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Sérgio de Moraes

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BIOGRAFIA

Sérgio de Moraes (São Paulo SP 1951)

Gravador e professor.

Em 1973, cursa gravura com Evandro Carlos Jardim na Faculdade Armando Álvares Penteado, em São Paulo. Gradua-se em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1978. Mantém grupos de estudo de desenho e gravura com Rubens Matuck, Gregório Gruber, Márcio Périgo e Nori Figueiredo. Com este último, estabelece em 1983 um círculo de gravura, que pretende difundí-la por meio da edição de álbuns. Participa da organização de exposições, como Mafuá Sincrético, no Centro Cultural São Paulo - CCSP, em 1983, e Jovem Arte Brasileira - Seleção Prêmio Unesco, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 1993. De 1990 a 1991, leciona no Núcleo de Gravura da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo. Em 1990 lança, com Renina Katz e Nori Figueiredo, álbum que reúne litografias, metais e linoleogravuras. Em 1997, lança álbum de linoleogravura, técnica a qual se dedica quase que exclusivamente. Inventa a politipia - subclasse da linoleogravura, composta pela sobreposição de impressões parciais, técnica utilizada em álbum lançado em 1998.

Críticas

"Desenhista e gravador, Sérgio de Moraes dedica-se essencialmente à linoleogravura e à politipia, sua invenção recente. A primeira linoleogravura de Sérgio é de 1980, quando a técnica passa a absorvê-lo quase inteiramente. Com Nori Figueiredo, estabelece em 1983 um círculo de gravura, que visa difundi-la. Em 1990, com Renina Katz e Nori Figueiredo, lança álbum que reúne, respectivamente, litografias, metais e linoleogravuras. Álbum de linoleogravuras individual do artista data de 1997, enquanto outro, de politipias, aparece em 1998. Embora pouco trabalhada atualmente em artes gráficas, a linoleogravura resiste, mais ainda, cresce, em Sérgio de Moraes: demonstrando as suas muitas possibilidades, ele renova-a decisivamente, pois a faz transpor o campo das técnicas rígidas e restritas para o das flexíveis e complexas. Próximo da direção picassiana na aplicação de cores em uma única matriz, Sérgio entretanto não despreza a outra direção, na medida em que combina impressões e regravações de mais matrizes, que lhe permite atingir resultados relevantes na técnica, como a variação da densidade das tintas ou a atenuação da rigidez dos recortes. Por isso, a linoleogravura torna-se, em Sérgio, técnica pictórica, pois colorista nos efeitos tirados de muitas impressões e gravações que jogam com a cor, assim como na atividade múltipla do suporte, entretela, que, a um tempo retendo e tamisando as tintas diferencialmente, estende ainda mais a gama das cores e a densidade da matéria. Tendendo as linoleogravuras anteriores de Sérgio ao recorte que aprisiona a forma e a cor, a politipia, invenção sua que provém da pesquisa linoleográfica, produz, retroativamente, reconcepção do sentido da gravura. O colorismo resultante da sobreposição tamisada das impressões ainda decorre da liberdade a ela essencial na adoção, pela gravura, do aleatório operante na politipia. Pois, rompendo com o rigor seqüencial da impressão do linóleo, a própria noção de projeto gráfico se torna flexível, de sorte que o recorte, como preconcepção e resultado, ao dar passagem à gravação colorista, inclui, no campo gráfico, gesto, que, estranho à prensa, estoura como imprevista gargalhada. A politipia difere da linoleogravura conquanto dela derive como captura de restos de impressão linoleográfica. A politipia pertence ao conjunto de obras irrepetíveis, no que tende à monotipia. Contudo, esta tem na unicidade do simultâneo entintado o seu princípio, enquanto a politipia é um único de várias impressões sobrepostas no resultado, singular em cada obra. Vizinha da serigrafia, a politipia também pressupõe tamisamento, mas não predeterminado como uso de recortes e rodos, uniformizadores do resultado. Retendo o acaso no processo gráfico, a politipia surgiu de observação casual de efeitos secundários na impressão de linoleogravuras, cuja execução requer a proteção do feltro da prensa com papel vedante, tornado, como notou Sérgio, um segundo suporte, indireto, a receber os restos de tintas que atravessam a entretela na qual se imprime o linóleo. Recolhendo o que prolifera como acaso, o suporte da politipia retém os acidentes da impressão, como os gerados das desigualdades da pressão na prensa, da saturação e viscosidade diferenciadas das tintas, enfim, dos efeitos que expõem espectro de resultados amplo, que requer seleção, por parte de Sérgio, dos exemplares exponíveis. Como a politipia, a linoleogravura se amplia como técnica e humor: a sisudez fechada, que calcula no projeto de recortes, escancara-se na boca como colorismo ridente".
Leon Kossovitch - 1999
GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. 270 p. il. color. p.58.

Acervos

Museo Nacional de Arte - La Paz (Bolívia)
Gabinete de Estampas da Prefeitura de São José dos Campos - São José dos Campos SP
Pinacoteca Municipal de São Bernardo do Campo - São Bernardo do Campo SP
Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul - São Caetano do Sul SP

Exposições Individuais

1976 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Pueblo
1981 - São Paulo SP - Individual, na IAB/SP
1987 - São Paulo SP - Individual, no TBC Espaço de Arte
1987 - São José dos Campos SP - Individual, na Galeria do Sol
1991 - São Paulo SP - Individual, no Espaço Cultural Santa Cecília do Metrô
1995 - São José dos Campos SP - Individual, na Galeria do Sol
1999 - São Paulo SP - Individual, no IEB/USP

Exposições Coletivas

1976 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Paço das Artes
1978 - São Paulo SP - 1ª Mostra Nova da Galeria de Artes Shopping News
1979 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1979 - São Bernardo do Campo SP - 8º Salão de Agosto da Associação São-Bernardense de Artes - medalha de bronze
1979 - São Caetano do Sul SP - 10º Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul - prêmio aquisição
1980 - São Bernardo do Campo SP - 23º Salão de Arte de São Bernardo do Campo
1981 - Santos SP - 8º Salão de Arte Jovem
1982 - São Paulo SP - Nossa Gente, no Masp
1985 - Campinas SP - 12º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1985 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
1986 - Curitiba PR - 7ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba
1991 - La Paz (Bolívia) - Arte Latino-americana Contemporáneo, na Casa da Cultura
1991 - São Paulo SP - Exposição em conjunto com Nori Figueiredo, no Espaço Cultural da CEF
1991 - Washington (Estados Unidos) - Five Printmakers from São Paulo, na Art Gallery of the Brazilian-American Cultural Institute
1992 - Seul (Coréia do Sul) - Seul IAA Commemoration Exhibition
1994 - São José dos Campos SP - 1ª Bienal de Gravura de São José dos Campos
1994 - São Paulo SP - 2º Encontro Regional de Artes Plásticas da América Latina e Caribe da Aiap -Unesco, no Sesc Pompéia
1994 - São Paulo SP - Gravuras: sutilezas e mistérios, técnicas de impressão, na Pinacoteca do Estado
1996 - Capivari SP - Sérgio de Moraes, Maria Bonomi, Renina Katz e Nori Figueiredo, no Espaço Cultural Tarsila
1997 - São Paulo SP - Xilogravuras Linoleogravuras, no Espaço Cultural Banespa Patriarca
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural

Fonte: Itaú Cultural

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