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Renata Luzzi de Barros

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BIOGRAFIA

Renata Luzzi de Barros (São Paulo SP 1959)

Pintora, ilustradora, designer.

Estuda pintura com Victoria Machado em 1973. Em 1978, 1979 e 1984, estuda pintura e desenho com Carlos Fajardo. Forma-se em artes plásticas em 1981 pela Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo. Entre 1982 e 1983, em Paris, cursa história da arte, filosofia e literatura dos séculos XIX e XX na Sorbonne; freqüenta o Ateliê da Escola de Belas Artes; e trabalha no departamento de criação da agência de publicidade Delacroix-Mirabelle. De volta para o Brasil, atua como ilustradora para o jornal O Estado de S. Paulo e para a Editora Hucitec, e como assistente de Luiz Paulo Baravelli. Em 1994, ganha bolsa de estudo da Casa del Arte de Santa Cruz Mudela, Espanha. Em 1997, segue para a Alemanha, como bolsista da Fundação Heinrich Böll.

Críticas

"A observação do desenvolvimento do trabalho artístico de Renata Barros torna cada vez mais evidente uma tendência para o estranhamento e, ao mesmo tempo, o emprego cada vez mais abrangente de diferentes técnicas e a experimentação com diversos materiais. No início da década de 90 surgiram 'paisagens' ou 'bibliotecas', que eram recortadas em placas de finais de madeira e instaladas nas paredes, como estruturas gráficas. As formas assim surgidas, negativas e positivas, foram trabalhadas por Renata Barros à maneira das silhuetas recortadas com tesoura, a partir dessas superfícies finas, e foram submetidas por ela uma nova ordem, justapondo-as ou cruzando-as entre si. Outros trabalhos em madeira são transparências diretas de linhas conduzidas livremente como se fossem 'desenhos feitos em madeira'. Mediante coberturas coloridas ou metálicas, aplicadas em camadas finas, a artista levou a um estranhamento tanto da superfície como da 'materialidade' propriamente dita do material com que trabalha. Outros trabalhos da década de 90 consistem de painéis de madeira de grande formato e de notável espessura, dos quais Renata Barros recortou elementos formais isolados, freqüentemente orgânicos, como ossos ou formas de coração, para juntá-los ao 'objeto mãe' e instalá-los em conjunto. A parte superior dos objetos, por sua vez, foi trabalhada mediante um tratamento mecânico ou cromático de modo a que o efeito óptico e estrutural da madeira mudassem radicalmente, produzindo um efeito comparável com o da porcelana. No passo seguinte e próximo em sua lógica interna, a artista substituiu as formas antropomórficas recortadas por materiais 'corpóreos', porém inorgânicos, como por exemplo látex. A 'técnica de recorte' dos seus trabalhos em madeira foi aplicada simultaneamente por Renata Barros nas suas pinturas sobre tela, de grande dimensões e intenso colorido. Aproveitando apenas diferentes intensidades na aplicação das tintas, ela salienta elementos formais orgânicos e também formas circulares ou ovaladas, com linhas de contorno de efeitos plásticos, em contraste com o fundo brilhante e monocromático. Transferidas para a superfície bidimensional do quadro, estas pinturas se aproximam de seus objetos esculturais e 'imitam' o cânone dos seus trabalhos em madeira, de elaboração plástica. Neste sentido, os seus trabalhos mais recentes, surgidos em 1997, apresentam-se como um resumo coerente e como um passo avante no desenvolvimento de sua 'tática de estranhamento'. Aqui, Renata Barros usa preferencialmente 'materiais sucedâneos', como látex ou outros materiais sintéticos, e também, pela primeira vez, vidro. É nova também a combinação com fotografias ou 'objets trouvés' ".
Beate Eckstein
BARROS, Renata, JUNQUEIRA NETO, Alcibiades de Andrade (coord. ). Objetos. Ribeirão Preto: MARP, s.d. p. 2.

"Revelar a intimidade do olhar nos objetos cotidianos é renovar a experiência curiosa, solitária e silenciosa do fazer artístico. Deslocar os objetos da comodidade útil do plano horizontal para o campo vertical da pintura é um desvio através do qual o artista pode afirmar sua tarefa de descobrir ou reinventar o mundo. Com suas pinturas Renata Barros nos convida, entusiasmada, para encontro de olhares, feito de deslocamentos, desvios e virtualidade... Mas com direito a assento".
Carmela Gross
CADEIRAS: design e pinturas. São Paulo: Instituto dos Arquitetos do Brasil, 1989.

Acervos

Fundação Padre Anchieta - São Paulo SP
Heinrich Böll Stiftung [Fundação Heinrich Böll] - Colônia (Alemanha)
Museu de Arte Contemporânea - MAC/PR - Curitiba PR
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp - São Paulo SP
Museu Metropolitano de Arte de Curitiba - MUMA - Curitiba PR

Exposições Individuais

1989 - São Paulo SP - Cadeiras, no IAB/SP
1990 - São Paulo SP - Não Sente na Grama, no Paço das Artes - MIS/SP
1991 - São Paulo SP - Slices, no Masp
1992 - Buenos Aires (Argentina) - Slices, no Centro de Arte y Comunicación
1997 - Bonn (Alemanha) - Individual, no Goethe Institut
1997 - Bonn (Alemanha) - Süssstoff, na Ifa-Gallerie
1998 - Köln (Alemanha) - Objetos, na Werft
1998 - Ribeirão Preto SP - Objetos, no Marp
1999 - Curitiba PR - Pedaços de Mim, no MMAC
1999 - São Paulo SP - Pedaços de Mim, no Instituto Goethe

Exposições Coletivas

1971 - São Paulo SP - Festival de Artes, no Clube Monte Líbano
1973 - São Paulo SP - Festival de Artes, no Clube Monte Líbano
1981 - São Paulo SP - 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1984 - São Paulo SP - Prêmio Chandon, no MIS/SP - prêmio aquisição
1985 - Brasília DF - Mostra dos 10 Premiados do Prêmio Chandon, no Memorial JK
1985 - Rio de Janeiro RJ - Mostra dos 10 Premiados do Prêmio Chandon, no Centro Empresarial Monteiro Aranha
1985 - São Paulo SP - Coletiva (Acervo), na Galeria Unidade Dois
1986 - Brasília DF - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas: mostra Centro-Oeste, no MAB/DF
1987 - Santiago (Chile) - Cinco Artistas do Brasil, na Galeria Bucci
1987 - São Paulo SP - De Olho na Mídia, na Fundação Cásper Líbero
1988 - São Paulo SP - Coletiva Pequenos Formatos, na Galeria Vera Nougues
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1989 - São Paulo SP - Cadeiras Design e Pinturas, no IAB/SP
1989 - São Paulo SP - Coletiva, no Paço das Artes
1989 - São Paulo SP - Projeto Circuito Atelier Aberto, na IAB/SP. Sala Flávio Império
1990 - São Paulo SP - 4 Desígnios, no Paço das Artes - MIS/SP
1990 - São Paulo SP - Coletiva de Design, no Box Blue
1991 - Amsterdã (Holanda) - Monumenten, na Galeria Meander
1991 - Cagnes-sur-Mer (França) - Festival Internacional de La Peinture
1991 - Paris (França) - Coletiva, na Galerie du Ambassade du Brèsil
1991 - Santo André SP - 19º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, Paço Municipal
1992 - São Paulo SP - Novas Aquisições Contemporâneas, no Masp
1993 - São Paulo SP - Arte na Luz da Rua, na Instalação na Rua Oscar Freire
1993 - São Paulo SP - Brasil: pequenos formatos e poucas palavras, na Documenta Galeria de Arte
1993 - São Paulo SP - Da Imagética Brasileira e de Miró, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Contemporâneos no Acervo do Masp: décadas de 80 e 90, no Masp
1994 - São Paulo SP - Fome e Fama Lixo Global, na Galeria Nara Roesler
1994 - São Paulo SP ? Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, no MAC/USP
1995 - São Paulo SP - Figuração Visual, na Galeria Trilha
1996 - Berlim (Alemanha) - Organicus, no ICBRA
1996 - Dresden (Alemanha) - Organicus, na Galerie Drei
1996 - São Paulo SP - Atelier Santa Cecília, na Galeria Múltipla de Arte
1996 - São Paulo SP - Bandeiras, na Galeria de Arte do Sesi
1996 - São Paulo SP - Bandeiras, no MAC/USP
1996 - São Paulo SP - Destaques da Arte no Século XX, no MAC/USP
1996 - São Paulo SP - Exposição Atelier Frederico Steidel, na Galeria Múltipla
1996 - São Paulo SP - Vitrine no Metrô do Masp, no Estação Trianon-Masp
1997 - Greifswald (Alemanaha) - Kunst aus Brasilien, na Ernst Moritz Arndt Universität Greifswald
1997 - João Pessoa PB - Organicus, no Centro de Artes Visuais Tambiá
1997 - Köln (Alemanha) - Innen Aussen, 2 Art, na Treffen Deutzer Werft
1997 - Köln (Alemanha) - Kolonialismus, na Versuche in Berne
1997 - Ribeirão Preto SP - Organicus, no Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi
1997 - São Paulo SP - Arte Conta Histórias, no MAC/USP
1997 - São Paulo SP - Organicus, na Valu Oria Galeria de Arte
1997 - São Paulo SP - Destaques da Arte Século XX, no MAC/USP
1998 - Berlim (Alemanha) - Kunst in Brasilien Heute, na Kunsthaus
1998 - Buenos Aires (Argentina) - Feminino Plural, no Museo Nacional de Belas Artes
1998 - Köln (Alemanha) - Multiples e Kultiples, na Article Galeria
1999 - Arpaillargues (França) - En Chemin, no Temple d'Arpaillargues
1999 - São Paulo SP - Transparências, no Escritório de Arte Rosa Barbosa
2000 - Nuremberg (Alemanha) - Chronos - ein Tag
2000 - Nuremberg (Alemanha) - Kunst und Cargo, no hangar da Lufthansa Cargo, no aeroporto de Nuremberg
2000 - Uzès (França) - Ghosts of the Vaults
2000 - Valença (Espanha) - Mujeres de las dos Orillas, no Museo de Valencia
2002 - São Paulo SP - México Imaginário: o olhar do artista brasileiro, na Casa das Rosas
2002 - São Paulo SP - Ópera Aberta: celebração, na Casa das Rosas
2003 - São Paulo SP - A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira, no Espaço Virgílio
2004 - Campinas SP - Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, no Espaço Cultural CPFL

Fonte: Itaú Cultural

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