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Marc Ferrez

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BIOGRAFIA

Marc Ferrez (Saint-Laurent, França 1788 - Rio de Janeiro RJ 1850)

Escultor, gravador, professor.

Inicia seus estudos na École des Beaux-Arts [Escola de Belas Artes], em Paris, com mestres como o escultor Philippe-Laurent Roland (1746 - 1816) e o gravador e restaurador Pierre-Nicolas Beauvallet (1750 - 1818). Após estada de seis meses em Nova York, chega em 1817 ao Rio de Janeiro com seu irmão, o escultor e gravador Zepherin Ferrez (1797 - 1851), e integra-se à Missão Artística Francesa, que está no Brasil desde 1816. Executa, com Auguste Marie Taunay (1768 - 1824), Debret (1768 - 1848), o irmão Zepherin e o arquiteto Grandjean de Montigny (1776 - 1850), a decoração dos monumentos festivos por ocasião da chegada da princesa Maria Leopoldina (1797 - 1826) e de seu casamento com dom Pedro I (1798 - 1834). Em 1820, Ferrez é nomeado professor pensionista (substituto) da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba e, em 1829, participa da primeira exposição da Aiba, organizada por Debret. Após a morte de Taunay, em 1824, ocupa o cargo de segundo professor de escultura e, com a morte de Joaquim Alão, em 1837, torna-se catedrático de escultura da Aiba. Esculpiu, em 1842, os móveis dos aposentos da futura esposa de dom Pedro II, princesa Teresa Cristina (1822 - 1889), na fragata Constituição, que a trouxe da Europa.

Comentário Crítico

Nomeado em 1820 pensionista de escultura, apenas em 1837, Marc Ferrez se torna professor titular da disciplina na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Realiza muitas obras no Brasil, como o berço em madeira esculpida, que realiza juntamente com seu irmão Zepherin Ferrez (1797 - 1851), oferecido a  D. João VI (1767 - 1826), em 1818, por ocasião do nascimento da princesa Maria da Glória. Executa também muitas obras ornamentais, como as estátuas de Apolo e Minerva para a fachada da Aiba.

Marc Ferrez destaca-se pela realização de bustos de personalidades, principalmente em relação à qualidade técnica das obras e à preocupação realista no tratamento da figura, como é possível observar em Dama do Primeiro Reinado (1829); Martim Francisco Ribeiro de Andrade (1829); Busto de José Bonifácio de Andrade e Silva (1839) e, principalmente, no busto de D. Pedro I (1826).

O artista é responsável pela formação de novas gerações de escultores no país, em que se destaca Chaves Pinheiro (1822 - 1884).

Críticas

"Quanto à escultura, ensinada por Auguste Marie Taunay e por Marc Ferrez, dizemos no livro em preparo relativo a Grandjean de Montigny o seguinte:
Os dois professores de escultura da Missão trouxeram para o Brasil orientações diferentes. Ao passo que o primeiro vinha impregnado do academismo de David, o segundo já o trazia mais atenuado, modificação essa devida à ação de Rude, de David d´Angers e de James Pradier, que procuraram abandonar a rigidez e a secura peculiares às formas convencionais, fazendo obras de maior verismo, obras diretamente inspiradas na natureza. Sob esse ponto de vista, os trabalhos Pompiers dos discípulos de Auguste Taunay são inferiores aos dos de Marc Ferrez, que denotam mais equilíbrio, boa anatomia e melhor expressão e graça. O Busto, principalmente, nunca tinha sido tratado no Brasil com tanta perfeição e verdade. A Estátua, propriamente dita, teve, da mesma forma, um grande impulso pela ação dos irmãos Ferrez".
Adolfo Morales de Los Rios Filho
Morales de Los Rios Filho, Adolfo. O ensino artístico: subsídio para a sua história: um capítulo, 1816-1889. p. 175.

Exposições Coletivas

1829 - Rio de Janeiro RJ - Primeira exposição da Academia, organizada por Debret
1839 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral da Academia Imperial de Belas Artes
1842 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba
1843 - Rio de Janeiro RJ - 4ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba
1844 - Rio de Janeiro RJ - 5ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba
1846 - Rio de Janeiro RJ - 7ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba
1848 - Rio de Janeiro RJ - 9ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba

Exposições póstumas

1890 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1990 - Rio de Janeiro RJ - Missão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX, na Fundação Casa França-Brasil
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich
2002 - São Paulo SP - Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes, no Instituto Cultural Banco Santos 
2004 - Rio de Janeiro RJ - Missão Artística Francesa e as origens da coleção do Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA

Fonte: Itaú Cultural

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