Klaus Mitteldorf

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Biografia

Klaus Mitteldorf (São Paulo SP 1953)

Fotógrafo.

Klaus Werner Mitteldorf formou-se em arquitetura em 1979, pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, de Mogi das Cruzes, São Paulo, mas não exerce a profissão. Inicia-se na fotografia na década de 1970, como fotógrafo de surfe, trabalhando para as revistas Brasil Surf e Surfing. Na década de 1980, especializa-se em fotografia de moda e publicidade. Nessa área, colabora com as revistas Vogue, Elle e Playboy na Europa e no Brasil, e trabalha para grandes agências de publicidade brasileiras e européias, como DPZ, Almap BBDO, Lew Lara, J. W. Thompson, Lowe Worldwide e Mc Cann Ericsson, entre outras. Em 1998, realiza a exposição O Último Grito, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e inicia uma fase mais experimental de sua carreira, já reconhecida pelo apuro técnico das fotografias de moda e publicidade. Entre os vários livros que publica estão: Norami (1989), Klaus Mitteldorf Photographs (1992), O Último Grito (1998), Katharsis (2001) e Introvisão (2006). Sua obra tem repercussão internacional e o fotógrafo recebe diversos prêmios, dos quais vale destacar os três Prêmio Nikon (1980, 1982 e 1986), o Prêmio da Fundação Conrado Wessel de Fotografia (2002), o 3º lugar na Bienal de Arte Internacional de Roma (2008) e o Higashikawa International Photo Festival Overseas Prize, pelas exposições e os livros O Último Grito (1998) e Introvisão (2008).

Notas
1 PETIT, Francesc. Introdução. In: MITTELDORF, Klaus. Norami. Switzerland: Rotovision, 1989, p. 9-11.
2 FERNADES JÚNIOR, Rubens. Ilusão transitória. In: MITTELDORF, Klaus. O último grito. São Paulo: DBA, 1998, p. 9-11.
3 MITTELDORF, Klaus. In: O último grito. São Paulo: Editora Terra Virgem, 1997, p. 122.
4 GONÇALVES FILHO, Antonio. O poder do grito. In: Kátharsis. São Paulo: DBA, 2001, p. 53.

Críticas

"O artista leva muitos anos para se descobrir, depois outro tanto para encontrar uma linguagem pessoal e original, para depois dominá-la, e ainda leva muito tempo para descobrir a técnica, material, o meio para fazer as suas obras. 
O Klaus Mitteldorf escolheu a fotografia como meio de expressão e fez isso de maneira completa, não só usou a câmera moderna e tecnológica, como toda a parafernália possível - aviões, helicópteros, balões, carros, motos, bicicletas e até faz fotos a pé. 
Suas fotos mostram bem claro que se trata de um globetrotter, um dos famosos Marco Polo da fotografia. É a geração dos fotógrafos discípulos da filosofia fotográfica que pioneiramente a revista ´Look´ e depois a ´Life´ implantaram, hoje seguida pela ´GEO´, a versão alemã da ´Geographic Magazin´. 
Mas acho que o Klaus tem duas visões que o dividem como artista e, uma delas, é este lado atlético; o outro, é sua herança germânica de grande tradição gráfica. 
O Klaus é um gráfico e fico com esse lado do artista. Se ele não fosse fotógrafo, seria gráfico, pintor ou escultor ou mesmo designer, tem uma perfeita visão do equilíbrio gráfico europeu como os mestres Kurt Schwitters, Mondrian, Werner Schreib ou Hans Friederich, que dominam o espaço e o conteúdo com um talento e um equilíbrio único, aliás, o grafismo sempre existiu, os alemães foram quem o descobriram como uma grande expressão de arte".
Francesc Petit
MITTELDORF, Klaus. Norami. Switzerland: Rotovision, 1989.

"O fotógrafo brasileiro Klaus Mitteldorf não utiliza a cor simplesmente para colorir as imagens que fotografa. Na verdade, ele a transforma, usando fotocopiadoras computadorizadas, de terceira geração, que retiram o convencionalismo dos tons, para reforçar a sensação visual das cores e dar a cada uma o máximo da saturação e do contraste. 
Os registros fotocopiados sobre papel comum são manipulados, como se fossem filmes em preto-e-branco num laboratório comum. Esse método está incorporado ao trabalho e às pesquisas que o fotógrafo está realizando com sucesso na Alemanha, onde reside. Adepto fanático da cor, Mitteldorf conta, em entrevista à ´Folha´, como usa a fotocopiadora para ressaltar as cores e até mudá-las. ´Vou brincando até conseguir o resultado desejado´, afirma Mitteldorf. 
Para ele, a cor pode registrar a miséria, a pobreza e a riqueza e não tem obrigatoriamente uma conotação de exaltação. ´Minha concepção visual parte da cor. Ela possui vibrações e tudo que interpreto nas fotos, capto por meio dessas vibrações, procurando acentuá-las´, diz o fotógrafo".
Ana Maria Guariglia
GUARIGLIA, Ana Maria. Klaus Mitteldorf: o fotógrafo brasileiro fala em entrevista à Folha sobre o uso de fotocopiadoras em seu trabalho. Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 out. 1991. Informática, p. 20.

"Klaus Mitteldorf é um dos poucos fotógrafos brasileiros que têm alguma unanimidade internacional. Foi capa da ´Photo´, da ´Graphis Photo´, da ´Foto Design´, da ´Art Directors Index to Photographers´ (em 1988/89/90), da ´Zoom´, e outras revistas internacionais. Publicou também um belíssimo livro - ´Norami´ - editado pela Rotovision (Suíça). Isso sem falar nas revistas nacionais e nos inúmeros catálogos, entre eles o Bilderlust, grande exposição sobre erotismo realizada na Alemanha no início deste ano por um importante colecionador de fotografia. Seu trabalho, resgata nostalgia futurista de um universo simples e organizado, mas é bastante ousado na proposta de produzir fotografia que apela para um imaginário que busca obsessivamente compreender e sacralizar a beleza da forma. Surpresa e inquietação, uma harmonia misteriosa dos elementos em cena, são essenciais para produzir a especificidade da sua linguagem. Enigmáticas, as fotografias de Klaus Mitteldorf são inexplicáveis; foram criadas com a intenção de abrir um campo de possibilidades para os mais diversos leitores. Aliás, eles podem odiar ou amar, mas, com certeza, não ficarão indiferentes a esse visual de estilo forte e contrastante".
Rubens Fernandes Junior
FERNANDES JUNIOR, Rubens. Klaus Mitteldorf. Gráfica Arte/Internacional, n. 33.

Acervos

Acervo Banco Itaú - São Paulo SP
Acervo Deutsche Fototage - Frankfurt (Alemanha)
Acervo Die Neue Sammlung, Staatliches, Museum für Angewandte Kunst, München - Deutschland
Acervo Musée Française de la Photographie - Paris (França)
Acervo Sammlung Rainer Wick - Frankfurt (Alemanha)
Acervo Sammlung Uwe Scheidt - Deutschland
Coleção Pirelli/Masp de Fotografias - São Paulo SP

Exposições Individuais

1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Fiorucci Gallery
1981 - Salvador BA - Individual, na Fiorucci Gallery
1982 - São Paulo SP - Individual, na Itaugaleria
1984 - São Paulo SP - Summertime, no Espaço Otelo
1989 - São Paulo SP - Norami, na Galeria São Paulo
1992 - São Paulo SP - Individual, na Casa da Fotografia Fuji
1993 - Florianópolis SC - Individual, no Centro de Artes, Fundação Prometheus Libertus
1993 - Belém PA - Individual, na Fundação Romulo Maiorana
1995 - São Paulo SP - Individual, na Li Photogallery
1995 - São Paulo SP - Individual, no Club Transatlântico
1995 - Ribeirão Preto SP - Individual, no MIS
1995 - São Paulo SP - Individual, no MuBE
1998 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
1998 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Paparazzi
1999 - Curitiba PR - Individual, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba
2000 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria dos Arcos, Usina do Gasômetro
2000 - Salvador BA - Individual, na MIS
2001 - São Paulo SP - Katharsis, no Espaço Paul Mitchell
2001 - São Paulo SP - Katharsis, na Estação Clínicas do Metrô

Exposições Coletivas

1974 - São Paulo SP - Salão Internacional de Arte Fotográfica de São Paulo
1975 - São Paulo SP - 32º Salão Internacional de Arte Fotográfica de São Paulo
1984 - Tóquio (Japão) - Kodak/Dentsu Photographic Exhibition, no Grand Palais
1985 - São Paulo SP - 1ª Quadrienal de Fotografia, no MAM/SP
1987 - São Paulo SP - Agricultura Vista pelos Grandes Fotógrafos, no MIS/SP
1987 - São Paulo SP - Três Visões Fotográficas, na Panamericana
1988 - Colônia (Alemanha) - Kodakchrome Classics, na Photokina
1991 - Colônia (Alemanha) - Bilderlust, no Museum Ludwig
1992 - Colônia (Alemanha) - 2º Plak-Art, na Gallerie Rahmel
1993 - Curitiba PR - 3ª Semana da Fotografia de Curitiba, no Palacete IBM
1993 - Frankfurt am Main (Alemanha) - Ansichten von Alexandra S´.: Schirn Kunsthalle, Deutsche Fototage
1993 - São Paulo SP - 3ª Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, no Masp
1993 - São Paulo SP - Fotografia Brasileira Contemporânea, Internacional Photo Meeting, no Sesc Pompéia
1993 - São Paulo SP - Ano 2, com Aguilar, Arnaldo Antunes e Angeli, no Espaço Cultural Ovídio
1995 - Colônia (Alemanha) - Die Farbe Rot, no Chapel Art Center
1996 - Frankfurt (Alemanha) - Die Farbe Rot, no Karmeliter Kloster
1998 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Caetano Veloso, no Paço Imperial
1999 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Chico Buarque, no Paço Imperial

Fonte: Itaú Cultural