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Kimi Nii

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BIOGRAFIA

Kimi Nii (Hiroshima, Japão 1947)

Ceramista e escultora.

Vive no Japão até os nove anos de idade, quando parte com a família para o Brasil, em 1957, e se estabelece em São Paulo. Em 1972, forma-se em desenho industrial pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado - Faap. De 1970 a 1979, trabalha com design gráfico e em 1978, inicia sua atividade como ceramista. Em sua produção escultórica e utilitária de cerâmica de alta temperatura utiliza torno e modelagem manual. Dela resultam peças esmaltadas ou que tiram partido das tonalidades e da textura do barro queimado. Em 1983 e 1985, realiza exposições individuais na Galeria Deco, especializada na produção de artistas plásticos contemporâneos japoneses e nipo-descendentes, e, em 1996, no Museu do Açude, Fundação Castro Maya, no Rio de Janeiro. No fim da década de 1990, sua produção difunde-se também no Japão, com a realização de mostras individuais na Plaza Gallery, em 1999, e no Espaço Manabu Mabe, em 2001, ambas em Tóquio. Seguem-se nos anos 2000 outras exposições individuais em museus e centros culturais, o que revela o reconhecimento de sua produção artística de esculturas em cerâmica. A artista expõe no Museu de Arte de Santa Catarina em 2003 e no Instituto Tomie Ohtake em 2004, quando apresenta, além das séries Donguris e Diamantes, uma grande peça de madeira, intitulada Giroforma, com 2,70 metros de comprimento e 2,60 metros de diâmetro, uma novidade em sua obra.

Comentário crítico

Como ocorre com diversos artistas japoneses ou nipo-descendentes, Kimi Nii articula em sua obra a técnica tradicional com a linguagem artística ocidental. Com base nos procedimentos da cerâmica japonesa, a artista explora novas soluções, experimenta os recursos e os limites do material.

Kimi Nii tem uma vasta produção utilitária, bastante valorizada por ela, que, no início de sua trajetória, se guia pela vontade de aplicar os conceitos que aprendera na escola de design: "desenho limpo e forma pura, aliados à necessidade".1 Tais preocupações se aproximam dos objetivos da Bauhaus. No entanto, essa economia formal mantém um vínculo indiscutível com elementos da visualidade oriental e mostra-se como opção em suas esculturas, que partem de um desenho preciso. Do barro modelado são construídos volumes de formas simples. São objetos verticais, como os Papiros, cones em espiral, ou horizontais, como Discos.

Várias esculturas recebem nomes como Cone, Cilindro, Esfera. Em outros objetos, Zepelins, Focas, Carretéis, a artista faz alusão a objetos do cotidiano e muitas vezes realiza cortes nas peças, incisões que realçam os traços, criam frestas e fendas pela eliminação da matéria. Sua série sobre a flora, desenvolvida a partir da década de 1990, reforça seu interesse pelas formas orgânicas - são bromélias, cactos, ninfeáceas, copos-de-leite, botões, frutos, sementes, capins-rosas, capins-verdes, ananás. As Donguris formam outra série em sua produção. A palavra donguri, em japonês, significa avelã. O formato da noz é referência para essas peças baixas, de aproximadamente 40 centímetros de altura, de forma irregularmente cônica, que se apóiam de modo instável sobre o chão, podendo girar a um pequeno impulso da mão.

Sua obra, mais do que artesanato, é caracterizada como arte, uma vez que transcende os aspectos apenas utilitários, dentro de uma preocupação com a aplicação do repertório formal da ceramista, e é reconhecida como tal, inserindo-se em exposições de artes visuais.

Nota
1 Segundo depoimento publicado no site da artista. Disponível em: [http://www.kiminii.com.br/]. Acesso em: 18 ago. 2007.

Críticas

"Caso raro entre ceramistas, Kimi Nii consegue imprimir ao barro uma dimensão moderna, pertencendo assim ao círculo dos escultores contemporâneos. Utilizando-se de técnica milenar, rejeita as soluções tradicionais da cerâmica e busca as inusitadas possibilidades da arte, respondendo a anseios e desafios internos.(...) Kimi decodifica as regras das formas orgânicas, reconhecendo as potencialidades e os limites do barro, adequando a relação entre suporte e resultado, para tirar melhor proveito da cerâmica".
Miguel Chaia
CHAIA, Miguel. [Kimi Nii]. In: LYGIA Reinach/Kimi Nii: esculturas/flora cerâmica. São Paulo: Múltipla de Arte, 1994.

Exposições Individuais

1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Deco
1985 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Deco
1985 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Babelidus
1987 - Porto Alegre RS - Design Incomum
1987 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Mônica Filgueiras de Almeida
1992 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Mônica Filgueiras de Almeida
1993 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Banco Central
1993 - São José do Rio Preto SP - Individual, na A-2 Agência de Arte
1994 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Múltipla de Arte
1995 - Londrina PR - Individual, na Universidade Estadual de Londrina. Centro de Cultura Catuaí
1995 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Múltipla
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Museus Castro Maya. Museu do Açude
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Coletânea
1996 - Vitória ES - Individual, na Universidade Estadual do Espírito Santo
1997 - Campos do Jordão SP - Individual, na Galeria Nara Roesler
1997 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Mônica Filgueiras de Almeida
1998 - São Paulo SP - Individual, no Shopping Paulista. Jardim das Esculturas
1998 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Deco
1999 - Natal RN - Individual, no Palácio das Artes
1999 - Tóquio (Japão) - Individual, no Plaza Gallery
2001 - Tóquio (Japão) - Individual, no Espaço Manabu Mabe
2003 - Florianópolis SC - Individual, no Masc

Exposições Coletivas

1979 - Parati RJ - 2º Encontro de Ceramistas de Parati
1979 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Toki
1980 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Toki
1980 - Brasília DF - Coletiva, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1980 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Tenda
1981 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Toki
1981 - São Paulo SP - Forma Objetos
1981 - Parati RJ - 3ª Encontro de Ceramistas de Parati
1982 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Deco
1983 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Toki
1983 - São Paulo SP - Coletiva, no Paço das Artes
1984 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Deco
1984 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Ocra
1984 - São Paulo SP - 1ª Mostra Aberta de Cerâmica Arte
1985 - São Paulo SP - 2ª Mostra Aberta de Cerâmica Arte
1985 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Tenda
1986 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Toki
1986 - São Paulo SP - 3ª Mostra Aberta de Cerâmica Arte
1986 - São Paulo SP - Coletiva, no Masp
1986 - São Paulo SP - 1ª Mostra M.O.A Cerâmica Contemporânea
1986 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Kitaro Zen
1986 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Deco
1987 - São Paulo SP - 2ª Mostra M.O.A Cerâmica Contemporânea
1987 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Kitaro Zen
1987 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Mônica Filgueiras de Almeida
1987 - São Paulo SP - Coletiva, no Paço das Artes
1988 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Toki
1988 - São Paulo SP - Jóias, Uma Expressão de Arte, na Galeria Skultura
1988 - São Paulo SP - 4ª Mostra Aberta de Cerâmica Arte
1988 - Roma (Itália) - Coletiva, no Instituto Italo-Latino Americano - IILA
1988 - Madri (Espanha) - Coletiva, no Centro Cultural Conde Duque
1988 - Buenos Aires (Argentina) - Coletiva, no Centro Cultural Ciudad de Buenos Aires
1989 - Lisboa (Portugal) - Coletiva, no Palácio Foz
1989 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Cândido Mendes
1989 - São Paulo SP - Coletiva, no Espaço Fernandes Mera
1989 - São Paulo SP - 5ª Mostra Aberta de Cerâmica Arte
1989 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Toki
1990 - São Paulo SP - Coletiva, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1992 - Mococa SP - Coletiva, no Museu de Artes Plásticas Quirino da Silva
1992 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Ars Art
1992 - Campinas SP - Coletiva, no Centro de Conveniência Cultural de Campinas
1993 - São Paulo SP - Coletiva, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1993 - São Paulo SP - 3º Estúdio Internacional de Tecnologias de Imagem, no Sesc Pompéia
1993 - Curitiba PR - Coletiva, no Museu Alfredo Andersen
1993 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Ars Art
1993 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Museu Histórico Nacional - MHN
1994 - São Paulo SP - Coletiva, no Museu da Cultura/PUC
1995 - São Paulo SP - Brasil-Japão Arte, na Fundação Mokiti Okada M.O.A.
1995 - São Paulo SP - 1º United Artists, na Casa das Rosas
1996 - São Paulo SP - Coletiva, no MAB-Faap
1997 - Vancouver (Canadá) - Coletiva, no Lewarne Galeries
1998 - São Paulo SP - Traços e Formas, no Jo Slaviero Galeria de Arte 
1999 - São José dos Campos SP - Coletiva, na Galeria Colinas
1999 - São Paulo SP - Arte Nativa Contemporânea, no Galpão de Design
2000 - Saint-Ètienne (França) - Biennale Internationale Design 2000
2000 - São Paulo SP - 500 Anos Design, na Pinacoteca do Estado
2001 - Belo Horizonte MG - Coletiva, na Galeria Regard
2001 - São Paulo SP - Design e Natureza
2001 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Francine
2002 - São Paulo SP - Ópera Aberta: celebração, na Casa das Rosas
2002 - São Paulo SP - Feira, na Galeria Virgílio
2002 - São Paulo SP - Tendências, no Masp
2002 - São Paulo SP - Lilás, no Decoração e Design Center
2003 - São Paulo SP - Gerações: a arte contemporânea nipo-brasileira, no Espaço de Artes Unicid 
2003 - São Paulo SP - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no Instituto Tomie Ohtake
2004 - Rio de Janeiro RJ - Tomie Ohtake na Trama Espiritual da Arte Brasileira, no MNBA

Fonte: Itaú Cultural

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