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Paulo Pedro Leal

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BIOGRAFIA

Paulo Pedro Leal (Rio de Janeiro RJ 1894 - São João do Meriti RJ ca.1968)

Pintor.

É autodidata. Interessa-se pelos relatos da Primeira Guerra Mundial, pela arte popular e pelo sincretismo religioso da umbanda. Dedica-se ao artesanato, criando brinquedos (navios e casas) e imagens sacras a partir da utilização de madeira e papelão - e, mais tarde, modela santos de barro e executa pinturas murais nas paredes centro de umbanda que comanda como pai-de-santo, e em outros terreiros. Em paralelo, faz letreiros para padarias, decoração para carnaval - desde pintura corporal e fantasias, à decoração de carros alegóricos. Entre 1950 e 1956, pinta sobre suportes de papelão utilizando materiais impróprios, como esmalte sintético e alvaiade. É descoberto pelo marchand Jean Boghici durante suas exposições no passeio público do Rio de Janeiro. A partir de então, passa a pintar sobre tela, utilizando tinta a óleo de linhaça.

Críticas

"Na arte de Pedro Paulo Leal, que às vezes assume tons de sarcasmo e crítica a certas situações da sociedade, há cores vivas, espalhadas em formas abertas, equilibradas numa composição compensada e não perfeitamente simétrica - como é comum nos primitivos. Existe nela a alma de um fauve lírico. As pinceladas, tratadas por transparências sutis, a distinguem, de certa maneira, de cores chapadas, técnica comumente empregada pelos primitivos".
Flávio de Aquino
AQUINO, Flávio de. Aspectos da pintura primitiva brasileira = Aspects of Brazilian primitive painting. trad. Tradução de Richard Spock. Apresentação de Geraldo Edson de Andrade. Rio de Janeiro: Spala, 1978.

"Estranho e curioso pintor de extração popular, praticando uma espécie de expressionismo rústico, ao qual se mesclavam ingredientes sobrenaturais e não raro demoníacos, Paulo Pedro Leal pode ser considerado um dos melhores e mais pessoais entre os pintores brasileiros do instinto".
José Roberto Teixeira Leite
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.

"O fulcro do interesse existencial de Paulo era a aventura humana, que ele representa com dramática lente de aproximação (...) Há um grande sopro dinâmico do momento presente, nos trabalhos dionisíacos de Paulo, que revelam um mundo trágico de possessão, crimes, naufrágios, batalhas, assassinatos. A própria natureza-morta aparece, nele, com frequência, dotada de solenidade hierática".
Lélia Coelho Frota
A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica. Joel Rufino dos Santos. Tenenge. Emanoel Araújo. ARAÚJO, Emanoel. São Paulo, Tenenge, 1988. Bibliografia: p. 396-398 Conteúdo: 1 - O barroco e o rococó 2 - O século XIX - A academia e os acadêmicos 3 - A herança africana e as artes de origem popular 4 - Arte contemporânea.

Exposições Coletivas

1955 - Rio de Janeiro RJ - Mostra, na Petite Galerie
1961 - Rio de Janeiro RJ - 10º Salão Nacional de Arte Moderna
1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
1965 - Paris (França) - Oito Pintores Ingênuos Brasileiros, na Galeria Jacques Massol
1966 - Buenos Aires (Argentina) - Artistas Brasileiros Contemporâneos
1966 - Moscou e várias cidades da Europa - Artistas Primitivos Brasileiros

Exposições Coletivas

1955 - Rio de Janeiro RJ - Mostra, na Petite Galerie
1961 - Rio de Janeiro RJ - 10º Salão Nacional de Arte Moderna
1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
1965 - Paris (França) - Oito Pintores Ingênuos Brasileiros, na Galeria Jacques Massol
1966 - Buenos Aires (Argentina) - Artistas Brasileiros Contemporâneos
1966 - Moscou e várias cidades da Europa - Artistas Primitivos Brasileiros

Fonte: Itaú Cultural

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