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José Cordeiro Albano

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BIOGRAFIA

José Cordeiro Albano (Fortaleza CE 1944)

Fotógrafo.

Forma-se em inglês e português pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, em 1968; obtém grau de mestre em fotografia pela Newhouse School of Public Communications da Syracuse University, de Nova York, em 1972. Consagra-se nos anos de 1974 e 1975, com a publicação da série de reportagens publicadas pelo jornal O Povo, de Fortaleza, intitulada De carona na Europa com José Albano, perfazendo um total de 32 páginas inteiras do jornal. Extremamente polivalente, atua nos mais diversos campos da fotografia, da publicidade ao fotojornalismo, sem deixar de desenvolver em paralelo um sensível trabalho pessoal, engajado com as lutas em prol das causas ecológicas, da autonomia das comunidades alternativas e da preservação da identidade e da independência dos povos indígenas. Ilustra com suas fotografias diversos livros, entre os quais Os índios no Siará, de José Cordeiro (1989); O livro do Menino e o Mundo, de Angela Linhares (1991); As asas do anjo, de Jussânia Borges (1994); e Brinquedos populares, de Gilmar Chaves (1996).

Acervos

Coleção Joaquim Paiva
Coleção Pirelli/Masp de Fotografias - São Paulo SP

Críticas

"É somente por si que o espírito revela-se como fosse uma fotografia. No trabalho de Zé Albano, sente-se com intimidade um momento preciso deste espírito revelado através da fotografia, em que a coerência, a sensibilidade aguçada e a precisão ´homem/máquina´ se equilibram para determinar, sentir no microcosmo da natureza até o macrocosmo da expressão humana e todo seu envolvimento com o habitat que lhe é natural ou artificial. 
Na arte-foto-gráfica de Zé Albano, existe uma identidade encontrada, uma realidade forte, incisiva e particularmente poética. E entre tudo isso, num trabalho de ritmo claro, ele executa no laboratório-fotográfico uma obra tão importante de arte final de suas fotos que o faz um fotógrafo assim por completo".
Bené Fonteles
O Povo, Fortaleza CE - 23 set 1979.

"Ele tem um terceiro olho que enxerga quadrado e dom de congelar o tempo com um simples toque do dedo indicador. José Cordeiro Albano segue o rebanho dos que têm a rara mansidão capaz de flagrar imagens em seus momentos mais íntimos e decisivos. Fotógrafo-mago, traz pendurado ao pescoço um amuleto que não lhe tem faltado com a sorte. A máquina fotográfica obedece como cordeirinha aos comandos de um José que ora reza pela máxima limpidez do instante, ora seleciona fragmentos do cotidiano, escondendo parte da verdade. 
Viver isolado numa 'pequena estação ecológica', a 18 km do centro de Fortaleza, é herança de quem desembarcou em solo norte-americano na rebelde década de 70, sob o pretexto de pós-graduar-se em fotografia. José Albano credencia: 'A experiência nos Estados Unidos me marcou profundamente. Revolucionou totalmente a minha visão de mundo e as minhas pretensões profissionais'. É verdade. O jovem que chegou ao país da Coca-Cola querendo se afiar para 'arrotar' superioridade no lugar de origem acabou embalado por sonhos de paz e amor, vivências ecológicas, comunidades rurais alternativas e alimentação natural. 
De volta, os resquícios de contracultura deram as mãos à condição já firmada de mestre em fotopublicidade. Na casa-estúdio de taipa, próximo à Praia de Sabiaguaba, José Albano vive até hoje a contradição de fazer o próprio pão e fotografar pães comerciais para anúncios publicitários. Ele tenta justificar: 'Eu não posso negar que tenho prazer de fotografar uma coisa que eu posso controlar completamente. Dentro do estúdio, a gente é o rei, a gente faz a fotografia'. José Albano está coroado. Lidando com a alquimia de harmonizar luzes, sombras, espelhos e rebatedores, ensina que a magia se dá quando o objeto em foco ganha brilho singular, seduzindo pela aparência. 
Dessa caça sobre-humana ao perfeccionismo e beleza é que o fotógrafo retira o 'sumo' para financiar suas curtições. E elas são muitas. José Albano adora fotografar o ´em torno´ de Sabiaguaba, as comunidades alternativas espalhadas pelo Brasil, as paisagens cearenses e, especialmente, a única cria: Emília. São mais de 2 mil fotografias da filha, desde o nascimento até hoje, aos 17 anos. O 'superpai' não cansa de celebrar o que ele mesmo define como primeira maior oportunidade que nos é dada para mudar e melhorar o mundo´. Paternalíssimo, arremata: 'É uma corrente de melhoria da raça humana' ".
Ethel de Paula
Revista Entrevista - UFC/Jornalismo, Fortaleza CE, set 1994, nº 5.

"A arte fotográfica tem principalmente um olhar atento para o mundo. A beleza das crianças tapebas, de José Albano, diz desse tipo de sensibilidade. ´Penso que fotografar as crianças no que elas têm de belo foi algo que teve impacto. As pessoas ficaram impressionadas com aqueles traços físicos da mistura de raças´, conta Albano. 
O rosto dos tapebas revela também o interesse do fotógrafo pelo rosto humano. Albano está preocupado em recuperar a prática das pessoas por retratos. Um retorno também para ele. Foi com retratos que Albano começou na fotografia, em 1966. Era um tempo em que fazer 15 anos e não ganhar um pôster pendurado na parede da sala de visita era um drama. Era como não ter aquela foto ao lado do globo terrestre em cima da mesa da escola. Ou como uma criança não ter um quadro com fotos ovaladas segurando o telefone, boneca Dorminhoca, flores de plástico... 
Albano quer estar o mais próximo da vida. Faz os retratos em papel p&b com viragem para o marrom, que aquece a pele e dá volume às formas. Albano quer chegar próximo do real. Ao revelar as fotos, quando as imagens surgem, costuma gritar: fala, fala porra. . . numa alusão ao gesto de Michelangelo, que, ao concluir Moisés, deu uma martelada no joelho da escultura e disse: parla, parla".
Beatriz Furtado - Editora do Sábado
Suplemento Sábado - Jornal O Povo - Fortaleza CE, 26 jan 1996.

Depoimentos

"Meu trabalho é bastante convencional. Quero que a minha fotografia seja o mais parecido possível com a vida. Por isso não gosto dos efeitos especiais provocados por filtros, filmes propositadamente inadequados, objetivas de comportamento irreal, tratamentos químicos para alterar resultados... Nesse sentido, acho que sou um fotojornalista. Assim mesmo, entendo que muito da fotografia é subjetiva, dependente de minhas escolhas pessoais de ângulos, momentos do clic, processos... Mas quero tudo próximo da vida, a serviço do real".
José Albano

Exposições Coletivas

1973 - Fortaleza CE - Itália, na Casa de Cultura Italiana da Universidade Federal do Ceará
1974 - Fortaleza CE - Alemanha, na Casa de Cultura Germânica da Universidade Federal do Ceará
1975 - Fortaleza CE - Crianças das Américas, na Galeria do Instituto Brasil-Estados Unidos no Ceará
1976 - Fortaleza CE - Maisons, Visages et Paysages de France, na Aliança Francesa
1979 - Fortaleza CE - Fotógrafos Cearenses, no Centro Médico Cearense
1982 - Fortaleza CE - Presença e Contrastes no Nordeste Brasileiro, no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5ª Mostra de Audiovisuais. Álbum da Emília e Sabiaguaba, na Funarte
1982 - Rio de Janeiro RJ - O Trabalho, na Funarte
1983 - Fortaleza CE - Mulheres/Femmes, no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará
1984 - Fortaleza CE - Fotonordeste, na Funarte
1984 - Fortaleza CE - Publifoto 84, na Galeria Gentil Barreira
1984 - Fortaleza CE - Seqüências, no Bar Le Snack
1984 - Rio de Janeiro RJ - Publifoto 84, na Galeria Gentil Barreira
1984 - Rio de Janeiro RJ - 1ª FotoNordeste, na Funarte
1985 - Fortaleza CE - Publifoto 85, na Galeria Gentil Barreira
1988 - Fortaleza CE - Criança Tapeba, na Praça José de Alencar
1988 - New Hampshire (Estados Unidos) - The Cearense Photographers, na Blackthorn Gallery, Portsmouth
1990 - Fortaleza CE - 41º Salão de Abril, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela
1991 - Fortaleza CE - Encontro no Govinda, no Instituto Gaia
1992 - Fortaleza CE - Construindo em Taipa Minha Casa-Estúdio, na Aliança Francesa
1992 - Munique (Alemanha) - Perto do Coração Selvagem/Nahe Dem Wilden Herzen, na Offene Akademie der Münchner Volkshochschule. Aspekte Galerie
1992 - Salvador BA - 1º Salão Nacional de Arte Fotográfica da Bahia, na Galeria Cañizares e na UFBA
1993 - Salvador BA - 2º Salão Nacional de Arte Fotográfica da Bahia, na Galeria Cañizares e na UFBA
1994 - Salvador BA - 3º Salão de Arte Fotográfica da Bahia, na UFBA
1995 - Salvador BA - 4º Salão de Arte Fotográfica da Bahia, na UFBA
1993 - Fortaleza CE - Arte Postal Ceará, no Centro de Turismo
1993 - Fortaleza CE - Barcelona de Gaudí, na Casa de Cultura Hispânica da Universidade do Ceará
1993 - Fortaleza CE - Fotografia Contemporânea Cearense, na Galeria Ignês Fiúza
1993 - Porto Alegre RS - Salão Nacional de Racismo e Discriminação, na Usina do Gasômetro/Instituto Cultural Judaico Marc Chagall
1993 - São Paulo SP - 1º Mês Internacional da Fotografia, no Sesc Pompéia
1994 - João Pessoa PB - 1ª Semana Paraibana de Fotografia. Comunidades Alternativas, na Funesc
1994 - São Paulo SP - 4ª Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, no Masp
1995 - Fortaleza CE - Motociclando, no Centro Cultural da Abolição
1995 - São Paulo SP - 2º Mês Internacional de Fotografia. Investigação Brasil, no CCSP
1995 - São Paulo SP - Coletiva Brasileira de Retratos Anos 80 e 90, no Espaço Cultural Faap
1995 - Tóquio (Japão) - Living Together, no Asia/Pacif Cultural Center for Unesco, ACCU
1996 - Curitiba PR - 1ª Bienal Internacional de Fotografia da Cidade de Curitiba. Brasil Mostra Tua Cara, no Solar do Barão
1996 - Londres (Inglaterra) - Novas Travessias - Contemporary Brazilian Photography, na Photographers Gallery
1997 - Aracaju SE - Sabiaguaba, na Cultarte
1997 - Fortaleza CE - Amamentação, o Melhor Começo da Vida, concurso estadual, auditório da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará - menção honrosa
1997 - Fortaleza CE - Ceará Terra da Luz, no Centro Cultural do Palácio da Abolição, veiculada também na Internet
1997 - Fortaleza CE - 1º Concurso Estadual de Fotografia Turística da Comissão de Indústria, Comércio, Turismo e Serviço da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará
1997 - São Paulo SP - 3º Mês Internacional da Fotografia. Verde Lente - Fotógrafos Brasileiros e a Natureza, no MAM/SP
2001 - São Paulo SP - Projeção Vídeos, no Barnaldo e Lucrécia
2002 - São Paulo SP - Visões e Alumbramentos: fotografia contemporânea brasileira da coleção Joaquim Paiva, na Oca

Fonte: Itaú Cultural

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