Pedro Weingärtner

Pedro Weingärtner

Obras de arte disponíveis

Pedro Weingärtner - Bibliotecárias

Bibliotecárias

óleo sobre tela
1919
30 x 53 cm
assinatura inf. dir.
Pedro Weingärtner - Rincação Gaúcho

Rincação Gaúcho

óleo sobre madeira
1911
16 x 26 cm
assinatura inf. dir.
Pedro Weingärtner - Jardim Florido

Jardim Florido

óleo sobre tela
1900
25 x 49 cm
assinatura inf. dir.
Pedro Weingärtner - Quintal

Quintal

litogravura
1918
36 x 54 cm
assinatura inf. dir.
Pedro Weingärtner - Cena da Itália

Cena da Itália

óleo sobre tela
1889
20 x 40 cm
assinatura inf. dir.
Pedro Weingärtner - Trabalho em Anticoli

Trabalho em Anticoli

óleo sobre madeira
1904
13 x 21 cm
assinatura inf. dir.

Biografia

Pedro Weingartner (Porto Alegre RS 1853 - idem 1929)

Pintor, gravador, litógrafo, desenhista e professor.

Filho de imigrantes alemães, trabalha inicialmente como caixeiro-viajante e depois como litógrafo. Em 1879, viaja por conta própria para Hamburgo, na Alemanha, e estuda no Liceu de Artes e Ofícios. Posteriormente, segue para Karlsruhe, cursa a Escola de Belas Artes de Baden, onde é aluno de Ferdinand Keller (1842 - 1922), Theodor Poeckh (1839 - 1921) e Ernst Hildebrandt. No início dos anos 1880, viaja para Paris, estuda com Tony Robert-Fleury (1837 - 1911) e William-Adolphe Bouguereau (1825 - 1905), com quem permanece por três anos. Bouguereau solicita ao imperador dom Pedro II (1825 - 1891) uma bolsa para que o jovem possa continuar seus estudos na Europa. Em 1886, Weingartner passa a residir em Roma, onde permanece por longo período. Viaja constantemente ao Brasil e participa de diversas exposições. Realiza mostra individual no Rio de Janeiro, em 1888, com paisagens e cenas de gênero, que são muito elogiadas pelos críticos brasileiros. De volta ao Brasil, em 1891, torna-se professor da cadeira de desenho figurado na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, no Rio e Janeiro. Realiza diversas viagens ao sul do país, e explora temas regionais, que se tornam freqüentes em sua produção. Viaja novamente para a Itália, entre 1896 e 1902, e posteriormente, entre 1911 e 1920, realizando constantes viagens ao Brasil. Passa a dedicar-se também à técnica da água-forte, da qual é um dos precursores no país.

Comentário crítico

Filho de imigrantes alemães, Weingartner inicia a formação artística na oficina de litografia de sua família. Em 1879, a fim de se aprimorar, viaja por conta própria para Hamburgo, onde estuda no Liceu de Artes e Ofícios. Em seguida vai para Karlsruhe e estuda na Escola de Belas Artes de Baden, onde tem como professores Ferdinand Keller (1842 - 1922), Theodor Poeckh (1839 - 1921) e Ernst Hildebrandt. Com a transferência desse último para Berlim, acompanha o mestre e ingressa na Academia de Belas Artes. Para o historiador da arte Quirino Campofiorito (1902 - 1993), o contato com esses artistas marca a produção de Weingartner, principalmente em relação à preocupação com detalhes, e confere às suas composições um tratamento minucioso que as aproxima da imagem fotográfica.

No começo da década de 1880, estuda em Paris com Tony Robert-Fleury (1837 - 1911) e William-Adolphe Bouguereau (1825 - 1905). Posteriormente passa a residir em Roma, com subsídio do imperador dom Pedro II (1825 - 1891). O artista viaja constantemente ao Brasil, e expõe no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Porto Alegre. Em 1888, em mostra individual no país, apresenta diversas cenas de gênero e paisagens pintadas na Itália, obtendo muito sucesso.

Entre 1891 e 1896, Weingartner atua como professor de desenho figurado na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Nesse período, realiza diversas viagens ao sul do país, onde começa a explorar motivos regionais, temática que se torna constante em sua produção, como em Chegou Tarde, s.d., Desterro, s.d., Paisagem do Rio Grande do Sul, 1900 ou Ceifa, s.d. Para o historiador da arte Luciano Migliaccio, o artista funda um novo regionalismo na pintura brasileira, apresentando a vida dos imigrantes do Sul do país com sensibilidade. O artista realiza também gravuras em água-forte e litografias com apurada habilidade técnica.

Fonte: Itaú Cultural