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José Tarcísio

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BIOGRAFIA

José Tarcísio (Fortaleza CE 1941)

Pintor, artista intermídia, gravador, escultor, cenógrafo e figurinista.

José Tarcísio Ramos realiza seus primeiros trabalhos em artes plásticas, em 1960. No ano seguinte, muda-se para o Rio de Janeiro e freqüenta o ateliê de Inimá de Paula, além de estudar na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1964 e 1966. Sofre com a repressão militar, sendo preso por 4 dias e mantido sob censura em 1968. Em 1970, cria os figurinos e acessórios para a peça Cemitério de Automóveis, apresentada no Teatro Ruth Escobar, em São Paulo. Em 1976, sua obra Regando Pedras é reproduzida em selo pela Empresa de Correios e Telégrafos.

Críticas

"Viver, confundir-se. Transpassar-se no tempo, de todos os estímulos esboçados. Ser, como artista, uma sensitiva transitória e receptiva. Assim tem cumprido José Tarcísio, cearense de menos que quarenta anos, seu trânsito. Todos os que o conhecem a quase duas décadas têm visto como tem enfrentado a tirania do esquema, como tem dançado com o dragão e lustrado suas escamas. (...) O transplante Fortaleza /Rio, e a memória interiorana de poderoso resíduo e muito desgaste, empedraria as imagens do ciclo familiar, a cuja fonte voltaria muitas vezes para se abastecer(...). Em 1971 viaja para Paris. Como tem que viver resolve desenhar como qualquer pintor de calçada. Sua temática não interessa ao comprador e ele se condiciona à circunstância. Todos compram flores e ele desenha flores. Tem até hoje guardadas essas flores, com secreto orgulho, como salvadas da concessão. Criticamente encontramos nessas flores o mesmo nível de invenção de sempre, e numa retrospectiva elas teriam que ser cotejadas. Em Londres, a exacerbação é sexual (década de 70) - ficam os desenhos de conotação genital. Detalhes como modelos científicos, sem qualquer margem de sensualismo. (...) Começa então o aprendizado humilde e árduo da pintura. De uma viagem a Fortaleza, traz o acúmulo de imagens - as praias, areais, mato rasteiro (sobrevivência de uma natureza despojada e agressiva). O comportamento do pintor equilibra-se entre o racional de uma pintura elaborada e o ingenuísmo de um astracã cromático, liberdades a que José Tarcísio ainda e sempre se permite".
Walmir Ayala
BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 15. , 1979. Catálogo geral. Apresentação de Luiz Fernando Rodrigues Alves. São Paulo: Fundação Bienal, 1979.

Exposições Individuais

1967 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria G4
1968 - Fortaleza CE - Individual, na Galeria Raimundo Cela
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1969 - São Paulo SP - Individual, no Masp
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino

Exposições Coletivas

1962 - Rio de Janeiro RJ - Salão Cândido Portinari - menção honrosa
ca.1962 - São Paulo SP - Salão de Principiantes, na Galeria Prestes Maia - 1º prêmio
1964 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Alunos da Enba - 1º prêmio
1965 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário - 1º prêmio
1965 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Alunos da Enba - 1º prêmio
ca.1965 - Rio de Janeiro RJ - Salão Geral de Artes Plásticas - prêmio viagem ao exterior
1966 - Campinas SP - 2º Salão de Arte Contemporânea
1966 - Rio de Janeiro RJ - 15º Salão Nacional de Arte Moderna
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1967 - Brasília DF - 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea - prêmio estímulo
1967 - Campinas SP - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1967 - Fortaleza CE - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará - 1º prêmio em pintura
1967 - Ouro Preto MG - 1º Salão de Desenho - premiado
1967 - Rio de Janeiro RJ - 3ª O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1967 - Rio de Janeiro RJ - Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - prêmio aquisição
1968 - Campinas SP - 4º Salão de Arte Contemporânea
1968 - Rio de Janeiro RJ - 17º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1968 - Rio de Janeiro RJ - Pintores Cearenses, no MNBA - 3º prêmio
1968 - Rio de Janeiro RJ - Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ
1969 - Rio de Janeiro RJ - 18º Salão Nacional de Arte Moderna
1969 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão dos Transportes, no MAM/RJ - prêmio aquisição
1969 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp
1970 - Rio de Janeiro RJ - 19º Salão Nacional de Arte Moderna
1970 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos
1971 - Paris (França) - 7º Bienal de Paris
1971 - Rio de Janeiro RJ - 20º Salão Nacional de Arte Moderna
1971 - São Paulo SP - 5ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP
1972 - Rio de Janeiro RJ - 21º Salão Nacional de Arte Moderna
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
1973 - Rio de Janeiro RJ - 22º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao país
1974 - Campinas SP - 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1974 - Niterói RJ - 3ª Mostra de Artes Visuais do Estado do Rio de Janeiro - prêmio aquisição
1974 - Rio de Janeiro RJ - 23º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao exterior
1974 - São Paulo SP - Bienal Nacional 74, na Fundação Bienal
1975 - Medellín (Colômbia) - Trienal de Medellín
1975 - Piracicaba SP - Salão de Arte Contemporânea
1975 - São Paulo SP - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1975 - São Paulo SP - Novos e Novíssimos Gravadores Brasileiros, no MAC/USP
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1992 - São Paulo SP - Grupo Guanabara: 1950-1959, no Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte
1996 - Fortaleza CE - 2º Salão Norman Rockwell, na Galeria Ibeu
1998 - São Paulo SP - Grupo Seibi: Exposição Comemorativa dos 90 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, na Jo Slaviero Galeria de Arte
1998 - São Paulo SP - São Paulo: visão dos nipo-brasileiros, no Museu Lasar Segall
1998 - São Paulo SP - Traços e Formas, na Jo Slaviero Galeria de Arte
2002 - São Paulo SP - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB

Fonte: Itaú Cultural

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