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Giuseppe Leone Righini

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BIOGRAFIA

Giuseppe Leone Righini (Turim,  Itália ca.1820 - Belém PA 1884)

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo, cenógrafo, professor.

Estuda na Academia de Belas Artes de Turim. Vem para o Brasil por volta de 1856 e fixa-se no Maranhão e no Pará. Em 1867, é publicada por Conrad Wiegandt a série de litografias Panorama do Pará em 12 Vistas Desenhadas por J. L. Righini.

Críticas

"Pouco se sabe sobre a vida e a carreira de Joseph Leon Righini, o melhor pintor estrangeiro a retratar a paisagem amazônica no século XIX. Nem sequer é certa sua nacionalidade, sabendo-se apenas que era ítalo-francês, e que nasceu e estudou em Turim. Especulou-se que tenha nascido por volta de 1830, mas como há registro de que expôs em Turim em 1844, é mais provável que seu nascimento possa ser calculado em torno de 1820. O que é certo é que Righini estava no Brasil em 1856, data da sua primeira obra em nosso país, com pouco mais de 35 anos, e que passou os quase trinta anos seguintes entre Belém do Pará, São Luís do Maranhão e Salvador, cidades que retratou em belos panoramas. É autor de um raro álbum de doze gravuras de Belém do Pará, publicado em 1867 e sabe-se que faleceu na cidade em 1884. Righini é o único artista viajante importante de origem italiana e certamente, o maior talento da última leva de artistas que retratam o Brasil, por volta de 1860, muito menos numerosos agora, num momento em que a fotografia era já capaz de registrar imagens de grande precisão. Até menos de dez anos atrás, sua obra era quase desconhecida, antes de serem expostos dois quadros da coleção Geyer em 1994. Um grupo importante de seus trabalhos, que estava longe do alcance dos estudiosos, na França, na coleção Kugel, foi adquirido recentemente pela Fundação Estudar, que os tornou públicos pela primeira vez nos dois últimos anos e contribuiu para uma melhor apreciação da obra do pintor. (...) Não é apenas por ter sido um dos primeiros (senão o primeiro) entre os artistas estrangeiros a pintar a paisagem das regiões do Norte do Brasil, que Righini merece um lugar de destaque, não só entre os viajantes tardios mas também entre todos os artistas estrangeiros ativos no século XIX em nosso país. Se sua composição da paisagem de floresta segue a norma clássica adotada antes dele por Clarac e Vinet, escolhendo a clareira como ponto de vista, Righini é o primeiro a observar in loco a selva amazônica, apenas projetada por Clarac a partir do Rio Bonito e nunca explorada pelos grandes artistas viajantes antes do pintor italiano".
Pedro Corrêa do Lago
MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP). O Olhar distante. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 208.

"Um caso singular de artista de origem italiana no Brasil vem a ser o de Joseph Léon Righini (...). O pequeno conjunto de sua obra conhecida, contemplando sobretudo paisagens, e qualitativamente muito desigual, revela um certo gosto do pintor pelas formas retorcidas das raízes aéreas tão características da vegetação de áreas sujeitas a cheias e vazantes diárias, como é o caso da Amazônia. Em suas telas, vale-se de uma profusão de espécies vegetais, embora não seja exatamente o interesse científico a mover Righini nessas composições. São principalmente as qualidades plásticas, os contrastes de cor e as formas inusitadas desse tipo de vegetação que interessam ao artista. A partir dessas características, compõe cenas de caráter fortemente cenográfico, num misto curioso de fantasia e realidade".
Valéria Piccoli
CARNEIRO, Ana Regina Machado (coord. ). Viajantes e naturalistas italianos: imagens do Brasil nos séculos XVIII e XIX. São Paulo: FAAP, 2000. p. 59.

Exposições Individuais

1864 - São Luís MA - Individual, na Livraria de Carlos Seide

Exposições Póstumas

1982 - São Paulo SP - Pintores Italianos no Brasil, no MAM/SP
1994 - São Paulo SP - O Brasil dos Viajantes, no Masp
1997 - Belo Horizonte MG - Galeria Brasiliana, na Escola de Belas Artes da UFMG
1998 - São Paulo SP - Brasil Século XIX: uma exuberante natureza, na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
1999 - Rio de Janeiro RJ - O Brasil Redescoberto, no Paço Imperial
2000 - Belém PA - Arte Pará 2000, no Museu de Arte Sacra
2000 - São Paulo SP - Coleção Brasiliana, na Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal
2000 - Roma (Itália) - Viajantes e Naturalistas Italianos: imagens do Brasil nos séculos XVIII e XIX, no Palazzo Santacroce
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

Fonte: Itaú Cultural

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