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Sérgio Vieira Cardoso

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BIOGRAFIA

Sérgio Vieira Cardoso (Manaus AM 1954)

Pintor, dramaturgo.

Autodidata começa a pintar na década de 1970. Sua obra é marcada pela denúncia social. Profundamente influenciado por sua região de origem, denuncia a destruição da natureza. Bacharel em direito, faz a pós-graduação em administração de projetos culturais no Rio de Janeiro, em 1979. Nesse ano expõe na mostra Artistas Amazonenses, realizada no Paço das Artes, em São Paulo. Em 1981 mora em Caracas, Venezuela, onde faz doutorado em administração de serviços culturais no Centro Latino-Americano do Caribe de Desenvolvimento Cultural. De volta a Manaus, além de participiar de exposições e mostras, atua como coordenador de assuntos culturais na Secretaria de Educação e Cultura do Amazonas de 1981 a 1991. Trabalha também como diretor superintendente da Televisão Educativa do Amazonas em 1987 e como superintendente cultural do Estado entre 1990 e 1991. É ligado ao grupo de artistas amazonenses surgido na década de 1980. Participa das exposições Artistas Contemporâneos do Amazonas, no Museu de Arte Brasileira - MAB/Faap, São Paulo, e Verde Conteporâneo, no Salão Grandjean de Montigny, Rio de Janeiro, ambas em 1989.

Críticas

"Um passeio ao inferno do desamor nas linhas da montagem da free zone. É onde nos leva Sérgio através de seus quadros, impregnados de tormento, revolta e denúncia social. Sua imaginação e fantasia reúnem, em grandes quebra-cabeças, o nosso mundo fragmentário. Há uma soma de vivências passadas e presentes. Com humor e sensualidade, mostra o cruel humano Destructions & Situations que espalha o a que estamos sendo levados".
Rita Loureiro
LOUREIRO, Rita. In: GALERIA RODRIGO M. F. DE ANDRADE. Morte no Amazônia Ars Saloon: catálogo, Rio de Janeiro, 1983.

"A exuberância e a inquietação Amazônica são refletidas nas vistas aéreas da arquitetura paisagística dos trabalhos de Sérgio Vieira Cardoso, confirmando a definição de Arte, como sendo uma especial relação entre o homem e o meio. Espaço, luz, cor e matéria formam o denominador comum deste artista de Manaus, cuja luta quixotesca, talvez não apresente uma Amazônia como ele sonha e sim como o poder econômico determine. (...) A arte de Sérgio Vieira Cardoso nos leva ao silêncio da selva, livre da depredadora civilização humana".
Walter Dominguez
LUNAMATA de Sérgio Vieira Cardoso. Apresentação de Paulo Herkenhoff. Texto de Walter Dominguez e Sérgio Vieira Cardoso. São Paulo: Pinacoteca do Estado - Galeria Papel do Papel, 1989.

"Há na Amazônia grupos de artistas sobretudo em Manaus e Belém, que buscam encontrar na própria região, o sentido de sua produção, o que não deve ser confundido com a idéia de uma arte hermética no seu auto-referenciamento. Para alguns é uma produção desenvolvida a partir da intenção da herança visual popular, como um viés antropológico (Emanuel Nassar, Otoni Mesquita, Luis Braga, Margalho e Hélio Melo). Noutros momentos existe uma busca de interpretação plástica de outros aspectos fenomenológicos da Amazônia, sua espacialidade, seu tempo e suas condições naturais, (como em Jair Jacqmont, em certos momentos Osmar Pinheiro e Jader Rezende). É nesse quadro que se inscreve a produção de Sérgio Vieira Cardoso, como um trânsito entre as duas tedências e campos de questões: espacialidade - mapa - cor - terra - água - vegetação, jogos e ritmos visuais - arrumação das toras de madeiras para o transporte pelo rio".
Paulo Herkenhoff
LUNAMATA de Sérgio Vieira Cardoso. Apresentação de Paulo Herkenhoff. Texto de Walter Dominguez e Sérgio Vieira Cardoso. São Paulo: Pinacoteca do Estado - Galeria Papel do Papel, 1989.

Depoimentos

"Imagens de um filme que já vi e vejo sempre, no lugar onde vivo, mesmo assim penso que ao início da mostra devem ser superpostas as legendas: ?Esta é uma obra de mentirinha mesmo.?

Uma exposição dobre uma exposição.

Visões essencias de um estranho ato cultural amazonense.

Uma exposição contra a morte da arte e de artistas.

Minha tensão, minha angústia.

Minha esperança de que um dia seja reconhecido como artista contributivo ao produto cultural artístico bruto deste país, como pessoas de minha gente e terra amazonense.

Deus me ajude a ser original, nesta versão global de um melodrama pictórico, onde se quebrem fecundos remos multiexistenciais rasgando os rios e as veias do meu ser quase cultural.

Penso que aí vão impressões de um artista que sabe que a tinta e a base não são bem estas, são outras, feitas da batureza mais íntima do meu povo, mas as imagens são?"
Sérgio Vieira Cardoso
CARDOSO, Sério Vieira. In: GALERIA RODRIGO M. F. DE ANDRADE. Morte no Amazônia Ars Saloon: catálogo, Rio de Janeiro, 1983.

Exposições Individuais

1977 - Manaus AM - Individual, no Teatro Amazonas
1977 - Manaus AM - Manaós Compartimentis, no Teatro Amazonas
1979 - Manaus AM - Os Artistas, no Teatro Amazonas
1979 - Rio de Janeiro RJ - Mapas Compartimentis, na Livraria Noa Noa
1983 - Rio de Janeiro RJ - Morte no Amazônia Ars Saloon, na Galeria Rodrigo de Melo Franco de Andrade/Funarte
1987 - Manaus AM - A Simples Passagem do Rio, na Galeria Afrânio de Castro
1989 - Manaus AM - Cultistories, na Galeria de Arte do Espaço Cultural
1989 - São Paulo SP - Lunamata, na Pinacoteca do Estado. Galeria Papel do Papel
1989 - Manaus AM - Lunamata, na Pinacoteca do Estado
1991 - Manaus AM - Planos e Plenas Paisagens, na Pinacoteca do Estado
1994 - Manaus AM - Mapas y otras queridas pinturas, na Sala Cláudio Santoro Amazonas Shopping
1994 - Manaus AM - Cinema de caixa e papel, no Centro de Artes da Universidade do Amazonas
1994 - Manaus AM - Composições, no Centro de Artes Chaminé
1995 - Manaus AM - Os sapatos do Cavaleiro da Lua, no Centro de Artes Chaminé
1997 - Manaus AM - Sinaes y Seguimentos, no Centro de Artes Chaminé
2000 - Manaus AM - Krônicas, no Centro Cultural Palácio do Rio Negro
2000 - Manaus AM - Asas/Florestas de Bizâncio, na Galeria de Arte do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos
2005 - Manaus AM - Cartas do Rio negro, na Galeria de Arte ICBEU
2005 - Manaus AM - CINEMAMEU, na Galeria do Largo de São Sebastião
2008 - Manaus AM - Quatro Tempos, na Galeria do ICBEU

Exposições Coletivas

1975 - Manaus AM - Expo-Eucarístico, na Fundação Cultural do Amazonas - Prêmio Expo-Eucarístico
1979 - São Paulo SP - Artistas Amazonenses, no Paço das Artes
1981 - Rio de Janeiro RJ - 4° Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5° Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1982 - Belo Horizonte MG - 14° Salão Nacional de Arte, no MAP
1982 - Belém PA - Coletiva de Amazonenses, no Teatro da Paz
1983 - São Paulo SP - Feira de Arte Brasileira, na Fundação Bienal
1983 - Recife PE - Artistas Amazonenses, na Galeria Massagana
1983 - Brasília DF - Coletiva de Amazonenses, no Memorial JK
1984 - Rio de Janeiro RJ - 7° Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8° Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ - prêmio de viagem ao país
1985 - Rio de Janeiro RJ - Caligrafias e Escrituras, na Funarte
1985 - São Paulo SP - 3° Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
1986 - Belém PA - 9° Salão Nacional de Artes Plásticas, no Museu de Arte da Universidade do Pará
1986 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Grandes Prêmios do 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, na Funarte
1987- Belém PA - Cartas da Amazônia, na Galeria Elf
1987 - Manaus AM - Casas e artistas, na Galeria Afrânio de Castro
1988 - Belém PA - 7° Arte Pará, na Fundação Rômulo Maiorana - prêmio aquisição
1989 - São Paulo SP - Artistas Contemporâneos do Amazonas, no MAB/Faap
1989 - São Paulo SP - Pintores, na Pinacoteca do Estado
1989 - Rio de Janeiro RJ - Verde Conteporâneo, no Salão Grandjean de Montigny
1990 - Manaus AM - Coletiva de Artistas do Amazonas, na Pinacoteca do Estado
1991 - Manaus AM - 10º Zonarte, no SESC Manaus
1992 - Manaus AM - Mostra de Abertura do Centro de Artes Chaminé, no SESC Manaus
1993 - Manaus AM - Coletiva, no Centro de Artes Chaminé
1996 - Manaus AM - Coletiva, no Amazonas Shopping
1996 - Manaus AM - Coletiva, no Sesc
2000 - Campinas SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. O Olhar em Movimento, no Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. O Olhar em Movimento, na Galeria Itaú Cultural
2005 - Manaus AM - Cartas do Rio Negro, na Galeria de Arte do Instituto Cultural Brasil
2008 -  Belém PA - Mostra Final do 26º Arte Pará Fundação Rômulo Maiorana, no Museu Histórico do Estado do Pará

Fonte: Itaú Cultural

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