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Mário Ishikawa

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BIOGRAFIA

Mário Ishikawa (Presidente Prudente SP 1944)

Pintor, desenhista, artista intermídia e professor.

Ainda como estudante, Mário Noboru Ishikawa participa da 1ª Bienal de Artes Plásticas em Salvador e do 15º Salão Paulista de Arte Moderna, em 1966. Em 1968, forma-se em desenho pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), em São Paulo. Entre 1968 e 1977, é professor da Faculdade de Belas Artes, na mesma cidade. Na Pinacoteca do Estado, realiza a mostra Lugar Comum, em 1977, e integra as exposições Xerografia, em 1980, e Arte Xerox Brasil, em 1984, em São Paulo, entre outras.

Leciona artes plásticas na Faap entre 1970 e 1989. Participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1967 e 1989. Ministra aulas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), de 1971 a 1978, e integra o corpo docente do Departamento de Artes Plásticas da Universidade São Judas Tadeu desde 1995. Apresenta trabalhos na individual Discurso Político & Memórias, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), em 1984. Durante a década de 1990, expõe em diversas mostras no Brasil e no Japão. Entre 1997 e 2002, integra o Salão Bunkyo de Arte Contemporânea, configuração mais recente do antigo Salão Seibi.

Cometário Crítico

A partir do início da década de 1970, Mário Ishikawa dedica-se à xerografia e à arte postal, num esforço de ampliar a circulação das imagens de teor político que produz, sendo até hoje bastante conhecido por esses trabalhos. Desse período, são as obras Brasil Correio, Homenagem (1974), Homenagem aos Dez Mais (s.d.) e Alfabeto dos Surdos-Mudos (s.d.), nas quais o artista explora as possibilidades de apropriação de imagens, interferindo sobre elas. Em On-Off (1973-1974), publicação composta de colaborações de diversos artistas, Ishikawa apresenta uma espécie de teste interpretativo no qual brinca com conceitos como símbolo, metáfora e alegoria.

O artista volta-se ainda para a pintura no decênio seguinte, fazendo uso do craquelê em telas de temas diversos. Em Quo Vadis Mona Lisa? e Homage for Albers, ambas de 1986, utiliza a técnica mencionada para apropriar-se das obras ou de fragmentos que as identificam, visando um diálogo contemporâneo com esses ícones da história da arte.

Interessado mais uma vez nas possibilidades de divulgação oferecidas pelos novos meios, participa da ação L´Oeuvre du Louvre, de Paulo Laurentiz, em 1990, junto de Anna Barros (1932), Lúcio Kume, Milton Sogabe (1953) e Regina Silveira. O grupo envia inúmeras mensagens por fax, como se fizesse uma invasão simbólica ao renomado museu francês.

Críticas

"Nos trabalhos recentes de Ishikawa nota-se um nítido interesse pelos elementos naturais: terra, água, fogo, ar. As obras realizadas com a técnica do craquelê sugerem solo gretado, ausência de umidade, erupções vulcânicas, vitrais, formações teciduais e irradiações. Utilizando ainda a técnica do craquelê, Ishikawa faz uma série de releituras de trabalhos como a MONA LISA, de Leonardo da Vinci, (QUO VADIS MONA LISA?), de conjunto de obras, como as homenagens ao quadrado de Josef Albers (HOMAGE FOR ALBERS), e mesmo de movimentos da pintura como um todo (IMPRESSION DU SOLEIL), nas quais o craquelê, que é uma doença da pintura e por isso mesmo evitada pelos artistas, é aqui utilizada como recurso. Há nesta série a preocupação de provocar uma reflexão sobre o próprio processo de conservação da obra de arte e de remeter o espectador a novas possibilidades de ver a obra em função da inversão da técnica. Percebe-se nestes trabalhos uma sensibilidade requintada e inteligente e uma ironia subjacente. Noutra série o artista obtém, mediante fixação de fuligem sobre superfícies de papel ou tecido, efeitos delicadíssimos, sugestivos, poéticos".
Enock Sacramento
MÁRIO Ishikawa. Apresentação de Enock Sacramento. São Paulo: Sadalla Galeria de Arte, 1988.

"(...) Água, fogo, terra e ar são elementos que pontuam seus trabalhos, dependendo da disponibilidade dos materiais. A multiplicidade de propostas faz com que ele se expresse tanto no desenho, como na pintura ou escultura. Nas obras tridimensionais explora as formas simplificadas, com economia de gestos, usando materiais distintos. Sem utilizar a imagem do homem, capta a força e o significado de sua vida. Através da arte, Ishikawa tanto pode chegar à energia que dá origem a tudo, ou captar o fim, a morte. Círculo e quadrado são alguns dos símbolos universais que também balizam seu trabalho. Ele procura além do homem, o significado do próprio homem. Suas esculturas têm formas diferenciadas e minimalistas".
Leonor Amarante
VÍRGULA 7. Paris: Espaço Cultural Jorge Amado, 1997.

Acervos

Casa das Retortas - Departamento de Informação e Documentação Artísticas, Centro de Pesquisa de Arte Brasileira - São Paulo SP
Galeria de Arte da Casa do Brasil - Madri (Espanha)
Memorial da Imigração Japonesa - Registro SP
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP - São Paulo SP
Museu de Arte Brasileira - MAB/Faap - São Paulo SP

Exposições Individuais

1977 - São Paulo SP - Lugar Comum, na Pinacoteca do Estado
1984 - São Paulo SP - Discurso Político & Memórias, no CCSP. Sala Expressão Nova
1988 - São Paulo SP - Individual, na Sadalla Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1966 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1966 - Campinas SP - 2º Salão Paulista de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1967 - São Paulo SP - Sex Artistas, na Rex Gallery & Sons
1974 - São Paulo SP - Prospectiva' 74, no MAC/USP
1974 - Selb (Alemanha) - Signals, Messages, Missions, na Galeria Fluxus
1975 - Buenos Aires (Argentina) - Última exposição Internacional de Arte Correo'75, na Galeria de Arte Nuevo
1975 - Selb (Alemanha) - Idéias do Brasil: 10 artistas contemporâneos
1975 - Hannover (Alemanha) - DADhanova
1976 - Antuérpia (Bélgica) - Small Press Festival, na Galeria Kontakt
1976 - Montecatini (Itália) - 18 Artistas Modernos do Brasil, na Galeria Spazio Alternative
1976 - Kassel (Alemanha) - Coletiva , na Galeria Bickard Bottinelli
1977 - São Paulo SP - Poéticas Visuais, no MAC/USP
1977 - Paris (França) - Editions & Comunications Marginales D'Amerique Latine, na Maison de la Culture du Havre
1979 - Nova York (Estados Unidos) - Contemporary Brazilian Works on Paper, na Galeria Nobe
1979 - São Paulo SP - Volta à Figura: década de 60, no Museu Lasar Segall
1980 - São Paulo SP - Xerografia, na Pinacoteca do Estado
1982 - São Paulo SP - Arte Micro, no MIS/SP
1982 - Lisboa (Portugal) - Arte Micro, na Cooperativa Diferença
1982 - Rio de Janeiro RJ - Arte Micro, no MAM/RJ
1982 - Caxias do Sul RS - Arte Micro, na Galeria de Arte do Clube Juvenil
1982 - São Paulo SP - O Desenho, na Pinacoteca do Estado
1983 - São Paulo SP - Nipo-Brasileiros - Mestres e Alunos em 50 Anos, na Pinacoteca do Estado
1983 - Nova York (Estados Unidos) - Multiples by Latin American Artists, no Franklin Furnace
1984 - Dallas (Estados Unidos) - Artemicro - Bath House, no Centro Cultural de Dallas
1984 - São Paulo SP - Arte na Rua 2
1984 - São Paulo SP - Arte Xerox Brasil, na Pinacoteca do Estado
1985 - São Paulo SP - Memória de Arte 75/85 - Arquivo Multimeios, na Casa das Retortas 
1985 - São Paulo SP - Arte Novos Meios/Multimeios: Brasil 70/80, no MAB/Faap
1985 - Niterói RJ - Tendências do Livro de Artista no Brasil - Arte Brasileira Atual: 1985, na  Galeria de Arte UFF
1985 - São Paulo SP - Tendências do Livro de Artista no Brasil, no CCSP
1986 - São Paulo SP - A Virada do Século, na Pinacoteca do Estado
1986 - São Paulo SP - Arte na História da Imigração Japonesa, no Masp
1986 - São Paulo SP - Projeto Vermelho/Progetto Rosso, no MAB/Faap 
1988 - Campinas SP - 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1988 - São Paulo SP - Emergência: 80 anos de imigração japonesa, na Galeria Sesc Paulista
1988 - São Paulo SP - Juréia, na Sadalla Galeria de Arte
1988 - São Paulo SP - Expo Brasil Japão, no Parque Ibirapuera
1988 - Campinas SP - Satori: 80 anos de Arte, no MACC
1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1990 - Porto Alegre RS - Serigrafias, na Galeria Movimento
1990 - São Paulo SP - Contextualismos da Coleção MAC, no MAC/USP
1990 - São Paulo SP - Seriarte, no Hotel Hilton
1990 - Tóquio (Japão) - Gravuras do Brasil Moderno, na Toranomon Gallery
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1995 - Niigata (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no The Niigata Prefectual Museum of Modern Art
1995 - Sã Paulo SP - Artistas Japoneses e Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no MAC/USP
1995 - São Paulo SP - Cinco Contemporâneos, na Toki Arte Galeria
1995 - São Paulo SP - Pre-Exposição, na Galeria Deco
1995 - Tokushima (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no Centro Cultural de Tokushima
1996 - Gifu (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no The Museum of Fine Art Gifu
1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes
1996 - São Paulo SP - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no Masp
1996 - Tóquio (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no Azabu Art Museum
1997 - Jacareí SP - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, na Oficina de Artes Santa Helena
1997 - Paris (França) - Vírgula Sete, no Espaço Cultural Jorge Amado
1997 - Madrid (Espanha) - Vírgula Sete, na Galeria de Arte da Casa do Brasil
1997 - Toquio (Japão) - Vírgula Sete, na Galeria da Embaixada Brasileira
1997 - Santiago (Chile) - Vírgula Sete, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade do Chile
1997 - São Paulo SP - Vírgula Sete, na Pinacoteca do Estado
1997 - São Paulo SP - 26º Salão Bunkyo de Artes Plásticas
1997 - Goiania GO - Origens, na Galeria Marina Potrich
1998 - São Paulo SP - Mostra Coletiva de Arte Contemporânea, na Galeria Deco
1998 - São Paulo SP - Pau Para Toda Obra, no Sesc Pompéia
1998 - São Paulo SP - Causa Sonora, na Galeria de Arte Tenerife e A Hebraica
1998 - São Paulo SP - 27º Salão Bunkyo de Artes Plásticas
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo, no Itaú Cultural
1999 - São Paulo SP - 28º Salão Bunkyo de Artes Plásticas
2000 - São Paulo SP - Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP, na  Galeria de Arte do Sesi
2000 - São Paulo SP - 29º Salão Bunkyo de Artes Plásticas
2000 - Tóquio (Japão) - Brazilian & Japanese Contemporary Artists 2000, no Manabu Made Cultural Space
2000 - Tóquio (Japão) - 2000 International Contemporary Art Exhibition, na Plaza Gallery 
2000 - Brasília DF - Cotidiano/Arte. O Consumo. Beba Mona Lisa, na Itaugaleria
2001 - São Paulo SP - Artistas Japoneses e Nipo-Brasileiros, na Galeria Deco
2001 - São Paulo SP - 30º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea
2002 - São Paulo SP - 31º Salão Bunkyo de Arte Contemporânea
2002 - São Paulo SP - Memorial da Imigração Japonesa
2003 - São Paulo SP - Arte e Sociedade: uma relação polêmica, no Itaú Cultural
2003 - São Paulo SP - A Subversão dos Meios, no Itaú Cultural
2006 - São Paulo SP - MAM na Oca, na Oca
2007 - São Paulo SP - Anos 70 - Arte como Questão, no Instituto Tomie Ohtake
2007 - São Paulo SP - Arte-Antropologia, no MAC Cidade Universitária
2007 - São Paulo SP - Itaú Contemporâneo: arte no Brasil 1981-2006, no Itaú Cultural
2008 - São Paulo SP - Nipo-Brasileiros no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, na Pinacoteca do Estado
2011 - São Paulo SP - Ordem e Progresso: vontade construtiva na arte brasileira, no Museu de Arte Moderna

Fonte: Itaú Cultural

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