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Lydia Okumura

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BIOGRAFIA

Lydia Okumura (Osvaldo Cruz SP 1948)

Pintora, escultora e artista intermídia.

Com 13 anos de idade, participa da produção artesanal de um estúdio de cerâmica. Cursa artes plásticas, entre 1970 e 1973, na Fundação Armando Alvares Penteado - Faap, em São Paulo. Continua a trabalhar com cerâmica até que, influenciada por João Rossi (1923 - 2000), se interessa pela pintura abstrata e pelo desenho. Na década de 1970 pesquisa xilogravura, litografia e serigrafia e dedica-se à assemblage e utiliza sucata industrial em seus trabalhos. Em 1971 passa a trabalhar com Francisco Iñarra (1947) e Genilson Soares (1940), com quem participa, em 1973, da 12ª Bienal Internacional de São Paulo. Muda-se para Nova York em 1974, estuda no Pratt Graphics Center e trabalha durante algum tempo em um projeto de Sol LeWitt (1928 - 2007). Apresenta ambiente escultórico na 14ª Bienal Internacional de São Paulo, 1977, e é premiada. No ano seguinte, recebe bolsa de estudo do Creative Artists Public Service Program - Caps, Nova York, e, em 1979, bolsa viagem da Japan Foundation (Tóquio) para um ano de estudo. Durante a década de 1980, dedica-se à escultura e a instalações ambientais e, posteriormente, à pintura a óleo e acrílica.

Comentário Crítico

A produção inicial de Lydia Okumura, do fim dos anos 1970 e início da década seguinte, revela afinidade com a arte conceitual. Seus projetos relacionam-se diretamente à arquitetura dos espaços expositivos, realizando instalações nas quais planos de cor são pintados em cantos de parede e interligados por fios. A articulação desses planos sugere formas geométricas e cria a ilusão de objetos tridimensionais.

A artista explora um jogo sutil entre a percepção visual da obra de arte e sua materialidade. Com uma produção predominantemente tridimensional e marcada pela arquitetura, explora recursos gráficos para sua realização. Posteriormente, passa a tratar as mesmas questões em pinturas abstratas em acrílica e em obras sobre papel, nas quais retoma trabalhos anteriores, como as configurações geométricas em espaços arquitetônicos. Em sua produção, o uso da cor tem um papel importante: a tridimensionalidade é sugerida também por meio de variações controladas da gama cromática.

Lydia Okumura realiza assim um caminho inverso em relação à trajetória de artistas contemporâneos - passa da produção tridimensional e da exploração do espaço arquitetônico à bidimensionalidade. A ilusão óptica e questões ligadas à refração e reflexão, além de um uso apurado da cor, podem ser destacadas em sua produção da década de 1990, como em Transcendência D, 1995.

Críticas

"Lydia Okumura trabalha dentro do idioma conceitual dos anos 70, no segmento que preconizava projetos para lugares específicos. As instalações de parede desta jovem artista revelam influência de artistas como Sol Lewitt e Dorothea Rockburne. Em seu trabalho, discretos planos de cor pintados em cantos de parede são ligados por uma rede de fios. Esta treliça aberta sugere os lados transparentes de uma forma geométrica, criando a ilusão de um objeto tridimensional. Lydia parte do espaço vazio e o torna concreto. Ela brinca com a percepção visual de modo hábil e sutil, atraindo o espectador, através de contrastes, para dentro destes quebra-cabeças geométricos. Fica-se consciente ao mesmo tempo da materialidade da obra e da ilusão que está sendo criada. Separar fato e ficção é parte importante da experiência destes trabalhos. Apesar do contexto de sua atividade ser tridimensional e arquitetônico, ela usa recursos gráficos para conseguir sua realização. Assim, não causa surpresa que esteja começando agora a traduzir suas idéias em pinturas e trabalho sobre papel. Estas obras são, em essência, representações, mostrando configurações geométricas similares em espaços que sugerem salas. Noto que no papel e na tela a artista tem maior liberdade para experimentar arranjos mais complexos. Estes trabalhos distinguem-se também pelo manejo da tinta; a cor, por exemplo, cumpre neles uma função bem mais importante. A acuidade das ilusões criadas depende muito de mudanças graduais de tom, e um execução absolutamente precisa é também essencial".
Deborah C. Phillips
PHILLIPS, Deborah C. Lydia Okumura. Arte em São Paulo, São Paulo, n.19, out.1983.

Exposições Individuais

1977 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Nobe Gallery
1979 - Tóquio (Japão) - Individual, na Galeria Guinzakaigakan
1979 - Osaka (Japão) - Individual, na Galeria Utsubo
1980 - Tóquio (Japão) - Individual, na Watari Gallery
1982 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Nobe Gallery 
1983 - Osaka (Japão) - Individual, na Galeria Utsubo
1984 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1991 - São Paulo SP - Individual, na Kate Art Gallery
2004 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Deco

Exposições Coletivas

1966 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1968 - Campinas SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1968 - São Paulo SP - Salão do Grupo Seibi - medalha de bronze
1970 - São Paulo SP - 4ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1971 - Santo André SP - 4º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1971 - São Paulo SP - 5ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1972 - Campinas SP - 8º Salão de Arte Contemporânea - prêmio aquisição
1972 - São Paulo SP - 6ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP 
1972 - São Paulo SP - Acontecimentos, no MAC/USP
1972 - São Paulo SP - Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica - 72, na Fundação Bienal
1973 - Santo André SP - 6º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - Prêmio Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo do Estado de São Paulo
1974 - Santo André SP - 7º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1974 - São Paulo SP - Prospectiva' 74, no MAC/USP
1976 - Buenos Aires (Argentina) - Década de 70, no Centro de Artes y Comunicación - CAYC
1976 - São Paulo SP - Década de 70, no MAC/USP
1977 - São Paulo SP - 14ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal -  prêmio Bienal Internacional de São Paulo
1977 - São Paulo SP - Registros de Experiências de Recinto, 1971 a 1977, na Galeria do Sesc
1978 - Noruega - Bienal de Gravura da Noruega - menção honrosa e prêmio aquisição
1978 - São Paulo SP - 3 Gerações de Artistas Nipo-Brasileiros, na Galeria Arte Global
1979 - Nova York (Estados Unidos) - Aquisições Recentes, no Metropolitan Museum of Art
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1979 - Taegu (Coréia do Sul) - Festival de Arte Contemporânea
1981 - Medellín (Colômbia) - Bienal de Medellín
1981 - Osaka (Japão) - Arte Contemporânea da América Latina e do Japão, no National Museum of Osaka
1981 - São Paulo SP - Instalação, na Pinacoteca do Estado
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Londres (Reino Unido) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
1983 - Filadélfia (Estados Unidos) - The Japan Dynasty´83, na Sand Webster Gallery
1983 - São Paulo SP - 17ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1983 - São Paulo SP - Arte e Geração, na Galeria Sesc Carmo
1984 - Nova York (Estados Unidos) - 10 Artistas da América Latina
1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP 
1984 - São Paulo SP - Instalação, no MAM/SP
1985 - Tóquio (Japão) - Today's Art of Brazil, no Hara Museum of Contemporary Art
1987 - Nova York (Estados Unidos) - Connections Project, Conexus, no Museum of Contemporary Hispanic Art
1988 - Campinas SP - 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC - artista convidada 
1988 - São Paulo SP - 80: Aniversário da Imigração Japonesa, no Masp
1988 - São Paulo SP - Vida e Arte dos Japoneses no Brasil, no Masp
1990 - Montreal (Canadá) - Bienal Latino-Americana
1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba
1993 - São Paulo SP - Exposição Luso-Nipo-Brasileira,  no MAB/Faap
1993 - São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi
1994 - Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM/RJ 
1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, na Companhia do Metropolitano de São Paulo
1995 - Niigata (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no The Niigata Prefectual Museum of Modern Art
1995 - São Paulo SP - Artistas Japoneses e Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no MAC/USP
1995 - São Paulo SP - Brasil-Japão Arte, na Fundação Mokiti Okada M.O.A.
1995 - São Paulo SP - Pinturas Recentes, na Pinacoteca do Estado
1995 - Tokushima (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no Centro Cultural de Tokushima
1996 - Gifu (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no The Museum of Fine Art Gifu
1996 - São Paulo SP - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no Masp
1996 - Tóquio (Japão) - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, no Azabu Art Museum
1997 - Jacareí SP - Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, na Oficina de Artes Santa Helena
1998 - São Paulo SP - Traços e Formas, na Jo Slaviero Galeria de Arte
2001 - São Paulo SP - Arte Nipo-Brasileira: momentos, na Galeria Euroart Castelli
2003 - São Paulo SP - Gerações: a arte contemporânea nipo-brasileira, no Espaço de Artes Unicid

Fonte: Itaú Cultural

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