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Rogério Degaki

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BIOGRAFIA

Rogerio Degaki

As esculturas coloridas de Degaki tinham influências dos quadrinhos japoneses, do trabalho do norte-americano Jeff Koons, do minimalismo e da iconografia judaico-cristã, de acordo com o site oficial do artista. Degaki ganhou fama com suas esculturas reluzentes e coloridas, que fazem uma releitura da emblemática cultura pop japonesa. Artista em ascensão, em 2008, integrou a mostra Quando Vidas se Tornam Forma, organizada pela curadora japonesa Yuko Hasegawa, no MAM de São Paulo.
 
Formado em artes plásticas pela FAAP, em 2000, trabalha em diferentes suportes estabelecendo um diálogo crítico com a história da arte, como nas pinturas que reproduzem fragmentos de obras famosas com reflexo de flash no rosto dos personagens. Em sua produção escultórica mais recente, utiliza ícones do universo dos desenhos infantis para retratar cenas religiosas. Entre as mostras de que participa destacam-se "Circuito Interno 5" (1999), no Museu de Arte Brasileira, 3º e 4º Prêmio Revelação de Artes Plásticas de Americana (2000 e 2001), em que recebe prêmios, e exposição individual na galeria Casa Triângulo em 2003. 
 
Já participou de exposições no Yerba Buena Center for the Arts-San Francisco (Estados Unidos), MOT-Museum Of Art-Tokyo (Japão), Museum of Contemporary Art-Hiroshima (Japão) e no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
 
Quem é Rogerio Degaki? 
Nascido em São Paulo, no dia 05 de agosto de 1974. Vivo e trabalho em São Paulo. 
 
Como a Arte entrou em sua vida?
Desde adolescente, gostava muito de desenhar, especialmente personagens de mangas e animes. A partir daí, a escolha das artes plásticas foi bastante natural.
 
Como foi sua formação artística? 
Sou bacharel em artes visuais pela Fundação Álvares Armando Penteado – FAAP desde 2000. Em 2005 fiz residência na cité internationale des Arts, Paris, França.
 
Como você descreve sua obra?
Através de personagens tirados de um universo lúdico e diretamente influenciados pelo universo da cultura pop, busco tratar em meu trabalho de temas ligados à sexualidade e ao corpo, ora de forma explícita, ora de forma mais escamoteada. Eu me aproprio de elementos do universo infantil, como os action figures, bonecas e até mesmo estampas de roupas de crianças, para criar esculturas e pinturas relacionadas a temas adultos, criando uma dualidade entre o que o espectador vê “a primeira vista” e trabalho propriamente dito. 
 
Que artistas influenciam seu pensamento?
As grandes influências no meu trabalho são os artistas Jeff Koons e Takashi Murakami, mas também me identifico muito com o trabalho do Yoshitomo Nara, Aya Takano e Felix Gonzalez-Torres.
 
É possível viver de Arte no Brasil?
O início é bastante complicado, porque você investe muito tempo e dinheiro (material de arte é bastante caro no Brasil) para criar peças para salões e prêmios. Com o tempo, teu trabalho passa a ser conhecido, as galerias entram no circuito e a produção do artista começa a ser vendida de forma mais frequente e estável. Eu vivo da minha arte, mas conheço muitos artistas que acabam dividindo a carreira com o magistério e outras atividades para reforçar o orçamento.
 
Quando você passou a dizer eu sou um artista? 
Logo que graduei não podia me dedicar integralmente às artes. Ministrei aulas de artes plásticas em diversas escolas públicas e também trabalhei com meus pais e irmãos no comércio. Em determinado momento, percebi que eu precisava me dedicar integralmente às artes, para atingir os meus objetivos e atender a demanda das galerias que me representavam na época. Foi nesse momento que assumi a profissão de artista visual. 
 
Você participa de uma exposição na Galeria Marcelo Guarnieri em Ribeirão Preto, qual é a importância para sua carreira?
Em primeiro lugar, tive a oportunidade de mostrar meu trabalho para um publico que nem sempre está disposto a viajar para frequentar o circuito de artes do eixo Rio - São Paulo. Por outro lado, busquei trazer ao meu trabalho novos elementos como esculturas e instalação suspensas, peças pintadas com tinta automotiva cromada, e uma escultura instalada sobre um espelho d’água, algo que nunca havia feito antes.
 
A Bienal de São Paulo será inaugurada no próximo mês, o que você espera dela? Ainda é um formato válido? 
A Bienal sempre me surpreende positivamente. A edição deste ano está bastante interessante e merece ser visitada por vários dias (é impossível ver tudo de uma tacada só). O papel da mostra continua válido até hoje, de promover o intercâmbio cultural e divulgar a arte brasileira no exterior, aumentar o contato do público com a produção artística contemporânea, além de complementar os demais eventos de artes que acontecem em São Paulo, como as feiras e exposições em galerias. 
 
Quais são seus planos futuros? 
Para o próximo ano, estou com dois projetos institucionais com a minha série mockup, em que reproduzo alimentos do cotidiano de forma agigantada, brincando com o fenômeno da pareidolia. Além disso, estou trabalhando em um projeto de vídeo para minha próxima exposição individual e no livro que pretendo publicar entre 2013 e 2014. 
 
O que faz nas horas livres?
Nas horas livres eu acabo buscando novas referências para o meu trabalho, geralmente em animes, mangas, jogos de videogame... Além disso, gosto bastante de passear pelo bairro da Liberdade, em São Paulo, e cantar karaokê (como bom descendente de japoneses).
 
Fonte: Blog art&arte, Cda, Folha

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