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José Barbosa da Silva

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BIOGRAFIA

José Barbosa da Silva (Olinda PE 1948)

Pintor, desenhista, entalhador, escultor, ilustrador e gravador.

Filho do marceneiro e restaurador Ernani Ricardo da Silva, entalha arcas para antiquário na marcenaria de seu pai no Mercado da Ribeira, em Olinda. Em 1963, com o incentivo do pintor Adão Pinheiro, inicia carreira artística. Nessa mesma época, integra e organiza o Movimento de Arte Ribeira, que conta com a participação de João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker. Organiza o 1º Salão de Arte Popular em Natal, com Janete Costa, em 1965. No mesmo ano, muda-se para o Rio de Janeiro, e participa do início da tropicália, do cinema novo e da nova figuração, além de estudar gravura em metal com o professor Orlando da Silva. Em 1967, realiza esculturas para o Hotel Savoy. Em 1972, parte para a Europa, residindo na Alemanha e na França até 1978, quando regressa ao Brasil. Em 1976, trabalha em ateliê com Roseline Granet e Jean Paul Riopelle, em Meudon, França.

Críticas

"Vendo os trabalhos do artista olindense José Barbosa, em suas variadas e múltiplas técnicas de elaboração, duas coisas logo ressaltam: quer trabalhando em pintura, desenho, gravura, talha ou escultura, a unidade temática é flagrante, a ´atmosfera´ magicamente carregada é quase uma constante, o que nos leva a observar que a sua obra é de uma integridade total, ou seja, José Barbosa é sempre fiel à sua subjetividade interior, fruto também do mundo objetivo que o marcou vivencialmente; a representatividade desse mundo está ligada teluricamente à paisagem real e mitológica da sua sempre presente Olinda. Fator importante em seu trabalho, qualquer que seja o gênero ou categoria, é o traço, o desenho. A cor, que comparece com muita assiduidade, salvo nas gravuras, é uma complementação necessária à exacerbação do mágico, do mítico e do semi-onírico. (...); vivendo cerca de seis anos na Europa, ele foi capaz de permanecer intacto, do ponto de vista da sua percepção e concepções pessoais manifestas ricamente em sua obra. Evidentemente algumas incorporações e assimilações aconteceram (...). Essas incorporações são muito sutis e só um olho mais atento descobrirá ressonâncias as mais diversas, incluindo-se entre elas o uso deliberado da perspectiva linear, em alguns trabalhos ou de algo ligado à nova figuração. (...) em algumas paisagens mais recentes, nas quais massas de manchas difusas impregnam as suas aquarelas de uma expressiva indefinição que se situa no mundo da passagem do não ser para o ser".
Montez Magno
JOSÉ Barbosa: 15 aquarelas e 14 talhas. Apresentação de Renato Magalhães Gouvêa. Textos de Montez Magno et al. São Paulo: Renato Magalhães Gouvêa - Escritório de Arte, 1981.

"De José Barbosa vamos esperar o melhor. Se ele se resolver pela talha e não pela marcenaria, e se ficar fiel a seu sangue popular, a arte nordestina estará de parabéns, pois terá, no mínimo, ganho um entalhador que não fica a dever nada aos grandes artesãos que fizeram os altares de Olinda - esta Olinda onde ele nasceu e se criou e que é, para nós, nordestinos, a mesma 'colina sagrada' que foi para nossos antepassados do século XVII, na sua luta pela formação da nacionalidade".
Ariano Suassuna
SUASSUNA, Ariano. In: GALERIA JACQUES ARDIES. O mundo encantado de José Barbosa: catálogo. São Paulo, 1999.

"Em momentos ouve-se ecos de Matisse ou surrealismo, em outros o tom é religiosidade medieval. Mas a arte de Barbosa nunca é derivativa. Enquanto demonstra uma magnífica segurança técnica em qualquer meio, cada trabalho é cheio de surpresas maravilhosas: quanto mais tempo alguém vive com suas pinturas e esculturas, mais esse alguém entra naquele mundo especial de encantamento".
Peter Rosenwald
ROSSENWALD, Peter. In: GALERIA JACQUES ARDIES. O mundo encantado de José Barbosa: catálogo. São Paulo, 1999.

Exposições Individuais

1964 - Recife PE - Individual, na Galeria de Arte do Recife
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Goeldi
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Goeldi
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Ibeu Copacabana
1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão dos Transportes, no MAM/RJ
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Irlandini
1971 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Irlandini
1972 - Colônia (Alemanha) - Individual, na Anna Friebe Galerie
1972 - Londres (Inglaterra) - Individual, na Elvaston Gallery
1972 - Paris (França) - La Garvura Contemporaine, na Bibliothèque Nationale de France
1973 - Paris (França) - Individual, na Galeria Debret
1974 - Munique (Alemanha) - Individual, no Brasilianische General Konsulat
1975 - Bonn (Alemanha) - Individual, no Ibero-Klub
1975 - Paris (França) - Individual, na Chez Claude e Bernand Bazin
1978 - Recife PE - Individual, na Gatsby Arte
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
1980 - Recife PE - Individual, na Artespaço Galeria de Arte
1981 - São Paulo SP - Individual, no Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte
1982 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Estampa
1984 - Recife PE - Individual, na Artespaço Galeria de Arte
1984 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1985 - Paris (França) - Individual, no Centre Latino-Americain
1987 - Recife PE - Individual, na Artespaço Galeria de Arte
1987 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montessanti Roesler
1989 - Recife PE - Individual, na Artespaço Galeria de Arte
1992 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1994 - Recife PE - Invididual, na Galeria Futuro 25
1995 - Recife PE - Individual, na Artespaço Galeria de Arte
1996 - Recife PE - Individual, na Galeria Futuro 25
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Irlandini
1997 - Recife PE - Individual, no Espaço Cultural Bandepe
1997 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Candido Mendes
1998 - Blumenau SC - Individual, na Reitoria da Furb
1998 - Paris (França) - José Barbosa: 20 ans après, na Chez Sophie et Fred Bazin
1999 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Jaques Ardies
2003 - São Paulo SP - Arquétipos da Natureza, na Galeria Jacques Ardies

Exposições Coletivas

1964 - Recife PE - Salão de Artistas Estreantes Deca - premiado
1965 - Natal RN - Salão Brasileiro de Arte Popular
1965 - Olinda PE - Exposição de Arte Sacra, no Mercado da Ribeira
1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ
1965 - São Paulo SP - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAC/USP
1966 - Bayreuth (Alemanha) - Festival Wagner
1966 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira em Coleções Americanas, na Galeria Ibeu Copacabana
1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão dos Transportes, no MAM/RJ - 1º prêmio em escultura
1967 - Belo Horizonte MG - 23º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP
1967 - Madri (Espanha) - Primitivos Actuales de América, no Instituto de Cultura Hispânica
1967 - Rio de Janeiro RJ - Salão das Caixas, na Petite Galerie
1967 - Santiago (Chile) - 3ª Bienal Americana de Gravura, no Museo de Arte Contemporáneo - Prêmio Pablo Neruda
1968 - Belo Horizonte MG - 23º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, no MAP
1968 - Rio de Janeiro RJ - 17º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1968 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ
1968 - Rio de Janeiro RJ - Arte no Aterro: um mês de arte pública, no Aterro do Flamengo e Pavilhão Japonês
1970 - Rio de Janeiro RJ - 19º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - 1º prêmio em escultura
1971 - Londres (Inglaterra) - Brazilian Artists, na Manheim Gallery
1971 - Rio de Janeiro RJ - 20º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1971 - Rio de Janeiro RJ - 50 Anos de Arte Moderna Brasileira, no MAM/RJ
1971 - Washington (Estados Unidos) - Gravura Brasileira em Washington
1972 - Paris (França) - La Gravura Contemporaine, na Bibliothèque Nationale de France
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
1973 - Morges (Suíça) - Dix Artistes Brésilien, na Pró-Artkasper
1973 - Paris (França) - L'Estampe Contemporaine, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1974 - Paris (França) - Interiorité-Naiveté, na Galerie L'Oeil de Boeuf
1974 - Paris (França) - Salon International des Beaux-Arts, no Musée d'Art Moderne. Grand Palais
1976 - Marselha (França) - Formes et Couleurs du Brésil, no Credit Commercial de France
1978 - Curitiba PR - 35º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra. Salão de Exposições
1979 - Curitiba PR - 2ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, no Centro de Criatividade
1979 - Recife PE - 32º Salão Oficial de Arte, no Museu do Estado de Pernambuco - premiado
1979 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1981 - Curitiba PR - 3ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Teatro Guaíra
1981 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1982 - Belo Horizonte MG - 4 Cantos de Olinda, na Anna Arte Design
1982 - Recife PE - 35 º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado de Pernambuco
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Recife PE - 36º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado de Pernambuco
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - São Paulo SP - 17ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1984 - Curitiba PR - 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba. A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Casa Romário Martins
1984 - Havana (Cuba) - 1ª Bienal de Havana, no Museo Nacional de Bellas Artes
1984 - Recife PE - 37 º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco
1984 - Rio de Janeiro RJ - A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985 - Recife PE - 38º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado de Pernambuco - premiado
1985 - Recife PE - Coletiva, na Galeria Futuro 25
1986 - Rio de Janeiro RJ - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1987 - Curitiba PR - 44º Salão Paranaense, no MAC/PR
1987 - Paris (França) - L'Art Fantastique du Brésil
1988 - Recife PE - Gil Vicente, Gilvan Samico e José Barbosa, no Estudio A Galeria de Arte
1988 - São Paulo SP - A Mão Afro-Brasileira, no MAM/SP
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1989 - Olinda PE - Viva Olinda Viva, no Atelier Coletivo
1991 - Recife PE - Coletiva, na Galeria Futuro 25
1992 - Recife PE - Coletiva, na Galeria Futuro 25
1993 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Galeria Tina Zippoli
1995 - João Pessoa PA - Coletiva, na Galeria Gamela
1997 - Recife PE - Os 4 Zés, na Artespaço Galeria de Arte
1998 - Paris (França) - Accrochage, na Galerie L'Oeil de Boeuf

Fonte: Itaú Cultural

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