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Paulo Gaiad

OBRAS DO ARTISTA

Paulo Gaiad - O Mergulho


O Mergulho

Técnica: técnica mista sobre tela
Data: 2007
Medida: 150 x 100 cm
Comentários: ass. no verso


Preço: Sob Consulta

BIOGRAFIA

Paulo Gaiad (Piracicaba SP 1953)

Pintor, desenhista e gravador.

Em 1972, Paulo Renato Gaiad ingressa em Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília (UnB). Dois anos mais tarde, inicia curso de desenho na Pontifícia Universidade de Campinas (PUC/Campinas) e recebe bolsa de estudos para frequentar o curso de Planejamento Urbano da Universidade de Oslo, Noruega.

Entre 1975 e 1977, estuda arquitetura em São Paulo e, em 1980, cursa desenho livre na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em 1981, fixa residência em Florianópolis, Santa Catarina, onde passa a trabalhar com arquitetura e artes plásticas e participa de oficinas de litografia, estudo de modelo vivo e gravura em metal do Museu de Arte de Santa Catarina (Masc). Em 1984, ganha a Bolsa de Multiplicadores Culturais do Instituto Goethe, da Alemanha.

Realiza sua primeira exposição individual em 1987, no Ecco Club/Galeria Espaço de Arte, em Florianópolis. Recebe, em 1989, o prêmio Cubo de Prata da Bienal Internacional de Arquitetura, em Buenos Aires. Em 1993, realiza obras para a peça Prenome: Fausto, de Fábio Brüggemann (1962), com o Casa do Teatro Grupo Armação. Em 2006, participa do projeto Pinte um Futuro, liderado pela artista plástica holandesa Hetty van der Linden, que atua junto a comunidades que vivem em situação de risco.

Comentário Crítico

A produção de Paulo Gaiad transita entre a pintura, o desenho, a fotografia, a instalação e a literatura. Em 1998, realiza a obra Cicatrizes, em que reúne diversos materiais: recorta papéis e então constrói pequenos pacotes, embrulha-os cuidadosamente em arames, um a um, e em seguida os protege num invólucro feito com folhas de chumbo.

A obra de 2001 "Auto-retratos"/Documentos Vol. I, em formato de livro, revela o interesse do artista pelos temas da memória e do testemunho autobiográfico. Gaiad se apropria de depoimentos biográficos de pessoas das mais diversas origens e profissões para em seguida integrá-los num grande autorretrato que se nutre não de si mesmo, mas do outro.

Em Receptáculo da Memória, de 2002, o artista solicita a várias pessoas que lhe enviem qualquer tipo de objeto capaz de sintetizar momentos especiais de suas vidas, objetos depositários de uma afetividade que simboliza o tempo passado. Gaiad os reinterpreta, agregando a eles outros objetos e materiais diversos. Processo semelhante ocorre em outra obra de 2002, Genocídio "Vida Perdida I", no qual o artista se apropria de uma foto do arquivo judiciário francês e a exibe dentro de uma caixa de aço, interferindo na imagem com pregos e pigmento.

O crítico Tadeu Chiarelli observa que a imagem fotográfica não é o único elemento que conta na produção de Gaiad. Ela se insere numa poética de articulações híbridas, e as peças por ele produzidas não procuram desenvolver um discurso estritamente fotográfico. Ainda segundo Chiarelli, Gaiad não parece interessado na linguagem fotográfica ou na fotografia "pura". Exerce aquelas várias ações sobre a imagem fotográfica por supostamente não confiar na sua força efetiva. O artista parece atuar com consciência de que a imagem fotográfica não possui poder suficiente para exprimir, de forma eficaz, o que se quer. O resultado de tais ações e reinterpretações é a produção de objetos híbridos, meio fotografias, meio assemblages.

Críticas

"A produção recente de Paulo Gaiad ratifica suas qualidades de pintor rigoroso e coerente. O novo desdobramento de sua obra retoma questões de divisão do espaço e planaridade já presentes em suas primeiras pinturas ao mesmo tempo em que radicaliza procedimentos novos, como a escrita e as anotações gráficas de animais (...) Gaiad trabalha os espaços de sua pintura aliando textura, cor e forma em composições inteligentes e sensíveis. Suas árvores, peixes e pássaros não são mais aqueles elementos observados na ilha de Santa Catarina mas constituem, já faz algum tempo, o repertório muito particular da obra do artista (...)".
Fernando Lindote
GAIAD, Paulo. Paulo Gaiad: terra / diário, poema e tributo. Curitiba: Sala Miguel Bakun, 1991. il. p.b.

Acervos

Museu da Estação - Antonina PR
Museu de Arte Contemporânea - Curitiba PR
Museu de Arte de Santa Catarina - Florianópolis SC

Exposições Individuais

1987 - Florianópolis SC - Individual, no Ecco Club/Galeria Espaço de Arte
1988 - Florianópolis SC - Individual, na ACAP
1989 - Florianópolis SC - Individual, no Espaço Oficinas do Masc
1991 - Curitiba PR - Individual, no MAC/PR - premiado
1991 - Curitiba PR - Terra / Diário, Poema e Tributo, no Solar do Rosário
1992 - Florianópolis SC - 39 Páginas de Uma Vida e Outras Obras, na Grande Galeria do Centro Integrado de Cultura
1992 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Engenho Central
1993 - Cascavel PR - Individual, no Paço das Artes
1993 - Florianópolis SC - Da Pintura do Teatro: conversas com Fausto, na Galeria Arte In Panorama
1994 - Schwäbisch Hall (Alemanha) - Bericht von eine Nicht Gemacht Reise, no Goethe Institut
1996 - Florianópolis SC - Individual, no Museu Victor Meirelles
2004 - São Paulo SP - Janelas Imaginárias, na Galeria Rosa Barbosa

Exposições Coletivas

1979 - Piracicaba SP - 27º Salão de Belas Artes de Piracicaba, na Pinacoteca Municipal
1981 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Atelier
1987 - Florianópolis SC - 8º Salão Catarinense de Novos Artistas, no Masc
1988 - Americana SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Americana, no MAC/Americana
1988 - Piracicaba SP - 21º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
1989 - Buenos Aires (Argentina) - Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires - Prêmio Cubo de Prata
1989 - Piracicaba SP - 21º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
1990 - Curitiba PR - 47º Salão Paranaense, no MAC/PR - Prêmio Secretaria de Estado da Cultura
1990 - Curitiba PR - 6º Curitiba Arte
1991 - Antonina PR - 1º Salão do Mar - Prêmio Administração do Porto de Paranaguá
1991 - Curitiba PR - 48º Salão Paranaense, no MAC/PR
1992 - Florianópolis SC - Paisagem Catarinense, na ACAP
1992 - Massy (França) - Exposition d'Art Contemporain Brésilien, na Mèdiathéque Jean Cocteau
1993 - Brasília DF - Horizontes, no Espaço Sebrae
1994 - Florianópolis SC - Masc 45 anos, out-door nas ruas de Florianópolis
1994 - Florianópolis SC - Retrospectiva 45 anos do Masc, no Masc
1995 - Heidelberg (Alemanha) - Coletiva, na Kunst Haus Welker
1995 - Porto Alegre RS - Tendências Contemporâneas da Arte Catarinense, na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo
1996 - Cascavel PR - Uma Visão Catarinense 1996 / 1997, no Museu de Arte de Cascavel
1996 - Curitiba PR - Uma Visão Catarinense 1996 / 1997, no MAC/PR
1996 - Porto Alegre RS - Uma Visão Catarinense 1996 / 1997, no Margs
1997 - Florianópolis SC - Uma Visão Catarinense 1996 / 1997, no Masc
1998 - Florianópolis SC - 6º Salão Nacional Victor Meirelles, na Masc
1999 - Florianópolis SC - Desenhos e Gravuras: Acervo MVM - 1994 a 1999, no Museu Victor Meirelles
2000 - Berlim (Alemanha) - Brasilien in Barsikow, na Galerie Barsikow
2001 - Campinas SP - Deslocamentos do Eu: o auto-retrato digital e pré-digital na arte brasileira 1976-2001, no Itaú Cultural
2002 - Porto Alegre RS - Apropriações e Coleções, no Santander Cultural
2003 - São Paulo SP - Ponto de Fuga, Área Livre, na Memorial da América Latina. Galeria Marta Traba
2003 - São Paulo SP - Pele, Alma, no Centro Cultural Banco do Brasil
2005 - São Paulo SP - Ocupação, Paço das Artes
2006 - Florianópolis SC - 9º Salão Nacional Victor Meirelles, no Museu de Arte de Santa Catarina
2007 - São Paulo SP - Recortar e Colar | Ctrl_C Ctrl_V, no Sesc Pompéia
2008 - São Paulo SP - Arte Pela Amazônia: arte e atitude, na Fundação Bienal
2008 - Salvador BA - 15º Salão da Bahia, no Museu de Arte Moderna
2011 - Florianópolis SC - Arte no cotidiano: acerca do colecionismo, no Museu Victor Meirelles

Fonte: Itaú Cultural

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