Escritoriodearte.com > Artistas > Osmar Dillon

Osmar Dillon

OBRAS DO ARTISTA

Este artista não possui obras em nosso acervo.

Você possui uma obra deste artista e quer vender?

Após logar no site, clique em 'Avaliações' e envie sua obra.

Leilão de Artes Online

BIOGRAFIA

Osmar Dillon (Belém PA 1930)

Artista Visual.

Forma-se em arquitetura pela Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, em 1954. Estuda como bolsista na Itália no fim da década de 50. Dedica-se à pintura e, em paralelo, à poesia. Em 1960, procura uma integração entre poesia e pintura, cujo resultado são livros-poemas e não-objetos verbais. No Rio de Janeiro integra o Movimento de Arte Neoconcreta, 1959 e 1960, e faz parte dos Domingos de Criação, 1971.

Críticas

"(...) sempre se dedicou mais à pintura e, paralelamente, à poesia, ambas caracterizadas por uma tendência inicial no sentido do surrealismo. No princípio da década de 1960, buscando uma integração cada vez mais funcional entre poesia e pintura, elaborou uma série de pequenos poemas com o aproveitamento significante do espaço em branco da página; essas experiências, que desembocaram em livros-poemas e não-objetos verbais, levaram-no a participar do movimento de arte neoconcreta. (...) Mais recentemente, depois de uma fase de menos intensidade de trabalho no campo da arte, voltou a pintar, seguindo dois rumos aparentemente distintos, mas que mantêm, na profundidade, uma ligação sensível: de um lado, a pintura de fachadas da arquitetura brasileira, numa pesquisa de relevos com massa de gesso, às quais terminou acrescentando perspectivas de paisagens vistas através de portas, janelas ou muros, em clima de tranqüilo, mas pulsante, mistério; do outro, a série de seus DEVORANTES, com franca retomada do surrealismo e das referências eróticas, na crítica da contemporaniedade".
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação de Antônio Houaiss. Textos de Mário Barata et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.

"Sempre que se escreve sobre a excelente obra visual de Osmar Dillon (...), parece-me que tem sido impossível evitar certos vocábulos buscados na vizinhança área poética. Mas não se trata, em seu caso, do freqüente empréstimo de metáforas com que a crítica de arte procura agasalhar certas idéias. A verdade é que esse artista discreto, de temperamento machadiano, inaugurou no Brasil, em fins da década de 60, uma linguagem pessoal, cujos três elementos constitutivos cresceram em simbiose. O primeiro é o jogo de formas e de cores - as artes visuais com que Dillon trabalha há longa data, auxiliado e disciplinado (às vezes, ao extremo) por sua formação de arquiteto. O segundo é o emprego sistemático da palavra, não apenas como ornamento, forma gráfica ou legenda, mas sim como parte inalienável do recado assumido pela obra. O terceiro, enfim, é a participação do espectador, que não se limita a contemplar um produto acabado. Creio estar, na obra de Dillon, um dos mais lúcidos exemplos do como incorporar ricamente essa tendencia. Mesmo quando recorre ao gesto físico direto, a participação em suas propostas ultrapassa bastante o lado lúdico. Porque exige, ao mesmo tempo, um exercício mental com conceitos e formas abstratas, palavras e relações, reconstelando-os criadoramente numa nova floresta de sentidos. Nisso vem, sem dúvida, algo da tradição do Dillon poeta, que, em princípios dos anos 60, integrava no Rio o movimento neoconcreto. Foi com o neoconcretismo, por exemplo, que a simultaneidade entre o fazer-se da obra e o seu consumo se tornou uma das preocupações da criação. E Dillon se mostra herdeiro do "não objeto" teorizado por Gullar em muitos de seus trabalhos atuais, que gravitam em órbitas paralelas como tempo, forma, espaço e ação".
Olívio Tavares de Araújo
Dillon, Osmar. Chuva. Apresentação Olívio Tavares de Araújo. São Paulo: Galeria de Arte Ipanema, 1974. f. dobrada: il. p. b.

Exposições Individuais

1968 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho
1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Copacabana Palace 
1972 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Ipanema
1974 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ipanema

Exposições Coletvias

1959 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no MAM/RJ
1959 - Salvador BA - Exposição de Arte Neoconcreta, no Belvedere da Sé
1960 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição Neoconcreta, no MEC
1961 - Petrópolis RJ - 2ª Exposição Poegoespacial
1961 - São Paulo SP - 3ª Exposição Neoconcreta, no MAM/SP
1969 - Rio de Janeiro RJ - 18º Salão Nacional de Arte Moderna
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1970 - Campinas SP - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, MACC
1970 - Rio de Janeiro RJ - 19º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/SP
1970 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão de Verão, no MAM/RJ - primeiro prêmio de viagem ao exterior
1970 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e A Obra, no Ibeu
1970 - São Paulo SP - Pré-Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1971 - Curitiba PR - 28º Salão Paranaense de Artes Plásticas, na  Biblioteca Pública do Paraná - artista convidado
1971 - Nürenberg (Alemanha) - Symposium Urbanum - artista semifinalista
1971 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão da Eletrobrás, no MAM/RJ - prêmio aquisição
1971 - Rio de Janeiro RJ - 20º Salão Nacional de Arte Moderna
1971 - Rio de Janeiro RJ - 9º Resumo JB, no MAM/RJ
1971 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Múltiplos, na Petite Galeria
1972 - Belo Horizonte MG - 4º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte
1972 - Rio de Janeiro RJ - 21º Salão Nacional de Arte Moderna
1972 - Rio de Janeiro RJ - Coleção Gilberto Chateaubriand, no Ibeu
1972 - Rio de Janeiro RJ - Múltiplos, na Petite Galerie
1972 - Rio de Janeiro RJ - Salão da Luz e do Movimento - premiação
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria Collectio
1972 - São Paulo SP - 4º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1973 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão do Acrílico - prêmio aquisição
1973 - Rio de Janeiro RJ - Concurso de Múltiplos da Petite Galerie - primeiro prêmio de viagem ao exterior
1977 - Belo Horizonte MG - 5º Salão Global de Inverno, na Fundação Palácio das Artes
1977 - Brasília DF - 5º Salão Global de Inverno, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1977 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Global de Inverno, no MNBA
1977 - São Paulo SP - 5º Salão Global de Inverno, no Masp
1981 - Rio de Janeiro RJ - Do Moderno ao Contemporâneo, no MAM/RJ
1982 - Lisboa (Portugal) - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Rio de Janeiro RJ - Que Casa é essa da Arte Brasileira
1984 - Rio de Janeiro RJ - Neoconcretismo 1959-1961, na Galeria de Arte Banerj
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand , no MAM/RJ
1987 - São Paulo SP - Palavra Imágica, no MAC/USP
1991 - Curitiba PR - Rio de Janeiro 59/60: experiência neoconcreta, no Museu Municipal de Arte
1991 - Rio de Janeiro RJ - Rio de Janeiro 59/60: experiência neoconcreta, no MAM/RJ
1992 - São Paulo SP - Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateubriand - MAM/RJ, na Galeria de Arte do Sesi
1993 - Rio de Janeiro RJ - Arte Erótica, no MAM/RJ
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
2000 - Rio de Janeiro RJ - Situações: arte brasileira anos 70, na Fundação Casa França-Brasil
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2002 - Rio de Janeiro RJ - Genealogia do Espaço, na Galeria do Parque das Ruínas
2003 - Campos dos Goytacazes RJ - Poema Planar-Espacial, no Sesc/Campos dos Goytacazes
2003 - Nova Friburgo RJ - Poema Planar-Espacial, na Galeria Sesc Nova Friburgo

Fonte: Itaú Cultural

VEJA TAMBÉM

Glauco Pinto de Moraes - Frente da Locomotiva - Serio Mecâno-Iconográfico n°134
Frente da Locomotiva - Serio Mecâno-Iconográfico n°134
Rubens Gerchman - Sem Título
Sem Título