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Juan José Balzi

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BIOGRAFIA

Juan José Balzi (Buenos Aires, Argentina 1933)

Pintor, ilustrador, desenhista, professor.

Estuda desenho, pintura e publicidade artística na Academia Nacional de Belas Artes de Buenos Aires, entre 1948 e 1956. Sai desta instituição com os títulos de professor de desenho, professor de pintura e técnico em publicidade artística. Em 1958, muda-se para São Paulo SP e passa a dedicar-se predominantemente à publicidade. Na década de 1960, obtém cidadania italiana e, durante sua estadia em Milão (Itália), convive com Carlo Carrá e Marino Marini, entre 1964 e 1967. Nesta mesma cidade, obtém em 1979 o diploma da Accademia Belle Arti di Brera e, dois anos mais tarde, freqüenta o curso de pintura mural da Universidade Livre Européia de Montefiori-Conca, em Conca (Itália). No final da década de 1960, muda-se para a Espanha, onde começa a expor regularmente. Leciona, entre 1977 e 1983, educação artística, desenho e história da arte na Escola Média Italiana e no Liceu Científico Italiano de Barcelona (Espanha). Ainda nesta cidade, trabalha como ilustrador para o Editorial Argos Vergara, ilustrando as obras completas de Baltazar Gracián e de José Martí. Em 1987, transfere-se para o Brasil e, residindo novamente em São Paulo, passa a lecionar no curso de pós-graduação da Fundação Armando Álvares Penteado, no Instituto Italiano di Cultura e na Oficina Cultural da Secretaria do Estado de São Paulo, até o ano de 1995. Em 1993, publica o livro O Impressionismo, editado pela Editora Ática, pinta um mural na Rua Clélia (São Paulo SP), em frente ao Sesc Pompéia.

Críticas

"A grande força de compaixão e o engajamento social - não necessariamente no sentido político - conduziram Balzi para uma pintura vigorosa, onde ele mostra ambientes nos quais introduz o ser humano, chegando à demonstração de caráter essencial das situações. Em muitos casos ele coloca a figura humana num isolamento bastante expressivo, em cenários carregados de cores escuras. Esses ambientes marcam, também, o espírito das imagens que devem ser contempladas. Achamos interessante o uso freqüente das janelas, que convidam à participação mais profunda, fazendo um recorte bem pensado para a composição destas vistas e visões. O vigor da sua pincelada, a vibração colorística, convencem".
Wolfgang Pfeiffer
BALZI. Apresentação de Wolfgang Pfeiffer. São Paulo: MAC/USP, 1982.

"As múltiplas experiências profissionais e artísticas de Juan José Balzi, pintor italiano nascido na Argentina (Buenos Aires) e que viveu no Brasil, Itália, Espanha, voltando finalmente ao Brasil, podem-se perceber e entrever através da sua pintura que documenta a pesquisa constante e sempre insatisfeita por captar a essencialidade artística do mundo contemporâneo. A sua maneira de ver curiosa, penetrante, dramaticamente ingênua, parece querer averiguar a atual condição humana com uma técnica pictórica que repropõe conscientemente os momentos mais altos da tradição e da modernidade e que, embora recordando o furor de Goya e a dramaticidade de Bacon, infunde um toque pessoal de suavidade e de cáustica ironia ao apresentar os momentos habituais e significativos da vida quotidiana".
Ivano Marchi
MARCHI, Ivano. In BALZI. Retrospectiva Juan José Balzi. São Paulo : MAB, 1990. il. p. b. color.

"... toda sua obra é quase um só quadro. Não importa que em uma tela o homem flutue na estratosfera ou que em outra se ajoelhe humilhado ante um confessionário. Balzi, em seu ´soldados ajoelhados diante de um retrato do czar´, ou na atitude de um ´palhaço´ - docemente triste - encontra a linguagem apropriada para levantar ante ´os poderes´ o seu protesto. Um mesmo tema que se eleva - como numa oração - desde seus quadros, um protesto feito com o rigor do verdadeiro, do lírico e do irônico, proclamando a esperança perdida na paisagem do homem. A incomunicação do homem, seu abandono, vivem como uma obsessão reiterada em sua mente de artista: assim se expressa sua pintura, sempre sob a atitude preocupada do homem submetido às suas dúvidas. Ao seu isolamento. A sorte de sua pintura - feita de um expressionismo que tem uma vertente lírica muito acertada - reside na carga de verdade que ela contém. Pois é ela que a salva de tantas inanidades a que nos acostumaram os falsos profetas da contestação. A tragédia consumada em suas telas tem muito de símbolo. O que há de estranho, pois, que a gente ao contemplar sua pintura a entenda, se está precisamente dedicada à ela? Eis a razão pela qual a pintura de Balzi reclama um Museu para que todos possam vê-la".
Francesc Gali
Gali, Francesc. In BALZI. Retrospectiva Juan José Balzi. São Paulo : MAB, 1990. il. p. b. color.

Exposições Individuais

1966 - Madri (Espanha) - Individual, na Galeria de Arte da Casa do Brasil
1968 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Galeria Aquitânia
1968 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Galeria AS
1968 - Madrid (Espanha) - Individual, na Galeria da Casa do Brasil
1969 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Galeria Aquitânia
1969 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Galeria Twain
1970 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Galeria Twain
1972 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Galeria El Xot
1974 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Livraria Coap Gros de Mataró
1974 - Barcelona (Espanha) - Individual, na Sala Gaudi
1976 - Caracas (Venezuela) - Individual, na Galeria Angel Boscan, da Universidade de Caracas
1979 - São Paulo SP - Individual, no Istituto Italiano di Cultura de San Paolo
1980 - Boston (Estados Unidos) - Individual, na Hirshberg Gallery
1981 - Madri (Espanha) - Individual, no Centro de Estúdios Brasileños
1982 - São Paulo SP - Balzi: pinturas, no MAC/USP
1988 - São Paulo SP - Balzi: 30 anos de ilustração, no Clube de Criação
1990 - São Paulo SP - Juan José Balzi: retrospectiva, no MAB/Faap

Exposições Coletivas

1970 - Barcelona (Espanha) - 13º Prêmio Aglada Guillot
1971 - Barcelona (Espanha) - 11º Prêmio Internacional de Desenho Joan Miro, na Fundação Joan Miró
1971 - Barcelona (Espanha) - 1º Congresso de Artes Plásticas Latino-Americano, na Sala Gaudí
1972 - Vallauris (França) - Exposição Internacional em Homenagem a Picasso
1973 - Barcelona (Espanha) - Homenagem a Torres Garcia, na Sala Gaudí
1973 - Londres (Inglaterra) - 1ª Bienal Internacional de Desenho
1975 - Londres (Inglaterra) - 2ª Bienal Internacional de Desenho
1976 - Campione (Itália) - 10ª Bienal de Campione - prêmio aquisição
1976 - Madri (Espanha) - 5ª Bienal de Deporte
1977 - Barcelona (Espanha) - 2ª Feira de Desenho de Barcelona
1977 - Barinas (Venezuela) - 30 Artistas de Hispano-América
1978 - Alicante (Espanha) - 3º Certame de Pintura Vila de Pego
1978 - Madri (Espanha) - 6ª Bienal de Deporte
1980 - Manágua (Nicarágua) - Povo de Nicarágua, no Museo de Arte Contemporáneo de Nicarágua
1982 - Girona (Espanha) - Esculto-Pintura, na Galeria Fontana D'or
1982 - Madri (Espanha) - 7ª Bienal de Deporte
1987 - Nova York (Estados Unidos) - Novos Expressionistas Espanhóis, na Galeria Dos
1996 - São Paulo SP - Bandeiras, na Galeria de Arte do Sesi
1997 - Santo André SP - Balzi e os Meninos de Arte, no Paço Municipal
1998 - Thüringen (Alemanha) - Balzi e os Meninos de Arte, no Stadtmuseum Thüringen
2001 - São Paulo SP - Artistas Plásticos Argentinos de São Paulo
2002 - São Paulo SP - 1ª SP-Arte, na Oca
2003 - São Paulo SP - Artistas Plásticos Argentinos de São Paulo, no Memorial do Imigrante
2005 - São Pulo SP - Transeuntes, no MAC/USP

Fonte: Itaú Cultural

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