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Regina Graz

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BIOGRAFIA

Regina Graz (Itapetininga SP 1897 - São Paulo SP 1973)

Pintora, decoradora.

Entre 1913 e 1920 Regina Gomide Graz estuda na Escola de Belas Artes e de Artes Decorativas de Genebra, Suíça, ao lado de seu irmão Antonio Gomide (1895 - 1967) e de John Graz (1891 - 1980), com quem se casa em 1920. Nesse ano volta ao Brasil. Em 1923, no Rio de Janeiro, realiza pesquisa sobre tecelagem indígena do Alto Amazonas, sendo, ao lado de Vicente do Rego Monteiro (1899 - 1970), pioneira no interesse pela tradição indígena brasileira. Dedica-se à tapeçaria e confecciona paneaux, colchas, almofadas, tecidos e abajures em estilo cubista e art deco. Em 1930, participa com seu marido da decoração da Casa Modernista, projetada por Gregori Warchavchik (1896 - 1972) em São Paulo. De 1932 a 1934 faz parte da Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam e entre 1934 e 1940 participa do Grupo 7 com Victor Brecheret (1894 - 1955), Elisabeth Nobiling (1902 - 1975), Yolanda Mohalyi (1909 - 1978), Rino Levi (1901 - 1965), John Graz e Antonio Gomide. Cria em 1941 a Indústria de Tapetes Regina Ltda.

Comentário crítico

Regina Graz volta ao Brasil em 1920, após estudar em Genebra, e passa a desenvolver, com Antonio Gomide (1895 - 1967) e John Graz (1891 - 1980), pinturas e objetos decorativos ligados ao estilo art deco.

De sua produção da década de 1920, poucas obras foram preservadas. Regina Graz dedica-se principalmente à decoração de interiores, trabalhando com tapeçarias em veludo, panneaux e almofadas, criando motivos que se aproximam da abstração geométrica, derivada das experiências cubistas. Na tapeçaria Diana Caçadora, déc.1920, as figuras de cunho linear enfatizam a leveza da forma; a paisagem de fundo é apenas indicada e tende à abstração. Já em Coqueiros, ca.1930, predominam a geometrização e a simplificação formal.

A artista dedica-se ao estudo da arte têxtil indígena, no Museu do Índio, no Rio de Janeiro. Passa a confeccionar tapetes, tapeçarias, cúpulas de abajur, almofadas e colchas, utilizando-se de padrões desenhados por ela mesma ou por John Graz.

Críticas

"Regina, no campo das artes assim ditas aplicadas, tem o mesmo valor que se deve atribuir à Tarsila. Foi a mulher que mais assimilou as instâncias do tempo em evolução; teve a força de uma educação francamente européia, mas com um sentimento requintadamente nacional. Pena que muitas de suas obras tenham desaparecido. O que nos resta afirmam-na como uma artista de alto valor. Regina, irmã de Antonio Gomide e esposa de Jonh Graz, foi a animadora do grupo ao qual o Modernismo deve sua ligação com o art déco".
P. M. Bardi
BARDI, Pietro Maria. O modernismo no Brasil. São Paulo: SUDAMERIS, 1978. (Arte e cultura, 1). p. 79.

"Numa época em que as manifestações de brasilidade eram poucas ou quase nenhuma, ela, que vinha de um centro culturalmente mais avançado, como a Suíça, aderia a um nacionalismo sem qualquer intenção folclórica que, anos mais tarde, no Rio, ampliaria para pesquisa profunda de tecelagem indígena do Alto Amazonas, que estenderia aos seus trabalhos tecidos. Cabe a Regina Gomide Graz outra participação histórica: a de ter sido a primeira artista a se preocupar com as artes decorativas e sua renovação, ´atenta para uma inter-relação entre a arte nova, então buscada pelos moços, e a decoração´, como observa Aracy Amaral, acentuando que a artista ´tentou realizar em São Paulo um trabalho no campo da decoração e artes manuais, como o que Sônia Delaunay desenvolvia em Paris nos anos 20, paralelamente ao seu trabalho de pintora´".
Geraldo Edson de Andrade
ANDRADE, Geraldo Edson de. Aspectos da tapeçaria brasileira. Apresentação de Clarival do Prado Valladares. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1978.

Exposições Individuais

1947 - São Paulo SP - Individual

Exposições Coletivas

1920 - São Paulo SP - Regina Gomide Graz e John Graz, no Cinema Central
1922 - São Paulo SP - Semana de Arte Moderna, no Theatro Municipal
1931 - Rio de Janeiro RJ - Exposição na Primeira Casa Modernista do Rio de Janeiro, na Rua Toneleros
1931 - Rio de Janeiro RJ - Salão Revolucionário, na Enba
1933 - São Paulo SP - 1ª Exposição de Arte Moderna da SPAM, no Palacete Campinas
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto
1942 - São Paulo SP - 7º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia
1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - A Semana de 22: antecedentes e consequências, no Masp

Exposições Póstumas

1974 - São Paulo SP - Tempo dos Modernistas, no Masp
1974 - São Paulo, SP - 1ª Mostra Brasileira de Tapeçaria, no MAB/Faap
1975 - São Paulo SP - SPAM e CAM, no Museu Lasar Segall
1976 - São Paulo SP - A Família Graz-Gomide: o art-deco no Brasil, no Museu Lasar Segall
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ
2000 - Valência (Espanha) - De la Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no IVAM. Centre Julio Gonzáles
2002 - São Paulo SP - Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950, no MAB/Faap
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pinacoteca do Estado

Fonte: Itaú Cultural

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