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Roberto de Lamonica

OBRAS DO ARTISTA

Roberto de Lamonica - Groovy nº 2


Groovy nº 2

Técnica: gravura em metal sobre papel
Data: 1969
Medida: 103 x 76 cm
Comentários: ass. inf. dir.


Preço: Sob Consulta
Roberto de Lamonica - Sem Título


Sem Título

Técnica: litogravura sobre papel
Data: 1961
Medida: 62 x 51 cm
Comentários: ass. inf. dir.
Exemplar nº 3/20.

Preço: Sob Consulta

BIOGRAFIA

Roberto de Lamonica (Ponta Porã MS 1933 - Nova York, Estados Unidos 1995)

Gravador, pintor e professor.

Inicia seus estudos na Escola de Belas Artes de São Paulo. Trabalha no Museu de Arte de São Paulo sob orientação de Poty e Darel; mais tarde, estuda gravura com Renina Katz. Em 1958, muda-se para o Rio de Janeiro e estuda com Orlando da Silva no Liceu de Artes e Ofícios. No ano seguinte, aperfeiçoa-se com Johnny Friedlaender no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1963, é convidado para lecionar na Escola de Belas Artes de Minneapolis, Estados Unidos. Em 1965, recebe a Bolsa Guggenheim e, no ano seguinte, vai para Nova York onde leciona gravura em várias instituições, como a New School for Social Research e a Art Students League. De 1982 a 1984, dirige o atelier de gravura da Universidade de Sydney.

Críticas

"Roberto de Lamonica afirma que a fantasia, sendo partilhada por todos, é o potencial da arte. Quando esse potencial é libertado, a disciplina estética eleva-o a expressão artística: a técnica é, pois, o que transforma a pura fantasia em arte. De Lamonica considera experiência crucial em sua arte o conhecimento de Paul Klee em Bienal Internacional de São Paulo: é então que descobre a arbitrariedade convencional das artes. As gravuras de Roberto de Lamonica, do início dos anos 60, explicitam essa admiração por Klee não no plano compositivo, mas no das combinações ainda não efetuadas. Empreende diferentes pesquisas em suas gravuras em preto-e-branco, privilegiando o grafismo. As texturas que constroem áreas se relacionam com tramas de linhas ou com cifras, desenhos geométricos, textos. Considere-se Gravura nº 25: nela, dois xis gráficos cancelam dois pseudotextos, pois grafismos, ao passo que o xis texturado, pseudográfico na parte superior, cancela pseudotexto, pois igualmente gráfico. Mesmo após sua transferência para os Estados Unidos em meados dos anos 60, a pesquisa de De Lamonica prossegue, introduzindo a cor gráfica, experimentando novas técnicas e deslocando a gravura da pasta para a parede".
Leon Kossovitch e Mayra Laudanna
GRAVURA : arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo : Itaú Cultural : Cosac & Naify, 2000, p. 18.

Depoimentos

"A nossa gravura está sendo construída de uma forma supersólida, considerando-se principalmente a falta de recursos técnicos. Tudo tem de ser importado e isso força o sentido de adaptação do artista, que precisa inventar, suprir carências, resultando daí um maior esforço de pesquisa. Enquanto nós preparamos o asfalto, os vernizes e os demais produtos utilizados na confecção da gravura, o americano vai ao art suplies da esquina e compra tudo mastigado".
Roberto de Lamonica - 2 de novembro de 1972.

"Quando me transferi para os Estados Unidos, a gravura em metal era técnica em que eu sempre estivera me expressando, apesar de haver feito um pouco de lito e de xilo. Mas desde os primeiros tempos como professor em Nova York notei transformações em processo, sobretudo quanto ao uso de novas técnicas. O medo antigo da cor - medo de parecer demasiadamente tropical, folcloricamente exuberante - foi pouco a pouco cedendo; nos EUA, com todas as facilidades técnicas, perdi o receio e descobri que minha gravura estava precisando de cor. O mesmo aconteceu com o relevo, do qual só se sentia um prelúdio ao sair do Brasil.

Sempre achei que o papel não era apenas o suporte, superfície que recebe a imagem, o background da gravura. Ao contrário, era parte viva, a textura, o espaço, a dimensão da gravura. Acentuando esse aspecto, passei a utilizar o papel como parcela ativa da imagem em criação, integrando-a de dentro, do fundo à forma. O papel tem vida própria, existência; não pode, portanto, funcionar apenas como receptáculo. Interessei-me então pela ductilidade, pelo movimento do papel - enfim, por suas qualidades específicas. E vieram as dobras. Os limites antigos do plano em que a gravura ocorria já não me atraíam. Pensei que uma boa fonte a aproveitar era a técnica japonesa do origami. Quem mais dera valor ao papel do que os japoneses? (...)

Nos EUA, ao longo da década de 60, muitos artistas tornaram-se conscientes da independência da gravura. Antes, algumas limitações a tolhiam e a colocavam em posição inferior, relativamente à pintura e à escultura. Mas, nesse período, ela consegue deslocar-se do portfolio até a parede, conquista sua maioridade, uma nova dimensão - é fato que já depois de o mesmo ter ocorrido na Europa. Veio a euforia, a promoção de novas técnicas, a superação do status meramente comercial do silk-screen, a presença ativada da fotomontagem e da fotogravura. Hoje, passada essa primeira fase de eclosão eufórica, em que tudo foi experimentado, tem-se a impressão de que a gravura nos EUA está sedimentando, polindo suas conquistas mais recentes (...)".
Roberto de Lamonica a Roberto Pontual - 17 de julho de 1974.

"Em 1974 pude observar que o artista brasileiro contemporâneo é mais sofisticado, mais exigente consigo mesmo. E muito mais ambicioso. (...) Infelizmente também pude verificar que o primitivismo, doença brasileira, tanto quanto o culto das vacas sagradas continuam a limitar demais a melhor compreensão da arte contemporânea brasileira. Ao mesmo tempo que vejo um potencial latente no panorama da arte brasileira, pronto a se projetar de um momento para o outro, vejo que esse surto é retido ou contido por uma carência de recursos técnicos. Alguma coisa que limita o artista, que o inibe".
Roberto de Lamonica a Araújo Neto - 5 de abril de 1976.
GRAVURA : arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo : Itaú Cultural : Cosac & Naify, 2000, p. 114.

Exposições Individuais

1960 - Caracas (Venezuela) - Individual, no Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofía Imber
1960 - Lima (Peru) - Individual, no Instituto de Arte Contemporáneo
1960 - Washington D.C. - Individual, na Pan American Union Gallery

Exposições Coletivas

1954 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1956 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1957 - Rio de Janeiro RJ - Salão para Todos, no MEC - prêmio de viagem ao exterior
1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Arte A Mãe e a Criança
1959 - Paris (França) - 1º Bienal de Paris
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1960 - Jerusalém (Israel) - 12 Artistas Brasileiros, no Bezalel Museum Jerusalen
1960 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão de Artes Plásticas do Instituto Cultural Brasil - Estados Unidos, na Galeria Ibeu Copacabana
1961 - Rio de Janeiro RJ - 1º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1962 - Curitiba PR - Salão do Paraná, na Biblioteca Pública do Paraná
1962 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - 2º prêmio
1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP
1963 - Rio de Janeiro RJ - 12º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao país
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - prêmio de melhor gravador nacional
1965 - Santiago (Chile) - 2ª Bienal Americana de Gravura, no Museo de Arte Contemporáneo - 1º prêmio
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1970 - São Paulo SP - A Gravura Brasileira, no Paço das Artes
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Curitiba PR - 1ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Centro de Criatividade de Curitiba
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal
1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - Rio de Janeiro RJ - Galeria Ibeu Copacabana 25 Anos: 1960-1985, na Galeria Ibeu Copacabana
1988 - Nova York (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no The Bronx Museum of the Arts
1988 - São Paulo SP - 63/66 Figura e Objeto, na Galeria Millan
1989 - El Paso (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no El Paso Museum of Art
1989 - Rio de Janeiro RJ - Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage
1989 - San Diego (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no San Diego Museum of Art
1989 - San Juan (Porto Rico) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970, no Instituto de Cultura Puertorriqueña
1990 - Curitiba PR - 9ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura Cidade de Curitiba
1990 - Miami (Estados Unidos) - The Latin American Spirit: art and artists in the United States, 1920-1970 no Center for the Fine Arts Miami Art Museum of Date
1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB
1994 - Rio de Janeiro RJ - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, no MAM/RJ
1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi
1994 - São Paulo SP - Gravuras: sutilezas e mistérios, técnicas de impressão, na Pinacoteca do Estado

Exposições Póstumas

1999 - Niterói RJ - Mostra Rio Gravura. Acervo Banerj, no Museu Histórico do Ingá
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura: Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural

Fonte: Itaú Cultural

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