Edson Motta

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Biografia

Edson Motta (Juiz de Fora MG 1910 - Rio de Janeiro RJ 1981)

Pintor, restaurador, professor.

Inicia estudos de pintura com seu tio, o artista Cesar Turatti. Por volta de 1927, transfere-se para o Rio de Janeiro e ingressa na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, onde tem aulas de pintura com Rodolfo Chambelland (1879 - 1967) e Marques Júnior (1887 - 1960). Em 1931, funda o Núcleo Bernardelli com Ado Malagoli (1906 - 1994), José Pancetti (1902 - 1958), Milton Dacosta (1915 - 1988), Quirino Campofiorito (1902 - 1993), Manoel Santiago (1897 - 1987), Bruno Lechowski (1887 - 1941), entre outros artistas. Em 1936, recebe medalha de prata no 42º Salão Nacional de Belas Artes e, em 1939, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior. Na Europa, desenvolve estudos sobre técnicas de pintura. Ao voltar ao Brasil, executa afrescos na igreja matriz da cidade Dores do Turvo, em Minas Gerais. Em 1944, de volta ao Rio de Janeiro, é convidado a organizar o Setor de Recuperação de Obras de Arte do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Sphan, permanecendo no cargo de diretor e conservador-chefe até 1976. Entre 1945 e 1980, é professor de teoria, técnica e conservação da pintura, na Enba, da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Entre suas publicações estão O Papel: Problemas de Conservação e Restauração, de 1971, e Iniciação à Pintura, de 1976, ambos escritos em parceria com Maria Luiza Salgado.

Comentário Crítico

A produção pictórica de Edson Motta reflete questões técnicas e formais defendidas pelo Núcleo Bernardelli, do qual foi o primeiro presidente. Em consonância com as idéias do núcleo, Motta posiciona-se publicamente contra uma pintura que se aproxima de um realismo fotográfico e mecânico. No entanto, seus trabalhos não apresentam mudanças expressivas em relação a alguns professores da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, o que também se observa na produção da maioria dos artistas integrantes do Núcleo Bernardelli.

Fortemente influenciadas pelo retorno à ordem, suas pinturas não apresentam grande ousadia, mas ponderação e equilíbrio, em sintonia com a realidade figurativa. Assim, sua trajetória artística não tem como marca o experimentalismo nem a postura vanguardista. É importante ressaltar sua atuação como um dos responsáveis pelo início e desenvolvimento das atividades de restauro de obras de arte no Brasil.

Críticas

"O que Edson Motta fez a vida inteira foi trabalhar em benefício dos valores culturais do país, seja como pintor de muita sensibilidade e raro apuro técnico, alheio a falsos modismos, seja como ardoroso defensor da permanência de obras alheias. A humildade do restaurador, de formação científica exemplar casava-se nele com a chama do artista. Mas esta foi, muitas vezes, impedida de exercitar-se porque Edson Motta consumia o seu tempo na ressurreição (é bem o termo) da arte dos outros. Um estilo de recuperação de obras de arte foi implantado no Brasil por esse homem discreto, probo, que só deixa saudades. Manter-se criador, sem egoísmo, antes dedicando-se aos outros, do passado como do presente - quantos serão capazes de realizar esse destino da maior simplicidade e pureza?"
Carlos Drummond de Andrade
ANDRADE, Carlos Drummond de. [Texto introdutório]. In: MOTTA, Edson. O pintor Edson Motta. Rio de Janeiro: MNBA, 1982. p. [3].

"A pintura de Edson Motta não se demonstra com a sofreguidão de uma 'procura' que lhe acrescentasse aspectos de surpresas ou apressadas e sucessivas mutações. Antes demonstra um 'encontrar', na proporção da experiência vivida. A obsessão da procura, ele bem o reconhecia, pode levar à atenção de um instantâneo rebrilho capaz de fazer tomar por precioso um material desprezível. É certo que no período de maior produtividade do pintor (...) nem a apreciação da crítica nem a preferência dos colecionadores lhe foram negadas. Parece-nos, porém, que o gabarito real de sua obra completa de pintor, a que se junta com realce a particular vocação de muralista, ainda está por ser conhecida. Realiza intensa produção em toda a década de trinta, com continuidade ainda muito regular na década que se segue. (...) Os anos de cinqüenta e sessenta são predominantemente dedicados à restauração, para em seguida reabilitar-se o pintor junto a seus pincéis, somando a uma pintura de cavalete, renovada em sua expressividade plástica, os murais que lhe assegurão a maestria em gênero tão pouco praticado entre nós, e com o que fará demonstração do domínio de processos pictóricos adequados, como o afresco, têmpera e o próprio óleo acomodado aos efeitos muralistas".
Quirino Campofiorito
CAMPOFIORITO, Quirino. O pintor Edson Motta. In: MOTTA, Edson. O pintor Edson Motta. Rio de Janeiro: MNBA, 1982. p. [12].

Exposições Individuais

1946 - Boston (Estados Unidos) - Individual, na Pan-American Society
1971 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria do Hotel Copacabana Palace

Exposições Coletivas

1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1930 - Nova York (Estados Unidos) - The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no Nicholas Roerich Museum
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa 
1931 - Rio de Janeiro RJ - Salão Revolucionário, na Enba 
1932 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão do Núcleo Bernardelli, na Sociedade Sul-Riograndense de Cultura
1933 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão do Núcleo Bernardelli, no Liceu de Artes e Ofícios
1933 - Rio de Janeiro RJ - Seis Artistas Studio Eros Volúsia
1934 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão do Núcleo Bernardelli, nas galerias da Enba
1934 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de bronze
1935 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão do Núcleo Bernardelli, na sede do grupo no porão da Enba
1936 - Rio de Janeiro RJ - 42º Salão Nacional de Belas Artes, no Instituto de Previdência - medalha de prata
1936 - Rio de Janeiro RJ Artista(s) Participante(s) - Salão Nacional de Belas Artes (42 . : 1936 : Rio de Janeiro, RJ) - Instituto Previdência 
1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes - menção honrosa
1937 - Rio de Janeiro RJ - 43º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes 
1938 - Rio de Janeiro RJ - 44º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1939 - Minas Gerais - Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte - 1º prêmio de pintura
1939 - Rio de Janeiro RJ - 45º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - prêmio de viagem ao estrangeiro, com a obra O Banho, exposta junto com Oferenda
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1950 - Rio de Janeiro RJ - 56º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna
1956 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Arte Moderna
1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna
1958 - Porto Alegre RS - 1º Salão Pan-Americano de Arte
1958 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1959 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

Exposições Póstumas

1982 - Rio de Janeiro RJ - Edson Motta: pinturas, no MNBA
1982 - São Paulo SP - Exposição Núcleo Bernardelli: arte brasileira nos anos 30 e 40, no Acervo Galeria de Arte
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal  
2000 - Caxias do Sul RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs 
2000 - Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs
2000 - Passo Fundo RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs
2000 - Pelotas RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs 
2000 - Santa Maria RS - Mostra Itinerante do Acervo do Margs

Fonte: Itaú Cultural