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Odilla Mestriner

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BIOGRAFIA

Odilla Mestriner (Ribeirão Preto SP 1928 - idem 2009)

Desenhista e pintora.

Entre 1955 e 1956, estuda na Escola Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto, onde é aluna de Domenico Lazzarini (1920 - 1987). Nessa época monta seu ateliê e apresenta seus trabalhos na Exposição do Centenário de Ribeirão Preto, em 1956. As principais características de sua produção definem-se nesse momento: o interesse pelo desenho, com suas linhas e texturas, e a temática urbana. Realiza sua primeira individual na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura, no Rio de Janeiro, em 1959. A artista emprega várias técnicas, como pintura em acrílica, desenho, aquarela e nanquim. Ao longo de sua trajetória artística, Mestriner permanece vinculada à sua cidade natal. Recebe, entre outros, o Prêmio Melhor Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, em 1973. Participa de todas as edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1959 e 1969, recebendo nesse ano o prêmio aquisição Itamaraty. Em 1987, é publicado livro de Jacob Klintowitz sobre sua produção, pela editora Raízes. São realizadas as retrospectivas Odilla Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP, em 1983; e a Retrospectiva no Museu de Arte de Ribeirão Preto, juntamente com a publicação do catálogo Odilla Mestriner e a arte em Ribeirão Preto, com texto do historiador da arte Tadeu Chiarelli, em 1994.

Comentário crítico

A obra de Odilla Mestriner apresenta um grafismo cuidadoso e jogos de simetria e reflexão de imagens e módulos. Em algumas telas é freqüente a presença de rostos, organizados em formas convexas ou côncavas, sucessivamente repetidas.

Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, Odilla Mestriner associa duas tendências preponderantes, a tentativa de expressar sentimentos e a opção pelo traço e pelo desenho, em contraposição à cor. Em seus primeiros trabalhos, a partir do fim da década de 1950, ela retira os temas do ambiente que a cerca e que se revela também opressor: a casa, com seus muros, janelas e portas, e a cidade, trabalhada de forma geométrica, como uma sucessão de ruas ou quarteirões.

A artista produz traços rigorosos, incisivos, apresentando espaços rigidamente construídos por ortogonais. Quando utiliza a figura humana, a decompõe e reelabora construtivamente, utilizando-a como elemento formal. Recursos como a simetria e o ritmo geométrico em suas composições enfatizam os aspectos expressivos de seu trabalho. Em sua obra, se destaca a permanência de temas e recursos formais, além do apelo subjetivo e emocional.

Posteriormente, a artista passa a enfatizar mais a cor, em lugar do desenho rigoroso, e o nanquim dá lugar às técnicas de litografia e aquarela. Em produção recente, apresenta obras em acrílica sobre tela nas quais emprega uma gama cromática mais ampla e luminosa em relação a seus trabalhos anteriores, mantendo um diálogo com a produção de artistas como Antonio Henrique Amaral (1935) e Lasar Segall (1891-1957), como em Homenagem à Segall, Série Bananal V (1999).

Críticas

"Trata-se verdadeiramente de realizar um inventário inicial do que nos cerca. Odilla Mestriner, habitante de um círculo restrito, situada inicialmente fora das grandes cidades produtoras de cultura do País, longe do eixo Rio-São Paulo, fulcro dinâmico da atividade artística, voltou-se para o que a cercava. A primeira constatação foi a casa. E a casa entendida convencionalmente como uma linha de horizonte definida. Odilla aceita o convencionalismo desta visão, mas percebe, por outro lado, a significação da morada para o homem, o conteúdo cultural desta representação, o envolvimento psíquico e a afetividade. Pois, também Odilla vive um mundo mutável e assistiu conflitos destruidores e mundiais, ameaças de apocalipse, totalitarismo e morte organizada. Kafka é o profeta desta época. A casa tem um valor, neste caso, de caráter individual, defesa e proteção contra a própria comunidade dos homens. Curiosidade de época. A comunidade passa a ser entendida como centro de poder e, consequentemente, de opressão. Estes valores estão presentes para a artista. As suas casas, formalmente, utilizam a geometria simplificada do construtivismo".
Jacob Klintowitz
KLINTOWITZ, Jacob. Odilla Mestriner. São Paulo: Raízes, 1987.

Exposições Individuais

1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura
1965 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Seta
1973 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia
1975 - São Paulo SP - Individual, no Paço das Artes
1979 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria
1981 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria
1981 - São Paulo SP - Paisagens: tempos simultâneos, na Galeria Sesc Paulista
1982 - São Paulo SP - Odilla expõe pinturas e aquarelas, na Galeria Ars Artis
1983 - Ribeirão Preto SP - Odilla Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, na Galeria Campus USP - Banespa
1984 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP
1985 - Campinas SP - Individual, na Galeria de Arte Unicamp
1986 - Ribeirão Preto SP - Invididual, na Itaugaleria 
1986 - São Paulo SP - Individual, no Espaço Cultural Chap-Chap
1988 - Brasília DF - Individual, na Itaugaleria
2002 - Ribeirão Preto SP - Dois Momentos / Um espaço, no Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi

Exposições Coletivas

1959 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte de Belo Horizonte
1959 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho 
1960 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio estímulo
1960 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP 
1960 - São Paulo SP - Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas - 2º prêmio em desenho
1961 - Curitiba PR - Salão Paranaense de Belas Artes
1961 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1962 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de bronze
1963 - Maryland (Estados Unidos) - Coletiva de Artistas Brasileiros, na Gallery Four Planets de Maryland
1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, na Faap
1963 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAC/USP - prêmio aquisição
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1964 - Belo Horizonte MG - 1ª Exposição do Jovem Desenho Nacional, no MAP
1964 - Curitiba PR - 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de bronze
1965 - Campinas SP - Salão de Arte Contemporânea de Campinas - prêmio estímulo
1965 - Curitiba PR - 22º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1965 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1966 - Curitiba PR - Salão Paranaense de Belas Artes
1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1966 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - pequena medalha de prata
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - São Paulo SP - Salão Paulista de Arte Moderna
1968 - Campinas SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1968 - Campo Grande MS - 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Diário da Serra
1968 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna
1968 - Salvador BA - 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1968 - São Paulo SP - 17º Salão Paulista de Arte Moderna
1969 - Fortaleza CE - 28 Artistas do Acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela
1969 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna - medalha de prata
1969 - Santo André SP - 2º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1969 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp 
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - prêmio aquisição Itamarati
1970 - Campinas SP - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1970 - Santo André SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1970 - São Paulo SP - Pré-Bienal de São Paulo, na Fundação Bienal
1971 - Belo Horizonte MG - Salão de Arte de Belo Horizonte
1971 - Santo André SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1971 - São Paulo SP - 6 Artistas do Interior, no Paço das Artes
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - Santo André SP - 5º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1972 - São Paulo SP - 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP 
1972 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas do País, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica - 72, na Fundação Bienal
1973 - Bruxelas (Bélgica) - Imagem do Brasil
1973 - Curitiba PR - 30º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra 
1973 - Fairfield (Estados Unidos) - Iramar and Bel Gallery
1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1974 - Santo André SP - 7º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1975 - Ribeirão Preto SP - Salão de Artes Plásticas de Ribeirão Preto - 1º prêmio
1975 - Santo André SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1976 - São Paulo SP - Bienal Nacional 76, na Fundação Bienal
1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Piracicaba SP - Salão de Arte Moderna
1979 - Curitiba PR - 1ª Mostra de Desenho Brasileiro - prêmio aquisição
1979 - Ribeirão Preto SP - Dez Artistas Plásticos da Cidade, na Itaugaleria
1979 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1980 - São Paulo SP - 12º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1981 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais, no Paço das Artes
1982 - São Paulo SP - 15 Artistas: grupo 2, na Galeria Sesc Paulista
1983 - Ribeirão Preto SP - Exposição Pró Sinfônica de Ribeirão Preto, na  Itaugaleria
1984 - São Paulo SP - Grupo Ribeirão, no Paço das Artes
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp
1986 - Ribeirão Preto SP - Salão de Artes Plásticas de Ribeirão Preto - menção especial
1987 - São Paulo SP - Releitura, na Blue Life Galeria de Arte
1988 - Goiânia GO - Coletiva Ribeirão Preto, na Itaugaleria
1988 - São Paulo SP - Mulher: espírito e matéria, no Paço das Artes
1991 - Santos SP - 3ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão
1991 - São Paulo SP - O Que Faz Você Agora Geração 60?: jovem arte contemporânea dos anos 60 revisitada , no MAC/USP 
1992 - Ribeirão Preto SP - Modernidade/Experimentalismo, na USP. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
1993 - Santo André SP - 21º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1998 - Araraquara SP - 12º Salão de Artes Plásticas de Araraquara, na Casa de Cultura Luiz Antonio Martinez Corrêa
1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Cidadeprojeto / cidadeexperiência, no MAM/SP

Fonte: Itaú Cultural

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