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Léo Barcellos Dexheimer

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BIOGRAFIA

Léo Barcellos Dexheimer (Porto Alegre RS 1935)

Gravador, pintor, desenhista e professor.

Aprende litografia com Marcelo Grassmann (1925) e cursa gravura em metal com Iberê Camargo (1914-1994), em 1955, no Clube de Gravura de Porto Alegre. Posteriormente conclui o curso de pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS em 1960. Com colegas da Escola de Belas Artes, funda o grupo Bode Preto, que se opõe à rigidez acadêmica da instituição. Em 1961, publica o álbum de xilogravuras São Miguel das Missões, com Waldeni Elias (1930). Trabalha em diagramação em jornais de Porto Alegre, leciona pintura, desenho e gravura nas Escolas de Arte de Novo Hamburgo e de Cachoeira do Sul. Entre 1963 e 1965, leciona desenho e artes gráficas na UnB. A partir de 1966, atua também em publicidade e produção gráfica. De 1988 a 1991, retorna para a UnB.

Críticas

"Objetivando ultrapassar o ensino do Instituto de Arte de Porto Alegre, Leo Dexheimer chega à xilogravura. Em meados do decênio de 50, freqüenta, durante alguns meses, curso de gravura de Iberê Camargo, oferecido pelo Clube de Gravura. Nos anos seguintes, é sobretudo com xilogravuras que Dexheimer se apresenta em exposições locais, como a I e II Feiras de Gravura de Porto Alegre, apoiadas pelo Clube; embora de esquerda, Dexheimer não segue a direção defendida pelos artistas do Clube de Gravura pois, como afirma em depoimento, 'o Clube fazia manifesto, gravura, coisas que eram itens políticos (...), e a crítica, em arte, não obedece a uma forma'. Dexheimer relata que, certa vez, foi montada no Rio de Janeiro uma exposição checa, na qual se mostraram trabalhos 'com manifestações livres': artistas do Clube viram a mostra e leram artigo sobre ela publicado na revista Para Todos. Como afirma Dexheimer, 'aí começou a ruir o Clube [pois] o realismo não está no conteúdo ou na forma'. 
A crítica de Dexheimer à direção do Clube de Gravura - que defendia disciplina realista, privilegiando o regional - explicita-se quando conclui sobre as limitações da arte do Clube: Afinal, não é só 'como eu amo o meu trator'. A defesa do direito comum a todos de pesquisarem o que lhes venha à cabeça aparece em 1958, ano em que Dexheimer e colegas do Instituto de Artes fundam o grupo Bode Preto, na saída do 'lambe-lambe corriqueiro' do ensino conservador. Fernando Corona entende a exposição do Grupo como sendo 'uma conspiração a favor de um direito de libertação onde o indivíduo manifesta seu modo de pensar e de sentir a pintura, sem concessões para ninguém'. O autor do artigo citado, publicado em 1958 no Correio do Povo de Porto Alegre, destaca as idéias do Grupo, às quais se acrescenta, como afirma Dexheimer, a de ser Porto Alegre estreita e conservadora artisticamente. Como se vê em artigos da época, a gravura ou não é mencionada ou está incluída na pintura. 
O humor que se observa nas gravuras de Dexheimer, como nas da série O Mar ou nas estampadas no catálogo da exposição - bodes pretos - de 1959 do Grupo, afasta-o do corriqueiro do Instituto e do realismo operante nos artistas do Clube de Gravura. Distantes das pesquisas, formas e objetivos dos artistas do Clube, os do Bode Preto têm em comum com eles a valorização do desenho. Não é, pois, surpreendente que Dexheimer considere o desenho essencial a sua arte. Desde os tempos do Grupo, cultiva-o, e por volta de 1959, com W. Elias, visita as ruínas das Missões para desenhar: a partir dos apontamentos feitos no local, realiza xilogravuras, algumas das quais, em 1961, são reunidas no álbum Estatuárias de São Miguel. Depois, Dexheimer realiza algumas xilos em datas diferentes, dedicando-se sobretudo ao desenho e à encáustica, técnica que até hoje valoriza, dada a gestualidade que ela implica, como diz. Seguindo para Brasília nos anos 60, para lecionar desenho e artes gráficas no Instituto de Arte da UnB, idealiza: 'Eu acreditava na possibilidade de trabalho, no contato com pessoas que aqui [Rio Grande do Sul] nunca teria'. Lá ensinou serigrafia, técnica que abandonou quando notou que esta apenas repetia sua pintura. Devido às perseguições da ditadura, Dexheimer retorna a Porto Alegre retomando, somente em 1988, seu ensino no Instituto, com outros anistiados, também artistas, como Glênio Bianchetti, Marília Rodrigues. Dexheimer se aposenta nos tempos de Collor: 'Não dava mais para ficar'. Nesses anos, esperando que as coisas melhorassem, fazia gravuras em metal, como a maneira-negra, pois, como ironiza, o próprio gesto que a produz traduz raiva. Em suas litografias e gravuras em metal, destaca-se o rosto que, sustentado por mão, pensa como quem joga xadrez".
Mayra Laudanna - junho de 2000
GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, p. 98.

Exposições Individuais

1960 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria do Teatro de Equipe de Porto Alegre
1961 - Porto Alegre RS - Individual, no Pavilhão do Serviço de Turismo do Rio Grande do Sul
1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Macunaíma
1966 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Leopoldina
1968 - Porto Alegre RS  - Individual, na Galeria do IAB/RS
1971 - Porto Alegre RS - Individual, na Esphera Galeria de Arte
1977 - Brasília DF - Individual, na Galeria da Fundação Cultural do Distrito Federal
1978 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria do IAB/RS
1980 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Bolsa de Arte
1989 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria de Arte Alencastro Guimarães
1993 - Canela RS - Individual, na Fundação Cultural de Canela

Exposições Coletivas

1957 - Porto Alegre RS - 1ª Feira de Gravura da Prefeitura de Porto Alegre
1957 - Porto Alegre RS - 2ª Feira de Gravura da Prefeitura de Porto Alegre
1958 - Curitiba PR - 23ª Salão Paranaense - medalha de bronze
1958 - Porto Alegre RS - Salão Câmara Municipal de Porto Alegre - 1º e 2º prêmios de desenho
1959 - Porto Alegre RS - Coletiva, no Instituto Cultural Brasileiro Norte-americano
1959 - Porto Alegre RS - Exposição Grupo Bode Preto, no Margs
1960 - Porto Alegre RS - 1º Festival de Arte do Estado do Rio Grande do Sul
1963 - Belo Horizonte MG - Artistas do Rio Grande do Sul, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos
1966 - Curitiba PR - 23º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná
1966 - Porto Alegre RS - Tendências 66, no IAB/RS
1966 - São Paulo SP - 13 Artistas Gaúchos, no MAC/USP
1967 - São Paulo SP - 1º Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1967 - São Paulo SP - 4 Artistas do Rio Grande do Sul, na Galeria 4 Planetas
1968 - Florianópolis SC - 1ª Exposição Nacional de Artes Plásticas, no Masc
1973 - Porto Alegre RS - Coletiva de Mini Trabalhos, na Galeria Yázigi
1974 - Itinerante - Arte Gaúcha
1974 - Porto Alegre RS - Coletiva de Mini Trabalhos, no IAB/RS
1975 - Brasília DF - Arte Gaúcha/74
1975 - Porto Alegre RS - Arte Gaúcha Contemporânea, no Margs
1975 - Porto Alegre RS - Coletiva de Mini Trabalhos, no IAB/RS
1977 - Caxias do Sul RS - 2º Panorama de Artes, na Universidade de Caxias do Sul
1978 - Porto Alegre RS - Museu vai à Indústria, no Margs
1979 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Galeria Cambona
1980 - Bento Gonçalves RS - 13ª Semana de Bento Gonçalves, na Leonarte Galeria
1980 - Porto Alegre RS - 1ª Mostra de Miniaturas, na Galeria do Beco
1981 - Porto Alegre RS - Coletiva de Fim de Ano, na Bolsa de Arte
1982 - Porto Alegre RS - O Panorama das Artes no Sul, no Espaço Cultural Yázigi
1983 - Porto Alegre RS - Do Passado ao Presente: as artes plásticas no Rio Grande do Sul, no Cambona Centro de Arte
1983 - Porto Alegre RS - Arte Livro Gaúcho: 1950/1983, no Margs
1985 - Porto Alegre RS - Gravura no Rio Grande do Sul: atualidade, no Margs
1985 - São Paulo SP - Gravura no Rio Grande do Sul: atualidade, no MAC/USP
1986 - Rio de Janeiro RJ - Gravura no Rio Grande do Sul: atualidade, no Solar Grandjean de Montigny
1987 - Porto Alegre RS - Naturezas Mortas, na Galeria Cristina Gonzales
1988 - Brasília DF - Coletiva de Natal, na Galeria Portfolio
1988 - Porto Alegre RS - Arte Brasileira II, na Sala de Arte Aurora
1989 - Brasília DF - 2º Festival Latino-americano de Arte e Cultura, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1989 - Porto Alegre RS - A Cidade e o Rio, na Agência de Arte
1991 - Florianópolis SC - Dez Gravadores Gaúchos no MAM Atelier de Litografia, no Masc
1992 - Brasília DF - Grabados e Grabadores, na UnB. Casa de Cultura da América Latina
1992 - Porto Alegre RS - 360 Graus de Pintura Agora, no Instituto de Artes Visuais
1993 - Porto Alegre RS - Grandes Idéias em Pequenos Formatos, na Galeria de Arte Mosaico
1994 - Porto Alegre RS - Correndo o Risco, no Museu do Trabalho
1994 - Porto Alegre RS - Litografia Hoje, no Margs
1994 - Uruguaiana RS - Litografias, no Verbo Propaganda Espaço Cultural
1995 - Haifa (Israel) - Printmakers from Porto Alegre, na The Israel Painters and Sculptors Association
1995 - Porto Alegre RS - Amigos Gravadores Homenageiam Danúbio Gonçalves, no Centro Municipal de Cultura
1995 - Porto Alegre RS - Printmakers from Porto Alegre, na Casa de Cultura Mario Quintana
1996 - Brasília DF - Registro de Passagem: obras em papel, na UnB. Casa de Cultura Latino-americana
1999 - Porto Alegre RS - Casa Cor 99, na Garagem de Arte
1999 - Porto Alegre RS - Garagem de Arte: mostra inaugural, na Garagem de Arte
1999 - Porto Alegre RS - Provas do Impressor, na Cultural Gallery of Arts
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural
2002 - Porto Alegre RS - Desenhos, Gravuras, Esculturas e Aquarelas, na Garagem de Arte

Fonte: Itaú Cultural

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