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Ronaldo do Rego Macedo

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BIOGRAFIA

Ronaldo do Rego Macedo (Rio de Janeiro RJ 1950)

Pintor e professor.

Inicia sua formação artística em 1969 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, onde estuda com Ivan Serpa e Anna Bella Geiger. Entre 1971 e 1975, trabalha no serviço de monitoria do MAM/RJ. Participa em 1973 da 12ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1975, faz sua primeira individual, na Fundação Cultural, em Brasília, e recebe o prêmio aquisição do Salão de Verão JB/Light, no MAM/RJ. Passa a lecionar história da arte no Centro Universitário Profissional - CUP, no Rio de Janeiro, em 1978. Atua como diretor, em parceria com outros artistas, da Galeria do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB, no Rio de Janeiro, durante o ano de 1981. Leciona, entre 1981 e 1986, na Faculdade do Centro Educacional de Niterói - Facen. De 1982 a 1989, dirige, com Ascânio MMM (1941), a Galeria do Centro Empresarial Rio. Participa da sala especial Em Busca da Essência: Elementos da Redução na Arte Brasileira, na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987. É professor de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro desde 1977.

Comentário Crítico

A partir dos anos 1980, Ronaldo do Rego Macedo produz telas abstratas, nas quais aborda questões relacionadas à própria natureza da pintura. Grande parte de sua produção tende ao monocromático ou apresenta uma gama cromática reduzida. Em algumas obras realiza cortes na superfície do suporte, aproximando-se também da produção do pintor e escultor italiano Lucio Fontana (1899 - 1969). Em outras pinturas, as superfícies, pelas repetidas camadas de tinta aplicadas, revelam uma vibração luminosa que evoca a produção de artistas como pintor americano Mark Rothko (1903 - 1970): o uso da cor cria atmosferas e possui também um caráter simbólico.

Em suas obras, Macedo explora o confronto entre a sobreposição de diversos planos cromáticos e a superfície pictórica. O pintor deixa constantemente margens brancas entre o limite do suporte e o do campo de cor, determinando o limite de autonomia do quadro. Para o historiador da arte Walter Zanini, sua produção relaciona-se ainda com as premissas do support-surface.

Críticas

"Pintor, enquadra-se com perfeição nas problemáticas levantadas e discutidas pelos ´color field painters´ Still, Rothko e também por Ad Reinhardt. Seu prazer é a pintura, o gesto do fazer, a materialidade da tinta, as possibilidades da cor, soterrada por camadas e mais camadas de tinta, sempre deixando um leve registro desse processo. Permite, porém, ao seu campo de cor flutuar, girar, sair de sua bidimensionalidade, projetando-o virtualmente para o espaço, o que causa um desequilíbrio em relação ao suporte. Uma margem branca entre os limites do suporte e o campo de cor determina o limite da autonomia do quadro. Ligia Canongia observou a respeito de Ronaldo que seu espaço ´(...) visa gerar, por uma grande economia de meios, maior densidade em seus fins. A pintura trata, em última instância, de uma redimensão da cor (ou dos planos de cor) em sua relação travada no interior da superfície como área base ou no interior de si mesma, enquanto corpo´. (...) Para Ronaldo, o pintar também é um exercício de autodisciplina, um caminhar, um processo de auto-aperfeiçoamento. Ele apreende domístico, do I Ching, do Tarô, a questão do positivo-negativo, doYang e do Yng, do todo que é o caminho da vida".
Maria Izabel Branco Ribeiro
EM BUSCA da essência: elementos de redução na arte brasileira. Apresentação de Sheila Leirner. Texto de Gabriela S. Wilder. São Paulo: Fundação Bienal, 1987. (XIX Bienal Internacional de São Paulo, 1987).

"Ronaldo (...) quer abrir armadilhas às certezas do nosso olhar. Parte da precisão de quadrados e retângulos, mas os modula, uns dentro dos outros, numa estrutura em que se fundem a correção e a incorreção, a régua e o resíduo. Modulando, igualmente, o contato da tinta com a tela (toque leve e ligeiro para não lhe perturbar a imensidão do silêncio) e limitando essa região vibrátil por uma brusca ausência de cor nos bordos, ele retoma a questão do espaço metafórico, implícita na simples existência do´quadro´, e a conjuga no diálogo com todo o espaço em torno. Apesar da vibração da cor-matéria e do calor posto na ocupação do espaço, houve sempre um ar de sombra, de abertura ao fantasma, na luz que lhe banha a pintura. Espectro de porta, de sucessão deportas, crescendo e se multiplicando, virando parede e virando muralha. Entrar por ela é ficar onde há mais enigma: no ´entre´".
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Prefácio de Gilberto Allard Chateaubriand e Antônio Houaiss. Apresentação de M. F. do Nascimento Brito. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987.

Exposições Individuais

1983 - Rio de Janeiro RJ - Pinturas, na Galeria Paulo Klabin
1985 - Rio de Janeiro RJ - Ronaldo do Rego Macedo: pinturas, na Galeria Paulo Klabin
1988 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Saramenha
1990 - Rio de Janeiro RJ - Ronaldo do Rego Macedo : 20 anos de pintura, no Museu de Arte Moderna
1993 - Rio de Janeiro RJ - Ronaldo do Rego Macedo: cores, no Instituto Brasil Estados Unidos
1994 - Vitória ES - Mais Cores, na Galeria de Artes e Pesquisa da Ufes - Capela Santa Luzia
1996 - Rio de Janeiro RJ - Pinturas, no Paço Imperial
1998 - Niterói RJ - Individual, na Galeria do Poste Arte Contemporânea
1999 - Rio de Janeiro RJ - Objetos Diretos Arte Contemporânea
2002 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Ipanema

Exposições Coletivas

1972 - Campinas SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC - prêmio aquisição
1972 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão de Verão, no MAM/RJ - referência especial do júri
1972 - Rio de Janeiro RJ - Quatro Artistas Jovens, na Galeria Ibeu
1973 - São Paulo SP - 7ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1973 - São Paulo SP - Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/SP
1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1975 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão de Verão, no MAM/RJ - prêmio aquisição
1977 - Ottawa (Canadá) - Coletiva, na Galeria Nacional
1978 - Rio de Janeiro RJ - Arte Agora: América Latina, geometria sensível, no MAM/RJ
1979 - Buenos Aires (Argentina) - Mostra Panorama da Nova Pintura Latino-Americana
1979 - Montevidéu (Uruguai) - Mostra Panorama da Nova Pintura Latino-Americana
1980 - Rio de Janeiro RJ - Outra Pintura, na Livraria Noa Noa
1982 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Arte Brasileira
1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato na arte brasileira, no MAM/SP
1986 - Rio de Janeiro RJ - Território Ocupado, na EAV/Paque Lage
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1988 - México - Arte Latino-Americana Contemporânea, no Museu de Arte Contemporânea
1988 - Rio de Janeiro RJ - Abolição, na Galeria de Arte Ipanema
1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
1990 - Rio de Janeiro RJ - Acervo Contemporâneo, na Galeria de Artes UFF
1992 - Rio de Janeiro RJ - A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - Rio de Janeiro RJ - Brazilian Contemporary Art, na EAV/Parque Lage
1992 - São Paulo SP - Anos 60/70: Coleção Gilberto Chateaubriand/Mauseu de Arte Moderna-RJ, na Galeria de Arte do Sesi
1995 - Lausanne (Suiça) - Rio: mistérios e fronteiras, no Musée de Pully
1996 - Niterói RJ - Arte Contemporânea Brasileira na Coleção João Sattamini, no MAC/Niterói
1996 - Rio de Janeiro RJ - Rio: mistérios e fronteiras, no MAM/RJ
1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
1999 - Rio de Janeiro RJ - 500 Anos Depois no Rio: pinturas, no Espaço Cultural dos Correios
2001 - Rio de Janeiro RJ - Galeria do Poste, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
2003 - Petrópolis RJ - Conexão Petrópolis, no Museu Imperial
2003 - Rio de Janeiro RJ - Pequenos Formatos, na Galeria LGC Arte Hoje
2004 - Rio de Janeiro RJ - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no MNBA

Fonte: Itaú Cultural

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