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Mira Schendel

Mira Schendel

OBRAS DO ARTISTA

Mira Schendel - Sem Título

Sem Título

têmpera sobre madeira
déc. 60
65 x 95 cm
Participou da exposição "O espaço infindável de Mira Schendel", na Galeria Frente, 2015, reproduzido no livro da mostra na pág. 157.

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - Sem Título

Sem Título

ecoline sobre papel
30 x 25 cm
da série bordados

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - Sem Título

Sem Título

monotipia sobre papel arroz japones
47 x 23 cm

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - Bar Sabará

Bar Sabará

bastão oleoso sobre papel
1964
31 x 45 cm
ass. inf. dir.

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/T

S/T

monotipia sobre papel
déc. 60
47 x 23 cm

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/T

S/T

monotipia sobre papel
déc. 60
47 x 23 cm

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/T

S/T

monotipia sobre papel
déc. 60
47 x 23 cm

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/T

S/T

monotipia sobre papel
déc. 60
47 x 23 cm

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/T

S/T

ecoline sobre papel
s.d.
31 x 23 cm


Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/T

S/T

guache e grafite sobre papel
s/d
46 x 24 cm

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/t

S/t

Monotipia sobre papel de arroz japonês
Déc. 60
49x23 cm

Preço: Sob Consulta
Mira Schendel - S/t

S/t

Monotipia
Déc. 60
49x23 cm

Preço: Sob Consulta

BIOGRAFIA

Mira Schendel (Zurique, Suíça 1919 - São Paulo SP 1988)

Desenhista, pintora, escultora.

“Talvez a opinião dos outros possam me ajudar a compreender melhor o que faço, pois até hoje, a arte para mim, é um grande mistério”.
Mira Schendel.

O mínimo para ser, quase não-sendo.
Paulo Venancio Filho
A transparência misteriosa da explicação.
In: Mira Schendel a forma volátil. Apresentação Helena Severo, Vanda Mangia Klabin; texto Sônia Salzstein, Paulo Venancio Filho, Célia Euvaldo.
Rio de Janeiro: Centro de Arte Hélio Oiticica, 1997. p. 27-28.

De Myra Schendel; ovvero, Myrrha Dagmar Dub Hargesheimer, existem poucas informações sobre seu nascimento e início de vida.

Sabe-se que em 1936 ca., e até os anos 1940 estudou filosofia e arte em Milão. Durante a maior parte do período que abrangeu a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em virtude de sua origem judaica, Mira é obrigada a abandonar os estudos e refugiar-se; primeiro em Sófia (Bulgária)[1] e depois em Sarajevo, na Iugoslávia, onde se casa com Josip Hargesheimer, com o intuito de conseguir permissão para emigrar, estabelecendo-se em Roma, em 1946, e emigrando para o Brasil em 1949.

Sua preferência pelo estudo da filosofia fomentou contatos com importantes nomes da filosofia mundial que encontraram eco em suas obras, nas suas diferentes fases. Inicialmente em Roma mantinha densa correspondência com Ferdinando Tartaglia (1916-1987) – um presbítero, escritor e teólogo italiano que foi um dos mais singulares protagonistas do pensamento religioso do século XX; depois, já no Brasil, com Max Bense (1910-1990) – filósofo, escritor e ensaísta alemão, conhecido pelos seus trabalhos em filosofia da ciência, lógica, estética e semiótica, sendo um dos teóricos da Poesia Concreta. A abundante correspondência dura até 1975. Relaciona-se ainda com Umberto Eco, Jean Gebser (1905-1973) – filósofo, poeta e lingüista alemão que se dedicou a descrever as estruturas da consciência humana; e o “Novo fenomenologista” alemão Hermann Schmitz (1928-...) além de Vilém Flusser (1920-1991) – filósofo tcheco, naturalizado brasileiro que se estabeleceu em São Paulo, onde atuou por cerca de 20 anos como professor de filosofia, jornalista, conferencista e escritor.

1949-1951: Radicada em Porto Alegre começou a pintar e fazer escultura em cerâmica. Deu aulas de pintura e de orientação artística também se dedicando a escrever poesias e a estudar filosofia por conta própria. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, lhe dá contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois, em 1953, muda-se para São Paulo, onde conhece o livreiro alemão Knut Schendel[2], que se tornou o pai de seu filho único e posteriormente seu marido, sendo essa a razão de Mira ter adotado o sobrenome Schendel[3].

1953-1988: Passa a viver em São Paulo até sua morte.

1960-1966: Manteve contato com o escultor Sérgio de Camargo (1930 - 1990), fez projetos de capas de livros para a Editora Herder, e realiza a série “Bordados”, primeiros trabalhos em papel de arroz, feitos com ecoline[4], que somam cerca de 2 mil desenhos com a técnica da monotipia em papel de arroz, divididas em subgrupos chamados de "linhas", "arquiteturas" (linhas em forma de u), "letras" (alfabeto e símbolos matemáticos) e "escritas" (em várias línguas), posteriormente trabalhando também com signos (sinais de pontuação) em “letraset”, que indicam sua interpretação dos conceitos essenciais da semiótica.

Seguem-se as “Droguinhas” – papel de arroz amassado, torcido em cordão e depois tramado em nós, amontoado ou pendurado formando redes, bolas e tranças, “Trenzinhos”, série de folhas do mesmo papel, penduradas em fila em um "varal". Ainda nesse período suas “Droguinhas” são apresentada em Londres, na Galeria Signals, por indicação do crítico de arte Guy Brett (1942-...)[5].

Sem participar de nenhum movimento ou filiar-se a específicas “escolas” torna-se “livre” para experimentar; inicia com acrílico (Objetos Gráficos e Toquinhos), realiza conjunto de 150 cadernos, desdobrados em várias séries e faz experiências com litografia e fórmicas.

1973: Conforme suas declarações, diz-se surpresa de receber, em São Paulo, o Prêmio APCA de melhor objeto 1972.  

1978/1987: Produz as têmperas brancas e negras, os “Sarrafos” e inicia uma série de quadros feitos com pó de tijolo.

Postumamente, suas obras são apresentadas em muitas exposições dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial[6].

Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doou grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP.

Florilégio

A produção artística de Mira Schendel, marcada pela constante experimentação, é constituída por múltiplas séries de trabalhos, experiências bastante diversas quanto a formato e dimensões, aos suportes escolhidos e à técnica adotada, mas que guardam entre si uma coerência no que diz respeito às questões por eles suscitadas. Daí a dificuldade em dividir sua obra em fases cronológicas e a conseqüente identificação de aspectos que reaparecem constantemente, desdobramentos entre uma série e outra, que conferem a sua obra uma linguagem inconfundível, com várias ramificações.

As obras de Mira Schendel geralmente não têm títulos, mas ela nomeia as séries, que funcionam como apelidos aos trabalhos.

  • Ela vive em Porto Alegre entre 1949 e 1953, período em que realiza retratos e naturezas-mortas de tons escuros.
  • Na década de 1950, sua linguagem pictórica simplifica-se progressivamente, em trabalhos que exploram o tratamento dado à superfície.
  • De 1954 a 1956, faz pinturas encorpadas em tons geralmente sombrios, como cinza e ocre, de matéria densa e opaca, em têmpera ou óleo sobre madeira ou tela.
  • A década de 1960 é um período de intensa e variada produção. Nos primeiros anos dedica-se sobretudo à pintura, misturando técnicas e usando diferentes suportes e materiais, como gesso, cimento, areia e argila, com o que obtém superfícies densas e evidencia o suporte como constituinte ativo da obra.
  • De 1962 a 1964, realiza diversos Bordados, seus primeiros trabalhos com papel japonês, feitos com tinta ecoline, geralmente com desenhos geométricos e cores escuras, mas transparentes, depois retomados na década de 1970.
  • 1964-1966: Mira Schendel faz grande quantidade de desenhos em papel de arroz, conhecidos também como Monotipias, de 1964 e 1966. Ela os realiza entintando uma lâmina de vidro sobre a qual o papel é pousado para, então, traçar sobre ele as linhas, pelo avesso, usando a unha ou algum instrumento pontiagudo. A opção em desenhar pelo verso tem uma importância conceitual para a artista, que pesquisa assiduamente um meio de chegar mais próximo da transparência. Como chama a atenção o crítico de arte Rodrigo Naves, esse traço indireto, caracterizado pelo uso do vidro entintado, em lugar de riscar a linha diretamente sobre o papel, diminui o controle sobre o resultado, incorporando irregularidades e imprecisões que, justamente, interessam a artista mais do que a vontade de ordenação e o controle dos meios.1

Entre os inúmeros desenhos realizados seguindo esse procedimento, há aqueles só com linhas, outros com letras, palavras ou frases, símbolos ou caligrafias, configurando uma investigação sobre as potencialidades plásticas dos elementos da linguagem, ao mesmo tempo em que exploram a liberdade e delicadeza do gesto que traça formas abertas e imprecisas.

1965-1966: Numa série de desenhos de 1965, postumamente chamados Bombas, em vez da estreiteza da linha, que tem uma presença mais sutil, a artista cria, com nanquim sobre papel úmido, grandes massas negras de contornos indefinidos, mais ou menos retangulares. Em 1966, cria a série Droguinhas, objetos tridimensionais vazados sem forma definida, elaborados com papel de arroz retorcido e trançado, tramado com nós. Realiza também Trenzinhos, série de folhas do mesmo papel, penduradas em fila em um "varal".2

Segundo a historiadora da arte Maria Eduarda Marques, as Droguinhas representam uma intenção desmistificadora diante do mercado e da institucionalização da arte, pois são trabalhos que, como descritos nas palavras da própria artista, estão "em oposição ao 'permanente' e ao 'possuível'." 3

Outras obras que exploram a transparência são seus Objetos Gráficos, que Mira Schendel começa a produzir em 1967. Assim como nas Monotipias, em que podia escolher a face de seus desenhos, os Objetos Gráficos também têm dois lados. Mas nesses casos o papel de arroz, sobre o qual dispunha letras manuscritas ou tipos impressos, é prensado entre duas grandes chapas de acrílico, depois suspensas por fios no teto, afastadas da parede, podendo ser vistas pelos dois lados.

  • Os Toquinhos, 1968, são peças de acrílico transparente com pequenos cubos do mesmo material nos quais ela aplica letras, signos gráficos ou pedaços de papel japonês tingido com ecoline[7].
  • Em 1969, realiza na 10ª Bienal Internacional de São Paulo a instalação Ondas Paradas de Probabilidade, constituída por fios de nylon pendentes do teto ao chão, pendurados em grades quadriculadas. Semelhante aos Objetos Gráficos, produz Discos, placas circulares de acrílico portando letras, números ou signos gráficos prensados. Nesse período a artista explora as projeções da luz sobre a parede com os Transformáveis, pequenas tiras de acrílico transparente articuladas umas às outras, semelhante a um metro dobrável.
  • Em 1970 e 1971, realiza séries de Cadernos, em quantidade aproximada de 150, vários dos quais são expostos no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP.
  • Produz uma nova série de Toquinhos, em 1973 e 1974, desta vez usando colagens de pequenos quadrados de papel japonês coloridos. Na série de Datiloscritos, 1974, predominam tipos de máquina de escrever.
  • Em meados da década de 1970, retoma séries anteriores, e faz desenhos dos Bordados ou Datiloscritos, reproduzidos em gravura, e novas séries curtas de trabalhos de pequenas dimensões, menos divulgadas. Em várias delas percebe-se a influência da filosofia oriental e características místicas, como nas Mandalas, em ecoline sobre papel.
  • Realiza a partir de 1975 Paisagens Noturnas, em papel japonês tingido com ecoline e aplicação de fios ou pequenos pedaços de folha de ouro. Entre 1978 e 1979, produz a série Paisagens de Itatiaia, em têmpera negra sobre papel, com letras aplicadas, mais informais, em que se delineiam montanhas. Para a 16ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1981, produz 12 pequenos trabalhos chamados I Ching.
  • Volta às naturezas-mortas com uma linguagem ainda mais econômica em Mais ou Menos Frutas, conjunto de 1983. Desta vez, compõe com traço seco, sem manchas ou sombras, um número variado de frutas ambiguamente tratadas como signos e como objetos naturais, valendo-se do recurso de ordenação e seriação. A respeito de Mais ou Menos Frutas, o crítico Alberto Tassinari comenta que "estes desenhos estão, de fato, a meio caminho entre a figuração e a abstração. São esquemas de frutas (...). O fato de serem esquemas, porém, não lhes retira a singularidade".4
  • Em 1987, concebe a série Sarrafos, com têmpera e gesso sobre madeira, a última que chega a concluir. Para o crítico Ronaldo Brito, "muito além de transgredir o limite entre categorias (pintura, relevo, escultura), os Sarrafos exibem uma evidência desconcertante que por si só torna teóricas tais divisões".
  • Eles implicam um diálogo com a pintura, a relação do sujeito diante do quadro, e ao mesmo tempo mobilizam o corpo, valores por excelência da escultura. Operando sobre esses dois eixos de espacialidade - a superfície branca do retângulo e a tridimensionalidade da barra de madeira preta que se projeta no espaço -, obtém o que o autor qualifica como um "salto à dimensão do corpóreo".5
  • Nesse ano, inicia também uma série de quadros feitos com pó de tijolo aplicado à cola sobre madeira, dos quais conclui apenas três.

Notas

1 NAVES, Rodrigo. Pelas costas. In: SCHENDEL, Mira. No vazio do mundo. São Paulo: Editora Marca D'Água, 1996. p. 63. [Catálogo da exposição realizada na Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo, com curadoria de Sônia Salzstein].

2 Para o artista José Resende (1945), trabalhos como Droguinhas e Trenzinhos evidenciam a preocupação com a obsolescência da arte, questão também presente nas séries das Monotipias, m que exercita a espontaneidade do gesto.

Ver: RESENDE, José. In: SCHENDEL, Mira. No vazio do mundo. op. cit. p. 252.

3 A autora desenvolve esse argumento recorrendo a trecho extraído de carta de Mira Schendel ao crítico de arte Guy Brett. Ver: MARQUES, Maria Eduarda. Mira Schendel. São Paulo: Cosac & Naify, 2001. p. 35.

4 TASSINARI, Alberto. Mais ou menos frutas. In: SCHENDEL, Mira. No vazio do mundo. op. cit. p. 271.

5 BRITO, Ronaldo. Singular no plural. Experiência crítica. Organização: Sueli de Lima. São Paulo: Cosac e Naify, 2005. p. 294.

Críticas

"A concepção artística que emana dos trabalhos de Mira faz-nos lembrar um sismógrafo de extrema sensibilidade, especializado em captar todos os imperceptíveis e lentos processos das formações, aqueles que nos surpreendem de repente com as formações já formadas. Tudo na pintura de Mira, composição e distribuição, linha e cor, diálogo das formas e da matéria, tem como objetivo e única finalidade nos revelar os processos lentos e os ritmos silenciosos das formações em formação. A seriedade, a sensibilidade aguda e a comoção religiosa com as quais esses processos são captados e realizados fazem da pintura de Mira um caso raro e único e que vai, por causa da sua riqueza e dos seus significados múltiplos, muito além dos geometrismos fabricados. Os meios econômicos e esparsos da composição, a cor contida e a linha sensível e parca, falam da plena maturidade à qual o trabalho de Mira chegou. Disso resulta a serenidade da composição que trabalha somente com os elementos necessários para a sua organização. Brilhantismos, decorativismos, excessos de cor, da matéria ou das formações lineares são absolutamente alheios a esta noção severa da composição, que quer com o fervor contido e silencioso das vivências religiosas captar e revelar a essência dos processos formativos".
Theon Spanudis
MIRA. Apresentação de Theon Spanudis. Campinas: Galeria Aremar, 1964.

"A pintura de Mira vem sofrendo transformações consideráveis nos últimos dois anos, mas só agora podemos perceber com maior clareza a profundidade e o verdadeiro sentido do seu progresso. (...) Durante o ano de 1963 foi se desenvolvendo na pintura de Mira o sentimento do vazio e da espacialidade. A experiência do romântico, que vivera tão intensamente em sua juventude lombarda, começou a se contrapor à cosmovisão do Extremo Oriente, que lhe fora revelado pelas reproduções de Chi Pai Shi, o grande mestre da pintura chinesa contemporânea. Foi descobrindo paulatinamente a natureza. Não a que se apreende na visão ingênua, mas a que surge da paixão pelo absoluto, quando a transcendência se transforma em imanência. Depois de ter substituído a técnica clássica do óleo ou das camadas alternadas de óleo e têmpera pela das massas plásticas e do gesso, conseguiu produzir os seus melhores quadrados, retângulos e círculos. Descobriu as ricas possibilidades dinâmicas e dramáticas do losango irregular. Suas figuras geométricas foram se carregando de tensão. Em 1954 Mira expusera no Museu de Arte Moderna algumas paisagens de tendência ontológica[8], admiráveis pela singeleza e melancolia. Suas despretensiosas e toscas casas, pintadas com uma técnica rudimentar, já continham o germe de algumas das soberbas realizações de hoje. Faltava-lhe porém o senso do vazio e o domínio da textura. Dez anos depois Mira transubstanciaria a solidão e a melancolia individual no drama cósmico de suas paisagens ontológicas. As casas deixaram de ser refúgios de criaturas sem horizonte. Abrem-se agora para o espaço insondável".
Mario Schenberg
MIRA Schendel: óleos e desenhos. Apresentação de Mário Schenberg.
São Paulo: Galeria Astréia, 1964.

“Há uma concordância em entender o trabalho de Mira Schendel como um não-ser, uma entidade que não se fixa o suficiente para ser identificada, que não se estabiliza o bastante para ser isolada e nem se define nitidamente para ser conceitualizada.”

Até mesmo a materialidade essencial às coisas é subtraída. Próximo de um sopro, flatus. Quase nada, apenas o mínimo suficiente para ser, para não pesar, para não aparecer, para não perturbar. O mínimo para ser, quase não-sendo. Para ser apenas uma presença essencial. Um pouco mais que uma indefinição. Quanto mais potencializa sua presentificação, mais afirma sua ausência. Todos os modos enfáticos que apelam aos sentidos são por ele negados.

(...) A cor é um campo de freqüência indefinida, um ruído?... que se deposita numa superfície, um campo de emissão, tenuemente vibrátil.

Daí a "técnica" de Mira. A sua "não-técnica", melhor dizendo. Porque a técnica é o modo de o homem se impor ao mundo. Também na arte. Mas ela, a técnica, freqüentemente, se não sempre, privilegia o pólo do sujeito, destruindo, violentando, irreconhecendo. As "técnicas" de Mira são "colaborativas", induzem, suscitam, provocam - chamam, deixam-se impregnar, transformam-se. A matéria é sensibilizada, ativada na sua estrutura molecular, eu diria. Como se o inerte pudesse revelar certas manifestações organizadas da vida. Nada pode ser, permanecer, ficar inerte. Assim o impulso construtivo possível de Mira parece ter como modelo um pulsar celular, microscópico e imperceptível que é levado à tona, até as camadas mais visíveis. Longe de aceitar passivamente a projetualidade industrial, Mira, paralelamente, também busca uma síntese entre uma razão altamente desenvolvida e os refinados processos técnicos que a arte tende a manifestar. Nesse sentido atualiza a pesquisa de Klee.

Naquele tênue despertar que o trabalho induz, parece se concentrar, leve, timidamente, todo o Uno cósmico e histórico. Não seria afinal o horizonte da técnica atingir o mais profundamente verdadeiro e desconhecido com um leve movimento da mão sobre um papel? E fazê-lo existir. Porque só a arte, ao que tudo indica, pode conjugar e exprimir as camadas mais primitivas e as mais contemporâneas da experiência humana, sem mutilar nenhuma delas".
Paulo Venancio Filho
VENANCIO FILHO, Paulo. A transparência misteriosa da explicação.
In: SCHENDEL, Mira. Mira Schendel a forma volátil. Apresentação Helena Severo, Vanda Mangia Klabin; texto Sônia Salzstein, Paulo Venancio Filho, Célia Euvaldo.
Rio de Janeiro: Centro de Arte Hélio Oiticica, 1997. p. 27-28.

"Parte da produção de Mira Schendel pode atestar claramente a construção de uma poética estruturada como síntese de um saber estético altamente sofisticado, sensível e amplificador de certas questões da arte contemporânea internacional, e uma atitude artística que se aproveita de maneira astuta da precariedade dos meios de expressão para constituir-se enquanto obra.

Em seus trabalhos bidimensionais realizados na década de 60 percebe-se a artista redimensionando as potencialidades sintáticas e semânticas de signos e ícones da nossa sociedade (muito preocupada que estava na época com as questões intersemióticas). Já com suas Droguinhas, Schendel aparece rearticulando as potencialidades expressivas da matéria, através de sua articulação sob o signo da precariedade. No final de sua trajetória, a artista finalmente sintetiza essas suas preocupações fundamentais".
Tadeu Chiarelli
CHIARELLI, Tadeu. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999.

"As 'Monotipias' foram, sem dúvida, uma das séries mais importantes da obra de Mira Schendel, quase a sua marca registrada. Entre os anos de 1964 e 1966, Mira produziu cerca de duas mil 'Monotipias', a série mais extensa de toda sua obra. Um conjunto desses trabalhos foi exposto na VIII Bienal de São Paulo, em 1965. Em suas diversas variações, essas obras marcam o início de uma vasta produção dedicada ao desenho, que se prolongará até 1979, quando há a retomada da pintura. Mais do que a fatura da pintura, a experiência da criação dos desenhos, em especial das 'Monotipias', expõe a questão da gestualidade em Mira, onde a espontaneidade do traço foi exercitada à exaustão. A liberdade e a delicadeza do gesto eram, notoriamente, características fundamentais de sua plástica. Mira considerava 'erradíssima a arte que cobre completamente essa textura, esse movimento da mão. Dou a maior importância que seja assim manual, que seja artesanal, que seja vivenciada, que saia assim da barriga. Deve brotar da 'barriga' e não simplesmente da mão'".
Maria Eduarda Marques
MARQUES, Maria Eduarda. As Virtualidades do Papel. In: ______. Mira Schendel. Apresentação Pedro Henrique Mariani. São Paulo: Cosac & Naify, 2001. 128 p., il. color. (Espaços da arte brasileira), p. 27

Depoimentos

"Houve antes da fase do acrílico, porém, na fase do papel fininho, daquele monte de papel que ganhei, um outro tipo de objeto, com outra intenção (a palavra intenção é uma palavra muito perigosa, mas vamos usá-la). Eu queria, de certo modo, concretizar algo diferente. Era, diremos, toda a problemática temporal da transitoriedade. Era objeto transitório, tanto que aquele papel podia ser feito por qualquer um, feito em nós como aquele, e minha filha, que naquela época tinha mais ou menos dez anos, chamou aquilo de droguinha, (...) e ficou exposto com o nome de Droguinha. (...)

Eu nunca me propus à escultura como escultura, nem ao objeto como objeto. (...) Tanto assim que, quando eu ganhei - acho que em 1975 - o prêmio pelo melhor objeto do ano, fiquei estupefata. Por que eu achava que estava fazendo qualquer coisa, mas nem tinha ventilado propriamente a idéia de objeto. Ele surgiu dentro de uma problemática da transparência e não do objeto. Ele não surgiu como escultura, como coisa tridimensional, mas como transparência. (...) Em 1966 surgiu a Droguinha, outro tipo de experiência, dentro desta linha de arte efêmera, que chamavam arte efêmera. Os outros objetos em acrílico surgiram posteriormente, mas já ligados àquele papel finíssimo transparente.

Portanto, foi a temática da transparência que me levou ao objeto, é isso que eu quero dizer. No meu caso específico foi realmente isto. Foi o acrílico, não porque acho o acrílico um material bonito, ou um material moderno, mas porque é o único material (...) que me dá uma possibilidade a pesquisa neste campo, que seria o campo da transparência. Esta para mim foi a forma pela qual surgiu o objeto. Eu realmente não me propus ao objeto (...).

Os Cadernos também, de um lado, continuam a temática das letras, que é outra história, todo um outro campo de pesquisa que depois também se juntou no chamado objeto. Os Cadernos também têm uma parte que é transparência (...): são os Cadernos Transparentes. Toda a mesma temática, espaço-temporal, dos Objetos Gráficos, dos Toquinhos, dos Discos, etc. etc. (...) Mas são dois temas. Um era principalmente temporal e o outro espaço-temporal. Isto foi tudo que me levou. Não foi a idéia de escultura, não foi a idéia de tridimensionalidade (não sei, talvez de n dimensões) (...) Também os fios na Bienal [de São Paulo de 1969], (...) aquele fio de nylon, (...) também aquilo é uma idéia de transparência, do quase ou do atravessar, algo assim. Agora, falando com vocês, eu percebo que foi toda uma pesquisa ao redor disso. Foram anos, anos, toda a parte gráfica - quase toda, há uma parte que vai para outra direção - foi ligada a isso".
Mira Schendel
In: SCHENDEL, Mira. No vazio do mundo. Curadoria Sônia Salzstein; apresentação Carlos Eduardo Moreira Ferreira. São Paulo: Marca D'Água, 1996. p. 3.

Livros

Livro
Autor:
Geraldo Souza Dias
Introdução: Andreas Haus
Patrocínio: Oi
Idioma: Português

O arquiteto, pintor e teórico de arte Geraldo Souza Dias apresenta, neste livro, as idéias e a obra de Mira Schendel com base em suas reflexões filosóficas pesquisadas em diários, cadernos e cartas. Paralelamente ao seu caminho na história da arte brasileira, o autor revela um questionamento espiritual e intelectual intenso em sua obra.

São discutidas as visões de Mira sobre arte, teologia, filosofia e cultura a partir de conceitos da fenomenologia e da teoria da comunicação, numa abordagem que desvenda em seu trabalho uma gama de associações elucidativas, tanto do ponto de vista da filosofia da arte como da psicologia.

As relações da artista com o I Ching, com o pensamento de Jung, suas ligações com os Dominicanos, além de outras evidências, desvendam ao leitor uma Mira Schendel desconhecida, e permitem uma retomada da discussão do vínculo entre arte abstrata e espiritualidade.

A edição incluiu depoimentos de dois teóricos que conviveram com a artista e tiveram grande influência em sua obra: Vilém Flusser[9] e Hermann Schmitz[10]. O volume também traz entrevistas com Guy Brett, o curador da maior exposição da artista em vida, na histórica Signal Gallery de Londres, em 1966, e com a semióloga Elizabeth Whalter[11], companheira do filósofo Max Bense[12], que também legou marcas ao trabalho da artista.


Publicado em 1965, Inteligência brasileira finalmente ganha sua versão em português, no décimo quinto volume da coleção “Ensainhos”.

No livro, o pensador alemão Max Bense, que visitou o Brasil durante a década de 1960, observa com simpatia um dos momentos altos da cultura brasileira. Mesclando relato de viagem e interpretação, ele narra sua convivência com artistas e intelectuais como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Bruno Giorgi, Volpi, Lygia Clark, Lucio Costa, Afonso Reidy, Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos.

A síntese de sua visão poderia ser exemplificada na relação que faz entre as cidades do Rio de Janeiro (o espírito tropical) e Brasília (o espírito cartesiano) – e de Guimarães Rosa como a melhor expressão da fusão de ambos.

Egresso da Escola de Ulm[13], fundamental para o design do século XX, Bense não só contribuiu para a consolidação da Escola Superior de Design Industrial, no Rio de Janeiro, mas divulgou nossa arte na Alemanha ao editar revistas e organizar exposições. O saldo é amplamente favorável à cultura brasileira que, aos olhos de Bense, foi capaz de contribuições originais para o mundo contemporâneo[14].


Geraldo Souza Dias apresenta, neste livro, as idéias e a obra de Mira Schendel com base em suas reflexões filosóficas pesquisadas em diários, cadernos e cartas. Paralelamente ao seu caminho na história da arte brasileira, o autor revela um questionamento espiritual e intelectual intenso em sua obra.

São discutidas as visões de Mira sobre arte, teologia, filosofia e cultura a partir de conceitos da fenomenologia e da teoria da comunicação, numa abordagem que desvenda em seu trabalho uma gama de associações elucidativas, tanto do ponto de vista da filosofia da arte como da psicologia.

As relações da artista com o I Ching, com o pensamento de Jung, suas ligações com os Dominicanos, além de outras evidências, desvendam uma Mira Schendel desconhecida ao leitor, e permitem uma retomada da discussão do vínculo entre arte abstrata e espiritualidade.


Livro
León Ferrari e Mira Schendel – O Alfabeto Enfurecido
Autor: Luiz Pérez-Oramas

”Primeira coedição brasileira com o MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova York, a Cosac Naify publica a versão em português do catálogo que acompanhou a exposição “Tangled alphabets”, em cartaz no renomado museu norte-americano, em 2009, e que vem agora para o Brasil, na “Fundação Iberê Camargo”, em Porto Alegre, de 09 de abril a 11 de julho. Com curadoria e texto de Luis Pérez-Oramas, o volume reúne obras da suíço-brasileira Mira Schendel (1919-1988) e do argentino León Ferrari (1920), cronologia ilustrada em paralelo de ambos e bibliografia selecionada, além de ensaios da crítica e historiadora de arte argentina Andrea Giunta e do crítico brasileiro Rodrigo Naves.

Reunindo cerca de 200 obras de vários meios de expressão: cerâmicas, pinturas, esculturas, instalações e desenhos, a exposição é a primeira que compara os trabalhos dos dois artistas e intercala suas produções, provocando o olhar para a aproximação entre as obras, que têm como referência a aparência visual da linguagem.


O Instituto Moreira Salles lança o catálogo Mira Schendel: Pintora com texto da curadora Maria Eduarda Marques. O catálogo traz imagens da pintura de Mira Schendel (1919-1988), produzidos entre os anos de 1950 e 1980, pertencentes a acervos de coleções particulares e instituições. Ao longo de sua carreira, Mira Schendel trabalhou com diferentes materiais e linguagens, sendo mais conhecidos seus trabalhos em papel, tais como as monotipias e os objetos gráficos. Mas a pintura sempre permeou sua trajetória artística.

Entre as décadas de 1950 e 1960, Mira Schendel produziu naturezas-mortas e telas que podem ser relacionadas com a obra do pintor italiano Giorgio Morandi, bem como óleos e têmperas nos quais introduziu letras e palavras. Na mesma época, a artista realizou as chamadas pinturas matéricas, que apresentam texturas compactas, como massa, cimento e areia. Já nos anos 1980, Mira passou a produzir têmperas monocromáticas de superfície fosca e aveludada, sobre as quais aplicava figuras geométricas em folha de ouro ou traçava formas quase invisíveis com linhas tênues e leves incisões.

A mostra também apresenta exemplos dos Sarrafos, obras que tensionam as fronteiras entre a pintura, a escultura e o desenho. Segundo a curadora Maria Eduarda Marques, em Mira Schendel: Pintora, é possível perceber que muitos dos conteúdos que a artista desenvolveria em outros suportes (questões ligadas à fenomenologia, por exemplo) surgem primeiramente de suas experiências no campo da pintura.

Além disso, a publicação reúne uma seleção de textos históricos sobre a pintura de Mira Schendel dos críticos Mário Pedrosa, Mario Schenberg, Theon Spanudis, Rodrigo Naves e Ronaldo Brito, e depoimentos inéditos de três pintores contemporâneos: Marco Giannotti, Sérgio Sister e Paulo Pasta, cujos trabalhos dialogam com aspectos da produção de Mira.

Exposições Individuais

1950 - Porto Alegre RS - Individual, no Correio do Povo
1952 - Porto Alegre RS - Individual, no Ibeu
1954 - São Paulo SP - Mira: pinturas, no MAM/SP
1960 - Rio de Janeiro RJ - Mira: cartões de natal, na Adorno Decorações e Presentes
1962 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Selearte
1963 - São Paulo SP - Mira Schendel: pinturas, na Galeria São Luís
1964 - Campinas SP - Mira: pinturas, na Galeria Aremar
1964 - São Paulo SP - Mira Schendel: óleos e desenhos, na Galeria Astréia
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie
1966 - Lisboa (Portugal) - Individual, na Galeria Bucholz
1966 - Londres (Inglaterra) - Individual, na Signals Gallery
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1967 - Stuttgart (Alemanha) - Individual, no Technische Hochschule
1968 - Londres (Reino Unido) - Lisson 68, no Lisson Gallery
1968 - Oslo (Noruega) - Individual, na Gramholt Galleri
1968 - Viena (Áustria) - Individual, na St. Stephan Gallerie
1969 - Graz (Áustria) - Individual, na Gallerie bei Minoritensaal
1972 - São Paulo SP - Através, na Galeria Ralph Camargo
1973 - Washington (Estados Unidos) - The Avant-Garde Works by Mira Schendel, na Art Gallery of The Brazilian -American Cultural Institute
1974 - Nuremberg (Alemanha) - Mira Schendel. visuelle konstruktinen und transparente texte, na Schmidtbank -Galerie, Institut für Moderne
1975 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Luiz Buarque de Holanda/Paulo Bittencourt
1975 - São Paulo SP - Mira Schendel: desenhos de 1974/75: datiloscritos, mandalas, paisagens, no Gabinete de Artes Gráficas
1975 - Stuttgart (Alemanha) - Mira Schendel. Visuelle Konstruktinen und Transparente Texte, na Studiengalerie, Uni Stuttgart
1978 - São Paulo SP - Mira Schendel: desenhos, no Gabinete de Artes Gráficas
1980 - São Paulo SP - Mira Schendel: desenhos, na Galeria Cosme Velho
1981 - São Paulo SP - Mira Schendel, na Galeria Luisa Strina
1982 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria GB
1982 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1983 - Rio de Janeiro RJ - Mira Schendel, 65 Desenhos, 2 Droguinhas, 1 Trenzinho, 1 Quadro de 1964 e a Série Deus-Pai do Ocidente, na Galeria Thomas Cohn
1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina
1984 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1985 - São Paulo SP - Mira Schendel: Coleção Theon Spanudis, no MAC/USP
1985 - São Paulo SP - Mira Schendel: pinturas recentes, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1986 - Niterói RJ - Mira Schendel: pinturas recentes, na Galeria de Arte da UFF
1986 - Porto Alegre RS - Mira Schendel: pinturas recentes, na Galeria Tina Zappoli
1987 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Thomas Cohn
1987 - São Paulo SP - Mira Schendel: obras recentes, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1987 - São Paulo SP - Mira Schendel: obras recentes, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1987 - Vitória ES - Individual, na Galeria Usina Arte

Exposições Coletivas

1951 - Salvador BA - 1º Salão Universitário Baiano de Belas Artes - medalha de ouro
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Santa Maria RS - 1ª Exposição de Arte Moderna - primeiro prêmio
1953 - Bento Gonçalves RS - 1º Festival de Arte e Música de Bento Gonçalves, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal - menção honrosa
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1962 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Arte Moderna
1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1964 - Córdoba (Argentina) - 2ª Bienal Americana de Arte
1965 - Lisboa (Portugal) - Exposição de Desenho e Gravura, na Sociedade Nacional de Belas Artes
1965 - Londres (Inglaterra) - Soundings Two Exhibit, na Signals London Gallery
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1965 - São Paulo SP - Propostas 65, na Faap
1965 - Windsor (Inglaterra) - Selection from Soundings Two, na Eton College Art School
1966 - Madri (Espanha) - Três Pintores Brasileños
1966 - São Paulo SP - Três Premissas, no MAB/SP
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - prêmio aquisição
1968 - Londres (Inglaterra) - Lisson 68, na Lisson Gallery
1968 - Punta del Este (Paraguai) - Três Artistas Brasileiros
1968 - Veneza (Itália) - 34ª Bienal de Veneza
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - menção honrosa
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1971 - Nova Délhi (Índia) - 2ª Trienal Internacional de Arte Moderna de Nova Délhi, na Lalit Kala Akademi - medalha de ouro
1971 - São Paulo SP - 3º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1971 - São Paulo SP - Amélia Amorim Toledo/Donato Ferrari/Mira Schendel, no MAC/USP
1974 - Bergen (Noruega) - Gromholtz-Samling-Billedgalleri's Festpillutstilling
1974 - Campinas SP - 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas - Desenho Brasileiro 74, no MACC
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1974 - São Paulo SP - Poesia Visual, no Museu Lasar Segall
1975 - Rio de Janeiro RJ - A Comunicação Segundo os Artistas Plásticos
1976 - Bolonha (Itália) - Arte Fiera 76
1976 - Cali (Colômbia) - 3ª Bienal Americana de Artes Gráficas
1976 - Campinas SP - 10º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1976 - São Paulo SP - Arte Brasileira: figuras e movimentos, na Galeria Arte Global
1976 - Veneza (Itália) - Tra Linguaggio e Immagine: il canale
1977 - São Paulo SP - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1977 - Washington (Estados Unidos) - Recents Latin American Drawings 1969-1976: lines of vision international exhibition foundation
1978 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Arte Agora América Latina, Geometria Sensível, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - O Objeto na Arte: Brasil anos 60, no MAB/Faap
1978 - Veneza (Itália) - 39ª Bienal de Veneza
1979 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira, no Banco Lar Brasileiro
1979 - São Paulo SP - 11º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1979 - São Paulo SP - Coleção Theon Spanudis, no MAC/USP
1979 - São Paulo SP - Desenhos e Pinturas de Mira Schendel, Tomoshige Kusuno, Marcelo Villares, na Nova Acrópole
1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici
1981 - Cali (Colômbia) - 4ª Bienal de Artes Gráficas
1981 - Rio de Janeiro RJ - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1981 - São Paulo SP - 16ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1981 - São Paulo SP - Arte Pesquisa, no MAC/USP
1981 - São Paulo SP - Arte Transcendente, no MAM/SP
1982 - Guarujá SP - Coletiva, no Hotel Jequitimar
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Lisboa (Portugal) - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Londres (Reino Unido) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
1982 - Nova York (Estados Unidos) - Woman of the Americas: emerging perspectives, na Kouros Gallery/Center for Interamerican Relations
1983 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Mary-Anne Martin Fine Arts
1983 - Rio de Janeiro RJ - 13 Artistas/13 Obras, no Thomas Cohn Arte Contemporânea
1984 - Londres (Inglaterra) - Portrait of Country: brazilian modern art from the Gilberto Chateaubriand collection, na Barbican Art Gallery
1984 - São Paulo SP - 15º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP
1984 - São Paulo SP - Geometria 84, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1984 - São Paulo SP - Pequenos Formatos, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985 - Belo Horizonte MG - Geometria Hoje, no MAP
1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas - Atitudes Contemporâneas: A Arte e Seus Materiais, na Galeria Sérgio Milliet/Funarte
1985 - Rio de Janeiro RJ - Caligrafias e Escrituras, na Galeria Sérgio Milliet/Funarte
1985 - São Paulo SP - Desenho nos Anos 60, na Pinacoteca do Estado
1985 - São Paulo SP - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP
1985 - São Paulo SP - Exposição do 2º Leilão de Arte Pró-Tuca, no Hotel Maksoud Plaza
1985 - São Paulo SP - Tendências do Livro de Artista no Brasil, no CCSP
1986 - Porto Alegre RS - Caminhos do Desenho Brasileiro, no Margs
1986 - Rio de Janeiro RJ - JK e os Anos 50: uma visão da cultura e do cotidiano, na Galeria Investiarte
1986 - São Paulo SP - A Nova Dimensão do Objeto, no MAC/USP
1987 - Mainz (Alemanha) - Aspekte Visueller Poesie und Visueller Musik, no Gutemberg Museum
1987 - Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d'Art Moderne de La Ville de Paris
1987 - Rio de Janeiro RJ - Fórum de Ciência e Cultura, Arte e Palavra, na UFRJ
1987 - Rio de Janeiro RJ - Algumas Mulheres, na Galeria de Arte Ipanema
1987 - São Paulo SP - 18º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc
1987 - São Paulo SP - Palavra Imágica, no MAC/USP

Exposições Póstumas

1988 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Abstração Geométrica, na Funarte
1988 - Rio de Janeiro RJ - Mira Schendel, na Galeria Sérgio Milliet/Funarte     
1988 - São Paulo SP - 63/66 Figura e Objeto, na Galeria Millan
1988 - São Paulo SP - Cem Desenhos Selecionados, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1988 - São Paulo SP - MAC 25 anos: destaques da coleção inicial, no MAC/USP
1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP
1989 - Estocolmo (Suécia) - Art in Latin America: the modern era 1820 - 1980, no Moderna Museet
1989 - Estocolmo (Suécia) - Jord och Frieht Latinamerikansk Konst 1830-1970, no National Museum och Modera Museet
1989 - Londres (Inglaterra) - Art in Latin America: the modern era 1820-1980, na Hayward Gallery
1989 - Nova York (Estados Unidos) - The Image of Thinking in Visual Poetry, no Guggenheim Museum
1989 - Rio de Janeiro RJ - Geometria sem Manifesto, no Gabinete de Arte Cleide Wanderley
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo - Efeito Bienal, 1954-1963, na Fundação Bienal
1989 - São Paulo SP - Gesto e Estrutura, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1989 - São Paulo SP - Individual, na Livraria Letraviva
1989 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP
1989 - São Paulo SP - Mira Schendel. Desenhos e objetos/Cadernos, gravuras e xerox, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte e no Espaço Fogo Paulista
1990 - Chicago (Estados Unidos) - Brazil: crossroads of modern art, na Randolph Gallery
1990 - Chicago (Estados Unidos) - Expressões Singulares da Arte Brasileira, no Chicago Cultural Center
1990 - Madri (Espanha) - Art in Latin America: the modern era 1820-1980, no Palacio Velázquez
1990 - São Paulo SP - Coerência - Transformação, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1990 - São Paulo SP - Espirais, na Miriam Mamber Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Mira Schendel, no MAC/USP
1991 - Belo Horizonte MG - Dois Retratos da Arte (1991 : Belo Horizonte, MG) - Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte, MG) 
1991 - Belo Horizonte MG - Dois Retratos da Arte, no MAP
1991 - Brasília DF - Dois Retratos da Arte (1991 : Brasília, DF) - Museu Histórico e Diplomático - Palácio Itamaraty (Rio de Janeiro, RJ) 
1991 - Brasília DF - Dois Retratos da Arte, no Palácio Itamaraty
1991 - Curitiba PR - Dois Retratos da Arte (1991 : Curitiba, PR) - Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão (Curitiba, PR) 
1991 - Curitiba PR - Dois Retratos da Arte, na Fundação Cultural
1991 - Estocolmo (Suécia) - Viva Brasil Viva, no Kulturhuset, Konstavdelningen och Liljevalchs Konsthall
1991 - Porto Alegre RS - Dois Retratos da Arte, no Margs
1991 - Recife PE - Dois Retratos da Arte, no Museu do Estado de Pernambuco
1991 - Rio de Janeiro RJ - Dois Retratos da Arte, no MAM/RJ
1991 - Rio de Janeiro RJ - Mário Pedrosa, Arte, Revolução, Reflexão, no CCBB
1991 - Salvador BA - Dois Retratos da Arte, no Museu de Arte da Bahia
1991 - São Paulo SP - Dois Retratos da Arte, no MAC/USP
1992 - Campinas SP - Premiados nos Salões de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1992 - Paris (França) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Centre Georges Pompidou
1992 - Poços de Caldas MG - Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa de Cultura de Poços de Caldas
1992 - Porto Alegre RS - Mário Pedrosa, Arte, Revolução, Reflexão, no Centro Municipal de Cultura
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - Rio de Janeiro RJ - Natureza: quatro séculos de arte no Brasil, no CCBB
1992 - São Paulo SP - Branco Dominante, na Galeria de Arte São Paulo
1992 - São Paulo SP - Mira Schendel, na Domani Gastronomia
1992 - São Paulo SP - Mira Schendel: retrospectiva, na Dan Galeria
1992 - Sevilha (Espanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, na Estación Plaza de Armas
1993 - Colônia (Alemanha) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Kunsthalle Cologne
1993 - Nova York (Estados Unidos) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no MoMA
1993 - Rio de Janeiro RJ - A Rarefação dos Sentidos: coleção João Sattamini - anos 70, na EAV/Parque Lage
1993 - Rio de Janeiro RJ - Brasil, 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA
1993 - São Paulo SP - A Arte Brasileira no Mundo, uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria
1993 - São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi
1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956-1967, no MAM/SP
1993 - Veneza, Milão, Florença e Roma (Itália) - Brasil: Segni d'Arte, na Fondazione Scientífica Querini Stampalia, na Biblioteca Nazionale Braidense, na Biblioteca Nazionale e no Centro de Estudos Brasileiros
1993 - Washington D. C. (Estados Unidos) - Ultramodern: the art of contemporary Brazil, no National Museum of Women in the Arts
1994 - Niterói RJ - Entretexto, na UFF
1994 - Rio de Janeiro RJ - Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no CCBB
1994 - Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ
1994 - Rio de Janeiro RJ - Preto no Branco e/ou...: desenhos, na EAV/Parque Lage
1994 - São Paulo SP - 22ª Bienal Internacional de São Paulo - sala especial Mira Schendel, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Mais ou Menos Letras, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Mira Schendel, na Galeria Camargo Vilaça
1995 - Curitiba PR - 11ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Fundação Cultural de Curitiba
1995 - Curitiba PR - Mostra da Gravura Cidade de Curitiba (11. : 1995 : Curitiba, PR) - Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão (Curitiba, PR) 
1995 - Denver (Estados Unidos) - Latin American Women Artists 1915 - 1995 (1995 : Denver, Estados Unidos) - Denver Art Museum (Denver, Estados Unidos) 
1995 - Denver (Estados Unidos) - Latin American Women Artists 1915-1995, no Denver Art Museum
1995 - Londrina PR - Arte Brasileira: confrontos e contrastes, no Pavilhão Internacional Octávio Cesário Pereira Júnior/UEL
1995 - Milwaukee (Estados Unidos) - Latin American Women Artists 1915-1995, no Milwaukee Art Museum
1995 - Nova York (Estados Unidos) - Art from Brazil in New York, na Galeria Lelong/The Drawing Center
1995 - Phoenix (Estados Unidos) - Latin American Women Artists 1915-1995, no Phoenix Art Museum
1995 - São Paulo SP - Entre o Desenho e a Escultura, no MAM/SP
1995 - São Paulo SP - Experiências em Papel, no MAC/USP
1995 - São Paulo SP - Livro-Objeto: a fronteira dos vazios, no MAM/SP
1995 - São Paulo SP - O Desenho em São Paulo: 1956-1995, na Galeria Nara Roesler
1996 - Belo Horizonte MG - Influência Poética: dez desenhistas contemporâneos, Amilcar de Castro e Mira Schendel, no Palácio das Artes
1996 - Boston (Estados Unidos) - Inside the Visible, no Institute of Contemporary Art
1996 - Kortrijk (Bélgica) - Inside the Visible, na Kanaal Foundation
1996 - Londres (Inglaterra) - Inside the Visible, na Whitechapel Art Gallery
1996 - Miami (Estados Unidos) - Latin American Women Artists 1915 - 1995, no Center for the Fine Arts Miami Art Museum of Date
1996 - Perth (Austrália) - Inside the Visible, na Art Gallery of Western Austrália
1996 - Rio de Janeiro RJ - Influência Poética: dez desenhistas contemporâneos, Amilcar de Castro e Mira Schendel, no Paço Imperial
1996 - São Paulo SP - A Linha Construindo a Forma, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP
1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes
1996 - São Paulo SP - Mulheres Artistas no Acervo do MAC, no MAC/USP
1996 - São Paulo SP - No Vazio do Mundo, na Galeria de Arte do Sesi
1996 - São Paulo SP - O Mundo de Mario Schenberg, na Casa das Rosas
1996 - Washington (Estados Unidos) - Inside the Visible, no National Museum of Women in the Art
1996 - Washington D.C (Estados Unidos) - Latin American Women Artists 1915-1995, no National of Women in The Arts
1997 - Rio de Janeiro RJ - Mira Schendel a Forma Volátil, no Centro de Artes Hélio Oiticica
1997 - São Paulo SP - No Vazio do Mundo, na Galeria de Arte do Sesi
1998 - Belo Horizonte MG - O Suporte da Palavra, no Itaú Cultural
1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói
1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB
1998 - São Paulo SP - 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - O Colecionador (1998 : São Paulo, SP) - Museu de Arte Moderna (Ibirapuera, São Paulo, SP) 
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
1998 - São Paulo SP - O Suporte da Palavra, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - Teoria dos Valores, no MAM/SP
1999 - Goiânia GO - 2ª Grande Coletiva da Arte Brasileira, na Galeria de Arte Marina Potrich
1999 - Los Angeles (Estados Unidos) - The Experimental Exercise of Freedom: Lygia Clark, Gego, Mathias Goertiz, Hélio Oiticica, Mira Schendel, no Museum of Contemporary Art
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leiner, no MAM/RJ
1999 - Santa Mônica (Estados Unidos) - Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Mira Schendel, Tunga, na Christopher Grimes Gallery
2000 - Belo Horizonte MG - Investigações: A Gravura Brasileira: São ou Não São Gravuras, no Itaú Cultural
2000 - Brasília DF - Investigações: A Gravura Brasileira: São ou Não São Gravuras, no Itaú Cultural
2000 - Curitiba PR - 12ª Mostra da Gravura de Curitiba. Marcas do Corpo, Dobras da Alma
2000 - Curitiba PR - Publicação da Coleção Brasil 500 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba
2000 - Lisboa (Portugal) - Século 20: arte do Brasil, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
2000 - Rio de Janeiro RJ - O Visível entre Parênteses - Mira Schendel, Sérgio de Camargo e Willys de Castro, no CCBB
2000 - Rio de Janeiro RJ - Situações: arte brasileira anos 70, na Fundação Casa França-Brasil
2000 - São Paulo SP - Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Contemporânea, na Fundação Bienal
2000 - São Paulo SP - O Papel da Arte, na Galeria de Arte do Sesi
2001 - Oxford (Inglaterra) - Experiment Experiência: art in Brazil 1958-2000, no Museum of Modern Art
2001 - Paris (França) - Mira Schendel, na Galerie Nationale du Jeu de Paume
2001 - Porto Alegre RS - Coleção Liba e Rubem Knijnik: arte brasileira contemporânea, no Margs
2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light
2001 - Rio de Janeiro RJ - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Paço Imperial 
2001 - Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ
2001 - São Paulo SP - A Permanência dos Gêneros Tradicionais da Arte: o retrato, a paisagem, a natureza-morta, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - Mira Schendel e Franklin Cassaro, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - Museu de Arte Brasileira: 40 anos, no MAB/Faap
2001 - São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2002 - Fortaleza CE - Ceará Redescobre o Brasil, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
2002 - Londrina PR - São ou Não São Gravuras?, no Museu de Arte de Londrina
2002 - Niterói RJ - Acervo em Papel, no MAC/RJ
2002 - Niterói RJ - Diálogo, Antagonismo e Replicação na Coleção Sattamini, no MAC/Niterói
2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - Rio de Janeiro RJ - Mira Schendel, na Galeria Oscar Cruz
2002 - Rio de Janeiro RJ - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ
2002 - São Paulo SP - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Espelho Selvagem: arte moderna no Brasil da primeira metade do século XX, Coleção Nemirovsky, no MAM/SP
2002 - São Paulo SP - Geométricos e Cinéticos, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake
2002 - São Paulo SP - Mira Schendel, na Galeria André Millan
2002 - São Paulo SP - Os Gêneros da Arte: a natureza-morta na arte contemporânea, MAM/SP
2002 - São Paulo SP - Paralela, Galpão localizado na Avenida Matarazzo, 530
2002 - São Paulo SP - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Colección Cisneros, no MAM/SP
2003 - Brasília DF - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, noCCBB
2003 - Buenos Aires (Argentina) - Geo-Metrias: abastracción geométrica latinoamericana en la Colección Cisneros, na  Malba
2003 - Madri (Espanha) - Arco/2003, no Parque Ferial Juan Carlos I
2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto em Preto e Branco, no Silvia Cintra Galeria de Arte
2003 - São Paulo SP - A Gravura Vai Bem, Obrigado: a gravura histórica e contemporânea brasileira, no Espaço Virgílio
2003 - São Paulo SP - Arco 2003, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
2003 - São Paulo SP - Construtivismo e a Forma como Roupa, MAM/SP
2003 - São Paulo SP - MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP
2003 - São Paulo SP - Natureza Morta, no Espaço Cultural BM&F
2003 - São Paulo SP - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no Instituto Tomie Ohtake
2003 - São Paulo SP - Um Difícil Momento de Equilíbrio, no MAM/SP
2004 - Rio de Janeiro RJ - 30 Artistas, na Mercedes Viegas Escritório de Arte
2004 - Rio de Janeiro RJ - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no MNBA
2004 - São Paulo SP - Conversa Contemporânea, na Gabinete de Arte Raquel Arnaud
2004 - São Paulo SP - Gesto e Expressão: o abstracionismo informal nas coleções JP Morgan Chase e MAM, no MAM/SP
2004 - São Paulo SP - Versão Brasileira, na Galeria Brito Cimino
2004 - São Paulo SP - As Bienais: um olhar sobre a produção brasileira 1951/2002, na Galeria Bergamin
2005 - Belo Horizonte MG - 40/80: uma mostra de arte brasileira na Léo Bahia Arte Contemporânea
2005 - São Paulo SP - Através, ou a Geometria Corrompida, na Galeria Bergamin
2005 - São Paulo SP - Trajetória/Trajetórias, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
2005 - São Paulo SP - Artistas da Galeria Millan Antonio na 5º Bienal do Mercosul, na Galeria Millan Antonio

Bibliografia

CHIARELLI, Tadeu. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999.

GESTO e estrutura. Texto Ronaldo Brito. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, [19--].

LEITE, José Roberto Teixeira. 500 anos da pintura brasileira. Produção Raul Luis Mendes Silva, Eduardo Mace. s.l.: Log On Informática, 1999. 1 CD-ROM Multimídia.

LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984.

MARQUES, Maria Eduarda, EUVALDO, Célia (coord.). Mira Schendel. Coordenação editorial Rodrigo Naves; projeto gráfico Fábio Miguez; apresentação Pedro Henrique Mariani. São Paulo: Cosac & Naify, 2001. 

PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Prefácio Gilberto Chateaubriand; apresentação M. F. do Nascimento Brito. Rio de Janeiro: JB, 1987. 

SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. Fotografia Romulo Fialdini. São Paulo: Nova Stella, 1988.

SCHENDEL, Mira. Mira Schendel a forma volátil. Apresentação Helena Severo, Vanda Mangia Klabin; texto Sônia Salzstein, Paulo Venancio Filho, Célia Euvaldo. Rio de Janeiro: Centro de Arte Hélio Oiticica, 1997.

SCHENDEL, Mira. Mira Schendel. São Paulo: Paulo Figueiredo Galeria de Arte, 1982. 

SCHENDEL, Mira. Mira Schendel: óleos e desenhos. Apresentação de Mário Schenberg. São Paulo: Galeria Astréia, 1964.

SCHENDEL, Mira. Mira Schendel: pinturas recentes. São Paulo: Paulo Figueiredo Galeria de Arte; Porto Alegre: Galeria Tina Presser, 1985.

SCHENDEL, Mira. Mira Schendel: singular no plural. Apresentação Ronaldo Brito. Rio de Janeiro: Funarte/Galeria Sérgio Milliet, 1988.

SCHENDEL, Mira. Mira. Apresentação de Theon Spanudis. Campinas: Galeria Aremar, 1964.

SCHENDEL, Mira. Mira. Mira Schendel. Apresentação Claudia Toni; texto Gabriela Suzana Wilder, Agnaldo Farias. São Paulo: MAC/USP, 1990.

SCHENDEL, Mira. No vazio do mundo. Curadoria Sônia Salzstein; apresentação Carlos Eduardo Moreira Ferreira. São Paulo: Marca D'Água, 1996.

[1] Em rápidas pinceladas, o panorama político-social na Itália e Bulgária nos anos 1940.

Mussolini tentou impedir disseminação do anti-semitismo. O ditador italiano tentou demover Adolf Hitler de comandar a perseguição nazista aos judeus. De fato, em 1933, pediu a Hitler que "ele não se empolgasse com a idéia de uma campanha anti-semita". O  chefe do governo da Itália não foi motivado por razões éticas, mas "por ter percebido que a maioria dos italianos não apoiava o anti-semitismo e julgavam o ideal da raça ariana como um absurdo".

Porém, após muita pressão o governo italiano cedeu, em 1938, às pressões do III Reich e as “Leis Raciais Italianas”, que resultaram na perseguição aos judeus no país, foram promulgadas. Mas somente em 1943, depois que os alemães assumiram o comando militar no território italiano, é que cerca de 7 mil judeus italianos foram enviados aos campos de concentração.

Sabe-se que apesar de orbitar nos entornos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, o Czar Boris III da Bulgária (Saxe-Coburg e Ghota), não concordou com a deportação para os campos de concentração dos judeus búlgaros, ou mesmo daqueles de outras nacionalidades residentes na Bulgária, segundo as instruções nazistas vigentes na época (1943 ca.). Ainda mais; utilizava os canais diplomáticos suíços para facilitar a fuga dos judeus para a Palestina e/ou Argentina.     

[2] Livraria Canuto foi fundada na cidade de São Paulo, em 30 de março de 1964. Desde então, seus fundadores – Hannelore Kersten e Knut Schendel, casado com a internacionalmente consagrada artista plástica Mira Schendel, autora do primeiro logotipo da Livraria – trabalharam incessantemente pela divulgação de seus serviços, contando sempre com a colaboração do filho da sócia Hannelore, Sr. Jonny Wolff, que participou da empresa desde sua fundação. A pronúncia abrasileirada do nome do sócio “Knut” foi o que deu origem ao nome da Livraria.

[3] Entre as mais ousadas e originais artistas plásticas da segunda metade do século XX no Brasil, Mira Schendel (1919-1988) jamais pertenceu a uma escola, grupo ou tendência específica. Nascida na Suíça e formada na Itália, Mira chegou ao Brasil em 1949. Sua trajetória, que reflete um período de crise aguda do sujeito e da arte moderna, é analisada pela historiadora Maria Eduarda Marques e ilustrada com primorosas reproduções.

In: “Mira Schendel”; Maria Eduarda Marques; Kosak-Naif; São Paulo, 2ª Ed., 2009.

[4] ECOLINE; Marca registrada da aquarela líquida, da Empresa Talens. Empresa holandesa fundada em 1899 e  uma das líderes de materiais artísticos A tinta ecoline tem uma excelente adesão em papéis além de poder ser usada com pincel, pena, aerógrafos e outros.

[5] Guy Brett (1942-...) é um famoso crítico de arte e curador, com uma longa lista de trabalhos em ambas as áreas, trabalhos esses nos quais apresenta uma visão muito sua, interessando-se sobretudo pela produção de caráter experimental, com base em critérios de conviviência com os artistas e as suas obras.

É tido como um dos maiores responsáveis na divulgação dos artistas latino-americanos e no incremento da arte cinética da década de 60 na Europa e América Latina.

[6] Ler mais:

O corpo em mira
Entrevista com Hermann Schmitz
Geraldo de Souza Dias
Professor no Departamento de Artes Plásticas da USP

[7] Ecoline: Marca Registrada da aquarela liquida produzida pela Talens-Tintas.

[8] Ontologia (do grego ontos "ente" e logoi, "ciência do ser") é a parte da metafísica que trata da natureza, realidade e existência dos entes. A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres.

A aparição do termo data do século XVII, e corresponde a divisão que Christian Wolff realizou quanto a metafísica, seccionando-a em metafísica geral (ontologia) e as especiais (Cosmologia Racional, Psicologia Racional e Teologia Racional). Embora haja uma especificação quanto ao uso do termo, a filosofia Contemporânea entende que Metafísica e Ontologia são, na maior parte das vezes, sinônimos, muito embora a metafísica seja o estudo do ser e dos seus princípios gerais e primeiros, sendo portanto, mais ampla que o escopo da ontologia.

[9] Vilém Flusser (Praga, 1920-1991) foi um filósofo tcheco, naturalizado brasileiro. Autodidata, durante a Segunda Guerra, fugindo do nazismo, mudou-se para o Brasil, estabelecendo-se em São Paulo, onde atuou por cerca de 20 anos como professor de filosofia, jornalista, conferencista e escritor.

Nascido na recém independente Tchecoslováquia, de uma família de intelectuais judeus (seu pai era professor universitário de matemática e física), Vilém estudou filosofia na Universidade Carolina, em Praga, entre 1938 e 1939. Naquele ano deixou seu país, com os pais de sua futura mulher, Edith Barth, para viver em Londres. Prosseguiu seus estudos na London School of Economics and Political Science, sem, no entanto, concluí-los. Em 1950, naturaliza-se brasileiro.

Porém, em 1970, quando a reforma universitária agregou todos os professores de filosofia da USP ao Departamento de Filosofia da FFLCH, Flusser, que era professor da Politécnica, não foi recontratado. A hipótese de que sua saída da Universidade tenha sido mais um episódio de repressão política relacionado ao regime militar, vigente na época, não parece provável. A maioria dos membros do Departamento era bastante crítica com

relação ao regime, enquanto Flusser era considerado conservador entre seus pares. Aparentemente, a não renovação do seu contrato com a Universidade deveu-se à falta de comprovação de títulos acadêmicos. De todo modo, uma vez excluído da universidade, Vilém deixa o Brasil em 1972 para viver inicialmente na Itália e posteriormente na França e na Alemanha. Vilém Flusser morreu em acidente de trânsito, ao visitar sua cidade natal, para ministrar uma conferência.

[10] Hermann Schmitz (1928-...); Filósofo alemão cujo trabalho se relacionou com a “Nova Fenomenologia”. 

Fenomenologia (do grego phainesthai - aquilo que se apresenta ou que se mostra - e logos - explicação, estudo). Afirma a importância dos fenômenos da consciência, os quais devem ser estudados em si mesmos. Os objetos da Fenomenologia são dados absolutos apreendidos em intuição pura, com o propósito de descobrir estruturas essenciais dos atos (noesis) e as entidades objetivas que correspondem a elas (noema).

O filósofo, matemático e lógico Edmund Husserl (1859-1938) foi o fundador da Fenomenologia como método de investigação filosófica e estabeleceu os principais conceitos e métodos que seriam amplamente usados pelos filósofos desta tradição. O filósofo, influenciado por Franz Brentano – seu mestre – lutou contra o historicismo e o psicologismo. A Fenomenologia representou uma reação à eliminação da metafísica, pretensão de grande parte dos filósofos e cientistas do século XIX.

Leia mais:

Heidegger e Derrida.

[11] Elizabeth Walter (…-2006); escritora inglêsa de “short stories” de horror.  Foi editora do “Collins Crime Club” por mais de trinta anos (1961-1993).

[12] Max Bense (1910-1990) foi um filósofo, escritor e ensaista alemão. Ficou conhecido pelos seus trabalhos em filosofia da ciência, lógica, estética e semiótica, sendo um dos teóricos da Poesia concreta.

Formulou um pensamento estético de matriz semiológica e informacional, que incorporou elementos da matemática e da física moderna, presentes em seu livro “Pequena Estética”, traduzido para o português em 1971.

Estudou física e matemática nas universidades de Bonn e Colônia e foi professor de filosofia e semiótica na “Hochschule für Gestaltung” (1954-58 e 1966). Esteve no Brasil em várias ocasiões durante a década de 1960 para palestras, conferências e um curso sobre estética moderna na recém-fundada Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI).

[13] A “Hochschule für Gestaltung Ulm” (Escola Superior da Forma de Ulm - escola privada) foi fundada na Alemanha em 1952 por Inge Aicher-Scholl (1917-1998), Otl Aicher (1922-1991), Max Bill (1908-1994), entre outros, como homenagem aos irmãos judeus mortos pelos nazistas na 2ª Guerra Mundial, e durou até 1968.

É considerada a mais significativa tentativa de se restabelecer uma ligação com a tradição do design alemão. Foi sucessora da “Bauhaus” por seus métodos de ensino, disciplinas lecionadas, ideais políticos e por também acreditar que o design tinha um importante papel social a desempenhar.

[14] Leia mais: editora.cosacnaify.com.br/Autor/1277/Max-Bense.aspx

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