Exposição reúne 17 esculturas de Artur Pereira em SP
“É bicho, uai!”, dizia o escultor Artur Pereira (1920-2003) quando lhe perguntavam sobre o que representavam suas peças em madeira. Mas uma onça, uma ave, um cão, um tatu – o importante não é nomear a figura, defendia, a seu jeito, o artista do pequeno vilarejo de Cachoeira do Brumado (MG). A história do “bicho, uai” está contada pelo crítico Rodrigo Naves no catálogo da mostra dedicada ao artista, a ser inaugurada hoje, às 19 h, para convidados e amanhã para o público no Instituto Moreira Salles (IMS), em São Paulo. A exposição, já apresentada pelo IMS no Rio e em Poços de Caldas, reúne 17 esculturas de Pereira.
A simplificação/sofisticação das obras do escultor “aponta antes para uma natureza unitária e emotiva, anterior às classificações que as necessidades humanas nela introduziram”, continua o crítico, relacionando a arte do mineiro à do moderno romeno Constantin Brancusi. Com a exposição, se faz a oportunidade de ver um conjunto reunido de sua arte.
Artur Pereira era um dos três criadores preferidos do grande mestre do corte e dobra brasileiro, o escultor mineiro Amilcar de Castro. Desde a década de 1970, ele é reconhecido e colecionado, mas, como diz o curador da mostra do artista no Instituto Moreira Salles, Ricardo Homem, só agora se organiza a primeira retrospectiva de sua obra. “Após sua morte, o trabalho de Artur Pereira praticamente não pôde mais ser visto em lugares públicos. Permaneceu restrito a um círculo de colecionadores privados que mantém suas peças com zelo e encanto comoventes”, define o curador – mas a obra de Pereira já esteve em mostras coletivas de peso.
Cedro
Apreciador sobretudo do cedro, madeira que tinha à disposição, o artista, que antes de se dedicar à escultura trabalhou como lavrador, carvoeiro, pedreiro e carpinteiro, realizou, até 1968, peças de figuras únicas. Até começar a criar obras pelas quais um estilo mais próprio ainda se consolida, a criação de esculturas cilíndricas vazadas, curiosamente, cavadas e concretizadas em monoblocos de madeira. São suas colunas, algumas, suas ”galhadas” repletas de animais. Peças de todos os períodos, a ”leveza do mundo” criada pelo artista, figuram na mostra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Artur Pereira. Instituto Moreira Salles.
Rua Piauí, 844.
Telefone (011) 3825-2560.
13 h/19 h (sáb. e dom. até 18 h; fecha 2ª).
Grátis. Até 30/5.
A experiência fala alto. No palco em frente ao microfone, na noite do Leilão oficial e para a centenas de pessoas, que o James Lisboa mostra todo seu conhecimento sobre obras de arte, já que traz no seu currículo mais de 2.000 obras de arte leiloadas entres Pinturas, Desenhos, Esculturas, Moveis e algumas gravuras. "Cada obra tem sua história, eu mostro a essência da obra o que ela retrata e o que representa para sociedade, saber sobre a história do artista, seus conceitos técnicas de pintura a suas melhores fases, são informações preciosas para levar a Leilão e transparecer a importância da obra. Assim o cliente consegue compreender o seu valor e decidir se deve ou não adquirir a obra." 