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Judith Lauand

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BIOGRAFIA

Judith Lauand (Pontal SP 1922)

Pintora e gravadora.

Em 1950, forma-se na Escola de Belas-Artes de Araraquara, São Paulo, onde aprende pintura com Mario Ybarra de Almeida e Domenico Lazzarini. Dois anos depois, muda-se para São Paulo e estuda gravura com Lívio Abramo. Trabalha como monitora na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1954, e entra em contato com a pintura concreta de Alexandre Wollner e Geraldo de Barros. Nesse ano, realiza sua primeira individual, na Galeria Ambiente, em São Paulo. Em 1955 é convidada por Waldemar Cordeiro a unir-se ao Grupo Ruptura, sendo até o fim do grupo a única mulher integrante. Participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada, em 1956, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e, em 1957, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integra a mostra Konkrete Kunst, em Zurique, em 1960. Em 1963, expõe na inauguração da Galeria NT - Novas Tendências, em São Paulo, da qual é fundadora, com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto. Recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea em 1958. Em 1996, o Escritório de Arte Sylvio Nery da Fonseca, em São Paulo, dedica-lhe uma exposição retrospectiva, focalizando em particular sua obra dos anos 1950.

Críticas

"(...) figurativa de início, transitou por formas livremente abstratas em 1953, impulsionada por Geraldo de Barros e Alexandre Wollner. Suas intenções matemáticas predispunham-na à orientação em que afirmaria uma própria pesquisa de linguagem caracterizada pela estrutura dinâmica de espaço. Suas investigações conduziram-na a diferenciadas situações que desde a década de 60 intertextualizavam imagem formal e palavra. No começo dessa década Judith Lauand denotou interesse crescente pela cor e suas pulsações ópticas, fenômeno evidente e centralizador em muitos outros artistas concretos do país. Uma das fórmulas expressivas desta abordagem de pura visualidade foi o espaço dividido em forma de xadrez. Ela o pesquisa pela articulação de tons em contraste ou em coexistência harmônica, sempre motivada pela idéia de conferir-se um máximo de potencialidade vibratória. Seu problema único é o estudo rigoroso desta estrutura da cor em suas infinitas leis de alterabilidade. Do seu sistema ascético, pensando e realizando com a coerência e a tenacidade da busca perfeccionista radical, esta exposição oferece uma perspectiva de vários anos, a nosso ver, das mais convincentes".
Walter Zanini
LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado, seus leilões. de São Paulo: J. Louzada, 1984-.

"Judith Lauand foi uma figura destacada na fundação do movimento paulistano de arte concreta, colaborando com Waldemar Cordeiro, criador do grupo. Nessa interação com Cordeiro estabeleceram-se fortes ligações de pensamento e de criação artística perceptíveis nas obras de ambos. As concepções de Cordeiro sobre o trabalho em equipe foram excepcionalmente avançadas para sua época e parece-me essencial preservar para as gerações futuras seus métodos de trabalho, de influência tão decisiva para o futuro da arte brasileira de vanguarda. Judith Lauand permanece fiel a sua postura e trajetória concretista. Sua obra recente revela a densidade da composição, o apuramento do cromatismo, o equilíbrio do grafismo, conseguidos por constante pesquisa. Judith envereda agora por novos caminhos realizando obras que podem ser chamadas de assimétricas, onde o geometrismo da decomposição cromática destrói a 'partição eqüilateral' presente ao longo de sua obra, criando uma nova simetria".
Mario Schenberg
LAUAND, Judith. Judith Lauand : pinturas. Sao Paulo : Choice Galeria de Arte, 1986. p. 3.

"Na produção de Judith Lauand deve ser assinalada a freqüente presença da linha tratada como barra, remetendo-nos a Malevitch. Esse método equilibra o caráter gráfico das linhas ao admitir seu tratamento pictórico mais atuante. (...) No concretismo, a serialização da forma evoca a produção industrial. Os triângulos se distribuem sobre a superfície da obra, onde é aplicada à moda de azulejaria de vazados, ou melhor, de um cabogó. O crítico Mário Pedrosa observou que no concretismo podia-se falar de um 'vocabulário cromático deliberadamente elementar'. Falando sobre a abolição da cor pelos artistas deste movimento, Judith Lauand esclarece que 'nós trabalhávamos com poucas cores. Era mais preto-e-branco ou então complementares. Poucas formas também. A superfície de cor preta usávamos para ter uma austeridade. Eram as complementares, preto-e-branco. Pouquíssima cor. Fazia parte das exigências da época. Abolir um pouco a quantidade de formas, cor. Tudo que fosse demais. Fazer uma síntese. Inverti. O fundo preto é atuante porque é espaço'. Lauand também reconhece em alguns casos que a cor não tem função; o desenho é que importa. Noutros momentos, encontramos em sua obra pinturas quase acromáticas, como produção de uma neutralidade onde pudesse ocorrer ainda uma diferenciação entre a linha e o plano através da cor. (...) Lauand confronta positivo/negativo, excesso e ausência de luz e suas nuanças num jogo em que a superfície concreta capta o olhar num tráfego fenomênico. (...) Presença indelével no concretismo, Judith Lauand buscava alguma razão matemática, mas sobretudo também muitas licenças poéticas. Daí podermos dizer que Judith Lauand produziu uma arte de pequenas delicadezas concretistas".
Paulo Herkenhoff
LAUAND, Judith. Judith Lauand : obras de 1954-1960. Sao Paulo: Sylvio Nery da Fonseca Escritório de Arte, 1996. p. 6-7.

Depoimentos

"(...) Planos se descentralizam em todas as direções. Formas - signos de grande leveza de cor, direcionadas verticalmente. Encadeamento sucessivo de formas de seis, cinco, quatro, três lados sobre fundo atuante. Hexágonos divididos em triângulos diferentes na forma e na cor, com uma desordem que altera o sistema quadrilátero articulado com dois triângulos, determinam a visualização de espaço triangular. Segmentos - signos em vários sentidos no espaço do quadro. Quadriculados em rosas, azuis, amarelos. É estruturado de forma a distorcer opticamente o espaço. Faixas de cores azuis e verdes avançam para áreas quadrangulares de cores opostas. Formas - planos justapostos num jogo progressivo de saturação das cores. Mas nenhum comentário substitui a visão direta das obras".
Judith Lauand
LAUAND, Judith. Judith Lauand : pinturas. Sao Paulo : Choice Galeria de Arte, 1986. p. 2.

Judith Lauand: The 50s

O conjunto de obras exibido na mostra "Judith Lauand:The 1950s" representa não apenas a gênese criativa da artista concretista bem como seu rigoroso modus operandi, evidenciado no cuidadoso processo de produção, catalogação e preservação de sua obra, que possibilitou que esses trabalhos se mantivessem inéditos e unidos em seu conjunto por mais de 50 anos.

As obras exibidas são criações autônomas: guaches, desenhos e colagens sobre papel cuidadosamente identificados pelas letras C (abreviação de Concreto) e A (abreviação de Acervo) e números que possibilitam sua observação de maneira cronológica, uma prática que Judith Lauand imprimiu também em sua produção pictórica. Também são exibidos guaches e desenhos preparatórios e estudos de desenvolvimento de formas, que deram origem às suas pinturas.

São todos trabalhos produzidos nos anos 50, década fundamental na produção da artista e que reverbera em sua produção até hoje, e apresentam todo o rigor e a delicadeza da artista na construção de sua poética.Os primeiros trabalhos datam de 1954, ano fundamental na carreira da artista, que passava por um período de intensa e radical transformação. "Em 1954 eu me encontrei com a arte concreta".

Naquele ano, Judith Lauand foi monitora da 2a Bienal de São Paulo (a Bienal de "Guernica", inaugurada emdezembro do ano anterior) participou e foi premiada no 3o Salão Paulista de Arte Moderna (Grande Medalha de Bronze), na Galeria Prestes Maia realizou sua primeira mostra individual, na Galeria Ambiente (r. Martins Fontes, 223) e teve os primeiros contatos com a produção do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Judith Lauand esteve ligada ao Ruptura até a sua dissolução e foi a única mulher a participar ativamente do grupo.

O Grupo Ruptura não chegou a realizar nenhuma outra mostra exclusiva de seus artistas, mas manteve-se ativo até 1959, como grupo de discussões e organizador de mostras coletivas, como a histórica 1a Exposição Nacional de Arte Concreta.

A mostra foi organizada em parceria com os poetas concretos Haroldo de Campos (1929-2003), Augusto de Campos e Décio Pignatari e marcou o surgimento oficial da poesia concreta no Brasil. Curiosamente, os últimos trabalhos do conjunto aqui apresentado datam do último ano de existência do Grupo Ruptura.

Foi a partir de 1954 que o concretismo se tornou o leitmotiv da produção pictórica da artista. Suas obras abandonaram qualquer sinal de representação ou subjetividade presentes nas obras figurativas anteriores e passaram a ser regidas por um forte componente racional, com grande rigor matemático, que se evidencia ainda mais nessa série de trabalhos sobre papel. "Eu me baseio em elementos inerentes à própria pintura: forma, espaço, cor e movimen- to. Procuro objetivar o mais possível o problema plástico. Amo a síntese, a precisão, o pensamento exato".

Mas Lauand soube fazer concessões estéticas e, com isso, produziu obras concretas com muita liberdade e características próprias. O concretismo não a aprisionou. Seu rigor matemático foi quebrado em composições dinâmicas e que transmitiam movimento, ritmo e tensão, provocando um equilíbrio precário entre linhas, formas e cores."Judith Lauand buscava alguma razão matemática, mas sobretudo muitas licenças poéticas", resumiu Paulo Herkenhoff.

Um exemplo disso é o uso recorrente pela artista, principalmente em 1959, de linhas e elementos geométricos que se multiplicam em sentidos convergentes, divergentes ou aleatórios, se agrupam ou se dispersam, se sobrepõem ou criam pontos de intersecção entre eles, buscando assim novas possibilidades para a ocupação do espaço pictórico e dando um grande dinamismo a ele. É o caso da pintura "Quatro Grupos de Elementos" e de alguns trabalhos sobre papel deste mesmo ano de 1959, também presentes na exposição.

O conjunto de obras exibido na mostra "Judith Lauand: The 1950s" apresenta assim não apenas a gênese de sua produção concretista bem como os vários caminhos por ela perseguidos dentro desta linguagem nos anos 50, uma década fundamental na produção da artista e que reverbera em sua produção até hoje, caracterizada pela busca do rigor e da delicadeza na construção de sua poética.

NOTAS
1 Declaração da artista em entrevista ao crítico e curador Paulo Herkenhoff, em 1996, publicada no texto "Judith Lauand, Arte de Delicadezas Concretistas" catálogo da exposição "Judith Lauand - Obras de 1954-1960", Sylvio Nery da Fonseca Escritório de Arte, São Paulo, 1996).
2 O Grupo Ruptura foi responsável pela introdução do concretismo no Brasil ao inaugurar, em 9 de dezembro de 1952, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a mostra Ruptura, acompanhada de manifesto homônimo. O grupo era formado pelos artistas Walde- mar Cordeiro (1925-1973), Leopoldo Haar (1910-1954), Geraldo de Barros (1923-1998), Kazmer Féjer (1923-1989), Luiz Sacilotto (1924-2003), Lothar Charoux (1912-1987) e Anatol Wladyslaw (1913-2004). Depois entraram Judith Lauand, Hermelindo Fiamin- ghi (1920-2004) e Maurício Nogueira Lima (1930-1999). Todos se declaravam seguidores do artista suíço Max Bill (1908-1994), a principal referência teórica e prática do concretismo no mundo, particularmente no Brasil, onde havia realizado mostra individual no MASP em 1950 e cuja escultura "Unidade Tripartida", 1948/1949, hoje no acervo do MAC-USP, havia sido premiada na 1a Bienal deSão Paulo, em 1951. A relação do artista suíço com o Brasil se manteve intensa durante toda a década e resultou na seleção de vários artistas brasileiros, entre eles Judith Lauand, para a mostra Konkrete Kunst, organizada por ele em Zurique, na Suíça, em 1960).
3 A mostra ocorreu no MAM-SP, em 1956, então dirigido por Mário Pedrosa, e depois seguiu para o MAM-RJ, 1957, na época ainda instalado entres os pilotis do Ministério da Educação e Cultura e dirigido por Niomar Moniz Sodré).
4 Depoimento da artista por ocasião da mostra Bandeiras, em home- nagem aos 60 anos da USP, na Galeria de Arte do SESi, em 1996).
5 Trecho do texto "Judith Lauand, Arte de Delicadezas Concretistas", catálogo Judith Lauand - Obras de 1954-1960, Sylvio Nery da Fonseca Escritório de Arte, São Paulo, 1996).

Judith Lauand: as ousadias e delicadezas de uma concretista

Aos 85 anos, artista abre mostra que faz um panorama de sua trajetória 
Camila Molina, do Estadão

"Achava a abstração muito mais interessante, uma pesquisa que não tinha fim, muito mais diversificada", diz Judith Lauand, fazendo uma rápida recapitulação de seus mais de 60 anos de carreira no campo da pintura. Ela nasceu em Pontal, no Estado de São Paulo, em maio de 1922, e foi em Araraquara, na Escola de Belas Artes, na década de 1940, que começou a se dedicar à pintura. Um caminho natural, segundo ela, esse de pintar. No começo, "no estilo da escola expressionista", fazia naturezas-mortas e figuras. Mas, acidentalmente, um dia ficou surpresa quando viu que uma de suas naturezas-mortas tinha se transformado numa pintura abstrata feita de cubos e um círculo no lugar do que seria um prato... E pouco tempo depois, na década de 1950, já em São Paulo, Judith Lauand foi a única mulher a integrar o fechado Grupo Ruptura dentro do movimento concretista brasileiro. A fase concretista de Judith Lauand é o ponto alto de sua trajetória, mas agora também é momento de se ver mais de sua carreira, feita de diversas fases de experimentações que ela tanto se orgulha. "Gosto de todas, com suas qualidades e percalços", diz a artista na Galeria Berenice Arvani, onde inaugura nesta quinta-feira, 2, uma mostra com 56 de suas obras realizadas entre 1952 e 2007 - aos 85 anos, Judith lê diariamente pela manhã, "80 páginas por semana", e pinta quase que todos os dias, sempre no período da tarde e sempre no campo da abstração, eleito por ela o mais interessante.

Na exposição, com curadoria de Celso Fioravante, há uma passagem completa pelos caminhos de Judith: a figuração a abstração informal a abstração geométrica a fase pop da década de 1960 as obras em que colocava objetos na tela, como pregos e tachinhas as telas em que pintava nelas palavras os quadros com as variações do mesmo tema do quadrado. "Ela não é uma concretista ortodoxa, tem uma trajetória muito mais rica do que se coloca", 
afirma o curador, que não deixa de dizer que é a mão do mercado que cai sobre um nicho de concretistas tão brilhantes e quase esquecidos - a marchande Berenice Arvani diz que as obras de Judith estão agora à venda por preços que variam entre R$ 20 mil e R$ 160 mil. As telas mais valiosas são as da década de 1950, do período concretista de Judith. "De 1954 a 1962, fui rigidamente concreta, me tornei mais geométrica", define.

Em texto de 1996, o crítico Paulo Herkenhoff afirmou que Judith "produziu uma arte de pequenas delicadezas concretistas". Mas o fato de ser a única presença feminina no Grupo Ruptura (entre 1953 e 1959), formado por artistas como Waldemar Cordeiro, Sacilotto, Charoux, Fiaminghi e Maurício Nogueira Lima, não é assim algo determinante para caracterizar que a geometria em suas composições fosse mais sensível. "Isso vai da sensibilidade de cada artista, cada um resolve os problemas da obra à sua maneira. Acho que todos do grupo faziam um concretismo sensível, não havia diferença entre nós. O Fiaminghi tinha uma pesquisa de formas e, principalmente, de cor, das mais sensíveis", diz Judith. A 
artista pensa de forma quase matemática sobre suas composições - mas isso não quer sinalizar o reducionismo da razão em detrimento do caráter sensível. "Cada forma tem e pede sua cor. Gosto das cores que ficam no mesmo plano, que combinem, mas meu quadro não tem nada de 
perspectiva."

Em Araraquara, quando estudou na Escola de Belas Artes, suas obras de raiz expressionista e figurativa eram resolvidas de maneira rápida, segundo a artista. "Com a abstração não", já diz logo ela. Para chegar à abstração, conta ter sido influenciada por livros e revistas que lia naquela época. "Li o de um argentino, Jorge Romero Brest (crítico), que então falava da atualidade da pintura. Aí percebi que eu estava atrasada, que a obra poderia ser muito mais moderna", conta a artista, que ainda guarda esse mesmo espírito intacto.

Prêmios

1964 - 13° Salão Paulista de Arte Moderna - Prêmio Aquisição
1959 - 8° Salão Paulista de Arte Moderna - Prêmio Aquisição
1958 - 7° Salão Paulista de Arte Moderna - Prêmio Aquisição
1955 - 4° Salão Paulista de Arte Moderna - Pequena Medalha de Prata
1954 - 3° Salão Paulista de Arte Moderna - Grande Medalha de Bronze
1953 - 16° Salão de Belas Artes de Araraquara - Prêmio Cidade de Araraquara
1952 - 15° Salão de Belas Artes de Araraquara - Primeiro Lugar
1945 - 9° Salão de Belas Artes de Araraquara - Prêmio Estímulo de Desenho

Coleções Publicas

Fundação do Livro do Cego no Brasil
Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Museu de Arte Moderna de Grenoble (França)
Museum of Fine Arts, Houston (EUA)
Pinacoteca do Estado de São Paulo

Exposições Individuais

1954 - São Paulo SP - Primeira individual, na Galeria Ambiente
1962 - Campinas SP - Individual, na Galeria Aremar
1965 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Novas Tendências
1971 - São Paulo SP - Individual, na Galeria da Aliança Francesa
1977 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP
1984 - São Paulo SP - Geometria 84, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1986 - São Paulo SP - Individual, na Choice Galeria de Arte
1992 - São Paulo SP - Efemérides, no MAC/USP
1994 - Pontal SP - Individual, na Casa da Cultura Manoel de Vasconcelos Martins
1996 - São Paulo SP - Judith Lauand: obras de 1954-1960, no Sylvio Nery da Fonseca Escritório de Arte

Exposições Coletivas

1952 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Moderna
1952 - São Paulo SP - Jovens Pintores da Escola de Belas Artes de Araraquara, no MAM/SP
1954 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - medalha de bronze
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - pequena medalha de prata
1956 - São Paulo SP - 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/SP
1956 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Moderna
1956 - São Paulo SP - Coletiva, no MAC/USP
1957 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/RJ
1957 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Arte Moderna
1958 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus
1959 - Haia (Holanda) - Arte Brasileira Atual, organizada pelo Itamaraty
1959 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1959 - São Paulo SP - Seis Concretistas, na Galeria de Arte da Folha
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Arte Concreta, no MAM/RJ
1960 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP
1960 - São Paulo SP - Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Zurique (Suíça) - Konkrete Kunst, na Helmhaus
1961 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1962 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Arte Moderna
1963 - São Paulo SP - 12º Salão Paulista de Arte Moderna
1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1963 - São Paulo SP - Galeria Novas Tendências: coletiva inaugural, na Associação de Artes Visuais Novas Tendências
1964 - São Paulo SP - 13º Salão Paulista de Arte Moderna - prêmio aquisição
1965 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Arte Moderna
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1965 - São Paulo SP - Proposta 65, na Faap
1966 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1966 - São Paulo SP - Três Premissas, no MAB/Faap
1967 - Brasília DF - 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1967 - São Paulo SP - 16º Salão Paulista de Arte Moderna
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1968 - São Paulo SP - 17º Salão Paulista de Arte Moderna
1968 - São Paulo SP - Os Concretistas, no MAM/SP
1969 - São Paulo SP - 10ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - Mostra Internacional de Gravura, no Masp
1977 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, no MAM/RJ
1977 - São Paulo SP - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado
1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall
1978 - São Paulo SP - O Objeto na Arte: Brasil anos 60, no MAB/Faap
1985 - Belo Horizonte MG - Geometria Hoje, no MAP
1987 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, na Funarte
1987 - São Paulo SP - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, no MAB/Faap
1987 - São Paulo SP - A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, na Fundação Bienal
1987 - São Paulo SP - Projeto Arte Brasileira - Anos 50, na Faap
1994 - São Paulo SP - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP, no MAC/USP
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1996 - Rio de Janeiro RJ - Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP: construção, medida e proporção, no CCBB
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira - 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP
1996 - São Paulo SP - Bandeiras, na Galeria de Arte do Sesi
1996 - São Paulo SP - Desexp(l)os(ign)ição, na Casa das Rosas
1997 - Porto Alegre RS - 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Aplub; Casa de Cultura Mário Quintana; DC Navegantes; Edel; Usina do Gasômetro; Instituto de Artes da UFRGS; Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul; Margs; Espaço Ulbra; Museu de Comunicação Social; Reitoria da UFRGS; Theatro São Pedro
1997 - Porto Alegre RS - Vertente Construtiva e Design, no Espaço Cultural Ulbra
1998 - Belo Horizonte MG - O Suporte da Palavra, no Itaú Cultural
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner , no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - O Suporte da Palavra, no MAM/SP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ
1999 - São Paulo SP - Década de 50 e seus Envolvimentos, na Jo Slaviero Galeria de Arte
2000 - Mouans-Sartoux (França) - L'Espace de l'Art Concret, no Chateau de Mouans-Sartoux
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial
2002 - Rio de Janeiro RJ - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Collección Cisneros, no MAM/RJ
2002 - São Paulo SP - Paralelos: arte brasileira da segunda metade do século XX em contexto, Colección Cisneros, no MAM/SP
2003 - Cidade do México (México) - Cuasi Corpus: arte concreto y neoconcreto de Brasil: una selección del acervo del Museo de Arte Moderna de São Paulo y la Colección Adolpho Leirner, no Museo Rufino Tamayo
2003 - Rio de Janeiro RJ - Ordem x Liberdade, no MAM/RJ
2004 - São Paulo SP - Versão Brasileira, na Galeria Brito Cimino

Fonte: Itaú Cultural e Estadão

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