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Pedro Paulo Bruno

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BIOGRAFIA

Pedro Paulo Bruno (Ilha de Paquetá RJ 1888 - Rio de Janeiro RJ 1949)

Pintor, escultor, desenhista, artista visual, concertista.

Recebe as primeiras lições do pintor italiano Ettore Tito. Com a visita de Castagneto à Ilha de Paquetá, em 1897, torna-se seu discípulo. Viaja para a Itália, em 1905, estuda música em conservatórios de Roma e Nápoles, e obtém diploma de cantor lírico. Retorna ao Brasil em 1910 e tem aulas com o pintor italiano Schettino. Ingressa na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, em 1918, é aluno de Baptista da Costa e Giuseppe Boschetto (1841 - 1918), e discípulo de Domenico Morelli (1823-1901). Bruno recebe o prêmio viagem ao exterior da 26ª Exposição Geral de Belas Artes, em 1919, com a tela Pátria, e no ano seguinte vai para a Itália para aperfeiçoar-se em pintura na Accademia Brittanica, em Roma. Entre 1921 e 1922 dirige a Classe Geral de Nu dessa academia. De volta ao Brasil, em 1922, funda, com Hermes Fontes (1888 - 1930), a Liga Artística de Paquetá, em 1923. No Salão Nacional conquista medalha de ouro, em 1925, e de honra, em 1943. Realiza exposições individuais no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre. É responsável por diversos projetos paisagísticos e ornamentais em sua cidade natal e defensor entusiasmado da natureza local.

Comentário Crítico

Concertista na juventude, pintor consagrado no Salão Nacional, divulgador cultural e paisagista no fim da vida, a gama de atividades com as quais Pedro Bruno se envolve dá mostra de seu entusiasmo pelas mais diversas formas de expressão artística. Nessa trajetória multifacetada, destaca-se sua contribuição ao desenvolvimento de símbolos necessários à consolidação do projeto nacional republicano, implantado no fim do século XIX no Brasil. Nesse aspecto, a tela Pátria, 1919, hoje no Museu da República, no Rio de Janeiro, é seu trabalho mais significativo, que obtém imensa difusão ao ser reproduzido na antiga nota brasileira de 200 mil cruzeiros. A obra retrata, por meio da alegoria, o momento fundador da identidade nacional, representada pela primeira bandeira da república, feita, segundo a tradição, pela costureira Flora Simas Carvalho, por encomenda do marechal Deodoro da Fonseca.

Nesse novo "nascimento da nação", localizado em âmbito doméstico, não mais público, como faz Pedro Américo em Independência ou Morte, 1888, mostra-se a "república" recém-nascida, protegida pela bandeira da unidade federativa (representada pelas estrelas), no centro do quadro, numa longa diagonal que toma quase a totalidade da tela, sendo costurada pelas senhoras reunidas no aposento de uma casa simples, pintada com tons vivos, numa gama de vermelhos e amarelos intensificada pelas pinceladas de caráter pastoso, embora curtas. O símbolo é abraçado pela criança em primeiro plano, que representa a virtude patriótica a ser emulada. Ao fundo, encontra-se a figura do velho combatente, que, esquecido na penumbra, ainda porta as vestes militares e evoca os feitos em prol da unificação e da defesa nacional.

O quadro é testemunho de um esforço retórico e ideológico dos pintores da Primeira República, que, embora tenham pretendido afastar-se dos preceitos artísticos da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, se mantêm fiéis às regras de representação ensinadas nessa instituição, e pouco interessados na exploração de outras possibilidades pictóricas.

Críticas

"Sua pintura filiou-se ao realismo do início do século, originário do realismo francês liderado por Courb, deixou-se, no entanto, sugestionar pelo impressionismo, sobretudo nas cenas praieiras, pelas quais acentuou sua preferência".
Carlos Cavalcanti
CAVALCANTI, Carlos (org.); AYALA, Walmir, (org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: MEC: INL, 1973. v. 1. pt. 2. (Dicionários especializados, 5).

"Mais próximo da tradição derivada de seu mestre Batista da Costa quando pintava paisagens, Pedro Bruno revelou-se mais 'moderno' como pintor de formas femininas. Convencional, em temas como Maternidade (que tantas vezes pintou), discreto em suas paisagens, ganha em sensibilidade ao fixar corpos femininos, nus ou vestidos, ao representar pensadores em seus barcos à beira-mar. O nu, particularmente, sai-lhe espontâneo e nervoso, em largas pinceladas cheias de empaste".
José Roberto Teixeira Leite
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.

Exposições Individuais

1914 - Rio de Janeiro RJ - Individual
1920 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Jorge
1941 - Rio de Janeiro RJ - Individual

Exposições Coletivas

1909 - Rio de Janeiro RJ - 16ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1910 - Rio de Janeiro RJ - 17ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1911 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1912 - Rio de Janeiro RJ - 19ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de prata
1914 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1917 - Rio de Janeiro RJ - 24ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Carioca de Gravura e Água-Forte
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - prêmio de viagem ao exterior
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de ouro
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - grande medalha de ouro
1926 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão de Outono
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1928 - São Paulo SP - Grupo Almeida Júnior, no Palácio das Arcadas
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - Prêmio Cidade do Rio de Janeiro
1929 - Rosário (Argentina) - Exposição de Rosário de Santa Fé
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1932 - Rosário (Argentina) - Exposição de Rosário de Santa Fé - premiado
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1935 - Rio de Janeiro RJ - Salão da Feira de Amostras - prêmio de costumes
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes
1939 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Belas Artes
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes
1943 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - prêmio de honra
1943 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1945 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

Exposições Póstumas

1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA
1966 - Ilha de Paquetá RJ - Retrospectiva póstuma, em seu ateliê
1974 - São Paulo SP - Os Mestres de Ontem, Hoje e de Sempre, na A Ponte Galeria de Arte
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira: 1650-1976, no Paço das Artes
1982 - Rio de Janeiro RJ - 150 Anos de Pintura de Marinha na História da Arte Brasileira, no MNBA
1998 - Rio de Janeiro RJ - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas, no Museu Naval e Oceanográfico. Serviço de Documentação da Marinha

Fonte: Itaú Cultural

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