Victoria Serednicki

Obras de arte disponíveis

Victoria Serednicki - O Céu Que Nos Une

O Céu Que Nos Une

acrílica sobre tela202690 x 160 cm
Victoria Serednicki - Eu Preciso Ir Até Lá

Eu Preciso Ir Até Lá

acrílica sobre tela2025160 x 120 cm

Biografia

Victoria Serednicki (Brasília, Brasil - 1995)

Victoria Serednicki nasceu em Brasília, em 1995, cidade onde vive e trabalha. Graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB), curso realizado entre 2017 e 2023. Sua formação em arquitetura integra sua trajetória, enquanto a pintura se tornou o principal campo de desenvolvimento de sua pesquisa artística.

A artista desenvolve seu trabalho a partir da representação de paisagens vividas, memoradas e inventadas. Sua produção tem como ponto de partida experiências, deslocamentos e o tempo dedicado à observação, transformando referências da paisagem em construções que não buscam apenas reproduzir um lugar, mas investigar aquilo que existe para além de sua aparência.

A relação com a natureza ocupa um papel importante em sua pesquisa. Segundo Victoria, experiências de imersão na natureza contribuem para o desenvolvimento de seu trabalho e para sua percepção da paisagem. Memórias de infância relacionadas a acampamentos e trilhas também aparecem como parte de sua relação com o mundo natural. Em 2024, uma viagem realizada sozinha intensificou essa percepção, levando-a a refletir sobre a dimensão humana diante da natureza e sobre a conexão entre o indivíduo e o ambiente que o cerca.

A reflexão filosófica também constitui um dos fundamentos de sua produção. Victoria relaciona a construção de suas paisagens a questões próprias da existência, abordando temas como tempo, presença, impermanência e transformação. Em entrevista sobre a exposição A Leveza do Ser, realizada em 2025, a artista afirmou que o tempo é um dos temas centrais de sua criação, abrangendo desde a atenção ao cotidiano até questões relacionadas à origem, ao fim e ao recomeço.

Suas composições transitam entre o figurativo e o abstrato. Para Victoria, essas duas dimensões não são necessariamente opostas, mas podem integrar diferentes formas de percepção da realidade. Em sua pintura, o abstrato surge também como resultado de um olhar atento sobre aquilo que está ao redor, quando a representação deixa de estar condicionada apenas ao reconhecimento imediato das formas.

O processo de trabalho da artista combina método e intuição. No ateliê, Victoria utiliza diferentes procedimentos, partindo tanto de bases cuidadosamente preparadas e tonalizadas, sobre as quais acumula sucessivas camadas de tinta a óleo, quanto de superfícies de algodão cru sobre as quais aplica tinta acrílica diluída. A experimentação de materiais e suportes também faz parte de sua prática, que inclui pesquisas com cerâmica e diferentes tipos de tecido.

Em 2025, apresentou a exposição individual A Leveza do Ser, na Galeria Parangolé do Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília. A mostra reuniu 18 obras inéditas e aprofundou questões relacionadas ao tempo, à contemplação, à natureza e à percepção. As pinturas apresentavam predominância de tons azuis e pinceladas leves, utilizando a abstração como meio de criar uma experiência sensorial e estabelecer uma relação entre o concreto e o imaterial.

Sua trajetória expositiva inclui ainda participações em mostras como Natureza, no Jardim Botânico de Brasília, em 2024, e, em 2023, Metrópoles Fashion e Design, no Museu Nacional da República; Zona Tangível, na Galeria Casa; Emaranhada, na Galeria Pictura; e Ecletismos nas Artes Visuais, no Museu dos Correios. Em 2022, participou da Expo Itinerante em Casa, no CasaPark.

Também participou da Feira do Fuga, no Ateliê Valéria Pena Costa, em 2023, e do XLII Salão de Artes Riachuelo, na Casa Thomas Jefferson, em 2022. Em 2024, apresentou trabalhos na exposição Plantas e Sementes do Cerrado, realizada no Jardim Botânico de Brasília durante as comemorações do aniversário da instituição.

Em 2026, Victoria participou de duas exposições coletivas. No primeiro semestre, integrou Constelações Contemporâneas, realizada no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com obras inéditas. No mesmo ano, participou de Rebu, na Central Galeria, em São Paulo, exposição coletiva que reuniu 26 artistas e teve a pintura como suporte ou questão central das pesquisas apresentadas.

A produção de Victoria Serednicki se caracteriza, assim, pela construção de paisagens que partem da experiência e da observação para alcançar uma dimensão mais subjetiva. Entre a figuração e a abstração, natureza e existência, método e intuição, sua pintura investiga diferentes modos de perceber e representar aquilo que se encontra entre a experiência concreta e as realidades que ultrapassam sua aparência imediata.

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