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Emygdio de Barros

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BIOGRAFIA

Emygdio de Barros (Paraíba do Sul RJ 1895 - Rio de Janeiro RJ 1986)

Pintor.

Interno do Hospital Psiquiátrico D. Pedro II desde 1920, inicia seus estudos artísticos, em 1946, no ateliê de pintura dessa instituição, mantido pelo Serviço de Terapia Ocupacional do Centro Psiquiátrico Nacional.

Críticas

"Emygdio (...) constrói o seu mundo pela cor. A criação neste é por sucessividade; são camadas de imaginação que vêm e vão como ondas. Pode-se dizer que ele pinta de perto e imagina de longe. Suas paisagens, mesmo quando ao natural, não copiam a realidade, resultando formas tiradas do local e entrelaçadas a outros elementos imaginários. Esses motivos naturais, ele os apanha dia a dia e os vai acumulando na lanterna mágica de sua imaginária (...). Emugdio é uma placa sensível. Nada passa diante de sua retina com interesse pictórico sem ficar. Depois, na hora de transferir para a tela essas visões, o artista faz a depuração. Seleciona dentro desse caleidoscópio, que é sua imaginária interior, o que deve e o que não deve ser transformado em forma e em cor. Nesse esforço de seleção é que se esconde o drama de sua elaboração; a razão dessa sucessividade de quadros, por assim dizer, que ele vai pintando um por cima do outro, até encontrar a ordem final, relações plásticas que o satisfaçam. (...) Em sua pintura não se denota nem grotesco nem delírio nem pesadelo e sim uma força poética, um lirismo, um vigor metafísico, um humor, um expressionismo moderado de verdadeiro artista. Emygdio une o subjetivo ao objetivo numa trama pictórica sempre fascinante".
Mário Pedrosa
Museu de Imagens do Inconsciente. Apresentação de Mário Pedrosa e Afonso Henriques Neto. Editado por INSTITUTO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, Rio de Janeiro, RJ. Texto de Nise da Silveira et al. Rio de Janeiro: 1980. (Museus brasileiros, 2).

"Emygdio de Barros é talvez o único gênio da pintura brasileira. Um gênio não é pior nem melhor que ninguém. Com respeito a ele não há termo de comparação: um gênio é uma solidão fulgurante, ultrapassa as medidas e as categorias. Não é possível defini-lo em função de escolas artísticas, vanguardas, estilos, métier. Com relação a Emygdio podemos afirmar que raramente alguma obra pictórica foi capaz de nos transmitir a sensação de deslumbramento que recebemos de seus quadros. Obras de arte há muitas e de grande beleza. Há aquelas que nos fascinam pelo equilíbrio de seus elementos, pela musicalidade de seus ritmos, como há outras, cuja força reside nos contrastes, na intensidade, na paixão. A maioria dessas obras participa de um processo cultural que as informa e nelas se reflete. Não é difícil catalogá-las e inseri-las neste ou naquele momento, nesta ou naquela tendência ou escola. A pintura de Emygdio está fora de tais condicionamentos e classificações".
Ferreira Gullar
Museu de Imagens do Inconsciente. Apresentação de Mário Pedrosa e Afonso Henriques Neto. Editado por INSTITUTO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, Rio de Janeiro, RJ. Texto de Nise da Silveira et al. Rio de Janeiro: 1980. (Museus brasileiros, 2).

Exposições Individuais

1951 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Instituto Brasil-Estados Unidos
1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Museu de Imagens do Inconsciente do Centro Psiquiátrico D. Pedro II

Exposições Coletivas

1947 - Rio de Janeiro RJ - Mostra do internos do Centro Psiquiátrico Nacional, no Ministério da Educação
1949 - Rio de Janeiro RJ - 9 Artistas do Engenho de Dentro, no Salão Nobre da Câmara Municipal
1950 - São Paulo SP - 9 Artistas do Engenho de Dentro, no MAM/SP
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados  
1955 - Neuchâtel (Suíça) - Mostra de Artes Primitiva e Moderna Brasileiras, no Museu de Etnografia
1981 - São Paulo SP - 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

Exposições Póstumas

1987 - Rio de Janeiro RJ - Inumeráveis Estados do Ser, no Paço Imperial
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Imagens do Inconsciente, no Fundação Bienal
2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Imagens do Inconsciente, no Paço Imperial

Fonte: Itaú Cultural

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