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Patricia Furlong

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BIOGRAFIA

Patricia Furlong Woldmar (Porto Alegre RS 1955)

Artista plástica.

Gradua-se em educação artística pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em 1980, onde é aluna de Regina Silveira (1939) e Julio Plaza (1938-2003). Em 1982 realiza o cenário e o figurino para a ópera Don Pasquale, encenada pelo Teatro Lírico de Equipe. Em 1991 ministra o curso Do Surrealismo Abstrato ao Expressionismo Abstrato, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Integra o projeto Cursos no Atelier, em 1993, acompanhando o desenvolvimento de trabalhos de artistas no Atelier Frederico Steidel, em São Paulo, e realiza o painel Carrinho, para o programa Metrópolis da TV Cultura. Em 1995 ministra o workshop Miró, São Paulo Pincel e Papel, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), e participa do workshop em intermídia com Judite dos Santos, na Universidade de São Paulo (USP). Em 1998 é aluna ouvinte do curso Polêmicas da Modernidade: a Metamodernidade, ministrado por Philadelpho Menezes (1960-2000), na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Em 2002 participa da 7ª edição da Bienal de Havana e coordena o projeto O Desenho e Seus Papéis, em parceria com Edith Derdyk (1955), no Sesc Pompéia. Funda em 2003 um grupo de estudos sobre arte contemporânea formado por Adriana Rocha (1959), Ana Michaelis (1962), Arnaldo Battaglini (1953), Carlos Camargo, Celso Orsini (1958), Cris Rocha (1967) e Edith Derdyk, entre outros, com os quais integra o grupo Em Branco, direcionado à realização de exposições coletivas itinerantes de suas obras.

Comentário Crítico

Patricia Furlong começa a trabalhar na década de 1980, realizando pinturas gestuais. Nos anos 1990, sua pintura é pensada como uma intervenção na superfície de cartazes, outdoors e anúncios de jornais, para discutir a paisagem urbana paulistana. A tinta é usada para vedar parcial ou totalmente palavras e frases contidas nos anúncios ou produtos mostrados nesses veículos publicitários, modificando seu significado original: por exemplo a marca da maionese Hellmann's se torna "man".

A discussão sobre a paisagem urbana em sua obra desloca-se da pintura para objetos de interação com o espectador, como na obra Mantenha Distância, 2001, da série Comandos. A frase comum em para-choques de ônibus e caminhões é escrita com letras imantadas sobre chapa galvanizada, possibilitando que o público as rearticule. 

A questão da paisagem ganha outra dimensão na obra de Patrícia em 2005, na série Jardins, que enfoca a paisagem natural em vez da urbana. A artista retoma a tradição de pintura ao ar livre e leva o cavalete para os jardins de sua residência a fim de observar, desenhar e pintar a vegetação do local, e dispensa a mediação da fotografia na realização da obra, colocando em debate a pertinência do gênero pintura de paisagem no século XXI. Pinta a vegetação de maneira descritiva e laboriosa, e se detém em cada detalhe da paisagem ao alcance de sua observação, utilizando tinta acrílica em pinceladas diluídas como as de uma aquarela.

Críticas

"Patrícia Furlong começou modestamente mas com a audácia que lhe é própria - pintando telas encantadas pelo informal, atravessadas por grandes torrentes vermelhas, líricas, longas excharpes de sangue e de desejo, sinuosas, flexíveis todas em curvas arqueadas como chicotadas, contestadas por hachuras, riscos pretos, traços inquietos que ao mesmo tempo colocavam a presença incerta, flutuante da imagem e a instabilidade de uma pintura acolhedora à luz, totalmente transfigurada pelo resplendor brilhante do fundo (...) Pouco importa se outrora Patrícia Furlong tenha olhado na distância dos mitos e que hoje se interesse mais pelo vandalismo urbano, pelos jogos dos sinais da cidade. Esta jovem brasileira não é uma grafiteira, à moda americana, uma vaga epígone de Keith Haring ou de Jean Michel Basquiat (...) Patrícia Furlong entrega-se de fato, com suas fotocópias, a uma tarefa de desviar, de disfarçar, de informar, talvez de desinformar, próxima daquela a que as municipalidades ciosas de tornar incompreensíveis os slongans, inscritos nos muros ou o asfalto das ruas se dedicam (...)".
Michel Nuridsany
EXPOSIÇÃO ARTISTAS ÍTALO-BRASILEIROS EM SÃO PAULO, 2. , 1993. Catálogo. Apresentação de Antonio di Stefano e Silvano Valentino. São Paulo: Espaço Cultural FIAT, 1993.

Acervos

Acervo Banco Itaú S.A. - São Paulo SP
Fundação Padre Anchieta  TV Cultura - São Paulo SP
Museu de Arte Contemporânea da Universidaded de São Paulo - MAC/USP - São Paulo SP
Museu de Arte de Santa Catarina - MASC - Florianópolis SC
Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp - São Paulo SP
Universidade de São Paulo - USP - São Paulo SP

Exposições Individuais

1987 - Copenhagen (Dinamarca) - Individual, na Lyngby Kunstforening
1987 - Roma (Itália) - Individual, na Galeria Casa do Brasil - Embaixada Brasileira
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Arte & Fato
1988 - São Paulo SP - Individual, na Sadalla Galeria de Arte
1989 - São Paulo SP - Individual, na Kramer Arte Design
1992 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Paulo
1993 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
2003 - Ribeirão Preto SP - Individual, no Museu de Arte de Ribeirão Preto - Pedro Manuel Gismondi
2004 - São Paulo SP - Individual, no Centro Universitário MariAntonia

Exposições Coletivas

1974 - Avaré SP - Salão de Humor de Avaré
1977 - São Paulo SP - Anual de Artes Plásticas, no MAB/Faap
1978 - São Paulo SP - Anual de Artes Plásticas, no MAB/Faap
1978 - São Paulo SP - Mostra Universitária, na Delegacia Regional do Ministério da Educação e Cultura - MEC
1979 - São Paulo SP - 1º Salão Universitário de Artes Plásticas, na Escola Superior de Artes Santa Marcelina - menção honrosa
1979 - São Paulo SP - 2º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos, no Paço das Artes
1984 - São Paulo SP - Mostra de Trabalhos, no Espaço St. Germain
1987 - Amsterdã (Holanda) - First Art Exposition Brazil-Holland, no World Trade Center
1987 - Nova York (Estados Unidos) - Connections Project/Conexus, no Museum of Contemporary Hispanic Art
1987 - São Paulo SP - 18º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1987 - São Paulo SP - Seis Novos, na Sadalla Galeria de Arte
1989 - Florianópolis SC - Coletiva, no Masc
1989 - Porto Alegre RS - Rever, na Galeria Arte & Fato
1989 - São Paulo SP  - Jovens Artistas, na Galeria Montesanti
1989 - São Paulo SP - Circuito Atelier Aberto, evento paralelo à 20ª Bienal Internacional de São Paulo
1989 - São Paulo SP - Ítaca, na Kramer Galeria de Arte
1993 - Tóquio (Japão) - Verde Amarelo - Brazilian Contemporary Art in Tokyo, no Fujita Venté Museum
1994 - São Paulo SP - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Paisagens, na Galeria São Paulo
1994 - São Paulo SP - Senses: um olhar sensível sobre a arte atual, na Renato Magalhães Gouvêa - Escritório de Arte
1995 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria São Paulo
1995 - Madison, Wisconsin (Estados Unidos) - Field Work, no Madison Memorial Union
1996 - São Paulo SP - Avesso do Avesso, no Paço das Artes
1996 - São Paulo SP - Bandeiras, na Galeria de Arte do Sesi
1996 - São Paulo SP - Miró, São Paulo, Pincel e Papel, projeto de intervenção no espaço urbano
1996 - São Paulo SP - No Exísten Los Límites, no Hospital Humberto I
1999 - Curitiba PR - Extra-large Extra-small, no Museu Metropolitano de Arte
1999 - Goiânia GO - Extra-large Extra-small, na Marina Potrich Galeria de Arte
1999 - Rio de Janeiro RJ - Extra-large Extra-small, no Centro Cultural Correios
1999 - São Paulo SP - 26º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP
1999 - São Paulo SP - Extra-large Extra-small, na Galeria Nara Roesler
2000 - Fortaleza CE - 26º Panorama de Arte Brasileira, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
2000 - Havana (Cuba) - 7ª Bienal de Havana, no Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam
2000 - Niterói RJ - 26º Panorama de Arte Brasileira, no MAC-Niterói
2000 - Uberlândia MG - Extra-large Extra-small, no Museu Universitário de Arte - Muna
2001 - São Paulo SP - Palavra-Figura, no Paço das Artes
2002 - Florianópolis SC - Salão de Arte Contemporânea Victor Meirelles, no Masc
2002 - Nuremberg (Alemanha) - Art in Progress, exposição integrante do workshop Brazil in Nuremberg, Projeto Ponte - Cultura
2002 - São Paulo SP - Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea, na Pinacoteca do Estado
2002 - São Paulo SP - Feira, na Galeria Virgílio
2004 - Porto Alegre RS - Em Branco, na Bolsa de Arte
2006 -  Belo Horizonte MG - Em Branco, no Palácio das Artes

Fonte: Itaú Cultural

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