kunste
1969 - Jihlava (Tchecoslováquia, atual República Tcheca) - Itinerante do Movimento Phases  
1969 - Hradec Králové (Tchecoslováquia, atual República Tcheca) - Itinerante do Movimento Phases  
1969 - Brno (Tchecoslováquia, atual República Tcheca) - Itinerante do Movimento Phases

Exposições Póstumas

1971/1972 - Slupsk (Polônia) - Itinerante do Movimento Phases
1971/1972 - Poznán (Polônia) - Itinerante do Movimento Phases
1971/1972 - Sopot (Polônia) - Itinerante do Movimento Phases
1971/1972 - Wroclaw (Polônia) - Itinerante do Movimento Phases
1975 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAC/USP
1991 - São Paulo SP - Da Alemanha para o Brasil: Artistas que Percorreram o Caminho de Segall, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1997 - São Paulo SP - Phases: surrealismo e contemporaneidade - Grupo Austral e Cone Sul, no MAC/USP

Fonte: Itaú Cultural

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