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Waldemar da Costa

OBRAS DO ARTISTA

Waldemar da Costa - Sem Título

Sem Título

óleo sobre placa
1968
50 x 30
ass. inf. dir.

Preço: Sob Consulta

Leilão de Artes Online

BIOGRAFIA

Waldemar da Costa Guimarães (Belém PA 1904 - Curitiba PR 1982)

Pintor, professor.

Completa sua formação em Portugal, onde reside com a família a partir de 1910.  Entre 1920 e 1924, frequenta o Liceu Camões. Estuda desenho com Martinho da Fonseca e aquarela com João Alves, em 1923, e ingressa na Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa, para estudar desenho com Ernesto Condeixa e pintura com Carlos Reis, entre 1924 e 1928. Não conclui o curso em que se inscreve na Escola Superior de Belas Artes.  Muda-se para Paris, em 1928, frequenta diferentes ateliês e academias livres, e convive com Eduardo Viana, Giorgio de Chirico (1888 - 1978), Saviano de Chirico Pascin, Foujita, Gastão Worms (1905 - 1967), Candido Portinari (1903 - 1962), entre outros.  Volta ao Brasil em 1931, e reside no Rio de Janeiro até 1933. Nos três anos seguintes, afastado do meio artístico, vive em um sítio em Correias, Rio de Janeiro, e depois muda-se para São Paulo, em  1936, e monta seu ateliê numa sala do Teatro Municipal, cedida pelo Departamento de Cultura. Nessa época, inicia a atividade didática, e tem Clovis Graciano (1907 - 1998) como um de seus primeiros alunos. Com Rossi Osir (1890 - 1959) e Vittorio Gobbis (1894 - 1968), funda a Família Artística Paulista - FAP, em 1937, e passa a dirigi-la dois anos depois. Torna-se professor no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, em 1938, e dá aulas para Hermelindo Fiaminghi (1920 - 2004) e Lothar Charoux (1912 - 1987).  Nos anos 1950, afasta-se mais uma vez do meio artístico, e muda-se para um sítio em Pedra Bonita, interior do Estado de São Paulo. É contratado pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1954, para dar aulas de pintura. Retorna a Portugal em 1956, leciona em diversas instituições, entre as quais o Círculo de Belas Artes da Associação Acadêmica de Coimbra, entre 1960 e 1966. Em 1960, é contratado pelo setor cultural da Embaixada do Brasil. Dois anos depois, segue para a Itália como bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian. Volta ao Brasil em 1963, reside em São Paulo, em Macaé,  Rio de Janeiro, de 1976 a 1980, e em Curitiba, de 1980 a 1982.

Comentário Crítico

O nome de Waldemar da Costa está ligado aos grupos artísticos atuantes nas décadas de 1930 e 1940 na cidade de São Paulo. Sua estreita relação com a Família Artística Paulista - FAP e com os salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e a premiação em dois salões da Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam são alguns traços evidentes de sua proeminência no cenário artístico do período, em função de sua obra e atuação. Seu perfil pode ser assim aproximado ao de outros artistas que, como ele, se beneficiam das conquistas estéticas do modernismo, mas que se valem também das contribuições da arte tradicional. Mas, a esses legados, Costa combina outros e, nesse sentido, desenha um percurso singular no interior da arte brasileira. Sua formação passa pelo aprendizado do ofício nas instituições portuguesas - de feitio mais clássico e conservador - e pela experiência em Paris, onde tem contato com as mais diferentes expressões das vanguardas. Os críticos chamam a atenção para o modo como ele se apropria de tendências díspares: a pintura "mental" de Paul Cézanne (1839 - 1906), as composições com base em cores simples de Othon Friesz (1879 - 1949), as áreas de cores justapostas utilizadas por Pierre Delaunay (1885 - 1941) e a abstração lírica de Wassily Kandinsky (1866 - 1944).

Menos do que uma indecisão entre perspectivas diversas, a obra de Costa permite aferir os rendimentos de uma formação híbrida, realizada em diversos centros. A figuração é sua opção preferencial até os anos 1950, quando ensaia retratos, naturezas-mortas e paisagens. Nota-se o equilíbrio harmonioso de formas e cores, associado ao tratamento lírico dos temas. No fim da década de 1950, o compromisso com as construções geométricas se evidencia, ganhando destaque na década posterior. De qualquer modo, a figuração jamais é abandonada, voltando a ocupar lugar importante na obra da maturidade.

Acervos

Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil - São Paulo SP
Biblioteca Municipal Mário de Andrade - São Paulo SP
Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP - São Paulo SP
Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP - São Paulo SP
Museu Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa (Portugal)
Museu Nacional de Belas Artes - MNBA - Rio de Janeiro RJ

Críticas

"O pintor conseguiu passar nesses tempos da década de trinta com galhardia conquistada em Paris - a celebrada aura de Montmartre deixou-lhe alguma coisa de refinado, que palpita à maneira de Cézanne ou de Emile Othon-Friesz, como já se disse dele. Na sua adesão à nova visão provinda do neo-realismo que emergiu do cubismo e do expressionismo, não há extravagâncias. Ele tinha profundidade, e muito sua, verificável em qualquer destas figuras. Waldemar da Costa parece-nos ter sofrido, multiplicadamente, o desgarramento de quem não se fixava num meio. (...) Passou a guerra e vieram acontecimentos como os Museus de Arte, a Bienal, e as exposições do Figurativismo ao Abstracionismo. Nessa emergência, a preocupação de Waldemar da Costa com a abstração passa aos esquemas das figuras. Dez anos depois dessa segunda guerra mundial, Waldemar da Costa regressa à Europa, fixa-se em Portugal, já inteiro na construção geométrica dos espaços, diz-nos um crítico: Lind. Este mesmo é quem põe em relevo sua atuação desde 1956 em Lisboa, sua influência sobre os jovens não figurativos, e, além das exposições que realizou, seu trabalho na Associação Acadêmica de Coimbra, onde era professor ajudando ´a quebrar a resistência da burguesia portuguesa contra a arte abstrata´. Em 1962, é consequência dessa vital atuação, a maioria dos pintores abstratos na Segunda Exposição Gulbenkian. Em 1962, Waldemar da Costa abraçara o geométrico. Filtrara seu desenho e sua forma através de um momento barroco-abstrato, e agora se dispunha ao que hoje é a sua pintura".
Geraldo Ferraz
RETROSPECTIVA Waldemar da Costa: exposição homenagem ao mestre. Apresentação de Geraldo Ferraz. São Paulo: MAM, 1972.

Exposições Individuais

1930 - Lisboa (Portugal) - Primeira individual, na Galeria Bobone
1932 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Palace Hotel
1935 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Palace Hotel
1944 - São Paulo SP - Individual, no Ateliê de Clóvis Graciano
1947 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Itapetininga
1956 - Lisboa (Portugal) - Individual, no Secretariado Nacional de Informação
1959 - Coimbra (Portugal) - Individual, na Associação Acadêmica
1961 - Madri (Portugal) - Individual, na Sala Abril
1961 - Lisboa (Portugal) - Retrospectiva 30 Anos de Pintura de Waldemar da Costa promovida pela embaixada brasileira
1961 - Porto (Portugal) - Retrospectiva 30 Anos de Pintura de Waldemar da Costa promovida pela embaixada brasileira
1961 - Coimbra (Portugal) - Retrospectiva 30 Anos de Pintura de Waldemar da Costa promovida pela embaixada brasileira
1963 - São Paulo SP - Individual, no Masp
1964 - Lisboa (Portugal) - Individual, na Galeria de Arte da Livraria Divulgação
1966 - Aveiro (Portugal) - Despedida de Portugal, na Galeria Borges
1966 - Coimbra (Portugal) - Despedida de Portugal, na Sala Primeiro de Janeiro
1966 - Lisboa (Portugal) - Despedida de Portugal, na Galeria Diário de Notícias
1967 - São Paulo SP - Retrospectiva, na Galeria Astréia
1969 - São Paulo SP - Retrospectiva, na Galeria Astréia
1969 - Santos SP - Waldemar da Costa: pinturas, na Galeria de Arte Centro Cultural Brasil-Estados Unidos
1972 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAM/SP
1973 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Cosme Velho
1973 - Brasília DF - Individual, na Galeria Múltipla
1978 - Belém PA - Individual 50 Anos de Pintura, no cinquentenário do Teatro da Paz
1981 - Curitiba PR - Individual, no MAC/PR

Exposições Coletivas

1927 - Lisboa (Portugal) - Primeira exposição ao lado de José Tarrago
1930 - Lisboa (Portugal) - 1º Salão dos Independentes
1930 - Paris (França) - 41ª Exposição da Sociedade de Artistas Independentes
1931 - Lisboa (Portugal) - 2º Salão dos Independentes
1931 - Paris (França) - 42ª Exposição da Sociedade de Artistas Independentes
1931 - Rio de Janeiro RJ - Salão Revolucionário, na Enba
1935 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Arte Social, no Clube de Cultura Moderna
1936 - São Paulo SP - Joaquim Figueira e Waldemar da Costa, no Palácio das Arcadas
1937 - Belém PA - 1º Salão Paulista de Pintura
1937 - Fortaleza CE - 1º Salão Paulista de Pintura
1937 - Rio de Janeiro RJ - Mostra da Família Artística Paulista
1937 - São Paulo SP - 1º Salão da Família Artística Paulista, no Esplanada Hotel de São Paulo
1937 - São Paulo SP - 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo
1939 - São Paulo SP - 2º Salão da Família Artística Paulista, no Automóvel Clube
1939 - São Paulo SP - 5º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1941 - Rio de Janeiro RJ - Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes - medalha de bronze
1941 - São Paulo SP - 1º Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, no Parque da Água Branca
1942 - São Paulo SP - 7º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes. Divisão Moderna, no MNBA - medalha de prata
1944 - São Paulo SP - 8º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1944 - São Paulo SP - 9º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1944 - São Paulo SP - Exposição de Pintura Moderna Brasileira-Norte-Americana, na Galeria Prestes Maia
1946 - São Paulo SP - 10º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1947 - São Paulo SP - 11º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1948 - São Paulo SP - 12º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Domus
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1951 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Moderna
1952 - Rio de Janeiro RJ - Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1952 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Moderna
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo
1954 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - pequena medalha de prata
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - pequena medalha de ouro
1957 - Lisboa (Portugal) - 1ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, na Fundação Calouste Gulbenkian
1957 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1958 - Évora (Portugal) - Representa o Brasil na Missão Internacional de Arte Évora
1958 - Lisboa (Portugal) - 1º Salão de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes
1959 - Lisboa (Portugal) - 2º Salão de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes
1960 - Lisboa (Portugal) - 3º Salão de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes
1961 - Lisboa (Portugal) - 4º Salão de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes
1962 - Lisboa (Portugal) - 5º Salão de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes
1962 - Madri (Espanha) - Pintura Brasileña Contemporânea
1963 - Lisboa (Portugal) - 6º Salão de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC - grande medalha de ouro
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1970 - São Paulo SP - 1970, na Pinacoteca do Estado
1970 - São Paulo SP - 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - Retrospectiva Waldemar da Costa: homenagem ao mestre, no MAM/SP
1973 - São Paulo SP - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1975 - São Paulo SP - 13ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1976 - São Paulo SP - Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São 
Paulo, no Museu Lasar Segall
1977 - São Paulo SP - Os Grupos: a década de 40, no Museu Lasar Segall
1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP

Exposições Póstumas

1984 - Fortaleza CE - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas
1984 - Rio de Janeiro RJ - Salão de 31, na Funarte
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1993 - Cascavel PR - Integração do Conesul Mostra de Artes Plásticas, no Espaço Cultural da Prefeitura Municipal
1993 - Rio de Janeiro RJ - Integração do Conesul Mostra de Artes Plásticas, no Instituto Cultural Brasil Argentina
1993 - São Paulo SP - Integração do Conesul Mostra de Artes Plásticas, no Centro Cultural São Paulo
1996 - São Paulo SP - Matemática, Realidade e Estética: Microships e Arte Moderna, no MAC
1998 - Rio de Janeiro RJ - Imagens Negociadas: retratos da elite brasileira, no CCBB
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ
2001 - São Paulo SP - Coleção Aldo Franco, na Pinacoteca do Estado
2002 - São Paulo SP - Modernismo: da Semana de 22 à seção de arte de Sérgio Milliet, no CCSP
2003 - Belém PA - 22º Salão Arte Pará, no Museu do Estado do Pará

Fonte: Itaú Cultural

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