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Maria-Carmen Perlingeiro

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BIOGRAFIA

Maria-Carmen Perlingeiro (Rio de Janeiro RJ 1952)

Escultora, desenhista e artista multimídia.

Em 1971, estuda na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ). Dois anos depois, frequenta a Escola Superior de Arte Visual de Genebra, Suíça. Leciona serigrafia, em 1977, com Dionisio del Santo (1925 - 1999), na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), no Rio de Janeiro, e, em 1990, na Escola Superior de Arte Visual de Genebra. Participa da 13a Bienal Internacional de São Paulo, em 1975, e da edição seguinte em 1977.

Em Nova York, em 1982, frequenta as aulas do Pratt Institute, e, no ano seguinte, do Art Students League. Em 2001, integra a mostra O Espírito de Nossa Época, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e, em 2005, o 2o Simpósio de Escultura, em Volterra, Itália. No Rio de Janeiro, realiza individuais no Museu de Arte Moderna (MAM/RJ), em 1982, no Paço Imperial, em 2006, e no Museu da Chácara do Céu, em 2007. Desde 2000, desenvolve projetos artístico-paisagísticos na Suíça.

Comentário Crítico

Entre fins dos anos 1970 e início dos 1980, Maria-Carmen Perlingeiro desenvolve trabalhos conceituais. As instalações unem imagem, objeto e texto, e comentam práticas brasileiras, como o jogo do bicho e os ex-votos "vegetais" - registros fotográficos de plantas medicinais aliados a informações sobre suas propriedades.

Posteriormente, a artista volta-se para a escultura, trabalhando principalmente com materiais tradicionais, como mármore e alabastro. Há uma investigação formal nas peças, que aponta para um interesse pelas estruturas orgânicas, remetendo a fragmentos de ossos e seções de caules de plantas. Em outras obras, recortes vazam volumes geometrizados, como num jogo de encaixes no qual faltam parte das peças.

O alabastro é utilizado na série das peles, esculturas de fina espessura que repousam sobre o solo de forma leve e delicada, em que a aparência modelada esconde o árduo trabalho artesanal exigido pela consistência rígida da pedra.

O mármore imortaliza a imagem que fixa, transmitindo a ideia de perfeição e eternidade, de algo etéreo. O alabastro, por sua vez, é translúcido, repleto de manchas e veios e menos resistente do que o outro, mais próximo, portanto, da imperfeição e efemeridade da matéria viva. Com ele, Perlingeiro fixa as formas de objetos do cotidiano que, destacados do mundo, perdem sua banalidade. Porém, devido às qualidades da pedra, preservam, de alguma maneira, seu caráter material, como na série Um Fragmento, Duas Figuras.

Fonte: Itaú Cultural

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