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Nilson Seoane

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BIOGRAFIA

Nilson Seoane (Santos SP 1930 - São Paulo SP 1987)

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador.

Na cidade de São Paulo, freqüenta a Escola de Artes Gráficas Professor Nelson Nóbrega (1944 a 1948), tendo como mestres Lívio Abramo, Mário Gruber, Antonio Gomide, e Wolfgang Pfeiffer. Entre 1953 e 1958, faz cursos de filosofia, psicologia, teologia, passando, como noviço, por vários Mosteiros da Ordem dos Beneditinos na Bahia. Entre 1957 e 1962, trabalha fazendo ilustrações para os suplementos literários dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo. Entre 1960 e 1980, reside em vários lugares, realizando painéis para residências, hotéis, instituições, secretarias. Em 1977, escreve crônicas como free lance para o jornal A Gazeta, de Vitória.

Críticas

"O realismo fantástico de Seoane se relaciona talvez com certas formas inusuais de percepção, muito discutidas recentemente a propósito dos efeitos de drogas como o ácido lisérgico e a mescalina. Muitos desenhos coloridos de artistas dão a impressão de matéria de vitrais, com efeitos luminosos surpreendentes. Suas flores têm uma qualidade preciosa especial, que faz recordar as descrições de imagens percebidas sob a influência do ácido lisérgico. Essas percepções inusuais já inspiraram no passado miniaturistas orientais e, possivelmente, também vitralistas europeus medievais. Alguns desenhos coloridos de Seoane sugerem um mundo submarino com luminosidade estranha e fascinante, fazendo recordar ambiente de certas lendas mais que o da caça submarina. A visão do artista seria aparentada à imaginação dos poetas da água, segundo a classificação de Machelard. Ele não tem propriamente uma temática de paisagem submarina, como muitos outros artistas contemporâneos, mas transporta as suas flores e vegetais para uma atmosfera como que líquida e mágica".
Mário Schenberg
SEOANE. Apresentação de Érico Veríssimo et al. São Paulo: Portal Galeria de Arte, 1972.

"Seoane parece ter encontrado um veio riquíssimo para a sua imaginação e o seu sentido dum grafismo altamente expressivo. (...) Não se pode falar em motivações florais porque o artista partiu para uma temática diversa: a metamorfose da botânica. Todo um campo de exploração assim se oferece à sua imaginação que tanto tem de amor à natureza, quanto se afasta da natureza para nos oferecer essa floração de sonho, arbitrária, fantasiosa, num enxame de fremências, pululante, densa de poesia. Há tamanho vigor nessa exploração que nos parece ter sido uma pretensão do artista corrigir a natureza, dizer-lhe como deveria ter feito as flores, as folhas, as hastes, e capta toda essa sugestividade em linha e cor, para encantar. Surpreendemo-nos porém com alguma coisa mais: um certo misticismo. Ao par duma temática tão elaborada, Seoane não esquece que tem de desenhar e pintar em seus encontros com a botânica imaginária. E harmoniza para suas descobertas e invenções nesse novo reino um desenho de grande poder comunicativo e uma harmonização de coloridos intensa, continuamente criando atmosferas para as metamorfoses. Seoane fez de tão pouco uma série de galáxias florais luminosas, felizes e belas na sua feérica e gloriosa presença. Mas esta arte se recusa a ser declamatória. Seoane consegue efeitos incisivos mas muito mais por insinuação do que por violar o nosso sossego contemplativo. A pintura de Seoane, pois se fizeram pintura a linha e a cor, se nos afigura uma conquista de expressão".
Geraldo Ferraz
SEOANE: Itaú Galerias de Arte. Apresentação de Augusto Ruschi et al. São Paulo: Itaugaleria/Av. Brasil, 1980.

Exposições Individuais

1963 - São Paulo SP - Individual, na L'Atelier
1964 - Miami (Estados Unidos) - Individual, na University of Miami
1964 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na New York University
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1965 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia
1965 - Washington (Estados Unidos) - Individual, no The Brazilian American Cultural Institute
1967 - São Paulo SP - Individual, em A Galeria
1968 - Washington (Estados Unidos) - Individual, na Galeria do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento
1969 - Washington (Estados Unidos) - Individual, no The Brazilian American Cultural Institute
1970 - Los Angeles (Estados Unidos) - Individual, na Backstage Gallery, West Hollywood
1972 - São Paulo SP - Individual, na Portal Galeria de Arte
1972 - São Paulo SP - Individual, na Itaugaleria
1979 - Vitória ES - Seoane: 35 Anos de Arte Contemporânea Brasileira, no Hotel Senac
1980 - Brasília DF - Individual, na Itaugaleria
1980 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria
1980 - São Paulo SP - Individual, na Itaugaleria

Exposições Coletivas

s.d. - Córdoba (Argentina) - 1ª Bienal de Córdoba
1954 - Salvador BA - 4º Salão Baiano de Belas Artes
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna
1955 - Salvador BA - 5º Salão Baiano de Belas Artes
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de bronze
1956 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1957 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1958 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1959 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de prata
1960 - São Paulo SP - 55 Artistas do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea de 1959, na Galeria de Artes da Folha
1960 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1961 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de prata
1962 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1963 - São Paulo SP - 12º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de prata
1964 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1964 - Brasília DF - 1º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal
1965 - Brasília DF - 2º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal
1965 - Nova York (Estados Unidos) - Mostra, no The Brazilian Institute of the New York University
1965 - Rio de Janeiro RJ - 14º Salão Nacional de Arte Moderna
1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens da Guanabara
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1965 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1966 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1968 - São Paulo SP - 17º Salão Paulista de Arte Moderna
1968 - Washington (Estados Unidos) - Mostra, na Biblioteca do Congresso
1968 - Washington (Estados Unidos) - Salão Nacional da Associação de Artes Takoma Park - 1º lugar
1972 - São Paulo SP - 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP - prêmio aquisição
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp

Exposições Póstumas

1995 - São Paulo SP - Projeto Arte Atual Brasil, no Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte

Fonte: Itaú Cultural

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