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Rodrigo de Castro

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BIOGRAFIA

Rodrigo de Castro Andrade (São Paulo SP 1962)

Pintor, gravador, artista gráfico.

Inicia sua formação em gravura no ateliê de Sérgio Fingermann em São Paulo, em 1977, e no ano seguinte frequenta o Studio of Graphics Arts, em Glasgow, Escócia. Estuda desenho com Carlos Fajardo em 1981, e participa de cursos de gravura e pintura na Ecole Nationale Supérieure dês Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] de Paris, entre 1981 e 1982. De volta ao Brasil, integra, entre 1982 e 1985, o grupo Casa 7. Em 1984, participa do 2° Salão Paulista de Arte Contemporânea, em que ganha o prêmio revelação, e, em 1985, da 18ª Bienal Internacional de São Paulo e do 8° Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, no qual recebe o prêmio aquisição. Faz sua primeira individual em 1986, no Subdistrito Comercial de Arte, em São Paulo. Desde 1987, atua como artista gráfico de revistas e livros e produz, entre 1991 e 1998, capas para a revista Veja. Recebe, em 1991, o prêmio Brasília de Artes Plásticas, do Museu de Arte de Brasília - MAB. Nesse ano, participa como professor do projeto A Produção Refletida, da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo. A partir de 2001, ministra curso sobre arte contemporânea no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP.

Comentário crítico

No início da década de 1980, Rodrigo Andrade, como outros artistas do grupo Casa 7, realiza obras que apresentam afinidades com a produção dos neo-expressionistas alemães, e também fazem referência à obra do pintor norte-americano Philip Guston. Nessa época, Andrade pinta telas de grandes formatos, com pinceladas amplas e matéricas e cores contrastantes. Como nota o crítico Roberto Pontual, em sua obra as figuras, objetos e cenas, em geral de interiores, sofrem uma fragmentação que não lhes esconde a existência, apenas a suspende na condição de quebra-cabeças, que o olhar reconstitui. A partir de 1985, sua pintura revela uma gestualidade que desfaz as composições mais evidentes, realizadas anteriormente.

A partir de 1999, a produção de Andrade passa por grandes mudanças. Expõe telas nas quais apresenta formas monocromáticas retangulares ou circulares dispostas sobre superfícies neutras. Como aponta o crítico Adriano Pedrosa, suas pinturas parecem simples, porém um olhar atento percebe que há algo de incômodo nessa aparente simplicidade. A disposição das formas, demasiadamente próximas umas das outras ou das margens da tela, as intensas relações cromáticas entre as cores das figuras e o plano de fundo, além das tintas que escorrem para além da área delimitada das figuras, revelam um questionamento em relação à tradição da abstração geométrica. Suas obras fazem alusões a signos e sinais gráficos, presentes no ambiente urbano, porém esvaziados de conteúdo e mensagens.

Críticas

"As novas pinturas de Rodrigo Andrade exigem uma certa demora do olhar. Mesmo naquelas em que a presença é de imediato mais plena, o olhar tem que passar de um território a outro da tela e perfazer um mapeamento desses mundos ao mesmo tempo desagregados e líricos. Sem essa demora o conjunto da obra não emerge, pois ela é um todo de fragmentos que lutam para reconquistar a unidade da tela de que se partiu. Essa maturação do olhar pedida pela obra provém, em parte, da dispersão dos seus fragmentos, mas também de uma atmosfera luminosa difusa e opaca que os impede de se contrastarem sob uma luz definida. O olhar desse modo não consegue de pronto conformar o quadro. Vagueia por esses véus, escuros ou leitosos, e por atalhos quebradiços, até que subitamente um fragmento se põe a falar. E com uma autonomia que deixa por um fio a delicada unidade da obra. Um pedaço de borracha, por exemplo, fixa o olhar, exibe suas rugas, sua maciez algo repelente e, assim por diante, de fragmento em fragmento, a obra se constitui. O quadro se faz e se desfaz. Os fragmentos retangulares duplicam e disseminam o retângulo original da tela, reconstruindo uma identidade ao mesmo tempo que a questionam. O fragmento é, assim paradoxalmente, o lugar em que a obra, negando-se, articula um sentido. São lonas, papelões, papel japonês, pigmentos, chumbo, etc. que puxam a única ou as poucas cores dominantes que há em cada quadro para matrizes que assinalam suas presenças. Por sua vez, a esses diferentes materiais se agregam as marcas de suas estampagens sobre a superfície do quadro: a obra surge, assim, como um acúmulo de resíduos".
Alberto Tassinari
RODRIGO C. Andrade: pinturas. Apresentação de Alberto Tassinari. São Paulo: Subdistrito Comercial de Arte, 1986.

Exposições Individuais

1986 - São Paulo SP - Rodrigo Andrade: pinturas, na Subdistrito Comercial de Arte
1989 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Funarte. Galeria Rodrigo Mello Franco de Andrade
1989 - São Paulo SP - Individual, na Subdistrito Comercial de Arte 
1990 - São Paulo SP - Individual, no Centro Cultural São Paulo
1994 - São Paulo SP  Rodrigo Andrade: pinturas, na Anna Maria Niemeyer Galeria de Arte
1995 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Camargo Vilaça
1999 - São Paulo SP - Individual, na Marília Razuk Galeria de Arte
2002 - São Paulo SP - Individual, no Centro Universitário Maria Antonia
2003 - São Paulo SP - Individual, na Galeria 10,20 x 3,60
2005 - São Paulo SP - Individual, na Marília Razuk Galeria de Arte
2006 - Belo Horizonte MG - Individual, no Museu de Arte da Pampulha
2006 - São Paulo SP - Paredes da Caixa, na Caixa Cultural
2008 - São Paulo SP - Individual, na Marília Razuk Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1978 - Piracicaba SP - 10º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
1979 - São José dos Campos SP - Salão Nacional de Arte Contemporânea de São José dos Campos - prêmio aquisição
1980 - Piracicaba SP - 12º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
1981 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Artes Plásticas
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas
1982 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, na Fundação Bienal  
1983 - Piracicaba SP - 15º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - prêmio aquisição
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no Museu de Arte Moderna
1984 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Museu da Imagem e do Som - prêmio Secretaria de Estado da Cultura / Revelação
1984 - São Paulo SP - Arte na Rua 2
1984 - São Paulo SP - Grupo Casa 7 e Sérgio Fingermann, no Centro Cultural São Paulo
1984 - São Paulo SP - Painéis, no Paço das Artes
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no Museu de Arte Moderna - prêmio aquisição
1985 - Rio de Janeiro RJ - Casa 7: pintura, no Museu de Arte Moderna
1985 - São Paulo SP - 12 Artistas Paulistas, na Subdistrito Comercial de Arte
1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1985 - São Paulo SP - Casa 7: pintura, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
1986 - Cali (Colômbia) - 6ª Bienal Interamericana
1986 - Havana (Cuba) - Bienal de Havana
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no Museu de Arte Moderna
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
1989 - Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Nacional de Artes Plásticas, na Funarte
1990 - Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Brasília
1990 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no Centro Cultural São Paulo
1991 - Caracas (Venezuela) - Brasil: la nueva generación, na Fundación Museo de Bellas Artes
1991 - Estocolmo (Suécia) - Viva Brasil Viva, no Liejevachs Konsthall
1991 - São Paulo SP - BR/80: pintura Brasil década 80, na Itaugaleria 
1992 - Rio de Janeiro RJ - 13 Artistas Paulistas, no MAM/RJ
1992 - Rio de janeiro RJ - Acervo Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1992 - São Paulo SP - Galeria Camargo Vilaça: mostra inaugural, na Galeria Fortes Vilaça
1992 - São Paulo SP - João Sattamini/Subdistrito, na Casa das Rosas
1993 - São Paulo SP - Arte/Cidade 3, no Sesc
1995 - Rio de Janeiro RJ - 24º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna
1995 - Rio de Janeiro RJ - Anos 80: O Palco da Diversidade, no MAM/RJ
1995 - São Paulo SP - 24º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna
1995 - São Paulo SP - Anos 80: o palco da diversidade, na Galeria de Arte do Sesi 
1996 - Niterói RJ - Arte Contemporânea Brasileira na Coleção João Sattamini, no Museu de Arte Contemporânea
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira Contemporânea: Doações Recentes/96, no Museu de Arte Moderna
1997 - Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba
1997 - Niterói RJ - Visões e (Sub)Versões, no MAC de Niterói
1997 - São Paulo SP - 3º Arte Cidade, no Moinho Central
1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no Museu de Arte Contemporânea
1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do MAM de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no Centro Cultural Banco do Brasil
1998 - São Paulo SP - O Colecionador, no Museu de Arte Moderna
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Museu de Arte de São Paulo
1998 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no Centro Cultural São Paulo
2000 - São Paulo SP Artista Participante - Fim de Milênio: os anos 90 no MAM, no Museu de Arte Moderna
2001 - Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no Museu de Arte Moderna
2001 - São Paulo SP - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Museu de Arte Moderna
2001 - São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no Museu de Arte Moderna
2002 - Brasília DF - Fragmentos a seu Ímã: obras primas do MAB, no Espaço Cultural Contemporâneo Venâncio
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - São Paulo SP - 10 Anos Marília Razuk, na Marília Razuk Galeria de Arte  
2002 - São Paulo SP - 20 Artistas / 20 Anos, no Centro Cultural São Paulo 
2002 - São Paulo SP - 28 (+) Pintura, no Galeria Virgílio 
2002 - São Paulo SP - Genius Loci: o espírito do lugar, nas ruas do bairro de Vila Buarque
2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake  
2003 - São Paulo SP - 2080, no Museu de Arte Moderna de São Paulo
2003 - São Paulo SP - A Nova Geometria, na Galeria Fortes Vilaça 
2004 - Niterói RJ - Pintura e Desenho - 90/00, no MAC-Niterói
2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no Centro Cultural Banco do Brasil
2004 - São Paulo SP - Arte Contemporânea no Acervo Municipal, no Centro Cultural São Paulo
2005 - São Paulo SP - Convidados do Panorama da Arte Brasileira - MAM/2005, na Marília Razuk Galeria de Arte
2005 - São Paulo SP -  29º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo
2006 - São Paulo SP - Ao Mesmo Tempo o Nosso Tempo, no Museu de Arte Moderna
2006 - São Paulo SP - Paralela 2006, no Pavilhão dos Estados
2006 - São Paulo SP - Singular e Plural, na Marília Razuk Galeria de Arte
2008 - Madri (Espanha) - 27ª Arco, no Instituto Feria de Madrid
2008 - São Paulo SP - Panorama dos Panoramas, no Museu de Arte Moderna

Fonte: Itaú Cultural

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