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Rosa Gauditano

OBRAS DO ARTISTA

Rosa Gauditano - Menina Carajá

Menina Carajá

impressão fine-art sobre papel algodão
1989

ass. inf. dir.

Preço: Sob Consulta
Rosa Gauditano - Yanomami com Beija-for

Yanomami com Beija-for

impressão fine-arte sobre papel algodão
1991
33 x 45 cm
ass. inf. dir.

Preço: Sob Consulta

BIOGRAFIA

Rosa Gauditano (São Paulo SP 1955)

Fotógrafa.

Entre 1974 e 1975, Rosa Jandira Gauditano estuda jornalismo na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, em São Paulo. Começa a fotografar profissionalmente em 1977, para o jornal Versus, e torna-se editora de fotografia do periódico. No início dos anos 1980, leciona fotojornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP e atua como freelancer em diversas publicações. Nesse período, realiza ensaios fotográficos com crianças que vivem nas ruas da capital paulista e inicia a documentação de festas populares religiosas no Brasil. Em 1984, trabalha no jornal Folha de S. Paulo e, em 1985 e 1986, na revista Veja. Recebe Prêmio Abril de Fotojornalismo em 1986. No ano seguinte, funda a Agência Fotograma Fotojornalismo e Documentação, com Ed Viggiani (1958) e Emidio Luisi (1948). Estabelece, em 1989, seu primeiro contato com povos indígenas em Altamira, Pará, e, a partir de então, documenta comunidades de índios karajás, kayapós, tucanos, yanomamis, xavantes, guaranis e pankararus. É autora dos livros Índios. Os Primeiros Habitantes, 1998, Raízes do Povo Xavante, 2003, e Festas de Fé, 2004. Desde 1997, dirige a agência StudioR, trabalhando nas áreas de publicidade, jornalismo e documentação. Em 2004, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco, cria a organização não-governamental Nossa Tribo, dedicada a projetos voltados a nutrição infantil, edição de livros e postais.

Comentário Crítico

O trabalho de Rosa Gauditano está diretamente vinculado a sua preocupação com a divulgação de tradições culturais e ao engajamento pessoal em causas indígenas. Seus principais ensaios enfocam festas folclóricas e religiosas, como a do bumba-meu-boi, no vale do Pindaré, Maranhão, e a Festa do Divino, em Pirenópolis, Goiás, e documentam aspectos do cotidiano de povos indígenas em diferentes regiões do Brasil.

Nas fotos de festividades, os enquadramentos são frontais e as cores saturadas são, em parte, conseqüência da luz natural intensa e chapada. A dimensão estética das imagens pertence, sobretudo, ao próprio referente - aos bordados, brilhos e adereços, à mistura de tecidos, estampas e cores próprias das indumentárias usadas nas procissões.

O caráter descritivo também predomina nos registros de índios, em que Rosa Gauditano focaliza aspectos de seu dia-a-dia (afazeres domésticos, artesanato, caça, brincadeiras infantis, rituais etc.) e mostra índices que explicitam o contato das tribos com a cultura dos brancos: mulheres índias usando sutiã, tampas de refrigerante incorporadas a adereços, roupas e objetos industrializados. As fotos ratificam a imagem do "bom selvagem", característica da iconografia romântica da segunda metade do século XIX. Nelas não há conflitos, os índios aparecem em harmonia entre si e com a natureza. Essa interpretação ganha conotação política, pois confere uma visibilidade positiva a populações que têm seus direitos freqüentemente negligenciados.

Críticas

"O olhar contemporâneo sobre esse mundo das festas muitas vezes fica limitado ao exótico, ao folclórico ou então, no extremo oposto, transforma-se numa documentação fria de rigor antropológico. Rosa Gauditano freqüenta estas festas populares de longa data e tem familiaridade com eventos de diferentes regiões. Isto lhe permite uma cumplicidade emocional com os participantes destes jogos, danças, procissões ou cerimônias religiosas. É o carinho e o respeito pelos tipos humanos e pelas situações de rito que fazem com que as suas imagens ainda mostrem a dignidade de um tempo quase perdido. No entanto, graças a essas fotos, é possível descobrir que ainda pulsa pelo interior do Brasil a crença em verdades ancestrais".
Casimiro Xavier de Mendonça
Catálogo da exposição Cores e Festas na Galeria Alliance Française

Depoimentos

"O meu principal trabalho em fotografia é fazer a documentação deste país tão desconhecido para nós. Atualmente tenho trabalhado resgatando a cultura indígena de diversos povos através do Brasil. Acredito que a fotografia é uma arma poderosa para fazer o elo de comunicação entre o nosso povo tão pouco informado sobre a sua própria realidade".

Acervos

Coleção Pirelli/Masp de Fotografias - São Paulo SP

Exposições Individuais

1998 - São Paulo SP - Chunhantãs: mulheres indígenas, no Sesc Itaquera
2003 - São Paulo SP - Raízes do Povo Xavante, no Conjunto Cultural da Caixa
2003 - São Paulo SP - Individual, no Conjunto Cultural da Caixa

Exposições Coletivas

1978 - São Paulo SP - Impressões de Viagem, Imagem e Ação
1979 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Mostra de Fotografia, na Funarte. Galeria de Fotografia
1984 - Roma (Itália) - Firmato Donna
1984 - São Paulo SP - São Paulo 1984, na Banca Commerciale Italiana
1984 - São Paulo SP - São Paulo Gigante e Int., no CCSP
1985 - São Paulo SP - Auto-Retrato Brasil, na Fundação Bienal
1986 - The City of São Paulo, no Brasilian Institute
1988 - Milão (Itália) - 17ª Trienal de Milão
1989 - São Paulo SP - Festa do Divino de São Luís Paraitinga, no Sesc Pompéia
1989 - São Paulo SP - Imagens de São Paulo, no Masp
1991 - Florianópolis SC - Cores e Festas
1991 - São Paulo SP - Cores e Festas, na Aliança Francesa
1992 - São Paulo SP - Povos Indígenas, no Núcleo Cultura Indígena
1993 - São Paulo SP - 3ª Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, no Masp
1993 - São Paulo SP - Imagens do Cotidiano Indígena, na Aliança Francesa
1995 - São Paulo SP - Contatos e Confrontos: o índio e o branco, no MIS/SP
1996 - Bogotá (Colômbia) - Imagenes de Brasil. Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, na Casa do Brasil
1996 - Buenos Aires (Argentina) - Imagenes de Brasil. Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, no Museo Nacional de Bellas Artes
1996 - Caracas (Venezuela) - Imagenes de Brasil. Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, no Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofía Imber
1996 - Curitiba PR - 1ª Bienal Internacional de Curitiba, no Solar do Barão
1997 - São Paulo SP - Nossa Tribo, na Casa Fuji de Fotografia
1998 - São Paulo SP - Amazônicas, no Itaú Cultural
2004 - São Paulo SP - Canção do Dia de Sempre, no Memorial da América Latina

Fonte: Itaú Cultural

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