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Poty Lazzarotto

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BIOGRAFIA

Poty Lazzarotto (Curitiba PR 1924 - idem 1998)

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista e professor.

Napoleon Potyguara Lazzarotto mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Freqüenta curso de gravura com Carlos Oswald (1882-1971) no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946, viaja para Paris, onde permanece por um ano. Estuda litografia na École Supérieure des Beaux-Arts, com bolsa do governo francês. Em 1950, funda, juntamente com Flávio Motta (1916), a Escola Livre de Artes Plásticas, na qual leciona desenho e gravura. Nessa época organiza o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Organiza, ao longo da década de 1950, cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Desde os anos 1960 tem destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior. Tem relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. É autor dos livros A Propósito de Figurinhas, de 1986, e Curitiba, de Nós, de 1989, em parceria com Valêncio Xavier Niculitcheff. Executa diversos murais, como o da Casa do Brasil, em Paris, 1950, e o painel para o Memorial da América Latina, São Paulo, 1988. A partir dos anos 1980 são lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: Poty Ilustrador, de Antônio Houaiss (1915-1999), em 1988; Poty: Trilhos, Trilhas e Traços, de Valêncio Xavier Niculitcheff, em 1994, e Poty: o lirismo dos anos 90, de Regina Casillo, em 2000.

Comentário Crítico

Poty possui uma extensa obra gráfica, tendo realizado inicialmente diversas histórias em quadrinhos e ilustrado livros de diversos autores nacionais e estrangeiros. Grande propagador da gravura, atua como professor em diversas cidades brasileiras. A ele se deve uma das primeiras apropriações artísticas conhecidas da litografia: pedras litográficas previamente usadas na impressão de rótulos industriais são re-trabalhadas pelo artista que mantém traços das gravações anteriores.

Por vezes seu desenho busca na estilização das formas o efeito da xilogravura. Entretanto, pode também alternar-se entre a mancha e o traço, aproximando-se, por exemplo, da obra de Aldemir Martins (1922-2006) e de outros artistas da geração de 1940 e 1950.  Em 1968, o artista é convidado pelos sertanistas Orlando Villas Boas e Noel Nütels para uma estada no Parque Nacional do Xingu, durante a qual realiza cerca de 200 desenhos sobre os hábitos e costumes dos indígenas. Para a crítica de arte Nilza Procopiak, nesses trabalhos, o artista demonstra notável domínio da forma e da técnica, tanto na gradação entre as espessuras das linhas, como nos planos, contornos, na observação dos motivos geométricos presentes na cestaria e na cerâmica.

Poty dedica-se também à realização de obras monumentais em madeira, concreto e cerâmica. Seus murais, vitrais e painéis apresentam ampla relação com a sua atividade de gravador, principalmente pela aproximação à visualidade da xilogravura. Para o estudioso Orlando DaSilva, um elemento em comum em sua produção é o vigor presente no traço dos desenhos, no corte decisivo e profundo da madeira para a gravura, assim como  na talha e nos murais.

Críticas

"Ao analisar o conjunto da obra gravada de Poty temos que tomar conhecimento, nem que seja numa olhada panorâmica, de seus trabalhos em outras técnicas. Temos que conhecer o artista gravador, desenhista, ilustrador, muralista, decorador, escultor e isso se transforma em um desafio. Como conciliar seu trabalho mural, especialmente quando em concreto, com as obras gráficas em metal, madeira ou pedra; por que a linha decorativa, quase sempre presente em suas xilos, raramente aparece em suas calcogravuras? 
Na sua xilo muitas vezes encontramos vinculações com o mural, mesmo porque em inúmeros casos o material usado é o mesmo, a madeira. 
Mas há uma linha comum que une toda a sua obra: é o vigor, quer no traço enérgico de seus desenhos lançados rápida e nervosamente no papel, quer no corte decisivo e fundo na madeira para a xilo, a talha ou o mural; é a tinta engordurando a pedra nas suas litos e criando contrastes marcantes; é o relevo acentuado de seus murais de concreto; é a ferida profunda causada pela ponta-seca ou ácido nas gravuras em metal. 
Sabendo de sua personalidade só nos é possível compreender o decorativismo de seus murais e xilos, não só através do estudo do material empregado, mas tomando conhecimento também de sua facilidade e habilidade manual, somando ainda a memória visual, que lhe facilita a linha simplificada e corrida. Essa convivência fácil com a técnica, sem necessidade de evidenciá-la, faz com que encontremos Poty em toda a sua obra, mesmo sendo esta expressa com linguagens diversas. 
Percorrendo seus trabalhos vamos nos deter com um pouco mais de atenção nas suas gravuras em metal, que proporcionam chão firme para o estudo que ora fazemos. Elas nos facilitam a compreensão das outras obras suas com técnicas diferentes, mostram-nos seu início, com o artista apresentando-se totalmente despido do ensino escolarizante, que por vezes afoga a personalidade pessoal do aluno.  A gravura em metal, dentre todos os trabalhos de técnicas diversas que pratica, é a que melhor deixa revelar o desenhista que, por sua vez, é quem melhor divulga o seu 'eu'. Queremos acentuar aqui que, antes de tudo, Poty é um desenhista".
Orlando DaSilva
DASILVA, Orlando. Poty, o artista gráfico. Curitiba: Fundação Cultural Curitiba, 1980.

"A Poty se deve uma das primeiras apropriações artísticas conhecidas da pedra litográfica usada industrialmente na impressão de rótulos, latas, e outros, que encontram ecos ulteriores em Lotus Lobo e João Câmara: usando as de Ciccillo Matarazzo, com as quais a indústria deste imprimia latas, generalizou o uso artístico delas, o que também fez na Bahia, pondo a serviço dos artistas, aos quais ensinou litografia, as pedras que imprimiam selos de charuto. O trabalho gráfico de Poty é monumental, tanto nos pequenos formatos, como vinhetas e ilustrações de livros da editora José Olympio, onde ilustra, entre outros, Guimarães Rosa e Mário Palmério, quanto nos grandes, em que a mesma limpeza estilizada dos pequenos se estampa, o mais das vezes ritmicamente. Em Poty, a estilização do desenho pode buscar o efeito da xilogravura, pois, muito estilizado no cortante e nos cheios alternados com vazios, vai ao essencial: essencialista, a obra de Poty em todas as técnicas, excetuando-se, genericamente, o metal, tende a mimetizar a xilogravura, decerto na talha, mas também no vitral e no painel de concreto. Seu desenho, entretanto, pode alternar o borrão e o traço, como Aldemir Martins em outra chave, ambos se encontrando na conjugação da mancha abertíssima e da linha muito marcada, traço corrente nos anos 40 e 50".
Leon Kossovitch e Mayra Laudanna
GRAVURA Brasileira: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 32-33.

Exposições Individuais

1943 - Curitiba PR - Individual, no Cine Palácio
1943 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Enba
1944 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no IAB/RJ
1946 - São Paulo SP - Individual, na Biblioteca Municipal
1948 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Enba
1949 - Curitiba PR - Individual, no Cine Broadway
1950 - Salvador BA - Individual, no Teatro Guarany
1951 - Salvador BA - Individual, no Teatro Castro Alves
1953 - Salvador BA - Individual, na Galeria Oxumaré
1955 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Biblioteca Nacional
1957 - Curitiba PR - Individual, na Biblioteca Pública do Paraná
1963 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1969 - Bruxelas (Bélgica) - Xingu: índios e mitos
1969 - Curitiba PR - Individual, na Galeria Paulo Valente
1969 - Washington (Estados Unidos) - Individual, no Brasilian-American Cultural Institute
1973 - Rio de Janeiro RJ - Garagem do Edifício do Artista, na Rua Senador Vergueiro, 66/702
1974 - Curitiba PR - Poty: 50 anos, no Badep
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro Cultural Lume
1982 - Curitiba PR - Individual, na Galeria de Arte Banestado
1982 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Banerj
1982 - Salvador BA - Poty: desenhos, gravuras, tapeçarias, madeiras entalhadas, no Desenbanco. Núcleo de Artes
1983 - Curitiba PR - 40 Anos de Trabalho, no Museu da Gravura
1984 - Curitiba PR - Poty: desenho e gravura, na Galeria de Arte Banestado
1986 - Londrina PR - Poty: desenho, na Galeria de Arte Banestado
1988 - Curitiba PR - Poty e a PUC, na PUC/PR
1988 - Curitiba PR - Poty e o Cinema, no MIS/PR
1988 - Curitiba PR - Poty Ilustrador, no Espaço Cultural IBM
1988 - Rio de Janeiro RJ - Poty Ilustrador, no MNBA
1988 - Brasília DF - Poty Ilustrador, no MAB/DF
1989 - São Paulo SP - Poty Ilustrador, no Museu Lasar Segall
1990 - Curitiba PR - Poty e a Ponta Seca, no Museu da Gravura
1990 - Curitiba PR - Poty Lazzarotto, no Studio R. Krieger
1990 - Curitiba PR - Poty: desenho, na Galeria de Arte Banestado
1993 - Curitiba PR - Poty Lazzarotto e os 300 Anos, na Sala de Pedra - FCC
1994 - Curitiba PR - 40 Desenhos de Poty, na Biblioteca Pública do Paraná
1994 - Curitiba PR - Individual, out-doors espalhados na cidade de Curitiba 
1994 - Curitiba PR - Individual, no Museu Metropolitano de Curitiba
1994 - Curitiba PR - Individual, na Associação Cultural Solar do Rosário
1994 - Florianópolis SC - Individual, no Masc
1994 - São Paulo SP - Individual, no Memorial da América Latina
1997 - Curitiba PR - Poty e o Livro, no Museu de Arte do Paraná
1997 - Curitiba PR - Poty: novas gravuras, na Associação Cultural Solar do Rosário
1998 - Curitiba PR - A Obra Monumental de Poty, no Conjunto Cultural da Caixa - itinerante
1998 - Curitiba PR - Individual, na Livraria Curitiba

Exposições Coletivas

1942 - Londres (Inglaterra) - Exposição em Homenagem à RAF
1942 - Rio de Janeiro RJ - 48º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - menção honrosa em desenho
1943 - Londres (Inglaterra) - Exposição em Homenagem à RAF
1943 - Rio de Janeiro RJ - 49º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de prata em desenho e artes gráficas
1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no Edifício Mariana 
1944 - Londres (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, no Royal Academy of Arts
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de prata em desenho
1945 - Rio de Janeiro RJ - 51º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de bronze em gravura e pintura
1946 - Rio de Janeiro RJ - Os Pintores Vão à Escola do Povo, na Enba
1948 - Ponta Grossa PR - Arte do Paraná
1949 - Curitiba PR - 6º Salão Paranaense de Belas Artes, no Instituto de Educação - medalha de prata
1949 - Rio de Janeiro RJ - 55º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, no MNBA - prêmio viagem ao país
1949 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia
1950 - Curitiba PR - 1º Salão de Maio, no Centro Cultural Inter Americano
1950 - Curitiba PR - 7º Salão Paranaense de Belas Artes, no Instituto de Educação
1950 - Rio de Janeiro RJ - 56º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de ouro em desenho
1950 - Salvador BA - 2º Salão Baiano de Belas Artes, no Belvedere da Sé - medalha de ouro em gravura
1951 - Curitiba PR - 8º Salão Paranaense de Belas Artes, no Departamento de Cultura
1951 - Salvador BA - 3º Salão Baiano de Belas Artes, no Belvedere da Sé
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Curitiba PR - 9º Salão Paranaense de Belas Artes, no Departamento de Cultura - medalha de ouro
1952 - Feira de Santana BA - 1ª Exposição de Arte Moderna de Feira de Santana, no Banco Econômico
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, na Funarte
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1953 - Salvador BA - Poty, Carlos Bastos e Raimundo Oliveira, na Galeria Oxumaré
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - Genebra (Suíça) - Gravadores Brasileiros, no Museu Rath
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1955 - Curitiba PR - 1º Salão da Cidade, na Câmara Municipal - como homenagem dos organizadores ao artista, são expostas, fora de concurso, cinco gravuras
1955 - Salvador BA - 5º Salão Baiano de Belas Artes, no Belvedere da Sé - medalha de ouro em gravura
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1956 - Porto Alegre RS - 7º Salão de Belas Artes, no Instituto de Belas Artes - medalha de prata em gravura
1956 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Ferroviário - 1º prêmio em gravura
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Arte Moderna do Brasil
1957 - Santiago (Chile) - Arte Moderna do Brasil
1957 - Lima (Peru) - Arte Moderna do Brasil
1957 - Rio de Janeiro RJ - Salão para Todos, no MEC
1957 - Salvador BA - Nós e as Artes Populares, na Galeria Oxumaré
1959 - Leverkusen (Alemanha) - 1ª Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Viena (Áustria) - 1ª Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa  
1960 - Curitiba PR - 1º Salão Anual de Curitiba, no Diário do Paraná
1960 - Hamburgo (Alemanha) - 1ª Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa 
1960 - Utrecht (Holanda) - 1ª Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1961 - Curitiba PR - 18º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1962 - Roma (Itália) - Bienal de Arte Sacra 
1962 - Salzsburgo (Áustria) - Bienal de Arte Sacra
1963 - Lagos (Nigéria) - Artistas Brasileiros Contemporâneos
1965 - Londrina PR - 1º Salão de Arte Religiosa Brasileira, no Seec
1965 - Salvador BA - A Gravura na Bahia, na Galeria Convivium
1966 - Austin (Estados Unidos) - Art of Latin America since Independence, na University of Texas at Austin. Archer M. Huntington Art Gallery
1966 - New Haven (Estados Unidos) - Art of Latin America since Independence, na The Yale University Art Gallery
1966 - San Diego (Estados Unidos) - Art of Latin America since Independence, no La Jolla Museum of Art
1966 - New Orleans (Estados Unidos) - Art of Latin America since Independence, no Isaac Delgado Museum of Art 
1966 - San Francisco (Estados Unidos) - Art of Latin America since Independence, no San Francisco art Museum 
1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1968 - Rio de Janeiro RJ - A Gravura Brasileira, no Museu Histórico Nacional
1969 - Bruxelas (Bélgica) - Feira organizada pelo Ministério da Indústria e Comércio
1969 - Londrina PR - 5º Salão de Arte Religiosa Brasileira, no Seec
1970 - Liverpool (Inglaterra) - 12 Artistas Contemporâneos Brasileiros, na Universidade de Liverpool
1971 - Curitiba PR - 28º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná 
1972 - Curitiba PR - Artistas Paranaenses
1973 - Curitiba PR - 200 Anos de Arte Religiosa, no DAC
1973 - Curitiba PR - 2ª Feira das Bandeiras - Mostra de Artistas Paranaenses
1973 - Curitiba PR - 30º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra
1973 - Curitiba PR - Mostra de Arte - Acervos Particulares, no Badep
1974 - Curitiba PR - Artistas Contemporâneos Paranaenses, na Galeria Eucatexpo
1974 - Curitiba PR - Artistas Paranaenses de Todos os Tempos, na Galeria Eucatexpo
1974 - Curitiba PR - Coletiva 74, na Galeria Acaiaca
1974 - Londrina PR - 6º Salão de Arte Religiosa Brasileira, no Seec
1975 - Curitiba PR - Accrochage do 1º Aniversário, na Galeria Acaiaca
1975 - Curitiba PR - Folia de Reis, na Casa de Arte Alpendre
1976 - Curitiba PR - 1º Salão Passarola, na Galeria Acaiaca
1976 - Curitiba PR - Coletiva Classe A, na Galeria Acaiaca
1976 - Curitiba PR - Exposição São Francisco, na Casa de Arte Alpendre
1976 - Curitiba PR - Panorama da Arte no Paraná: 3 artistas contemporâneos, no Badep
1976 - Curitiba PR - Verão 76, na Galeria Acaiaca
1977 - Curitiba PR - Arte & Economia, no Badep
1977 - Curitiba PR - Arte Classe A, na Galeria Acaiaca
1977 - Curitiba PR - Festa das Cores, na Galeria Acaiaca
1978 - Curitiba PR - A Arte da Gravura, no Badep
1979 - Curitiba PR - 1ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte do Paraná
1979 - Curitiba PR - A Gravura em Madeira, no Badep
1979 - Curitiba PR - Festa das Cores, na Galeria Acaiaca
1979 - Curitiba PR - Galeria de Arte Cocaco: 20 anos depois, na Galeria Cocaco
1979 - Curitiba PR - Os Italianos no Paraná, no Badep
1980 - Curitiba PR - 3ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Museu da Gravura
1980 - Curitiba PR - Encontro Nacional de Críticos de Arte, na FCC
1980 - Curitiba PR - Festa das Cores, na Galeria Acaiaca
1980 - Curitiba PR - Verão: Arte, na Galeria Acaiaca
1981 - Curitiba PR - Ano 7, na Galeria Acaiaca
1981 - Curitiba PR - Arte Classe A, na Galeria Acaiaca
1982 - Curitiba PR - Arte Classe A, na Galeria Acaiaca
1982 - Penápolis SP - Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1982 - São Paulo SP - Seis Gravadores Expressionistas do Brasil: Segall, Goeldi, Abramo, Renina, Poty, Grassmann, no Museu Lasar Segall
1983 - Olinda PE - 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/PE
1983 - Recife PE - 50 Anos de Casa Grande & Senzala: exposição itinerante, na Fundação Joaquim Nabuco
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas - sala especial, no MAM/RJ
1984 - Aracaju SE - 50 Anos de Casa-Grande & Senzala
1984 - Brasília DF - 50 Anos de Casa-Grande & Senzala
1984 - Curitiba PR - Arte Classe Acaiaca, na Galeria Acaiaca
1984 - Curitiba PR - Verão Arte, na Galeria Acaiaca
1984 - Lisboa (Portugal) - 50 Anos de Casa-Grande & Senzala, no Museu Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian
1984 - Rio de Janeiro RJ - Doações Recentes 82-84, no MNBA
1984 - Salvador BA - 50 Anos de Casa-Grande & Senzala 
1984 - São Paulo SP - Artistas Paranaenses, na Faap
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1984 - Vitória ES - 50 Anos de Casa-Grande & Senzala
1985 - Curitiba PR - Desenho, Cor e Forma, no Studio R. Krieger
1985 - Curitiba PR - Ferroviarte, na Estação Rodoferroviária
1985 - Curitiba PR - Vinte Vezes Francisco, na Galeria Acaiaca
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas - Salão Preto e Branco, na Galeria Rodrigo Mello Franco de Andrade/Funarte
1985 - Rio de Janeiro RJ - Um Panorama do Rio, no MNBA
1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1986 - Curitiba PR - 7ª Mostra Anual da Gravura Cidade de Curitiba
1986 - Curitiba PR - 7º Acervo do Museu Nacional da Gravura - Casa da Gravura, no Museu Guido Viaro
1986 - Curitiba PR - Tradição/Contradição, no MAC/PR
1986 - Rio de Janeiro RJ - A Nova Flor de Abacate, Grupo Guignard - 1943 e Os Dissidentes - 1942, na Galeria de Arte Banerj
1986 - Rio de Janeiro RJ - Paraná, Cor e Forma, no MNBA
1987 - Curitiba PR - Artistas Paranaenses, no Artespaço Saint German des Prés
1987 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria de Arte Banestado
1987 - Curitiba PR - Doze Mestres da Pintura, no Ufizzi Galeria de Arte
1987 - Curitiba PR - Exposição Inaugural do Museu Municipal
1987 - Curitiba PR - São Francisco Revisitado, na Galeria Acaiaca
1987 - Curitiba PR - Verão Arte, na Galeria Acaiaca
1988 - Brasília DF - Poty Ilustrador, no MAB/DF 
1988 - Curitiba PR - 8ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Casa de Gravura. Solar do Barão
1988 - Curitiba PR - Exposição Inaugural do Museu Municipal, no Museu Municipal de Arte
1988 - Curitiba PR - 8º Gravadores Paranaenses das Décadas de 50/60, no Museu Municipal de Arte
1988 - Curitiba PR - Marinhas: homenagem a Nilo Previdi, no Studio R. Krieger
1988 - Curitiba PR - São Francisco de Assis, na Galeria Acaiaca
1988 - Salvador BA - Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado
1989 - Curitiba PR - 30 Anos, na Galeria Cocaco
1989 - Curitiba PR - Auto-Retrato na Pintura Paranaense, no Museu de Arte do Paraná
1989 - Curitiba PR - Cocaco 30 Anos, na Galeria de Arte Cocaco
1989 - Curitiba PR - Desenho, Cor e Forma, no Studio R. Krieger
1989 - Rio de Janeiro RJ - Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage
1990 - Curitiba PR - 297 Vezes Curitiba, na Galeria Acaiaca
1990 - Curitiba PR - São Francisco da Ordem, na Galeria Acaiaca
1990 - Londrina PR - Coletiva, na Galeria de Arte Banestado
1991 - Curitiba PR - Curitiba Nosso Amor, na Galeria Acaiaca
1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte
1991 - Curitiba PR - Reflexão dos Anos 80, no MAC/PR
1992 - Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu de Gravura
1992 - Curitiba PR - Enfocando a Gravura em Metal, no Museu da Gravura
1992 - Curitiba PR - Novas Aquisições Minigravuras, no Museu Municipal de Arte
1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB
1993 - Curitiba PR - Coletiva, na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
1993 - Curitiba PR - Homenagens aos 300 Anos de Curitiba, na Galeria Acaiaca
1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc
1993 - Londrina PR - Imagens Gravadas: obras do Acervo do Museu da Gravura Cidade de Curitiba, no Museu de Arte de Londrina
1994 - Curitiba PR - 301 Anos de Curitiba, na Galeria Acaiaca
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, no Metrô
1996 - Curitiba PR - Exposição de Peças e Pinturas, no Museu da Arquidiocese de Curitiba
1996 - Curitiba PR - Há 50 Anos... Joaquim, no Seec
1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes
1997 - Curitiba PR - A Arte Contemporânea da Gravura, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba
1997 - São Paulo SP - Paranaenses, na Faap
1998 - Curitiba PR - Traços & Palavras, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Rouen (França) - Feira Internacional de Rouen: Poty, Rogério Dias e Armando Merege

Exposições Póstumas

1998 - Curitiba PR - Arte Paranaense: movimento de renovação, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi
1999 - Curitiba PR - Arte e Cultura: PUC 40 anos, na PUC/PR
1999 - Curitiba PR - Panorama da Arte Brasileira, no Graciosa Country Club
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA
1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Literatura Brasileira e Gravura, na ABL
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo, no Itaú Cultural
2000 - Curitiba PR - 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma
2000 - Curitiba PR - Exposição Acervo Badep, na Seec
2000 - Curitiba PR - Publicação da Coleção Brasil 500 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba
2000 - São Paulo SP - Investigação. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2000 - Valência (Espanha) - De la Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no IVAM. Centre Julio Gonzáles
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2002 - São Paulo SP - Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950, no MAB/Faap
2003 - São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural
2004 - São Paulo SP - Gabinete de Papel, no CCSP
2004 - São Paulo SP - Novas Aquisições: 1995 - 2003, no MAB/Faap

Fonte: Itaú Cultural

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