Renato Meziat

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Biografia

Renato Meziat (1952)

Renato Meziat exibe exemplares de seus trabalhos inéditos, hiper-realistas em seus diversos gêneros. A técnica utilizada é sempre óleo sobre tela, alterando apenas a sua escolha do tema a ser representado. Suas obras recentes mostram o seu aprimoramento do trompe l'oeil, pela meticulosidade nas composições, a utilização da cor e da luz.

Ao criar novas telas, Renato Meziat busca inspiração ao observar o mundo ao seu redor utiliza a fotografia como ferramenta de trabalho. Sua obra não é uma pura e simples reprodução de uma foto há a sugestão da existência do objeto como sendo real. O momento criativo &ldquoé quando posiciono os objetos para fotografá-los seguindo uma idéia pré-existente&rdquo diz Renato.

O artista, mesmo admirando seus pares que criam novos conceitos utilizando-se da novas mídias, tecnologias e suportes disponíveis, pretende apenas fazer quadros para pessoas &ldquorepousarem os olhos e acharem bonito depois de um dia cansativo de trabalho e de verem as notícias terríveis&rdquo. Sua técnica,trompe l'oeil, amplamente difundida nos Estados Unidos e na Inglaterra desde os anos de 1960, colaborou para que os trabalhos fossem imediatamente inseridos no circuito de artes desses países, colocando-o entre os artistas com obras aceitas em leilões das Casas Sotheby's e Christie's. Todos os fatores contribuiram para que a produção de Renato Meziat fosse direcionada para o mercado internacional.

No momento atual de sua carreira, a parceria com a galeria paulista é de extrema relevância face a sua decisão de destinar parte da produção para o mercado brasileiro. Renato Meziat , por trabalhar com técnicas de hiper-realismo, pouco conhecido do publico brasileiro, crê em uma troca estimulante com o público e uma influencia positiva deste em seu trabalho.

Renato Meziat, nascido no Rio de Janeiro, em 1952, foi pela primeira vez aos Estados Unidos na década de 1970 para estudar música na renomada Berklee College of Music em Boston. Quando retornou ao Brasil, por curiosidade, começou a fazer experiências com a pintura. Com o passar do tempo, descobriu que não só tinha uma aptidão natural para a pintura, como também uma paixão por ela. Em pouco tempo, mudou seu foco da música à pintura. 
Basicamente um autodidata, sua proficiência técnica impressiona por ser o resultado de anos de tentativa, erro e observação profunda. Treinando seu olhar, Meziat começou a observar o trabalho de outros pintores, mantendo seu foco no novo Realismo Latino-Americano da década de 1970, representado pelo chileno Claudio Bravo, o cubano-americano Julio Larraz e outros. Como resultado, entrou em contato com a grande vertente do realismo da arte espanhola que remonta aos pintores Velasquez e Bodegon (still life). No inicio, Renato Meziat dedicou-se a uma variedade de temas, focando em retratos e paisagens por um período, e também naturezas mortas estilo que o tornou conhecido. Desenvolveu duas linhas distintas de trabalhos: as pinturas que se destacam pela simplicidade das formas e a suave iluminação ao fundo, e as com objetos dispostos de modo clássico ante fundos escuros. Nas still-life de Meziat, ele vê e nos permite observar suaves toques de luminosidade. 
As pinturas de Renato Meziat revelam um conhecimento de técnica aliado a uma detalhada visao pictórica. O artista não está interessado na observação pura e simples desses aspectos do trabalho. Ele quer que sua obra emocione as pessoas como o faz a música, sua primeira paixão. Ele diz: "Eu não quero fazer as pessoas pensarem. Eu quero fazer telas tão bonitas que quando as olharem, as pessoas não consigam pensar em mais nada." 

Trompe l'oeil, a técnica
A fotografia nada mais é do que o espelho do real. O trompe l'oeil, uma técnica de pintura que cria uma ilusão de ótica, pelo emprego de detalhes realistas, perspectiva, claro/escuro, cria no observador a ilusão de que ele esta diante de um objeto real e não uma representação. O objetivo do procedimento é alterar a percepção de quem vê a obra. O termo, ainda que de início aplicado à pintura de períodos em que predomina o naturalismo - Grécia Antiga e Renascimento italiano - se generaliza no vocabulário crítico e passa a referir-se a qualquer forma de ilusionismo acentuado empregado nas artes. 
A arte contemporânea coloca em questão o caráter das representações artísticas, e a própria definição de arte, por meio de inúmeras soluções e recursos. Um dos caminhos utilizados na tematização crítica da representação artística pode ser encontrado no hiper-realismo, popular nos Estados Unidos e na Inglaterra desde a década de 1960, em que a fotografia é utilizada na composição das obras, de modo que elas adquiram precisão e riqueza de detalhes. A atenção extrema à reprodução fiel da realidade produz geralmente um sentimento de irrealidade.
Ainda que não pareça fácil localizar na arte brasileira nomes que se destaquem pelo uso específico do trompe l'oeil, recursos ilusionistas podem ser encontrados em diversas fases da produção artística nacional e entre as inúmeras realizações do barroco brasileiro.